terça-feira, maio 29, 2007

Ato na quinta, festa, churrasco....

Primeiro ponto: estamos em greve. Ninguém gosta de greve, embora nosso querido Lulla insista na idéia de que para os servidores públicos greve seja sinônimo de férias.
Gente, não foi o mesmo Lulla que era o sindicalista das maiores greves do país?

Continuando: estamos em greve por tempo indeterminado. Não garanto que ficarei por aqui, depende de diversas circunstâncias. E sei que estou lotada de compromissos inadiáveis, portanto, devo me administrar um pouco antes de qualquer passo.
Mas quinta é dia de protestar em São Paulo, no Morumbi.

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E amanhã iremos tirar as fotos oficiais para a formatura. Isso assusta: estão acabando os melhores anos da minha vida. Se foram os melhores? Não sei, ainda estou vivenciando-os, então não consigo ser imparcial.
Mas o fato é que, daqui a pouquíssimos meses eu estarei fora de Bauru. Saindo da cidade sanduíche, que me fez passar muitos aperreios, felicidades e novidades.

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Pelo menos sábado tem churrasco da formatura. Esses sim, garanto que foram os melhores.


sexta-feira, maio 25, 2007

Terminei o Penapolense

Só quem já fez isso sabe o que é terminar o jornal de 1915 O Penapolense.

Marco histórico do meu semestre...
E hoje só na festa de Rádio pra comemorar. Comprei e mandei fazer a fantasia, tudo bonitinho. Mas quem disse que vai dar pra usar a roupa que eu mandei fazer?


quinta-feira, maio 24, 2007

Ocupação USP

Faz tempo que isso está acontecendo, não me manifestei ainda, mas o fato é que a ocupação da USp é legítima. Dou apoio à iniciativa dos alunos e vejo como a Unesp e sua fragmentação colaboram para a desmobilização das unidades.
A greve é iminente, mas não tenho a menor idéia de quanto tempo irá durar - não sei se é bom ou ruim uma greve duradoura, mas o fato é que as reivindicações devem ser atendidas.

Dou total apoio à USP e mostro meu repúdio à cobertura da grande imprensa - que distorceu, sim, as informações.


Estou relativamente inteirada das ocorrências, e sei o quanto a ocupação, o decreto do Serra e as medidas reacionárias de Lula estão sendo manipuladas pela grande imprensa.
O que mais me deixa indignada é: se este fato, de que tenho conhecimento, está sendo manipulado, o que dirá da política nacional, da economia, das operações da Polícia Federal, temas dos quais não saberia quase nada se não fosse a tal grande mídia? Pior: e a política internacional, cuja cobertura é baseada nas grandes agências de notícias, como a Reuters?

Estou indignada com a minha futura profissão. Temos direito à greve. Nas universidades públicas as PMs não podem entrar. E, pra piorar: como os reitores (indicados pelo governador) concordam com uma medida que não muda em nada a autonomia da universidade pública? Então por que foram feitos esses decretos?
A imprensa não está fazendo os questionamentos corretos.

terça-feira, maio 22, 2007

Bandas BOAS




Eu admito que gosto de umas bandas toscas. Estou ouvindo várias coisas que são o cúmulo da indústria cultural. Pega essa:





- Fall Out Boy - This Ain't A Scene, It's An Arms Race


- RBD - Salvame


Tem várias outras nesse nível de indústria cultural, que estão no meu mp3. Mas eu não ouço somente coisas boas:

Tô ouvindo:

- Bjork - Volta (o cd inteiro)

- Kings of leon - because of the times

- Arctic Monkeys - Favourite Worst Nightmirror

- Klaxons - Myths of the near future

- Nine inch nails - Year Zero

- Snow Patrol -Eyes Open

segunda-feira, maio 21, 2007

Achei minha agenda!



Meu quarto: que vergonha...







Meu quarto está uma zona: mil jornais, livros, revistas, xerox, cadernos, fichamentos, papéis e outros impressos espalhados pelo meu quarto. Diante disso, procuro minha agenda para anotar meus afazeres e me organizar quando, pasme, ela sumiu!

Cadê minha agenda?

Lá eu anotava tudo que tinha que fazer (se bem que eu anoto também no meu celular e no calendário de parede, bem como na minha mão e em papéis aleatórios). Depreende-se que eu não conto nunca com a minha memória – ela não é tão ruim assim, mas eu simplesmente anoto tudo que tenho que fazer, porque prefiro ter a certeza de que anotei meus afazeres.

Entretanto, durante esta semana, minha agenda querida simplesmente sumiu!

Procurei no laboratório da minha faculdade, no meu quarto, no “achados e perdidos” da Unesp, entre outras medidas. Em vão.

Eis que, num domingo à tarde, conversando com minha irmã pelo telefone, consto que minha agenda linda está no meio dos meus cds (tenho um monte de cds empilhados, porque não tenho um porta-cd que comporte todos os meus preciosos elementos da música mundial).

Fiquei tão feliz...porque, convenhamos: na minha agenda tem coisas (muitas vezes em códigos) que são muito mais confidenciais do que este blog. Nem te conto o que tem lá.

terça-feira, maio 15, 2007

Novo Hype

Eu procurei, procurei e procurei, mas não achei a maldita foto do mais novo hype da moda: a mochila do "Aluno Presente" - sim, aquela azul com a frase anteriormente citada em amarelo!
Todo mundo tem, mas o mais engraçado é que as crianças (teoricamente, a maioria dos alunos) não usam a tal mochila, apenas os adultos. Como eles conseguem aquele objeto de desejo? Eu quero uma pra mim.
Ando pelas ruas e só dá ela: você circula pela Barra Funda (estação de São Paulo) e o que mais tem são as mochilas azuis com o logo do governo de São Paulo. A questão é: quem distribui as mochilas? Vou averiguar em um próximo post e também vou tirar uma foto, pois não achei a mochila na Internet (apesar de estar nas costas de todo mundo).

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O post anterior é polêmico e tal, afinal, todo mundo achou uma graça o Miss Sunshine. É a geração MTV, que precisa de clichês, cores e identificações imediatas (e eu me incluo nessa categoria)

segunda-feira, maio 14, 2007

Péssima Miss Sunshine


O deadline passou, mas só ontem à noite que eu assisti ao Pequena Miss Sunshine.


Deixando de lado que o longa é uma imitação barata do clipe do Blind Melon -No rain (que conta a história de uma garotinha meio desengonçada que quer ser reconhecida), bem como do estilo de um dos meus diretores favoritos, Wes Anderson, o filme inicialmente me agradou. Mas os erros começam:


- por que a família inteira teve que ir na Kombi, sendo que eles tinham outro carro? Tio suicida? Filho revoltado? Honestamente, eles não queriam ir e a desculpa para os dois irem à viagem e seu consequente convencimento foram tão rápidos que não permitiu que o telespectador pensasse e considerassem a idéia plausível. Aliás, perceberam a rapidez da decisão de ir ao concurso?


- a dança no palco. Clichê? Vergonha Alheia? Filme anos 80?Um pouco de tudo isso.


- o cara é daltônico e não sabia? Onde ele estudou? Em casa? Se ele tivesse ido à escola, com certeza depararia com uma situação em que deveria ter noção da diferença entre cores...


- o vô morre, fica fedendo no carro e a funerária não cobra nenhuma daquelas documentações como fora cobrado no hospital...


- a filha dançando daquele jeito. Me poupe mas, sem querer ser moralista, dava pra ela ter dançado ridiculamente sem fazer strip tease.


- quanto ao estilo Wes Anderson. Pra quem não sabe, Wes Anderson dirigiu o filme Excêntricos Tenembauns - estética amarelada, família bizarra e grande, suicídio. Mera coincidência? Deu pra perceber nitidamente suas influências (não seriam imitações?).


Não gostei mesmo, o filme é um lixo.

Nota 3 pelas vezes em que eu ri (um pouco)


domingo, maio 13, 2007

Por que fui ler Paulo Freire?


Depois de ler Paulo Freire e seu livro Educação e Mudança (em meio a um bilhão de livros que devo ler e não li ainda), meus conceitos mudaram, tudo que eu pensava que era certo talvez não seja tão certo assim, tudo que eu dava como fato não é mais fato. Tudo, absolutamente tudo, foi por água abaixo.
Parece que eu tomei um balde de água fria nesses dias frios e chuvosos de maio. Não tenho inspiração - tudo que escrevo me dá um baque. Será que isso condiz com o que faço?
Minha autocrítica está no nível nunca alcançado. Parece que me tornei uma advogada do diabo que cuida do meu próprio caso. O caso, neste momento, é a minha vida e todas as minhas ideologias.
Ficou curioso? Não fique, leia - o livro é pequeno, você lê em uma tarde e literalmente treme nas bases.

sexta-feira, maio 04, 2007

Quanto vale ou é por quilo?

Depois de ver esse filme, a única vantagem que eu vejo nesse capitalismo atual é que, pelo menos, tem gente contra isso (e que se manifesta!). Fiquei chocada, chorei, pensei, fiquei com vontade de chutar tudo. Mas me controlei porque estava no meio da aula de sexta à tarde.
Tive de sair antes do debate para atendimento individual. Uma tristeza, um lixo, pensar no próprio umbigo o tempo todo.
E parece que esse tempo todo tem que ser o tempo todo, porque senão alguém te passa a perna. A universidade é apenas o protótipo do mundo real, cruel, perverso. Pelo menos é isso que ouço quando vou a São Paulo e vejo que gente super competente, com currículo e tudo, e desempregada.
Gente que se formou na USP e trabalha temporariamente.
A cada dia me dá mais medo, porque parece que a gente é ensinada a não acreditar em nada, em ninguém.
O filme retrata a pobreza e sua semelhança com a escravidão. Nada mudou? O filme aparenta que não. Embora Sérgio Bianchi escolha com pouco critério seus atores (tem vários péssimos, dignos do Framboesa de Ouro), o roteiro compensa e muito.
Aí eu volto pra casa, como, leio Piauí deitada na cama...rotina. Pra quem pensar nisso mesmo?

quinta-feira, maio 03, 2007

De volta

Esse circuito de ir e voltar de Bauru pra São Paulo é, ao mesmo tempo, entediante e legal.

Estou sem inspiração pra este blog em especial - minha cabeça está ocupada com coisas que não seriam pautáveis aqui.