quinta-feira, dezembro 24, 2009

Fim de ano, fim de década, fim do blog

Foi uma decisão natalina, de ano novo, tomada lá pelas 21 horas do dia 23 de dezembro, na longa caminhada de volta para o trabalho.

O Vitamina b encerra hoje suas atividades.

O blog surgiu em dezembro de 2004, há exatamente cinco anos. Compartilhei grandes momentos de minha vida por aqui. Daria para entender completamente o que eu passei entre dezembro de 2004-2009.

Estou emocionada, escrevendo cada frase pausadamente, como que pensando “O que estou fazendo?” Não estou escrevendo sob lágrimas, talvez porque esteja meio anestesiada e não tenha comentado com ninguém sobre essa decisão. Quem lê isto está sabendo em primeira mão.

Mas não dá mais. Estou com outros dois blogs, Twitter, Flickr, Facebook, Orkut, fora as outras zilhões de contas que tenho espalhadas por aí. E tenho minha vida não virtual para administrar. Por isso, decidi jogar a toalha.

Já ri, chorei, me inspirei muito com esse blog. Continuarei escrevendo, sem dúvida. Mas somente para mim, como sempre fiz, em meu diario que ficará no meu computador. Quem sabe não vira livro, conto, pó.

Não sei se desativo ou excluo o blog. Primeiramente, quero apenas arquivá-lo em meu HD, mas a ideia é excluí-lo.

Estou com um blog pronto, Antídoto de Beleza, sobre beleza, saúde e bem estar, temas que sempre gostei e trabalho com isso. Espero que conheçam e, mesmo que não seja do interesse de vocês, dêem uma olhadinha, está muito bonito.

Outro plano é organizar o blog Musicritica, sobre música, que lancei no meio de 2009. E que, por motivos diversos, não está 100% pronto.

A ironia é que, nesses últimos dias, estava pensando em escrever sobre o fim dessa década (ela acabou, percebeu?). E escrever sobre o fim de uma década significa escrever sobre uma ruptura. O fato de eu ficar procrastinando o post do fim da década e de ter até vergonha de acessar o blog – coisa que, normalmente, o faço diariamente – foi decisório para entender que o Vitamina b estava virando um fardo em minha rotina louca. Um peso das costas. Além de eu já estar com sintomas de tendinite, de tanto digitar.

Um bom Natal a todos, feliz 2010, e é com dor no coração que agradeço aos que seguem, lêem e comentam neste blog, que é um pedaço de minha vida em constante mudança.

Quero agradecer especialmente ao Tudo de Blog, da Capricho, pela oportunidade. Foram dois anos que abriram varias portas pra mim.

domingo, dezembro 06, 2009

Irmãs japas = gêmeas?

Imagens não autorizadas.


Eu e minha irmã somos muito diferentes, especialmente no que concerne à personalidade. Mas, como no Brasil rola aquela ignorância de que descendentes de orientais “são todos iguais”, muitas vezes os desconhecidos confundem a gente.

Eu me sentiria ofendida, se não tirasse proveito disso.

Não acho que somos parecidas nem fisicamente, nem em termos de personalidade (quase opostas) , mas vou confessar por este espaço que já nos aproveitamos da ignorância do cara pálida para tomar certas atitudes de gêmeas. (Ei, se você também é descendente de japonês e tem uma irmã, tenho certeza de que já fez alguma das situações abaixo)

Jogo rápido. Qual das situações abaixo é mentira?

Situação 1: Comprei uma roupa, não gostei, mas estou com preguiça de ir trocar na loja.
- Ju, vai na loja e finge que sou eu para trocar a roupa? Se ela perguntar alguma coisa, fala que eu tava de óculos no outro dia.
- Beleza, a loja é perto da facul?
- É, to com preguiça de ir, faz esse favor pra mim?


Situação 2: O chato não para de ligar e você não quer atender...
- Ju, atende aí e finge que sou eu? Fala bem grossa com ele, que eu não agüento mais!
- Ta, mas qual o nome dele? Ah, XXX? Ta, vou atender.
- Brigada!

Situação 3: Não sei nada de Física, mas minha irmã sabe (estudamos em colégios diferentes):
- Ju, faz a prova pra mim? Te dou um doce!
- Ta, mas você faz a prova de inglês pra mim, belê?
- Faço, é só passar a matéria antes...

Situação 4: O telefone toca. Eu atendo.
- Alô.
- Alô, a Ju ta aí?
- Não, ela não está.
- Ué, mas a voz é dela! OO Jú, pára de mentir!
- Não é ela. É a Tati, irmã dela.
- Ahh Jú, para de zuar. Deixa eu contar a novidade...e bla bla
- (interrompendo) Não é a Ju, é a Tati. É sério, ela ta dormindo.
- Jú, se não quer falar, beleza!
- Não É A JU, DEPOIS ELA TE LIGA. (desliga na cara).


E aí, descobriu?
Tcha tcha tcha...A situação 3 nunca foi de fato tentada – mas já pensada, quando éramos mais novas.

Se eu fosse gêmea, acho que não faria nada além do que já fiz nas situações anteriores. Embora, confesso: gêmeas e descendente de japonês...o céu é o limite para uma fingir ser a outra.

Conclusão dessa revelação bombástica:
Essa é a grande vantagem de ser descendente de japonês: eu e minhas amigas orientais já assumimos uma a identidade da outra, em variadas situações, quando éramos adolescentes.

Depois os “não-descendentes” falam:
Abre o olho, japonês!
Acho que quem tem que abrir o olho são vocês...