terça-feira, junho 24, 2008

Red Album

Assumo minha veia nerd e geek toda vez que ouço uma das minhas bandas favoritas – Weezer. Apesar de terem cerca de 38 anos, ou seja, estarem bem longe de serem considerados jovens nerds, suas músicas continuam frescas e as letras, típicas de um jovem de 18 anos.

Perfeito.
A primeira faixa, “Troublemaker”, tem uma pegada bem high school, passando pelas letras e batida. Já a segunda faixa, “The greatest man that ever lived”, é daquelas que passam por várias gradações: começa lenta, vai ficando mais agitada, até chegar a um coral de igreja. Uma de minhas favoritas é “Everybody Get Dangerous”, porém, como todo álbum que eu fico viciada, a ordem das favoritas vai mudando conforme o ouço.
"Red Album" inteiro é feito de músicas divertidas, e até as mais tristes são ótimas. E o clipe novo, Pork and Beans? Simplesmente pegou as celebridades do YouTube e as colocou no novo vídeo.
E, pela primeira vez, o Rivers Cuomo está uma graça...

Ainda estou ouvindo:
- Coldplay: Viva la Vida – médio
- Junior Senior – Hey My Oh Oh - ótimo, ótimo!
- Gnarls Barkley – The Odd Couple - ótimo
- Matanza - MTV Ao Vivo - ótimo

Fora os Podcasts. Virei uma PodFã.

sexta-feira, junho 20, 2008

O Trapo

Ultimamente tenho me sentido literalmente um trapo.
Porque...
1) não tenho tempo de fazer as unhas
2) tenho prova final de japonês
3) não tenho dormido direito
4) estou sem tomar café
5) faz mais de três semanas que não ando de bicicleta
6) não tenho tempo de ler o jornal como eu tinha antes
7) resumindo: a síndrome do “estou sem tempo” me atingiu de uma maneira que parece que fico correndo atrás do tempo.

Ok, parei de reclamar. Na verdade, não ter tempo nem para o meu blog me dá uma tristeza...

sexta-feira, junho 13, 2008

Google Nóia


Estou tendo uma overdose com o site mais poderoso do mundo – o Google. Além de eu trabalhar em um site cujo foco é tecnologia e, sobretudo, as andanças do Google, estou lendo um livro sobre a história dos fundadores – Sergey Brin e Larry Page –, bem como conheci o império da Web em São Paulo.

Bem, já me questionei isso em um outro post, quando se deu aquisição do Blogger pelo Google. Só que, hoje, a companhia detém quase todos os dados dos usuários indexados em seus computadores no Vale do Silício.

Eu não sabia disso, mas, lendo o livro Google, de David A. Vise e Mark Malseed, descobri que a empresa armazena todos os nossos dados privativos em seus servidores. Ou seja, eu, por exemplo, que tenho conta no Orkut, Gmail, Blogger, YouTube e iGoogle – tenho todo meu histórico armazenado nos computadores do Google.

Tem coisa mais invasiva do que ter “links patrocinados” dentro do meu Gmail, colocando anúncios “de acordo” com o que eu escrevi no corpo do meu email? É um absurdo, ainda mais porque o Google preconiza que nunca apaguemos nossos emails. Eu tenho duas contas no Gmail, o que me deixa ainda mais vulnerável. O que fazer? Deixar nossa privacidade em risco só para usufruir das benesses de googlear?

Está difícil não ficar paranóico sabendo que, se um dia algum norte-americano quiser saber onde moro, vivo, trabalho, o que gosto, etc, é só consultar os servidores do Google e se deleitar.

terça-feira, junho 10, 2008

O que abre mais portas?

Situação 1: Com o cabelo seboso, uma roupa sem graça e um sapato de gosto duvidoso, vou a uma palestra. Uma mulher ao meu lado, de cabelo escovado, maquiagem em excesso e com a roupa da moda, conversa empolgadamente com um diretor de marketing de uma empresa conhecida no mercado. Estou sentada ao lado deles e sou completamente ignorada pelo “executivo”, que não disfarça suas intenções escusas ao dar atenção à patricinha arrumada.

Situação 2:
Arrumada para um coquetel, resolvo pegar o ônibus, lotado, como sempre. Pergunto:

- Posso descer pela frente, porque não consigo passar na catraca?
Eis que o cobrador me fala:
- Pode, nem precisa pagar se não quiser. (A fala foi acompanhada de olhares secativos e elogios um tanto baratos)

Claro que paguei a passagem, mas fiquei pensando: isso é bom? Ruim?

Obviamente, a longo prazo, a situação 2 é extremamente ruim, pois corrobora para o machismo e a valorização do físico feminino – em detrimento da inteligência.

Não vou colocar uma teoria fechada com bases apenas em dois exemplos empíricos e bem recentes, porém tenho outras vivências, dos quais não me recordo, de todas as vezes em que fui (des) valorizada por atributos como a beleza. A situação 1 eu vivenciei ontem (para os homens verem como é).
Infelizmente, uma mulher bonita consegue mais benefícios instantaneamente. Já a inteligente precisa provar, mediante argumentos, de que deve ser valorizada socialmente. Com o homem é um pouco diferente, porém um rapaz com dotes físicos padrões provavelmente consegue outras vantagens. Embora em menor escala e em outras situações. (se algum rapaz quiser dar um exemplo, à vontade)

Acontece que, visualmente, é mais fácil fazer uma avaliação rápida. Ao contrário da inteligência que, embora amparada por determinados valores culturais e burgueses, ainda é mais subjetiva.

A beleza exterior tem parâmetros extremamente definidos – seja pela mídia, por celebridades, modelos, etc. Somos colocados diante desses valores o tempo todo, o que nos leva a ter, mesmo que inconscientemente, padrões de beleza menos flexíveis.

A beleza, a curto prazo, abre mais portas. Só que a inteligência se acumula ao longo do tempo, e nunca é retirada. Já com a beleza ocorre justamente o contrário: ela não se acumula e, após algumas décadas, praticamente não existe – ou não é desejada pelos padrões de culto à juventude...

Para pensar nossa sociedade.

sexta-feira, junho 06, 2008

O que você mais odeia em um namoro?


Essa frase eu tive que responder em um debate para a Revista Capricho. Confesso que fiquei um tanto desconfortável de ter de participar da discussão porque, aos 17 anos, eu realmente nunca tinha namorado sério e muito menos tinha gostado de alguém. Ou seja, não sabia direito como lidar em um relacionamento. No debate, eu disse que nunca tive vontade de namorar, e que por isso nunca pensei no tal Dia dos Namorados.

Seis anos se passaram: apaixonei-me, sofri, levei bota, enfim, tive quase todo tipo de experiência em relacionamentos. E inclusive estou em um relacionamento sério agora – dia 12 de junho faz um ano e dez meses de namoro. Nem por isso gosto do Dia dos Namorados. Na verdade, eu realmente considero uma data tosca em que o comércio quer mesmo é faturar. Vamos boicotar a obrigação de dar presentes em Dia dos Namorados, das Mães, dos Pais, das Crianças, Natal, aniversários. Presente se dá quando se tem vontade genuína, não em meras datas impostas pelo setor comercial e marketeiro.

Já repararam que as datas em que temos de gastar não batem? Pois é, é para você ter dinheiro ao longo do ano para ficar gastando por obrigação. Abaixo o Dia dos Namorados e todas as datas “comemorativas”. E viva as comemorações genuínas.

Ps: durante o debate de 2003, eu disse que odiava apelidos fofos. Ainda detesto. Por favor, não revelem seus apelidos íntimos ao ouvido alheio. É péssimo.