segunda-feira, abril 27, 2009

Ordinariamente bonita

Sendo moralista, porém realista...

Ela é linda, maravilhosa, rica, todos querem ser ela.
Todo mundo já teve uma amiga assim, certo? Bem, sinceramente...eu não.

Não existem pessoas perfeitas neste mundo!

Ok, posso estar sendo de certa forma hipócrita, mas dificilmente eu fico com inveja de alguém por ela ser quem ela é.

Inveja é algo impossível de não sentir, contudo eu a sinto de maneira esporádica, não por alguém em si. Pela pessoa itself (nossa, eu detesto usar palavras em inglês, mas é difícil traduzir a expressão para o português) não vale a pena de jeito nenhum. Você só se desgasta e fica mal, sendo que poderia gastar suas energias em outra coisa.

Sim, a sua amiga é linda e rica, mas...é burra que nem uma porta.
*Isso é o fato mais comum, querendo ou não.

Ou...¨nossa, ela é linda, rica e inteligente!¨
* Gente, ser rica não é qualidade da pessoa. É algo externo a ela e, em minha opinião, não necessariamente algo bom. Ainda mais quando se tem menos de 30 anos e não se é artista/famoso (caso de 99,9% das pessoas), dificilmente a garota será rica por méritos próprios.

No entanto, isso é questão de maturidade. Quando somos adolescentes, queremos ser como nossos ídolos, nossos amigos, etc. Depois dos 20 anos, você percebe que isso é uma babaquice - a não ser que você ainda tenha mentalidade de alguém de 13 anos. Porque, quando eu tinha essa idade, me lembro da tal da inveja da amiga linda-querida-inteligente...

E, beleza então, nem se fala. Ela é extremamente subjetiva e calcada em valores culturais.

Por exemplo, eu estava vendo televisão com meu amigo japa e eu disse:
- Nossa, a Alicia Keys é linda, né?
- Afeee, ela é gorda! - ele responde.
- Gorda? Como assim? E a Britney?
- Horrível, já vi ela ao vivo. O cabelo dela é esquisito.

Fiquei pasma com os comentários nonsense dele, mas foi isso mesmo. Acho que ele disse que a Salma Hayek era bonita, algo assim.

Outra: tenho uma amiga aqui que é padrão ocidental de beleza, e linda. Os brasileiros e os gringos também a consideram muito bela. Porém, os japoneses...acham ela ¨areia demais para o caminhãozinho¨(leia-se gorda e alta demais).

Algumas famosas que parecem bem próximas da perfeição - por isso, deve ser difícil ser amiga delas:
- Fernanda Lima - é linda demais da conta, parece super zen e compenetrada
- Natalie Portman - linda e mega inteligente (fez Harvard, se bem que isso não significa graaaandes coisa)

quarta-feira, abril 22, 2009

Saudade do meu iPod de 2g...


Os geeks e amantes das inovações do iPod que me perdoem, mas estou morrendo de saudades do meu bom e velho iPod 2g.

Sim, para quem não sabe, furtaram meu iPod no Japão e tive que comprar um iPod quarta geração.

(Sim, isso mesmo: furtaram meu iPod aqui no Japão. E foi um japonês, porque onde eu moro não tem brasileiros)

Enfim, por este motivo - e não porque eu queria um iPod novo ou qualquer coisa do gênero - comprei um novo. De 16g, para apelar mesmo e não sentir necessidade alguma de tirar músicas por falta de espaço.
Ok - na verdade eu comprei de 16 g porque não havia opções além de 8 e 16 gigas. E a diferença de preço entre os dois era ínfima.

Mas vamos aos poréns:

- Meu Click Wheel (aquela bolinha no meio do iPod que gira) não funciona direito. É mais sensível do que o da geração anterior e, por isso, qualquer pequeno movimento já o faz aumentar de volume, mudar a música, entre outros.

- Quando ouvimos a música, o álbum não fica aparecendo na tela. Pô, eu, que tenho a discografia dos Pretenders e não conheço a banda direito, quero ver de qual álbum é a música que estou ouvindo. E, por enquanto, não descobri como fazer isso.
*Alguém sabe?

- Muito espaço para músicas acaba virando uma confusão, sobretudo para quem (como eu) que morre de preguiça de fazer Playlists para todas as ocasiões. Por exemplo: às vezes eu estou toda feliz andando de bike e começa a tocar uma música depressiva do Radiohead. Na hora, eu penso: por que eu não fiz a maldita Playlist para os dias tristes?

- Não havia opções para um iPod Nano com menos de 8G. Como assim, minha gente? Antes, era possível comprar um iPod Nano de 2, 4, 8Gigas. E, agora, só de 8 em diante, com uma diferença ínfima de preço entre os dois modelos? Se eu quiser pagar menos, tenho que comprar o tosco do Shuffle, que nem tela tem?

- Design: nem sempre um iPod finíssimo é melhor para o uso. Esse iPod Nano é tão, mas tão fino, que dá medo de segurar. Eu havia comprado uma capinha de espessura normal, mas achei que não era o suficiente - e tive de comprar outra, mais grossa.
Ok, quando eu comprei o anterior eu reclamei à beça, e depois passei a amá-lo. Mas a quantidade de pessoas reclamando na web sobre os mesmos assuntos é absurda!

Antes de gastar seu dinheirinho em um iPod, pense antes, porque é certeza que terá algum tipo de dor de cabeça ou dúvidas inimagináveis...

Essa foi uma pequena pesquisa que fiz nos fóruns:

Meu Click Wheel não funciona

Meu Click Wheel não funciona - Fórum Apple
Problema com o Click Wheel
Scroll do Ipod
Pulando músicas no iPod


Pô, agora que eu vi: minha postagem anterior foi a 400! Caraca...

segunda-feira, abril 20, 2009

Baratas Tontas

Eu, com minha mania absurda de navegar sem rumo pelo cyberespaço, descobri uma página que contém muitos dos sites que frequento.

Lá estão, de uma só vez, sites de notícias, de relacionamento, sites de compartilhamento (eee), entre muitos outros populares na rede.

A construção foi feita por japoneses, mas o site está em inglês.

mais interessante é visualizar todos esses links como uma linha de metrô, bifurcando-se de acordo com o gênero do site - e cruzando, é claro, como toda rede complexa de conteúdos.

Na verdade a ideia de simular quaisquer redes - seja de sites, gêneros musicais (como feito pela revista Superinteressante) e outros - usando mapas de linhas de metrô é um pouco batida.



Mas uma coisa é simular a rede de metrô de São Paulo. Outra, é fazer uma rede como a do metrô de Tóquio (abaixo).


Pra quem achava que o metrô de São Paulo era confuso, imagina se perder num desses aí. Quando eu cheguei no Japão, quase surtei pela quantidade de pessoas (meio parecidas, diga-se de passagem) andando para lá e para cá, todas sabendo exatamente para onde ir.

Se eu não tivesse um guia em Tóquio, acho que teria perdido muito dinheiro por perder o horário do trem...

quarta-feira, abril 15, 2009

Minha avó, meus pés e os dinossauros

Acho que, se eu pudesse voltar ao passado, seria para consertar meu futuro. Então, considerando que hoje sofro sequelas por ter exagerado no passado, mudaria o seguinte:
Não teria jogado futebol e feito tae-kwon-do, ao mesmo tempo, por dois anos seguidos.
Isso deixou meus pés todo esfolados, calejados, ossudos, e com sequelas.

Por exemplo, eu não posso mais jogar futebol, porque meu tornozelo dói. Exagerei por um tempo, agora nunca mais poderei usar chuteiras - ou dar chutes de tae-kwon-do.

Ok, eles sempre foram feios, mas ficaram piores depois que pratiquei esportes que usam praticamente só os pés.
....
Mas, se fosse algum passado no estilo ¨máquina do tempo¨, acho que voltaria a algum tempo bem remoto, como a época dos dinossauros. Será que eles eram iguais aos do filme Parque dos Dinossauros? Grandes mesmo? Será que realmente existiram? Porém acho que não conseguiria sair viva da pré-história para voltar ao presente e dizer o que achei. Err. Seria um atestado de suicídio.

Eu morro de aflição dessa cena

Ou, para finalizar, voltaria ao ano de 1995 e teria uma conversa com minha avó, que faleceu quando eu tinha nove anos. Queria conversar com a idade que tenho agora, sem o pensamento de uma criança, e ver o que ela pensa da vida. Ia ser bacana.
...
Colocando a nostalgia de lado, vamos ver...se eu acordasse com 30 anos.
Não vai demorar muito – daqui a exatos sete anos.
Eu quero estar aprimorada no que invisto agora. Ponto.

E não quero ler isso daqui a sete anos.


domingo, abril 12, 2009

Sai maldição?



Fazer um Brilho Eterno de uma mente sem lembranças pode ser recomendável a curto prazo se queremos esquecer alguém.

Para esquecer ex, existem três fórmulas básicas, cujos termos foram inventados por mim:

1) distância física
2)distância efetiva
3)conhecendo o mundo.

A primeira é fácil. Simplesmente fuja de seu ex - não frequente os mesmos lugares que ele, não tenha mais o telefone, email, ou qualquer forma de contato do garoto.

Distância efetiva: bom, de nada adianta você deletar o ex do celular e não frequentar o mesmo círculo de amigos se você continua fuçando (e vigiando) o Orkut dele com seu perfil fake.
A distância efetiva é você largar o vício maldito de vigiá-lo sem o consentimento do cara.

Se continua perguntando para a amiga se o viu na festa, o vigia pela internet ou pratica qualquer forma mascarada de vigilância, você nunca conseguirá esquecê-lo.

E, por último, a fórmula menos dolorida de todas: saia e conheça o mundo! Você acha seu ex insubstituível? Acho que você falou isso do seu antigo ex, não? Quem era mesmo ele?

...
Ps: nenhuma dessas fórmulas funcionam se você simplesmente não quer esquecer seu ex, porque acha que ainda tem chances de reatar.

Ps2: esse post é para o Tudo de Blog. Não necessariamente se aplica à minha vida.

quinta-feira, abril 09, 2009

A boa alienação.

O BBB acabou na terça à noite (quarta de manhã, por aqui). E eu não sei absolutamente nada sobre o programa. Juro, vejo toda hora em sites de notícia manchetes como ¨a mais lida¨ e tal, mas não tenho nenhum interesse em saber sobre isso.

É bom saber que não perdi meu tempo discutindo quem vai ganhar o BBB, quem da casa é o mais falso, se cicrana já posou nua e etc.

Fico feliz que isso tenha acontecido porque, sinceramente, sou o tipo de pessoa que gosta de ter controle total sobre minha vida. Não gosto de me sentir tentada a assistir lixos televisivos ou a ler sites de fofocas. Por isso também que evito jogar videogame, fuçar no Orkut e usar o MSN inutilmente.

Concordo que abstração é bom, em certo sentido, porém já sou viciada em música – fato que consome grande parte de meu tempo livre na internet.

Sou daquelas que fica 3, 4, 5 horas procurando músicas na Internet. Às vezes nem eu acredito, porém quando olho o relógio na lateral do meu computador...tarde demais, esqueci completamente o que eu ia fazer na web.

Por isso, normalmente eu já tiro parte do meu final de semana para fazer isso. Faz uns 10 anos que adotei essa prática de desejar ouvir determinados álbuns, procurar até achar e...bom, acho que todos sabem como se faz.

....

Mudando de assunto: finalmente o Japão esquentou. Sentir um calor de 20 graus, não precisar mais ligar o aquecedor e ter que tapar o sol com as mãos são sensações muito boas.

E percebi também um movimento fashionista bizarro: enquanto eu comecei a usar saias, as japonesas começaram a usar calças. Sim, aqui é exatamente o contrário: inverno e outono – saia curta e tudo mais; verão e primavera – calça e tudo o que puder para fugir do sol.

sábado, abril 04, 2009

Indo embora e voltando

Agora que minha temporada no Japão está acabando, vou divulgar uma lista tosca que fiz com os Cds que me marcaram durante esse tempo na terra do sol nascente.

Depois vou fazer o saldo básico de minha estadia aqui, mas não agora. Estou super ocupada arrumando minhas coisas.

Mas antes, vamos lá:

2008:
- Agosto- MGMT - Oracular Spetacular


- Setembro - Jimmy Eat World - Futures



- Outubro - The Verve - The Forth


- Novembro - Oasis - Dig out your soul


- Dezembro - Molotov - Apocalipshit



2009:
- Janeiro - Pink - Funhouse e The Killers - Day & Age


- Fevereiro - B52´s - Time Capsule e Franz Ferdinand - Tonight



- Março - Lilly Allen - It's not me, it's you e Kings of Leon - Only by the Night




- Abril - Pink Floyd - The Piper at the Gates of Dawn e O Rappa - 7 vezes




Em abril...vamos ver, não estou viciada em nenhum CD até o momento. O ruim é que, depois que eu voltar, não vou poder ouvir estas músicas sem sentir um aperto no coração.

E vocês? Têm músicas que marcam de um jeito absurdo? Acho que todo mundo...