quarta-feira, julho 30, 2008

Irashaimase

busão de escala em Paris.

Ainda não é Tóquio. Paris mesmo.

Para todos que aguardam por informações diretamente de Tóquio...

Bem, cheguei cansada, porém normal, no Japão. O calor aqui está forte, contudo nada diferente de Bauru, em janeiro, ao meio dia. Sério: bauruenses aguentam fácil o calor daqui. O engraçado é que a lembrança que eu tinha da outra vez que fui ao Japão é de um país frio, com pessoas frias e acanhadas. Mas o calor muda tudo: o povo anda mais descontraído, suando. Uma visão atípica do Japão, visto que, por aqui, o tempo está mais para frio do que calor.

Em Paris, conheci uma japonesa que dá aulas de inglês – sim, ela é uma das poucas japonesas que falam inglês com bastante habilidade. Ela me ajudou a entender um pouco seu povo antes de eu “enfrentá-los”.

No avião, eu vi dois filmes: Penélope e 21. Alguém já ouviu falar neles?

Ainda estou com cólicas de ansiedade, acho.

Hum...Tóquio é igual aos outros lugares do Japão, mas é mais apertado e lotado de gente. Ainda quero passar em Hoppongui – com suas baladas para gringos – e também em Akihabara, o principal centro de tecnologia de Tóquio.

Acordei umas cinco da manhã hoje, e estou escrevendo às seis. Pior é saber que, desde a última vez que tive consciência de datas, eu estava na segunda feira. E hoje já é quinta.

O quarto do meu hotel é bastante apertado. Para se ter uma noção, não tem mesa, e eu tenho que escrever em cima da cama. Quer dizer, tem uma mesa. Embutida, como quase tudo no Japão.

Hum...como eu já vim para cá, não sei direito o que seriam novidades ou coisas batidas. Tirar o sapato foi um hábito que eu quase esqueci.

E, sim, o arroz japonês é o melhor do mundo.


Mais fotos, Flickr!

segunda-feira, julho 28, 2008

Lá vai...


Daqui a menos de quatro horas estarei em Cumbica.

Vai ser difícil aguentar as saudades de muitas pessoas extremamente especiais para mim. Na minha despedida, foi impossível conter o choro ae ver, juntas, todas as pessoas que amo, admiro, e realmente gostaria de transportá-las para o outro lado do mundo junto comigo. Porém, a vida é feita de desafios, e sei que todo aprendizado requer coragem e garra para suportar qualquer dor. Neste momento, meu estômago dói.

Chorei muito nesses dias, talvez como nunca em toda minha vida. Pior que, toda vez que choro, tenho que conter minhas lágrimas e pensar objetivamente. Porque, se eu pensar apenas com a emoção, simplesmente não pararia de chorar por horas. E, se todos nós fôssemos movidos apenas pela emoção, provavelmente não cresceríamos.

Foi aí que pensei em meus maiores desafios até agora:

  • Enfrentar o primeiro dia de aula

  • Ver meus pais irem para o outro lado do mundo

  • Ir para a Unesp

  • Primeiro emprego

  • Prova da auto-escola

  • Passar no vestibular

  • Ter de superar a morte de entes queridos

  • Não ter medo de morar sozinha

  • E, agora, mais este


Alberto, meu namorado, que deixei mesmo sem querer: você é uma pessoa muito importante em minha vida. Não quero que deixe de falar comigo, pois te desejo o que há de melhor neste mundo. Que você seja feliz. E que nossos planos profissionais (junto com amigos que admiro profundamente) se concretizem.

Eu abomino despedidas. Mas, hoje, sei que é um ritual importantíssimo. Ter ido embora da Unesp sem me despedir foi bom apenas por um lado, porque você não sente tanta dor. Porém, sentir dor é sentir o quanto ama algumas pessoas em sua existência.

Meninas da Jaci, pessoal do Renovação, Lumen, Unesp, Bunkyo, galera que conheci pelo Kina (brother até o fim), pela minha irmã, em atividades profissionais...Todos estão em meu coração – para quem não sabe, eu tenho uma memória de elefante.

Obrigada Jú, Kina, Alberto, Midori, Rodrigo, Bruno, Nadia, Vi, Bia, Sayuri, Jú, Naty, Paty, Linne, Mi, Má, Emy, Telite, Gabi, Carol, Bulhões, Gabriel, Ruiz, Dacax, Glauco, Marcos, Fran, Sérgio, Mineiro, Luiz Augusto, Lara, Vera, Xenya, Fer, Mari, Marja, Naty, Piri, Gigio, Lidi, Monica, e mais um monte de gente que passou pela minha vida e deixou marcas profundas em mim.

É isso. Que venha Nagoya!

(mãe, pai, tô chegando)

quarta-feira, julho 23, 2008

Despedida


Agora é oficial: vou embora do Brasil daqui a poucos dias...
Serei correspondente no Japão, ou seja, este blog provavelmente será dedicado à minha nova vida. E outros assuntos, claro!

segunda-feira, julho 14, 2008

Correndo do medo

O que você faz quando tem um lapso de medo? Veja a seguinte cena, e admita se isso nunca aconteceu a você:
Domingo, 23:30. Sozinha, em casa. Vendo People´n´Arts. Dá aquela vontade de ir ao banheiro...
Saio do quarto, tudo escuro. De repente, bate um medo aleatório, daqueles que te travam. É o medo do escuro? De espíritos? De estar sozinha?

Eu tive isso ontem. Fingi que não senti um calafrio ao ver a sala escura sob um frio de 10º C. Enrolei-me nas cobertas, segurei a bexiga e fui dormir.

Sorte que eu dormi pouco: acordei às 5:30 e fui correr nas ruas escuras de Sampa. Aliás, alguém já fez isso? Correu pelas ruas de São Paulo sob um frio de 8ºC? Garanto que é ótimo.
Eis o meu trajeto de hoje:


Exibir mapa ampliado

segunda-feira, julho 07, 2008

tim Tim

Achei interessante uma nova onda nestes últimos dias. Um monte de pessoas que conheço estão ficando com “preguiça” de sair. Motivo:
- Não posso beber porque vou dirigir, então nem dá vontade de sair.

Tem gente que fala que não dirige pior depois de umas cervejas, e outros falam inclusive que dirigem melhor sob efeito do álcool. Vou ser curta e grossa quanto a essa lei: tem mais é que ser rigorosa, dura e punitiva. Sou ainda mais radical: propagandas de bebidas alcoólicas deveriam ser proibidas, sobretudo as de patrocínio de eventos.
Permitir publicidade de bebida nada mais é do que o Estado legitimar a carnificina que são as conseqüências de se dirigir bêbado.
..........
Por que bebemos? Porque ficamos cansados de trabalhar 40 horas (no mínimo) por semana, queremos esquecer da nossa cor amarelada de escritório (enfurnados 8 horas por dia), e temos vontade de fugir da realidade que nos corrói. Trabalhamos arduamente para termos dinheiro, que gastamos sumariamente em baladas fúteis e bebidas de gosto duvidosos, porém com efeitos deliciosamente divertidos.

A solução é deixar a vida suficientemente com sentido, para que possamos nos sentir livres o suficiente de qualquer vício.
Ou seriam que bebidas são boas o suficiente para darmos um "chega pra lá" nos moralistas de plantão e dizermos: "Em caso de emergência, dê-me cerveja!"

Como diria nosso amigo Zeca, "só no sapatinho..."

La Maquina!


Se o mundo é movido a sexo (!), e os adolescentes estão iniciando na vida sexual cada vez mais cedo, coisa tem. Alguém está fazendo alguma coisa a respeito? Espero que sim, porque se o Estado continuar com essa lorota de que sexo, só depois do casamento, vamos ver muita gravidez (sem contar as DSTs) indesejadas da vida...

E, para evitar a gravidez teen, uma das propostas é colocar máquinas de camisinhas nos colégios. Concordo com uma política de redução de danos porque, embora não seja a ideal, em conjunto com ações a longo prazo, as ações paliativas acabam sendo benéficas.

Bem, mesmo assim, não acho que o colégio tenha de colocar máquinas de camisinha para estimular o sexo seguro. Porque, por mais que a escola seja um local de convivência e contato com possíveis parceiros sexuais, este não é o objetivo de se freqüentar o colégio. Colocar máquinas que vendam preservativos é uma medida, no mínimo, vazia. Melhor seria se os colégios tivessem aulas de educação sexual e, se os alunos demandassem por preservativos, que fossem a uma farmácia ou a um posto de saúde.

Além disso, os adolescentes menos iniciados sexualmente – como parte o é – se sentiriam intimidados, seriam taxados pejorativamente de “últimos virgens” por não utilizarem “la maquina del sexo seguro”, etc. Além disso, quem não se previne com certeza não é por falta de informação ou por falta de acesso ao preservativo. Todo mundo sabe onde são vendidas/distribuídas as camisinhas. Se não usou, foi por preconceito, preguiça, desleixo.

Camisinha é importante, essencial em uma relação sexual. Mas cabe à instituição de ensino pontuar e mostrar o cenário do assunto aos estudantes, e não simplesmente vender preservativos. Se não distribuem nem absorventes, que são muito mais emergenciais, porque deveriam distribuir camisinhas?

quarta-feira, julho 02, 2008

Central G. de Jornalismo

Ultimamente estou totalmente sem idéias. Passei o centenário da imigração japonesa sem qualquer tipo de comentário, fui ao Motomix, fiz milhões de coisas importantíssimas, estou correndo nas ruas de madrugada e simplesmente não estou documentando nada por aqui. Por quê?

Simplesmente porque as boas idéias vêm do ócio, da pasmaceira. Quando isso não existe, e seu tempo se resume a 24 horas de trabalho e preocupações, fica difícil conciliar o blog, uma ferramenta teoricamente para entretenimento e liberdade total de expressão.

A única coisa que me fez postar aqui hoje é o fato de que eu li, no Meio e Mensagem, uma frase memorável do Tas, apresentador do CQC (ótimo programa, aliás):

No meu blog posso ser o Roberto Marinho.
(a frase não é necessariamente essa, mas você pegou a idéia, não é?)

Ou seja, não tem ninguém me censurando. Porém, sabe o que é pior? A autocensura. Infelizmente, ela não só existe como te corrói.