Lendo jornais por aqui, vejo que, tanto nos EUA como no Brasil, jornais fecham a rodo. O que eu trabalhava, fechou.
Ora, quem compra jornal hoje em dia? A não ser eu, macaca velha que adora jornal – e não só para embrulhar peixe, mas para ler mesmo – grande parte das pessoas que conheço não lêem jornal. Alegam que podem ler de graça na Internet.
Eu ainda compro o bom e velho jornal, pelo menos duas vezes por semana. E o faço porque sei que vale a pena, que o material tem o mínimo de qualidade desejável para eu me manter informada e entender, pelo menos um pouco, o contexto do que se passa.
E o futuro do jornalismo, pauta de grandes discussões entre os jornalistas? Bom, o jornalismo que a gente conhece não mais existirá, mas considero isso um grande prejuízo a todos, porque é a consolidação da quantidade em detrimento da qualidade. Não estou dizendo que se você não é jornalista a notícia ficará ruim, porém prefiro ler uma matéria de jornal a ficar acompanhando twitteiros cobrindo, por exemplo, um show ou uma sessão da Câmara.
“Agora, Fulano falou isso”
“Cicrano colocou o dedo no nariz. Que nojo”
Esse tipo de asneira corre solto no twitter da vida.
Fatos por fatos, vivo minha vida. A vida exige análises, não somente fatos esparsos.
...
Para me autocriticar, também aponto uma outra crise: a musical. É claro que ninguém precisa carregar, no bolso, cerca de 600 músicas de uma só vez, e com qualidade sofrível. O artista se mata para gravar o aí vem um espertinho, pega o cd demo e o distribui na internet, dizendo que está “saindo do forno”. Ora, o CD não está pronto! Mas vazou, e as pessoas não se importam se a qualidade é sofrível ou não, apenas se declaram felizes por terem pego o CD “de graça” – a custo de risco de vírus fatais ao computador, bem como buscas, muitas vezes frustradas, de um álbum apenas audível.
...
Ah, só para descontrair e justificar o termo autocrítica dito anteriormente, vou falar o que estou ouvindo:
- Kings of Leon - Only by the Night
- Lily Allen - It's not me, it's you
- O Rappa - 7 vezes
Me surpreendi com a Lily Allen, porque eu a achava pretensiosa demais, uma vozinha tosca e mais uma da geração cantoras inglesas. Porém, me surpreendi: as letras são muito boas e ficam interessantes ao som da melodia, que normalmente não combina muito com o conteúdo da letra - esta, em grande medida, bem pesada. No "It's not me, it's you", você encontra temas como sexo, luxúria, drogas e rock'n'roll. Com uma melodia parecida com..."Smile".
Se você é homem, tenta entender as garotas e não consegue assistir Sex and the City...Bom, ouça "It's not me, it's you". Vai aprender um bocado, principalmente com a música "Not Fair".
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Já o Rappa...os caras são bons, isso todo mundo já sabe, mas esse cd é bom hein? "7 vezes" me surpreendeu, seja nas letras, seja na melodia. Palmas para o baixo, que deixa tudo mais virtuoso. E as letras, claro. O show do Rappa ao vivo já é uma atração aa
É daqueles álbuns que você ouve uma vez e já curte tudo.
Mostrei a música "Meu mundo é o Barro" para meus amigos japas, e eles imediatamente curtiram. Ao contrário do Tom Zé e Nação Zumbi (minhas favoritas, por ora), que eles acharam um tanto "estranho".
Não tem jeito: acho-a linda!
domingo, março 29, 2009
O futuro do Jornalismo, Lily Allen, O Rappa
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Tatiana Aoki
às
11:03
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domingo, março 22, 2009
Hoje a entrevista será com... Clodovil!

1) Clodovil, eu sei que você já bateu as botas, então agora deve estar com a língua mais afiada do que nunca.
Clodovil – Olha, benhê, seguinte: eu morri, mas escrevi um monte de fofocas dos bastidores de dois lugares semelhantes – o mundo da moda e o da política.
2) Aliás, Clodovil, porque você resolveu entrar para a política? Você realmente entendia do assunto?
Clodovil – Queridaaa, é claro que eu não entendia, mas o Frank Aguiar entende? E o Aguinaldo Timóteo? O Silvio Santos também tentou ser presidente, só para você parar de me esculhambar e se precaver antes de perguntar bobagens, ouviu?
3)OK, OK, da próxima vez eu pesquiso um pouco mais sobre candidatos bizarros concorrendo às eleições.
Clodovil – Você me acha bizarro? É isso que quis dizer? Te pego na barca do inferno!
3) Não, não, senhor Clodovil! Eu não quis dizer que o senhor é bizarro, longe disso! Aliás, é muito sensato de ter chamado a deputada Cida Diogo de feia, com certeza.
Clodovil – Japoronga escrotaaaaaaaaaaaaaaaa!! Vou te pegarrrrr
4) E vamos ao intervalo comercial, com o programa Alto da Barca do Inferno.
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Tatiana Aoki
às
07:09
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sexta-feira, março 20, 2009
Primavera Harumi Spring
Faz tempo que eu não escrevo...
Mas hoje, depois de muito tempo, me sinto feliz.
Começou a primavera. No Brasil, esse lance de estações do ano parece bobagem mas, no Japão, mudar a estação significa, literalmente, mudança de vários hábitos, aposento de algumas peças de roupas e retirar do armário outras, as ruas tornam-se floridas, etc.
A maior felicidade é sentir uma brisa mais quente e não ter que dormir com quatro cobertores. Nem ter que ligar a água quente para lavar a mão.
....
O mais engraçado é que eu estava me achando porque não tinha ficado doente no inverno. No Japão, o pessoal toma até vacina para não ficar doente, porque parece uma epidemia mesmo.
Até que, do nada, peguei a pior dor de garganta da minha vida. Resultado: começo a primavera tomando 4 tipos de remédios...
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Tatiana Aoki
às
09:13
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sábado, março 07, 2009
chinesa que perdeu o vôo. Versão com legendas em português.
Fazia tempo que eu não ria tanto...
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Tatiana Aoki
às
13:04
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quinta-feira, março 05, 2009
Você, não.
Eu já fiz um blog anônimo. Daqueles com pseudônimos, em inglês, absolutamente velado...
Mas não passei do primeiro post, como grande parte dos blogueiros. Além do fator preguiça, é bem difícil manter dois blogs - demanda um tempo longo para administrá-los.
Nesse blog eu escreveria o que eu
O que eu escrevo em meu diário pessoal?
Nossa, além de escrever minhas nóias diárias, reflito egocentricamente sobre mim. Acho que é por isso que gosto de ficar sozinha: tenho tanto a descobrir sobre mim mesma que às vezes deixo de me preocupar com o que acontece janela afora.
Mas, para contemplar a vida em sociedade, faria algo bem diferente: um banco de dados anônimo sobre todas as pessoas não recomendadas - por mim, claro. Colocaria os motivos, o perfil, todos os contatos e o que ela fez para ser considerada "não recomendada". Sim, faria resenhas sobre pessoas, assim como eu faço para álbuns de música ou filmes. Utilidade pública, talvez.
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Tatiana Aoki
às
02:28
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segunda-feira, março 02, 2009
O tempo.
Eis o tempo. Ele passa de um jeito absurdamente rápido à medida que ficamos mais velhos.
Sim, fiz 23 anos e esqueci de comentar por aqui. Não comemorei muito, porque eu detesto ficar mais velha.
Também faz uns sete meses que estou no Japão.
Já pensaram em que, quanto mais inutilmente a gente gasta o tempo, menos tempo parece que temos? Fiquei umas duas semanas sem estudar nada, por motivos particulares, e parece que meu tempo encurtou. Como isso acontece? Acho que, nesse ínterim, gastei muito tempo em coisas inúteis, como ficar no orkut e/ou olhar sites de fofocas do Oscar, por exemplo.
O ruim e o bom da Internet e da era da informação é a quantidade de informações disponíveis. Se nos deixarmos levar, vamos ficar horas e horas respondendo scraps do Orkut e lendo a notícia de que Angelina Jolie pode estar em depressão, em vez de resolvermos nossos próprios problemas. Aí, quando menos percebemos, estamos presos em nossa própria miséria intelectual.
Eu ainda preciso achar tempo para voltar a ler livros, estudar, fazer freelancers, correr, andar de bicicleta e, agora, tomar conta de minha vida.
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Tatiana Aoki
às
21:22
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