
Se eu fosse homem por um dia.
Espero que, um dia, ninguém precise fazer essa pergunta, para todos nós agirmos da mesma forma, sem papéis exclusivos para homens ou mulheres.
Tirando as diferenças físicas (der), não tenho vontade de fazer nada que um homem faz.
Acho que há muito mais coisas exclusivamente femininas do que masculinas, como fazer a unha na manicure, usar minissaia, maquiagem, etc. (Se bem que, atualmente, tudo isso é passível de ser feito também por homens).
Quer dizer, eu já joguei futebol, fui a um boteco conversar com amigos após o expediente, falei palavrão sem medo de ser feliz...
Mas acho que, se tem uma coisa que eu queria...Bem, era usar terno um dia. Acho que é uma roupa elegante e sexy. Andar de terno em dia dia frio deve ser bem interessante (nada de usar terno no verão), embora, convenhamos: deve dar muito mais curiosidade para um homem usar minissaia, por exemplo.
Ainda bem que sou mulher.
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
Quero ser homem?
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Tatiana Aoki
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03:33
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segunda-feira, fevereiro 16, 2009
Viagem a Darjeeling

Ontem assisti um filme de um de meus diretores favoritos, Wes Anderson: Viagem a Darjeeling. Fazia quase um ano que queria assistir, porém minha preguiça alucinante de ver filmes estava no pico nestes últimos meses.
No entanto, como já havia baixado no meu computador, decidi assisti-lo.
Vamos à resenha:
Filme pretensioso, com ótima fotografia.
Três irmãos, que não se falavam há um ano, resolvem unir-se em uma viagem espiritual pela Índia. Ok, parece interessante e engraçado, porém os defeitos do filme acabam sobrepondo-se aos pontos fortes - como, por exemplo, algumas cenas realmente engraçadas. Um dos elementos que merece uma série de vaias é a altíssima quantidade de merchandising no filme. Para piorar, merchandising sem fundamento. Mostrar um iPod e um Macintosh em uma viagem à Índia soou pretensioso e descontextualizado, sobretudo porque o telespectador não precisa ver a personagem ligando o iPod para sinalizar o início da trilha sonora. Outro merchan que aparece o tempo todo são as malas de luxo Louis Vuitton usadas pelos protagonistas. As malas não soaram forçadas, mas, de fato, apareceram em excesso durante o filme.
Senti uma decepção ao visualizar merchandisings da Coca-Cola, Ferrero, entre outros, porque, além de descontextualizar e distrair o espectador, quebra a credibilidade de diretores. Por exemplo, o filme Kill Bill também era recheado de patrocínios, mas eram, de certa forma, contextualizados, davam a impressãoo de que apareceriam de qualquer maneira. O tênis da Asics foi uma merchan bem forte (tanto que é o único que me recordo) mas, convenhamos: fazia parte do enredo o uso do tênis, pois não cortava a mensagem. Já no Viagem a Darjeeling as propagandas eram totalmente sem sentido, pareciam aquelas em que aparecem em novelas brasileiras.
Esperava-se muito mais de um filme com ótimos atores (embora sempre os favoritos de Anderson, o que, em minha opinião, torna o filme mais interessante, de alguma maneira), mas o enredo deixou a desejar e se perdeu em alguns momentos. Há cenas que realmente rendem risadas, como todo filme do diretor norteamericano, mas não foi o suficiente para superar as falhas do longa, sobretudo do meio para o fim, em que o filme aparenta dar uma desleixada no roteiro, desamarrando-o.
Mas, assim como Woody Allen, Wes Anderson é um diretor que, como poucos, consegue imprimir seu estilo de filmar, sem contar as doses homeopáticas de humor (negro, no caso de Anderson) e de roteiros originais.
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Tatiana Aoki
às
21:04
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quarta-feira, fevereiro 11, 2009
Informes
Depois de muito enrolar, resolvi incluir as tags do Hotwords. Bom, fiz isso para dar uma profissionalizada no meu blog, e também porque agora estou entendendo um pouco mais de HTML e afins. Antes, só de ver as tais tags e scripts, eu já desistia.
Essa semana (dia 14) é o dia dos namorados, ou Valentine´s Day, aqui no Japão. As garotas compram e fazem chocolates para seus namorados. É claro que vou boicotar essa coisa rrrrridícula.
Meu primeiro artigo em inglês saiu. Nem acredito. Tá aqui
Continuo no Tudo de Blog e, embora eu tenha sido uma tremenda irresponsável, emplaquei alguns textos no site.
Bati perna em alguns brechós e comprei roupas no escuro (não pode experimentar nada). Posso dizer que, atualmente, mais da metade de minhas roupas são provenientes de brechós.
…
Levo várias broncas de minha mãe, ultimamente, por eu falar muito palavrão. Explico: além de eu considerar o palavrão uma das maneiras mais plenas de se expressar, no Japão dá mais vontade ainda de xingar todo mundo. Simples: eles não entendem NADA do que a gente fala.
Se algum motorista me fecha enquanto estou andando de bicicleta, já vou xingando:
Eu sei, é horrível, nojento, falar palavrão. Mas eu falo. Só espero não virar uma Dercy Gonçalves (que Deus a tenha) e falar dois palavrões a cada três palavras...
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Tatiana Aoki
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09:08
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domingo, fevereiro 08, 2009
Engolindo muito sapo e comida
Ando segurando sapo, perereca, rã, salamandra, e todos os anfíbios.
O pior problema de segurar sapo, ou engolir seco, é que a pessoa que joga o sapo em você também nunca vai parar de te fazer isso – a não ser que você, literalmente, solte a franga (para citar mais uma expressão envolvendo animais).
Mas uma coisa é certa: para vivermos no reino animal, ops, humano, temos que engolir sapos. Só que, na minha concepção, depois de engolir muitos sapos...um dia a gente vomita.
…...
Mudando de assunto, porque falar da vida pessoal me incomoda bastante, quero começar a minha própria campanha: não à alienação! Eu não posso me contaminar com a alienação japonesa, de achar que é normal cada cidadão ter dois computadores de última geração, iPod, bolsas de grife, comer em restaurantes da moda, andar somente de salto, jogar tênis, golfe e praticar natação, como se fosse natural.
Para piorar o ódio que tenho de algumas coisas por aqui, fiquei enojada quando vi o famoso “concurso” de quem come mais comida. Pode parecer engraçado, porém é a maior prova de que, sim, eles querem que as pessoas riam e não pensem que, talvez, a comida usada para o “concurso” fosse importante para os que passam fome – inclusive dentro do Japão.
É claro que o pão e circo existe, seja ele em forma de comida, sexo, ou qualquer coisa que o valha, e que, talvez, eu esteja sendo moralista nesse sentido. Afinal, no Brasil, o sexo está presente em quase toda a programação televisiva. Mas o sexo é censurado de alguma forma. Já o desperdício e a gula são promovidos como “diversão para a família”, perpetuando a hipocrisia dos que, monetariamente, podem e dos que não podem desperdiçar.
Veja como é, basicamente, a programação televisiva do Japão.
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Tatiana Aoki
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08:00
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segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Sabendo escolher...
Veja bem. Por mais irresistível que possa parecer, liberar geral, sobre todos os detalhes de sua vida particular, é uma boa dica para levar uma furada de olho.
Ser legal com alguém não necessariamente significa contar toda a sua vida particular - seus paqueras, o que pretende fazer da vida, seus defeitos, entre outros. À medida que conhece melhor a pessoa é que, sim, pode se abrir de verdade.
Por sorte, minha intuição é alta, e dificilmente me engano.
Pior do que ter o olho furado é decepcionar-se com alguém. Ter aquele sentimento de que, não, sua amiga não era tudo aquilo que você esperava. Porque furar o olho é levar mancada e, dependendo da situação, pode até ser perdoado.
Mas a decepção é um sentimento de desgosto e, no meu caso, irreversível. O dia em que eu me mostrar decepcionada...acabou.
...
Juro que não me lembro de nenhuma decepção, mas consigo perceber, claramente, sinais de ameaça. Muitos elogios, olhar de soslaio, aquelas ¨invejinhas¨que sua amiga comenta...Sinal vermelho. Corte pela raiz, antes que seja tarde.
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Tatiana Aoki
às
04:22
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