terça-feira, janeiro 27, 2009

Desprezo


Eu sempre digo que vou ficar livre da praga indie, mas no fim sou contaminada. Meu último vício é o CD novo do The Killers, Day & Age.

Aconteceu a mesma coisa com os álbuns anteriores. Será que eu não tive nenhuma evolução musicalmente falando?

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Começou o Fórum Social Mundial, o Campus Party acabou, e vai ter show do Radiohead.
Aqui...Vai ter passeata dos brasileiros, protestando contra a situação dos estrangeiros no Japão.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Redes Sociais e Obama

Eu deveria comentar sobre a posse do Obama, sobre a guerra na faixa de Gaza e sobre o agravamento da crise mundial. Mas não, a única coisa que consigo pensar no momento é na compulsão das pessoas por uma coisa: sites de relacionamento.
Estou escrevendo uma matéria sobre isso, porém na realidade tenho pensado, nas últimas semanas, a respeito do aumento de nossa dependência em relação a redes sociais. Twitter, My Space, Facebook, LastFM, Mixi, Linkedin, HiFi e, claro, nosso bom e velho orkut. Sem contar MSN, salas de batepapo, De.li.ci.ous, Digg e todas as contas que criamos para acessar determinado conteúdo - e que somos obrigados a criar um login e senha para tal.

É tanta senha e obsessão em relação a esse assunto que, ultimamente, ando cansada de acessar conteúdos de redes sociais - incluindo aí o MSN.


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No entanto, tenho que comentar a posse de Obama. Sob espectro de brasileira, a posse de Barack Obama é praticamente igual à de Lula em 2002, ou seja, sob o signo da esperança, mudança, do ¨eu também posso¨, entre outros. De fato, a posse de Obama, assim como a de Lula, é um marco histórico, pelo fato de que as minorias conseguiram quebrar uma barreira muito forte do imutável paradigma de presidentes homens/brancos/ricos.
Só que, para as tais minorias alcançarem o poder, elas devem se aliar e absorver 90% da ideologia dessa classe dominante. Ou seja, a mudança não é estrutural, e sim aparente. O que, de certa forma, chega a ser pior, pois as minorias sentem-se confortáveis em ver alguém em que possam identificar - mesmo que, na realidade, nada mude, e suas realidades continuem miseráveis.

É igual parar de tomar sorvete de baunilha e começar a tomar sorvete de chocolate. Mas na mesma sorveteria, sempre.


..Conexão: Obama venceu, em grande parte, por sua inserção em redes sociais.

domingo, janeiro 18, 2009

Vício

Do nada, em uma tarde chuvosa de domingo, resolvi atualizar meu MP3. Baixei, de uma só vez, uns 10 CDs.
Ei-los:
- David Bowie
- Talking Heads
- Raul Seixas
- B52´s
- Molotov
- Franz Ferdinand
- ...
Esqueci

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E acho que o post anterior foi um dos mais comentados dos últimos meses. O pior é que foi feito em pouquíssimo tempo, em uma noite qualquer.
Eu não sou uma pessoa que comenta muito em blogs e afins, porém fico bem feliz em receber comentários.

Ok, não precisa comentar este post.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Momentos Calça Fusô



Posso ter vários defeitos, mas se tem uma coisa que eu sou boa é minha memória cronológica. Consigo lembrar os lugares em que fui quando tinha 11 anos, lembro dos nomes de meus colegas de escola de quando eu tinha 5 aninhos, sei o que eu fiz em cada ano de minha vida...

Por isso é relativamente fácil de lembrar alguma coisa do gênero ¨meu passado me condena¨. Porém, dentre todas as ridicularidades, acho que a moda em si é um tanto condenável.
Quando eu tinha 11 anos, usava as calças jeans skinny – que todo mundo usa atualmente.
Depois, aos 13, a coisa mais ridícula do universo era usar calça skinny. A moda era usar a calça...bailarina! Sim, bailarina. E calças jeans com o mesmo modelo, ou seja, com a barra da calça mais larga, um pouco menor do que a boca-de-sino (essa p### tem hífen agora?).
Ah, e para os esquecidos de plantão (ou para aqueles que não querem se lembrar), também teve a moda da calça pescador! Quem nunca usou a famosa calça pula-brejo (lá vem a m#### do hífen de novo) com Keds? Esqueceu o que é Keds? Veja a foto. E o sapato de açougueiro?

Mas nada, nada supera uma roupa que usei muito dos 6 aos 13 anos: camiseta e shorts fusô. Ou calça fusô, presa na sola do pé. Me-do.
Não quer relembrar esses momentos solenes?
Vai lá, abre sua caixa de fotos antigas (naquela época, era tudo na base da revelação mesmo) e veja com seus próprios olhos. Redundâncias à parte, uma coisa eu não duvido: você vai rir muito.

Regrinhas e mais regras

As novas normas ortográficas, como qualquer mudança estrutural, acabou me desanimando a escrever. Como regras gramaticais podem somente piorar a nossa vida? A língua portuguesa já é naturalmente elitizada, com verbos de pouca (ou nenhuma) utilização, conjugações confusas e, o pior de tudo, regras gramaticais com tantas exceções que acabam anulando a própria regra.

Nunca decorei deliberadamente nenhuma regra gramatical, em nenhuma língua. Vou aprendendo com a prática mesmo, de tanto escrever, ler, etc. Quando consulto muito determinada regra, em gramáticas e afins, é que começo a decorá-las por inércia.
...

Mas nunca me julgarei conhecedora de uma língua. A língua se transforma o tempo todo, pois ela é parte mutável de nossa cultura. Dizer que é fluente em alguma língua nada mais é do que uma lorota, simplesmente porque, se você parar de praticá-la, acaba esquecendo ou cometendo erros.
Exemplo: Outro dia fui a uma festa em que 90% das pessoas só falavam inglês. Eu, que estava há mais ou menos duas semanas somente falando português, me enrolei no começo. Depois fluiu, mas parece que, no começo, há teias de aranha em seu cérebro que impedem de conectar as frases e pensamentos em determinada língua.

Se não há prática e aprimoramento, a tendência de uma língua é de ficar enferrujada. Ou, pior, de cair no esquecimento e morrer.

Algumas das sílabas japonesas - katakana. Só faltam mais umas 2 mil para eu decorar...

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Vôlei e roupas

Férias boas eram aquelas em que eu tinha uns 11 anos, não tinha nada para fazer – a não ser jogar futebol, vôlei, ir ao shopping com as amigas...Enfim, época em que era alienada, não tinha a menor idéia do que era alienação e, melhor ainda, não me sentia culpada por isso.

Mas um momento de minhas férias que me lembro perfeitamente foi quando eu tinha uns 13 para 14 anos: foi quando fiquei viciada em silverchair e me prontifiquei a traduzir suas músicas, para entender ¨que raios eles cantam¨. Foi a partir daí que posso dizer que realmente aprendi inglês – não, não foi em cursos de idiomas ou coisas assim. Um marco educativo e criativo em minha vida.

Voltando à vida real...
Até o momento, minhas pequenas e merecidas férias foram produtivas, exceto pelo fato de que passei horas e horas olhando lojas de roupas em busca de promoções. No final do dia, um sentimento de prazer e culpa (típico de bens materiais) ficaram rondando minha cabeça.
Melhor comprar em brechó.