domingo, abril 27, 2008

Virei a Virada Sozinha

Assisti à Virada Cultural só. Na verdade, fotografei a Virada Cultural sozinha, porque minha solidão se deu pela empolgação de tirar fotos dos músicos que subiram ao palco.

No começo, as fotos ficaram amadoras demais, como pode-se notar pelas fotos da Mallu Magalhães. Já no útimo show que fotografei, da Orquestra Imperial, dei uma melhorada. Eis minha trajetória emn ordem cronológica – as fotos estão sem flash nem Photoshop (estou sem o software em meu computador):


12:00 A new-celebrity Mallu Magalhães, de 15 anos. Como disseram alguns espectadores: tá se achando mais do que a Madonna no novo clipe.

13: 00 Não sou muito fã de Cachorro Grande, mas esse show deles foi bem interessante, até porque grande parte eu assisti atrás do palco. Dava pra ver até o vocal, Beto Bruno, limpando o suor e reclamando com o staff sobre alguma coisa.



13:30 No palco em que se fazia um cover do Clash, Thunderbird, bem barbudo, tocou e cantou em participação especial.


14:00 Arnaldo Antunes fez a dancinha estranha de sempre, e empolgou - sobretudo os fotógrafos, por conta das poses mirabolantes do ex-Titã.


15:30 Amarante animadíssimo na apresentação da Orquestra Imperial, apesar dos problemas técnicos.


A sessão de fotos completa está no Flickr.


sábado, abril 26, 2008

Nihongaku

É ótimo trabalhar com crianças. Elas são mágicas, inteligentes e captam exatamente tudo o que você fala. Educar uma criança parece incrível - elas transmitem uma energia benéfica ao organismo.
Acho que é por isso que todos querem ter filhos: dá um trabalho, mas é tão gratificante que compensa qualquer sacrifício.
Escrevo isso porque sou parte do educativo do Bunkyo, e aprendo muito a cada dia lidando com as gerações mais novas. Por conta disso, todos os dias conheço crianças e adolescentes. E em cada turma que conhecemos, sempre tem um aluno especial, daqueles que não esquecemos. Nem sempre é o mais falante ou bonitinho - é simplesmente a mais inesquecível.
Aí, fiquei lembrando dos meus dias de colégio: será que já fui especial para algum professor meu durante minha trajetória escolar?

Não sei e nunca saberei. Assim como essas crianças especiais também nunca saberão.

Alunos no Pavilhão Japonês


.......

E hoje tive minha primeira prova de japonês. Não sei se fui bem, mas pelo menos tentei, mesmo com milhões de compromissos na fila. Medo...

Estou uvindo o novo álbum da Madonna, Hard Candy. E ouvindo também o novo do Raconteurs, REM, Moby, etc.

quarta-feira, abril 23, 2008

Raposas no país


Fazia um tempão que eu não postava aqui – até vírus comentou no meu último post.


Enfim, mas depois de ler a entrevista do antropólogo Eduardo Viveiro de Castro no caderno Aliás, do Estado, fiquei impressionada com a dinâmica do funcionamento das relações de nosso país.

Explico: o antropólogo fala sobre a briga dos indígenas pela reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima. Algo que aparentemente é muito distante de nossa realidade, mas que representa o sistema democrático brasileiro.


Meia dúzia de latifundiários reivindicam as terras indígenas, sendo que tais terras são, pela Constituição, um direito dos índios. Na verdade, como Castro mesmo diz, um direito de vencido. Porque, sim, nossos primeiros habitantes perderam a guerra contra o homem branco. Não somos brancos, somos uma mistura.


(Contudo, como o próprio antropólogo afirma,
o brasileiro vive um complexo de a nostalgia de não ser europeu puro)


É vergonhoso admitir tal afirmação, porém é a mais pura verdade.

Vou dizer uma coisa: não somos exemplos civilizados para ninguém. Não temos qualquer piedade com a natureza, só pensamos em nossas futilidades cotidianas e egocêntricas, cuja prioridade é o se dar bem, a qualquer custo. Sem senso nenhum de coletividade.

Para finalizar minha indignação com os acontecimentos atuais – mídia falando da invasão do MST, Berlusconi vencendo eleições na Itália pela terceira vez, Glória Maria providenciando de Paris várias pulseirinhas que inibem a aproximação do mosquito da dengue, revival Escola Base no caso Isabela, e, opa!, crescimento recorde no Brasil, finalizo com um trecho da entrevista de Viveiros de Castro:


Considerando a história da espécie humana neste planeta, penso que não estamos em condição de dar lição a ninguém (...) Articulamos a desigualdade e deixamos para alguém a conta a pagar (...) Eu me pergunto: o que diabos temos a ensinar aos índios se não conseguimos resolver a dengue no Rio? O que temos a lhes mostrar se não damos jeito no trânsito da cidade de São Paulo?


domingo, abril 13, 2008

Finalmente!

Graças a tutoriais, consegui:
- formatar meu pc
- configurar a rede wireless
- fazer um backup decente
- escolher os melhores programas a serem instalados.

Tudo ao preço de...ZERO reais.

Uma coisa eu concordo: depois dos maravilhosos tutoriais, ninguém mais precisa chamar técnicos de informática. Que eles não leiam isto

sábado, abril 05, 2008

Emo?

Ao me mudar para São Paulo novamente, tive momentos em que me senti deprimida, como se estivesse sendo devorada pela cidade – imitando a expressão de minha amiga Gabi: “Se você não se cuidar, São Paulo te engole bonito!”. E engole mesmo.

Eu havia esquecido meus pequenos prazeres cultivados durante toda minha vida, como...ouvir música! Fiquei quase um mês sem ouvir música relaxando, em casa, sem aquela sensação claustrofóbica de quando ouvimos música apenas dentro de metrôs, andando nas ruas ou de bicicleta.
Outro hábito que também por pouco perdi foi o de baixar músicas, álbuns, faixas, etc. Quando se trabalha em frente ao computador, o mundo se resume a alguns sites, programas, senhas. E esqueço que a Internet é aquela maravilha do mundo pós-moderno.

Para retomar minhas atividades, baixei uns quatro álbuns de uma só vez:
- The Jam – All the Mod Cons
- REM – Accelerate
- Jimmy Eat World – Bleed American
- Panic! At the Disco – Pretty Odd

(faltou baixar música brasileira. Isso irá mudar em breve)

Imediatamente viciei no CD do Jimmy Eat World. Para quem não conhece, é uma mistura de Weezer com ska e emocore.
Em uma semana, aprendi a cantar todas as músicas. Meu MP3 aponta que, em cinco dias, eu ouvi o CD mais de 15 vezes!


Só fiquei um pouco envergonhada porque, de acordo com o All Music,

Once a trailblazing name in the mid-'90s emocore scene, Jimmy Eat World steadily rose to national prominence by embracing a blend of alternative rock and power pop that targeted the heart as well as the head.

Se isso for emo…devo admitir que adorei.

Eis a música mais famosa deles:


terça-feira, abril 01, 2008

New Look

Depois de mais de um ano sem qualquer mudança, cortei o cabelo. E tingi. E ficou bem diferente.
Tudo isso na Hair Brasil, a maior feira de cabelos e estética da América Latina. É incrível como as mulheres são fascinadas por cabelos (sobretudo lisos, longos e loiros), já que praticamente todas as mulheres que estavam na feira encaixavam-se em pelo menos um desses padrões. Não vi nenhuma mulher de cabelos pretos, curtos e enrolados.

Tem tanto tratamento para os seus cabelos ficarem lisos, longos e loiros que fiquei até tonta. Para piorar, nós também temos que ter a pele perfeita, a maquiagem perfeita e as unhas perfeitas. Tudo isso na base de muita cera quente, pinça, aparelhos estéticos, cremes, maquiagens e zilhões de cremes. Uma indústria que movimenta bilhões.
...

Para agradar a quem? Na minha modesta opinião, aos homens. Não acho que seja só para fazer inveja às mulheres. Porque os homens vivem dizendo que gostam de garotas naturais, mas quero só ver se eles ficariam com uma garota que não se depila. Ou que não usa maquiagem, não tenha o cabelo liso e sedoso, não tire a sobrancelha e tenha cutículas.
E nós temos que nos submeter a essa indústria machista e consumista.