quarta-feira, dezembro 31, 2008

Melhores e Piores

Quem é mais gracinha? Os rapazes do MGMT ou os gatinhos?

Ah, eu também quero fazer minha listinha de melhores e piores.

Não vou fazer de filmes porque simplesmente não vi quase nenhum em 2008. O mesmo posso dizer de livros – faz uns dois meses que parei de ler o último e, desde então, estou iletrada.

Mas, obviamente, tais assertivas não se aplicam às músicas. Sempre que posso, estou à procura de novas e interessantes trilhas sonoras.

Eis meu Top 10 álbuns mais ouvidos de 2008:

Jimmy Eat World – Futures
MGMT – Oracular Spetacular
Molotov – Apocalipshit
Tom Zé – 1968
Nação Zumbi – Fome de Tudo
The Verve – The Forth
Oasis – Dig your own Soul
Coldplay – Viva la Vida
Nine inch Nails – The Slip
Weezer – The Red Album
Gnarls Barkley – The Odd Couple

Top 10 músicas mais ouvidas em 2008 (de acordo com meu MP3):
Madonna – 4 Minutes
The Verve – Love is Noise
Kanye West - Stronger
Nine Inch Nails – Discipline
Nação Zumbi – Fome de Tudo
Junior Senior – Go Junior, Go Senior
Gnarls Barkley – No Time Soon
Justice – D.A.N.C.E
Moby – Alice
Coldplay – Lovers in Japan

Top 10 Melhores Shows de 2008:
....
Radiohead
Weezer
Gilberto Gil & Ganga Zumba
....Eu juro que não lembro de mais nenhum, de tão legais que foram os outros!

domingo, dezembro 21, 2008

Chorando no Natal.

Eu sempre afirmo e reafirmo que odeio o Natal. Ponto.
Mas esta foi a primeira vez em minha vida que chorei por causa da data. Conto.

Sexta-feira, 19:00
Mais uma aula de japonês com uma japonesa incrível, a Maiko (eu realmente adoro-a), depois de um dia de trabalho. Caminho num frio de seis graus em direção a Sakae, o principal ponto dos beberrões e baladeiros de Nagoya. Ia pegar meu MP3 para desencanar do dia quando ouço uma música bem baixinha. Parecem sinos soando – música de Natal. Meus olhos se enchem de lágrimas, guardo meu MP3 na bolsa e caminho enquanto o som natalino rola nas ruas frias e iluminadas de Nagoya. As lágrimas escorrem - “nunca vi nenhum japonês com mais de dez ano escorrer uma lágrima” - não ligo para os olhares desconfiados e curiosos dos japoneses e choro, ando, tropeço.
O por quê? Não sei, andar sem rumo por uma cidade fria em clima de Natal é algo realmente inédito em minha vida.

Sábado, 16 horas.
Mais uma aula de japonês, com o Hisaaki, em um café de Nagoya. Pego o moccacino fervente, tamanho médio. Ele, o café com leite gelado. Sentamos na mesa, conversamos, ele me corrige, eu o ensino algumas expressões em português. Tenho que sair, terminar uma matéria, por isso nos despedimos mais cedo e combinamos o encontro da semana seguinte.
Eis que Hisaaki abre a bolsa e me entrega um presente. Senti uma emoção profunda, me deu uma vontade imensa de chorar e abraçá-lo, porém isso é extremamente estranho no Japão. Me limitei a agradecê-lo e dar um leve abraço na despedida.

Presente do Hisaaki: CD da banda Asian Kung-Fu Generation e um creme com cheirinho de frutas

Domingo, 00:00
Hiro me liga e conversamos por mais de duas horas no celular e no Skype. Não tenho paciência de falar em japonês, então limito a me expressar em português com algumas expressões em japonês. Converso, penso, e o entendo. Durmo cansada, porém feliz pela conversa produtiva e cabeça.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

E o sapato vai para...


Jogar um sapato não é o suficiente, afinal agora o pessoal dos EUA deveria efetivamente acertar o sapato no Bush – ele com certeza leva o troféu “sapatada” 2008.

Que pena que não acertou...

Não tenho ninguém em especial para personalizar a sapatada, porém confesso que morro de vontade de tacar um salto agulha (comprado na liquidação) em alguma vidraça de lojas requintadas e luxuosas. Só para assustar as madames consumistas, afinal, infelizmente meu pé é tamanho 34 e eu não conseguiria machucar ninguém.

É para elas se lembrarem de que estamos em crise.

domingo, dezembro 14, 2008

Mais um ano que se vai...


Lá vem o post com análise do ano. Eu vi que todos os anos faço isso, e resolvi reler meu blog por um tempo. Um túnel do tempo se passou em minha cabeça, e não pude deixar de pensar na minha vida, na nostalgia e no sentido de “sentir-se viva”.

Diante das análises que fiz nos anos anteriores, acho que esse ano é o mais difícil de definir, pois com certeza não foi ruim, lento ou qualquer coisa: ele simplesmente foi dividido em trimestres, como se a cada três meses minha vida virasse de cabeça pra baixo.

Claro, quem acompanha minha vida sabe que 2008 foi o “ano de minha vida”.
Vai ser difícil elencar as principais coisas. Vou tentar, e sugiro mais: que todos os leitores deste blog também façam suas respectivas listas.

Aspectos positivos de 2008:

  • passou rápido

  • aprendi a me cuidar

  • virei mulher/adulta

  • posso me considerar uma pessoa globalizada – nunca pensei que, em uma só noite, eu teria que conversar em português, inglês, japonês e espanhol.

  • Sei que posso me virar sozinha – e gosto de minha companhia

  • estou menos ansiosa

  • fiz, em um ano, todos os estágios e empregos possíveis

  • acho que as pessoas me levam mais a sério

  • minha intuição esteve aguçada em 2008

  • eu fui ao show do Radiohead. Ponto.

Resumindo: virei adulta em 2008.

Aspectos negativos de 2008:

  • minha saúde esteve péssima em 2008. Acho que nunca fui tanto ao hospital como neste ano.

  • Me arrependi de algumas decisões, como me separar de meu namorado.

  • Quase fiquei sem casa, comida e roupa lavada do outro lado do mundo

  • me senti em uma selva de pedras em relação a muitas pessoas

  • não estar mais em Bauru

  • definitivamente eu odeio São Paulo e não tenho a menor saudades do stress, da poluição e da violência da maior cidade do Brasil. Com certeza prefiro Nagoya.

Resumindo: estou achando difícil virar adulta..

Falo isso e deixo para o final a tal da crise, que realmente não sei se é boa ou ruim. Acho que é boa, porque eu sempre quis estar viva em um momento de quebra de paradigmas.

............

Para continuar este post longo, porém necessário diante das tradições incutidas neste blog, vou analisar um pouco minhas próprias retrospectivas dos anos anteriores - meus comentários estão ao final de cada post. Dá para ler inteiro clicando no link do respectivo ano.

2007

O que foi bom em 2007:
- shows que fui: Roger Waters (delírio total), Aerosmith, Velvet Revolver, Placebo, Bjork, The Killers, Tom Ze na Unesp, e mais.
- minha pesquisa de iniciação cientifica foi, finalmente, reconhecida: ficamos em terceiro lugar dentre as melhores pesquisas de iniciação cientifica do Brasil pelo Intercom 2007.
- Radiohed
- Greve na Unesp, ocupação da USP, rebeliões na universidades publicas.
- sinceridade, essa foi minha marca de 2007
- projetos, projetos, projetos de vida
- a volta da minha irmã
- viagens, participações em congressos e premiações

Mas, no geral, 2007 foi um ano ruim. Vamos lá:

- já pensou em morar em um local que você odeia? Sim, morei por um ano nesse lugar
- pressão imensa por causa da iniciação cientifica
- não se sentir bem com pessoas que você adorava
- mudança de cidade, mudança de paradigmas, mudanças.
- família e familiares: fonte de problemas em 2007
- nenhuma paz

Comentário:É, pelo jeito 2007 foi um ano bem mais light, visto de fora...

2006

Quanto ao Ano Novo...eu achava que ia gostar da data, até porque ela nem é tão familiar assim. Mas pra falar a verdade...depois dos 10 anos, nunca mais gostei de ano novo também. Não gosto de datas "programadas" pelo comércio, pela mídia e pelas pessoas. Ela não representa absolutamente nada para mim. Sem contar que o Natal e o Ano Novo não condizem com nossas condições climáticas: onde já se viu comer pernil assado, panetone e vinho num calor de 36º? Preferiria comer uma salada bem feita, um sorvete de goiaba e um suco de melão.


Comentário: eu ainda não gosto de Natal, mas admito que estou ansiosa para comer peru e outras carnes gordurentas. (Eu posso! Estou num frio de três graus, ok?)

Esse semestre foi bom porque tive várias conquistas importantíssimas pra mim. Parece que o primeiro semestre foi uma preparação para a grande hora - a hora da conquista seria no segundo round.
Diante dessa análise, talvez o semestre tenha sido muito bom mesmo, entretanto eu só consigo reclamar das coisas que ainda não conquistei e esqueço de agradecer as que já tenho.
Tá, lista das melhores coisas do semestre e do ano:
- mudar de casa
- meu namorado
- pesquisa da fapesp
- passar na auto-escola
- viagens, muitas viagens inesquecíveis (japão,ilha solteira)
- baixei mais músicas em meses do que na minha vida inteira (e viva os torrentes)
- descobri que esporte realmente deixa as pessoas melhores
- ........faltam alguns dias pra acabar né?

Comentário: Ôooooo vida boa e molenga que eu tinha...Mudar de casa? Isso é fichinha.

2005

Nao era pra postar duas vezes, mas eu devo fazer isso porque eu acho que nao entro na net antes do ano novo...
E a tal da retrospectiva. Esse foi, definitivamente, o ano em que ocorreram mais mudancas na minha vida:
- virei veterana (errr)
- minha mae e irma foram para o japao
- fiquei amiga do meu pai
- me estressei como nunca
- chorei como nunca
- me apaixonei pela primeira vez
- aprendi a dirigir
- fui reprovada na auto escola
- conheci o outro lado do mundo
- vi a neve
- viajei 23 horas de onibus e 23 horas de aviao (em viagens diferentes)
- senti saudades e a famigerada solidao
- pela primeira vez, nao fui a todos os shows que eu queria
- duvidas, muitas duvidas
- mensalao, lula nao sabia, greve, movimento estudantil
- aulas que mudam a vida e que trazem novos significados e interfaces
- aproveitar o semestre (ou nao) como nunca
- rever e ver as amizades

Comentário: como eu senti solidão? Não entendi, sinceramente. Quanto à reprovação na auto-escola, confesso que é um saco, mas eu fui reprovada duas vezes na auto-escola daqui e nem elenquei como as piores coisas do ano. Ou seja, esse ano também foi fichinha.

Estou me desdenhando. Tsc Tsc.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Natalinas

Acho que já terei meu melhor presente de Natal do ano – a visita de minha mãe.

Embora não seja o melhor (talvez seja o pior) momento para ela vir até aqui, devo admitir que não tenho pensado em nenhum outro presente melhor do que isso. Ah, talvez o que ela trará na bagagem – comidinhas brasileiras que me fazem falta, como um queijo branco (aqui não existe queijo branco).

Parece uma faca de dois gumes, mas o que mais desejo no momento é que o Fórum Social Mundial de 2009, no Pará, delibere medidas práticas neste momento tão dramático em que vivemos. Se os especuladores/capitalistas/governantes já tomaram medidas concretas, acho que todos podemos tentar algo para o lado mais fraco.


Infelizmente não consigo fazer nenhum pedido mais concreto, porém só posso predizer que 2009 será como 1929 – com o adendo de uma crise corrosiva do meio ambiente.

Veja o que rola aqui no Japão.

Japan Times

Jornal para brasileiros no Japão


quinta-feira, dezembro 04, 2008

Amizade homem mulher

Venho pensando nesse assunto por um bom tempo, sobretudo depois que cheguei aqui no Japão. Podemos dizer que passei mais de três meses sem conseguir fazer amizade com nenhum indivíduo do sexo feminino, por diversas razões. Embora eu sempre tive mais afinidade com pessoas do sexo masculino, não é fácil ficar sem as famosas conversas de garotas.
Hoje tenho algumas amigas, porém também diminuiu a quantidade de amigos. Coloco em destaque porque realmente levei um pouco a sério a afirmação de um colega, que me disse, apenas uns dias depois de embarcar no Japão, o seguinte:

- Não existe amizade entre homens e mulheres, principalmente depois dos 20 anos. Nenhum homem se aproxima de uma mulher sem segundas intenções. E vice-versa.

Discordo do vice-versa, mas talvez seja verdade. Fiquei pensando em todos os amigos que tenho/tive em minha vida, e percebi que grande parte já tentou, pelo menos uma vez, ficar comigo. Quando viram que não rolava é que virou apenas amizade – e muitas vezes mais fortes do que com mulheres. E é assim: ou a amizade entre homens e mulheres fica mais forte do que entre pessoas do mesmo sexo, ou ela acaba de vez. Por isso, toda vez que algum rapaz se aproxima de mim, já tenho certeza de uma coisa – ou ele vai sumir de vez, ou vai ser um grande amigo, daqueles que sempre estarão comigo. Sem pretensões também acontece, mas como eu sempre acho que as pessoas são despretensiosas até que se prove o contrário, frequentemente acabo me dando mal.

Quanto às mulheres, a amizade surge sem grandes pretensões, por isso é mais fácil sentir firmeza em amigas mulheres. Porque se a garota se aproxima de você, a intenção dela só pode ser uma (no caso de heterosexuais): quer ser sua amiga. Não há nada além disso, sendo simples de a amizade surgir – como também é mais fácil ainda de a amizade se quebrar, por um motivo igualmente óbvio: homens.

Embora toda regra tenha sua exceção, um pouco de cautela na hora de dar seu telefone a um garoto – achando que ele quer apenas sua amizade – não faz mal a ninguém. Experiência própria de mensagens de celular indesejáveis.