segunda-feira, abril 30, 2007

Contexto no hospital

Vou postar de novo.
E la fui eu ao hospital Sao Paulo - da Unifesp - tentar fazer a materia do Alzheimer para o Contexto. Nem estava esperancosa, porque hoje e vespera de feriado. Chego la, tudo fechado. Apenas o hospital de plantonistas estava aberto. Entrei e vi o porque de nunca querer ser medica - pessoas em macas no corredor, gente chorando, outras esperando com ataduras no corpo, cheiros estranhos (sangue ou qualquer outra coisa que prefiro nao imaginar). Entrevisto um neuro clinico e, como sempre, esqueco de tirar foto. Mas enfim, apos isso marco entrevista na quarta, na sessao dos dementes. Sim, se voce tiver Alzheimer voce sera enquadrado como um demente. Eu vou ou nao vou? Nao sei, mas acho isso relativamente um jornalismo gonzo ou um jornalismo que me faz pensar se algo vale a pena. Posso esquecer tudo em pouco tempo.

Neon Bible


Vai la, tenho que fazer uma resenha de um cd. Como estou ouvindo o ultimo do Arcade Fire...


Lancado recentemente, o novo album do grupo canadense Arcade Fire e ainda mais obscuro do que o anterior - Funeral. Ambos dao nome aos bois, de maneira ironica, claro. Neon Bible critica os Estados Unidos sem cair no senso comum e sem ser um album estritamente politizado, como o American Idiot, do Green Day, cujo sucesso se deu justamente porque os integrantes criticaram o pais em que vivem.

O Arcade Fire entra na categoria indie experimental - o que na realidade fica mais para o experimental, pois nao ha aqueles cliches da cena indie atual. Alguns instrumentos estao em quase todas as musicas, como a sanfona e o orgao. O ponto alto do cd e a musica No cars go, uma especie de grand finale - e o interessante e que Neon Bible vai ficando melhor a cada musica, como um epico.
Ha quem diga que o novo do Arcade Fire seja o Dark Side of the moon (do Pink Floyd) do seculo XXI, como afirmou o site All Music. Mas nao fique achando que sera uma releitura ou uma imitacao da banda inglesa, porque o Arcade Fire tem motivos de sobra para ser elogiado pelos grandes nomes da musica, como David Bowie e David Byrne...ponto para o rock canadense, sempre criticado por terem como exemplos grandes nomes como Celine Dion e Nickelback...

sexta-feira, abril 27, 2007

Um dia bizarro

Ontem foi um dia bizarro da minha vida bauruense. Um dia excepcional, posto que ocorreram coisas extremamente excepcionais.
Eis um cronograma:
8:50
- chego em frente à bica da USP para fazer o protesto de "enterro" da Unesp para o Pinotti, que ia dar uma palestra na USP. O dito-cujo não apareceu. Ficamos revoltados, mas resolvemos protestar de preto assim mesmo. Entramos no Congresso de Educação, nos cadastramos gratuitamente e recebemos uma bolsa com diversos brindes.

10:30
- entramos na palestra e esperamos um pouco para começar o protesto de maneira pacífica. Contudo, o intervalo foi dado e a gente foi fazer uma boquinha com quitutes da padaria Copacabana - a melhor de Bauru.

11:00
- realizamos o protesto, com um enterro na palestra. Foi legal, mas nem tanto.

12:00
- vou pra casa, estudo. E descubro que terá outra boquinha às três da tarde. Resolvo aparecer lá um pouco antes, para disfarçar. Entretanto, a palestra estava tão boa - melhor do que a maioria das palestras que eu fui - que resolvi ficar até o final.

15:30
- o Goiaba e o Ênio chegam, com suas respectivas bolsas de abastecimento de salgadinhos - "para a janta e a ceia pós-festa". Ri tanto com as peripécias de "furtar" salgadinhos da Copacabana junto com o Goiaba, a Yumi e o Ênio, que chorei de rir.

17:30
- resolvi fazer exercícios noturnos com a finalidade de digerir os milhares de salgadinhos de palmito com ricota, bolo de cenoura, 4 copos de suco de laranja, além do cafezinho. Peguei minha bicicleta e dei uma volta por aí. Contudo, começou uma chuva absurda, a ponto de eu não enxergar mais nada e entrar no supermercado encharcada. Nunca tomei tanta chuva na minha vida bauruense...

00:45
- fui à festa de jornalismo noturno. Foi legal, bebi uma batida horrível e uma cerveja pior ainda. Discuti com meu namorado, mas isso não é bizarro, é relativamente normal.

The end.

quarta-feira, abril 25, 2007

Cansada

Ainda bem que o maldito feriado tá chegando. Serão quatro dias em que eu não quero estudar, nem mexer em livros e afins. É claro que isso não vai acontecer, mas às vezes eu sonho o dia em que direi: "não tenha nada pra fazer hoje. Vou ler qualquer coisa, jogar videogame, etc".
Mas agora eu realmente vou jogar Mario Kart. Sou uma viciada no jogo.

sábado, abril 21, 2007

Festa na Burger King

Faz dois dias que a nossa segunda festa foi realizada. E foi um sucesso - apesar dos inúmeros riscos, dentre eles:
- tinha uma festa da paTÉTICA ao lado da nossa, no bar Cupim;
- tinha mais uma festa - esta ia ser "miada", claro;
- o medo de a polícia interromper a festa;
considerando que, durante a semana, não teve nenhuma festa relevante, fiquei preocupada que haveria três festas no mesmo dia.

Eis que esses eram os meus principais medos. Mas deu tudo certinho: lucramos, eu até que me diverti um pouco, nossa casa não foi destruída, não teve nenhuma briga nem gente passando super mal, etc.

Mas, para o grand finale, veio a surpresa: o rato apareceu no final da festa dentro da ratoeira!
Ainda bem!
Pra quem foi à festa e não sabia, tinha um rato no bar das pingas (onde eu estava trabalhando). A gente ficou uma meia hora procurando o bixo antes da festa começar, posto que o mickey mouse estava dentro de casa há algum tempo.
Não conseguimos achar o rato danado, então, como estávamos relativamente atrasados na organização da festa, decidimos deixar o bichano por lá. E, às 6 da manhã, lá estava o ratinho, dentro da ratoeira. Não foi um final emocionante?

Depois disso, fui à aula vespertina e voltei à pé para pensar um pouco na vida.
Aí, uma cena inédita: os membros da república, pela primeira vez, comeram juntos à mesa. É a paz reinando no pós-festa...
depois tomamos um sorvete no nosso inimigo - o McDonald´s.
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Já a Tati se mudou na sexta feira pós-festa. Boa sorte para ela! E que venha a nova integrante!

quarta-feira, abril 18, 2007

Canhota

Sim, eu sou canhota. Também são canhotos:


Adolf Hitler, líder da Alemanha.
Alexandre, o Grande,
Angelina Jolie, atriz.
Anthony Kennedy, político americano.
Ayrton Senna, ex-piloto de F1 - Já falecido.
Bill Clinton, (n.1946) - 42º presidente americano.
Bill Gates, homem mais rico do mundo
Ben Stiller, ator
Benjamin Franklin, inventor e político americano.
Benjamin Netanyahu, político israelense.
Bob Dylan, Músico.
Charlie Chaplin, ator.
Chester Bennington, músico
Christie Marie Melonson - Cantora de ópera
Colin Powell, ex-secretário de defesa americano - General.
Edgar Scandurra, músico vocalista e guitarrista do Ira!
Eric Clapton, Músico.
David Rockefeller - Empresário e banqueiro americano.
Diego Armando Maradona - Jogador de Futebol argentino
Eminem, músico.
Friedrich Wilhelm Nietzsche, filósofo - Alemão.
George H. W. Bush, (n.1924) - 41º presidente americano
Gerald Ford, (n.1913) - 38º presidente americano.
Greta Garbo, atriz sueca
Herbert Hoover, (1874-1964) - 31º presidente americano - Há até uma represa com seu nome no Rio Colorado.
Harry S. Truman, (1884-1972) - 33º presidente americano.
Hugo Rafael Chávez Frías, (1954-) - presidente da República Bolivariana da Venezuela.
Isaac Newton, cientista inglês
James A. Garfield, (1831-1881) - 20º presidente americano.
Jean-Paul Boucher, Ator que atuou em peças na França, Itália e no Brasil.
Jerry Seinfeld, Humorista - Americano.
Jimi Hendrix, músico, considerado por muitos como um dos melhores guitarristas na época.
Kiko Loureiro, músico, guitarrista do Angra.
Kurt Cobain, músico.
Leonardo da Vinci, cientista e pintor renascentista.
Ludwig van Beethoven - Compositor alemão.
Machado de Assis, escritor.
Michelangelo Buonarroti, pintor, escultor, poeta e arquitecto renascentista italiano.
Milla Jovovich - atriz.
Napoleão Bonaparte, imperador da França.
Noel Gallagher, músico da banda Oasis.
Norman Schwarzkopf - General comandante americano
Paul Gray, músico (baixista do Slipknot)
Pablo Picasso, pintor.
Paul McCartney, músico (ex-baixista e vocalista dos Beatles).
Ringo Starr, músico (ex-baterista e vocalista dos Beatles).
Tibério, imperador romano.
Tom Cruise, ator.
Ronald Reagan, (n.1911) - 40º presidente americano.
Paul Simon, Simon & Garfunkel.
Robert Plant, Led Zeppelin.
Joey Ramone,The Ramones.
Janick Gers, Guitarrista do Iron Maiden
Rodrigo Scarpa(Vesgo), integrante do programa Panico na TV
Tony Iommi Guitarrista do Black Sabbath
Shigeru Miyamoto, designer industrial e o mais famoso produtor de video-jogos, onde trabalha na Nintendo.
Tilo Wolff, cantor alemão
Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_canhotos_famosos"

segunda-feira, abril 16, 2007

Afta

Estou com Três, isso mesmo, três aftas. Elas doem, são brancas e atrapalham muito tanto na hora de comer e beber. Até ia colocar uma foto de uma afta, mas pensei bem e vi que era algo extremamente nojento.
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Pior do que estar com o sono atrasado, dormindo à tarde, com aftas e sistema imunológico fraco, é ter de aturar os bichos que circundam minha casa: baratas, ratos, mariposas, vespas, lagartas, calangos, pernilongos (incluindo o mosquito da dengue), formigas, besouros, traças, larvas, mosquitinhos de banheiro, etc. Não é mentira - todos eles visitam/já visitaram nossa república.
Eu sei que pode ser encanação minha, até porque a república é grande e nem todos os bichos já entraram no meu quarto (ufa!). Eis os que já entraram:
- baratas
- moscas varejeiras
- vespas
- formigas (sempre)

quem vê pensa que meu quarto é um chiqueiro. Não é o lugar mais arrumado do mundo...
Ás vezes eu torço para que esse pesadelo acabe. Não tem nada pior do que ficar com medo de ficar sozinha não por causa de ladrões, e sim por causa dos malditos bichos.

domingo, abril 15, 2007

Have a cigar

Eu detesto cigarro mais do que tudo - o cheiro, o bafo, os dentes amarelos...tudo me enoja.
Mas às vezes me pego pensando em situações em que estou fumando. Eis as cenas - produtos óbvios da indústria cultural:
- Eu, com óculos escuros, encostada na parede do metrô, fumando compulsivamente e olhando para o teto;
- eu novamente encostada na parede, sacudindo periodicamente a cabeça, fumando e ouvindo uma banda em uma festa de república;
- eu, de manhã, sentada na privada, fumando e pensando na vida;
- eu, após um longo dia de trabalho, pego um café extra grande e o tomo enquanto fumo;
- eu, brigando com meu namorado e fumando compulsivamente;
- eu, p### da vida no trânsito, ouvindo rock e fumando;
- eu, em momento introspectivo, ouvindo Pink Floyd - a música-título do post - e fumando, fumando, fumando na janela.
- na balada...fumando com um hi-fi na outra mão e olhando para o...nada

Mas quem disse que eu faço tudo que quero? Sou uma repressora nata dos meus sentimentos mundanos.

sábado, abril 14, 2007

Aerosmith

Faz dois dias que eu só durmo no ônibus do Prata. Coitado de quem sentou do meu lado, aposto que dei cotovelada, ronquei e deitei no ombro alheio.
Também, após o aniversário do Ricardo, fui direto pra São Paulo. Cinco horas de viagem depois, além de esperar meu primo carioca que não via há mais de 10 anos, peguei uma lotação literalmente na lotação e encontro a Milena e amigas na mesma lotação. Chegamos eu, minha irmã, e as meninas ao Morumbi.
Chove bastante e quem fez chapinha corre para se esconder da chuva. Após uma breve venda abusiva de capas de chuva, como um salgadinho, e o Velvet Revolver entra. Eu estava esperando mais o Velvet do que o Aerosmith (na verdade, acho que era 50% e 50%). O Scott estava mais belo do que eu pensava - apesar de sua visível entorpecência...E quando o Slash aparecia no telão? Todo mundo ovacionava como se o Guns estivesse no palco.
Me decepcionei com a ausência de várias músicas do primeiro CD, mas enfim, o negócio agora era esperar o Aerosmith. Tyler ainda manda muito bem - sabe quando você se sente num show de rock de verdade? Parece que todo show é um pouco pretensioso...do Aerosmith é algo assim: "o que fazemos é isso mesmo, tocamos Crying, mostramos a Alicia Silverstone no telão e tocamos aquela gaitinha deitados no chão".
Fiquei no ombro do meu primo na minha música preferida, Jaded - e, confesso, fiquei um pouco emocionada ao ver aquela música que sempre ouvia quando era adolescente.
O show é bom, e a banda está literalmente em forma...com exceção à memória de Tyler, que precisou de diversos telepronpters (?) com as letras das músicas deles. Não sei como o Steven Tyler conseguiu esquecer músicas que ele canta há mais de 20 anos. É a cocaína, minha gente...

quarta-feira, abril 11, 2007

Comi demais

Ontem eu comi muito. Veja só o meu cardápio:
Café da manhã
café com leite e um pão com queijo provolone;

Alomoço
pf da Tia Cida;

Janta
rodízio de peixe frito; e bomba de chocolate

Aí, hoje, aquela indigestão. Peguei a bike e andei até achar que perdi, ao menos, as calorias ingeridas no rodízio. Estou me sentindo relativamente mais leve...

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Os homens que me perdoem mas acho que uma das coisas mais chatas na vida de uma mulher é perceber que a roupa está apertada, ou pior, que ela não fecha.
Eu não me peso há muito tempo, só vejo minha silhueta pelas roupas e pela fita métrica (minha grande aliada). Mas o fato de sentir que aquela roupa, que antes caía tão bem, está estranha no corpo. Dá vontade de ficar em casa até emagrecer de novo (e isso nunca adianta). Sei que exercícios são eficientes na perda de peso, mas não descobri fórmula melhor do que fechar a boca. Se eu ficar um dia comendo pouco, no outro já sinto os resultados.

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Quando eu era mais nova, aguentava ficar umas nove horas sem comer. Quando comia, era uma maçã e uma banana. Um super auto-controle que não tenho mais - pelo menos na instância "comida" - que se reflete, periodicamente, nas minhas roupas.

terça-feira, abril 10, 2007

Sobel

Eu sei que o assunto já deu pano pra manga, mas há uma enquete no Uol perguntando se Henry Sobel deve voltar à presidência do rabinato.
Isso é, no mínimo, bizarro. Se um pobre furta qualquer coisa (até algo para comer), ele é preso por furto e fica na cadeia, sem habeas corpus ou qualquer coisa. Já o rabino, que se diz pra ticamente "abduzido" pelos remédios a furtar gravatas de TRÊS lojas diferentes (e de marcas de luxo), é perdoado. Isso lá é desculpa? Até a Winona Rider foi condenada e tudo. Por que um rabino não pode?

Para piorar a contradição, Sobel afirma que furtou por causa do remédio. Por que ele não furtou do Wall Mart e sim da Luis Vitton? Como ele responde isso?

A justiça não é cega. Ela exerga tudo: seu salário, sua classe social e, principalmente, seu poder financeiro.

sexta-feira, abril 06, 2007

Indie

  • Eu só li o post da Tati agora...que fala sobre indies. E comentei o seguinte, de maneira um pouco... polêmica e dura demais.
    tatii
    só agora eu li MESMO o seu post indie e também o de cima. Bom, eu não sei, porque na verdade ser indie e etc é, em minha opinião, uma forma de estereotipação infato-juvenil-universitário. E não passa disso. Hoje, acho ridículo aquelas roupas e acessórios todos, embora eu uso/usava. Só sabe o que é indie quem vive no mundinho. O resto é balela. Todo mundo no Japão se veste assim, indie. E nem por isso eles são indies. Então, o que acho que indie é quem imita o "primeiro mundo".
    bju

    Sei que, vindo de mim, que muitas vezes sou estereotipada também, pode parecer hipocrisia. Mas é isso que penso mesmo porque, na real, pessoas indies (e que assumem mesmo tal posição) queriam de fato estar na Inglaterra/Europa (sem saber a realidade do local) ouvindo Klaxons e o cd novo do Arctic Monkeys no talo e ao vivo, falando inglês britânico e indo aos pubs.
    Gostar de filmes cults? Será que são tão cults assim? O novo da Sofia Coppola é cult?
    E aquela pergunta (que eu também faço) mas que é, no mínimo, idiota: você viu o cd novo da banda Shit Motherfucker - em outras palavras, uma banda qualquer que sumirá em três meses e que é igual a todas.
    No momento o que penso é que, para alguém dar a opinião sobre Coppola, deve assisitir aos clássicos, ou, pelo menos, o pai dela. E ouvir os clássicos. De que adianta gostar de Strokes sendo que são uma cópia barata de Velvet Underground? E que Coldplay, Keane, são versões toscas de Radiohead?

    Não quero dizer que sei mais, que sou mais indie do que você. Muito pelo contrário: quanto mais envelheço, mais vejo como eu sinto "vergonha alheia" de ver velhos de 40 anos falando sobre o "novo hype" musical e nem sabe direito de onde que tais bandas vêm. É história, e esse pós-modernismo fica fragmentando, como se a bandinha inglesa que vai mudar o mundo do rock fosse novidade. Cada dia que ouço essas bandas de rock para dançar, penso: qual a diferença entre The Killers e Babado Novo? Nenhuma. Ou seja, não somos cults, somos consumidores da indústria cultural.

    Polêmicas à parte. É o mass customization. Uma bolha, um valor agregado. O que me deixa mais revoltada é que eu gosto dessas m####.
    Pelo menos me orgulho de gostar de clássicos (mas não Beatles, que o mundo indie já incorporou). Tomara que os indies nunca gostem de Pink Floyd . Porque aí ferrou e terei de admitir que sou indie.

Aceitamos tudo

Mera coincidência ou não, ultimamente estou me deparando com temas que me faz pensar em minha importância. Na verdade não queria fazer um texto poético ou algo do tipo, mas está difícil esquecer e pensar somente no meu futuro pós-graduada.

O Bruno me emprestou alguns exemplares da Piauí e, particularmente a edição de fevereiro, tem muito a ver com a minha pesquisa da Fapesp.

Tem diversas matérias que retratam a arquitetura e sua relação não só concreta como humanística com a cidade e seus moradores. Não notei se era um consenso editorial, até porque na Piauí não há um editorial no começo.

Mas algumas matérias, até o momento, me chamaram a atenção: desde o palácio neoclássico da Daslu em contraposição à arquitetura das favelas de Cairo e de Lagos, capital da Nigéria.

Após a leitura, vem a aula de Psicologia, que aborda a psicologia com um viés mais sociológico-marxista. Retrata a alienação e a cotidianidade como alicerces do capitalismo.

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Aí, eu e meu namorado estávamos no Wall Mart (maior rede varejista do mundo, acusada por seus funcionários de espiar tanto a concorrência quanto seus pares), e pedimos para entregarem as compras em casa. A caixa, de uns 19 anos, não sabia escrever o nome da minha rua. Escreveu “Dotor” em vez de “Doutor”, e perguntou para se “Cintra” era com C ou com S. Após observá-la, veio o rapaz que ia carregar nossas compras; ele contou para meu namorado que estava ganhando hora extra (já passava das nove da noite) e que, por conta desse trabalho, “tirava” uns 200 reais a mais (não sei se era por mês ou por dia, embora acredite que seja a primeira opção).

De qualquer maneira, fiquei muito mal após ver a cena. E disse para o Suzano que tinha visto no Estado que 79% dos trabalhadores não estão satisfeitos com seu emprego. De fato, não conheço ninguém com menos de 30 anos que sinta prazer onde trabalha. Isso de certa maneira me conforta, mas ao mesmo tempo me revolta: todo mundo vende sua força de trabalho e detesta isso. E ninguém faz nada.

Aí pensei em um emprego “ideal”, no qual me sentiria “feliz”: trabalhar com música, claro. Mas e meu papel social? Estudei, estudei, discuti a teoria da conspiração em 4 anos e vou trabalhar com música? E meu papel social de uma universidade pública? É triste saber que, talvez, eu prefira ser alienada a viver em constante angústia, como me sinto agora.

Saber que um terço da população mundial sequer tem privada em casa e faz suas necessidades em qualquer lugar. Que tem um monte de gente desempregada e sem perspectiva. Que, mesmo assim, tenho muitos problemas que deveriam ser solucionados imediatamente – e eu me preocupando com a África.

Até pensei em fazer voluntariado no continente mais pobre do planeta. Entretanto, devo admitir que, após ler a matéria de Lagos, fiquei tão chocada com a situação que acho que vou desistir. Ao mesmo tempo, me sinto covarde por tal decisão. Só que foi tudo ao mesmo tempo: meu amigo acabou de voltar da África do Sul (o país mais rico da África) e disse que foi o país mais chato de todos que visitou – dentre Japão e Austrália – pois “parece o Brasil”. Isso é cotidiano. E a gente continua usando a privada e usando a água de forma inconseqüente, mas pregando o desenvolvimento sustentável.

domingo, abril 01, 2007

Sujeira

Não vou falar da sujeira do Congresso nem da sujeira do mundo. Vou falar da sujeira do local em que vivo no momento - da Burger King.
Tem uma barata morta no banheiro, o chão está preto em alguns pontos e há aqueles mosquitinhos cinza-escuro no box. No corredor há uma espécie de redemoinho (daqueles de faroeste, que ficam voando como bolas no meio do deserto) de pó, cabelo e sujeira. Na copa, pode-se encontrar arroz, pão, restos de suco (os restos de suco - normalmente em pó - apesar de serem transparentes, podem ser encontrados quando apoiamos a mão na mesa e ela gruda). Ainda tem alguns "pretos" no chão, por conta de cervejas e vodkas de "esquentas" promovidos semanalmente...
A sala não é tão suja...quer dizer, é o único ponto da casa em que não vemos a sujeira (o chão é escuro e o sofá também). O quintal da frente está cheio de fezes do cachorro Whooper e de terra espalhada pelo cãozinho, além de anúncios de supermercado no chão. A parte de trás da casa é a parte do lixo: chorume, às vezes algumas larvas, vassouras e rodos sujos ficam por lá, bem ao lado da cozinha.

E, finalmente, a parte mais suja da casa: a cozinha. O fogão está repleto de arroz, miojo, macarrão, coisas grudentas não-identificadas. As portas das geladeiras estão escuras na parte que a gente abre a porta, sabe? No chão presenciamos desde teias de aranha, passando por comida a lixos recicláveis que não entraram na lixeira.

Ah, e o meu quarto: resume-se a sujeiras relacionadas a cabelo (meu cabelo está em todos os cantos do meu quarto, do chão ao armário). E o pior: mofo - sim, tem mofo no meu armário, por causa da chuva e das infiltrações.