terça-feira, maio 27, 2008

Vilões (ou visões) da infância

Ter saudades da infância é algo que vira até clichê. Embora as pessoas amem falar de sua infância e de como éramos felizes em nossos primeiros anos de vida, a verdade é que as crianças são bem cruéis. E, partindo do pressuposto de que as crianças são cruéis, vou listar os Top 5 personagens vilões da nossa infância – que provavelmente fizeram ou farão nossa geração ficar ainda mais egocêntrica e má.

Escrevo a lista em Word, sem qualquer pesquisa prévia no Google – apenas consultando minha memória de elefante. Se eu errar nomes, já foi – ou Freud tentou apagar esses personagens negativos do meu subconsciente.

Eis a lista:

1 - Maria Joaquina – Carrossel



Quem não se lembra da loirinha malvada que era extremamente racista com o pobre (literalmente) Cirilo
? E ainda dava em cima de um tal de Jorginho, cujo principal atributo eram os óculos escuros e o carrinho elétrico? Eu me lembro bem do carrinho elétrico do Jorginho: branco, conversível, uma graça. Maria Joaquina já representava os sentimentos mais proeminentes de uma mulher fútil: interesseira, egocêntrica, racista, chata e...bonitinha.


2- Afrodite – Cavaleiros do Zodíaco


O vilão da última casa da temporada das Doze Casas Zodiacais era o mais esperado por mim. Por quê? Simplesmente porque eu sou de Peixes, oras. Aquelas rosas que matam, o suspense por ser a última casa, as visitas à banca para comprar a Revista Herói, entre outras maracutaias que eu fiz e senti por ser fã de Cavaleiros. Esse seriado deixou uma influência sólida em mim, pois foi o principal produto cultural que me fez gostar de duas coisas: astrologia e homens um tanto “andrógenos” (calma, Alberto, você não é andrógeno. Mas o próximo da lista o é)


3- Rei dos Duendes (David Bowie) – Labirinto – A Magia do Tempo


Eu não disse que desenvolvi uma paixão por seres andrógenos? David Bowie, como o vilão do filme Labirinto, me deixou fascinada por sua beleza e seus olhos de cores diferentes. Isso aos...seis, sete anos. Até hoje esses traumas de infância me deixam marcas: ainda acho Bowie um dos caras mais fenomenais (em todos os sentidos) do showbizz.


4- Roger Klotz – Doug



Esse é demais! Toda vez que o Doug fazia alguma coisa meio mico, o Roger ia atazaná-lo. Contudo, o Roger é um personagem extremamente bem-feito: desde a sua voz esganiçada, passando pelo visual meio roqueiro/motoqueiro mais velho. Tinha também a gata dele, que usava uma coleira masoquista e brigava com o Costelinha. Além disso, o Roger causava também com o Skeeter – tadinho dele...


5- Doutor Abobrinha – Castelo Rá-Tim-Bum

Nem curto o Dr. Abobrinha, porém a realidade é que vi tanto, mas tanto Castelo Rá-Tim-Bum, que tive de citá-lo. No entanto, há a razão de ser: o episódio mais engraçado do Castelo Rá-Tim-Bum é quando Dr. Abobrinha se faz de diretor de cinema e tenta persuadir o Nino a assinar um contrato (na verdade, de venda do Castelo), fingindo que assinar fazia parte do enredo do “filme”. Hilário!

Saudades!

sexta-feira, maio 23, 2008

Pequenas impressões

Voltei a Bauru depois de mais de dois meses.
A cidade é calma e quente.

Olho para os lados e as pessoas andam devagar; não há muitas filas nos mercados, e a iluminação da cidade é precária à noite.

A manicure é mais barata, a comida e a bebida são mais baratas.

Ainda sinto saudade.

domingo, maio 18, 2008

Pró-cotista

Saiu na Folha de quarta-feira os manifestos a favor e contra as cotas para negros nas universidades públicas. Ao ler ambos os manifestos, obviamente concordei com o mais coerente: o pró-cotas.

Recordo da discussão em sala na UNESP, com o professor de Jornalismo Regional a respeito do mesmo assunto. Ele perguntou, em sala, quem era a favor das cotas para negros. Dos 36 alunos de Jornalismo presentes, ninguém levantou a mão. Cada um argumentou à sua maneira. Ao final, eu disse uma frase que posso dizer, sem levantar méritos à minha pessoa, que foi uma das minhas mais contundentes afirmações:

“Professor, não levantei a mão quando o senhor perguntou quem aqui na sala era a favor das cotas para negros. Mas devo admitir o seguinte: por mais que façamos parte do movimento estudantil, por uma universidade mais justa e outras reivindicações, quando alguém pisa no nosso calo mostramos a nossa verdadeira face burguesa e mesquinha. Ou seja, quando vimos que uma medida pode tirar nossos privilégios diretos – no caso, quando alguém “menos qualificado” pode realmente entrar no nosso lugar na universidade ou em concursos públicos, ficamos alertas e ativamos nossos pensamentos mais burguesinhos.”

Os contrários às cotas para negros dizem que isso vai aumentar o racismo. Balela: ele já existe, e de um jeito horrível, porque é velado. Na UNESP víamos filhos de fazendeiros, empresários, enfim, gente que vive no mundo da Alice no país das Maravilhas, e acha que “se esforçou” para estar na universidade pública. Ora, sinto muito: se você se esforçou para “chegar lá”, garanto que os negros se esforçaram muito mais. Assim como as mulheres se esforçam mais para chegar a altos cargos em uma empresa – bem mais do que um homem branco – os negros se esforçam ainda mais para chegar no ensino superior. Pela discriminação cotidiana, merecem uma chance, sim.

Vou falar um exemplo. Sou descendente de japoneses. E, embora eu tenha nascido no Brasil, sou chamada de japa, japonesa, etc. O mesmo acontece com os negros. Por mais que sejam “iguais” perante a Constituição, visualmente não o são. Eu sinto isso na pele, e eles também devem sentir.

A nossa sociedade foi construída por homens “brancos” (na verdade, sob um padrão europeu), machistas, racistas, sexistas. E nossa Constituição também foi feita por estas mesmas pessoas. Enquanto não mudarmos essas estruturas ditas como imutáveis por estes mesmos indivíduos, nada vai mudar. Vamos continuar a ver em dados estatísticos que a camada com menor renda é aquela composta por mulheres negras.

Assino embaixo que sou a favor das cotas para negros.

E, pelo menos uma vez na vida, os brancos devem sofrer uma derrota que seja.





segunda-feira, maio 12, 2008

A melhor dieta de todos os tempos.

Não vou ensinar necessariamente a melhor dieta de todos os tempos. Contudo, para quem viu o post anterior, percebeu que estou com intoxicação alimentar.

Alguns fatos curiosos me aconteceram nesses cinco dias de sofrimento:

  1. eu desmaiei no meu quarto, falando ao telefone. Apaguei e, quando acordei, o telefone estava tocando, meus joelhos estavam doendo e minha testa, sangrando. Estou com uma cicatriz parecida com a do Harry Potter (sim, já fui chamada de Tati Potter).
  2. Por conta de minha enfermidade, tenho medo de comer qualquer coisa. Além do fato óbvio de que estou doente porque comi algo estragado, se eu comer algo gorduroso, fibroso, oleoso e molhado (pense bem, essas características correspondem a 99% das comidas gostosas), minha constipação intestinal (ou diarréia mesmo) piora.
  3. Já tive meu recorde de idas ao trono: 20 vezes no mesmo dia. Na madrugada de sábado para domingo, depois de comer com os amigos alguns quilos de batata frita, sem contar os quatro pasteizinhos de guioza, acordei seis vezes de madrugada para ir ao banheiro. Sorte que eu não bebi nada alcoólico.
  4. Não cobri o show do RBD. Imagina ter de parar uma entrevista no meio para correr ao sanitário público e ainda ver garotinhas ensandecidas chorando, vomitando...ia ser um desastre


Deu pra perceber que a minha vida não está fácil. Mas aí vem a parte boa: eu simplesmente não estou absorvendo nada do que como. Resultado: emagreço. Na verdade não é tanto pelo fato de eu estar eliminando a comida, e sim porque eu tenho medo de comer qualquer coisa que tenha óleo, molhos, aparência de ser gostosa demais para o meu estômago. Dieta do medo é a que funciona.

quinta-feira, maio 08, 2008

Intoxicação


Estou com salmonella pela segunda vez em minha vida. Na primeira vez que tive, vá la, porque eu comi em um restaurante de qualidade duvidosa.
Ontem, no entanto, comi em um restaurante cujo quilo custa cerca de 30 reais - o The Green, do Parque Ibirapuera. Estou passando mal neste momento: diarréia, cansaço, dor de cabeça, calafrios, febre.
A única vantagem é que eu posso ficar de pijama o dia todo sem ser incomodada.

terça-feira, maio 06, 2008

Estou elaborando um guia com os principais passatempos (adolescente, claro) para se fazer nas férias.

Eu nem precisava dizer que é adolescente: quem, com mais de 22 anos, tira férias um mês inteiro em julho?

De qualquer forma, fiquei pesquisando por aí algumas coisas divertidas para se fazer nas férias.
Foi aí que assisti a um dos vídeos mais engraçados da temporada:



Chaves e o trailer de A Invasão. O trailer é mais ou menos assim: a Vila do Chaves é invadida por ETs - tudo muito bem sincronizado com falas, músicas, e a clássica frase Está chegando o disco voador!, do nosso amigo Chaves. Imagina um vídeo bem ao estilo Independence Day, só que com os integrantes do seriado mexicano, claro. É incrível como é engraçado e muito bem-feito. Eu ria como louca aqui em frente ao computador.

E tenho que encontrar mais dicas interessantes para ficar de bobeira, como:

  • filmes

  • discos

  • livros

  • sites
    Etc.

Se alguém tiver uma dica legal, me avisa, ok?
Não vou publicar minha lista parcial por sigilo autoral (ahhh é...)
.........

Sabe o que é pior do que o caso Isabella? É a bomba do Ronaldo.

Sinceramente: não tenho a menor dó dele. O cara tem contrato vitalício com a Nike, fica com garotas (fisicamente, e só) lindas e tem tudo que qualquer consumista quer: fama, mulheres e dinheiro. E se mete em um motelzinho qualquer em busca de novas aventuras? Me poupe...sem moralismos, porque cada um faz o que quiser com sua vida pessoal. Mas ter dó dele, eu não tenho.