terça-feira, fevereiro 22, 2005

Ceticismo em alta

Depois de ficar um mês em São Paulo, noto que meus dias aqui estão acabando...ainda não estou preparada para enfrentar trotes, bebedeiras, gente passando mal, churrascos (estou com nojo de carne) e afins. Não sei nem o que pensar, acho que é porque estou ficando velha. Eu não quero viver por muito tempo, então quando penso que vou fazer 19 anos fico assustada como se fosse fazer 49! Sinto-me com meio século de vida: não acredito nas pessoas, em nosso país, na geração futura... Não que os mais velhos sejam pessimistas ou coisa do gênero, longe disso - ainda bem, imagina se todos fossem iguais; é apenas força de expressão. Deve ser bom viver como a maioria dos animais: vive-se pouco, só que intensamente, e sem aquela sensação de vazio que sempre acompanha a maioria dos "racionais" (se bem que, no fundo, os irracionais somos nós). Como será viver 13 anos e já ser considerada idosa? Na próxima encarnação quero ser um gatinho, e sem as sete vidas...

domingo, fevereiro 20, 2005

reticências...

Hoje foi um dia especial: revi meus amigos dos velhos tempos. Rodezio e Jully do Renovação e...vejamos...MUITA gente do Lumen (estou com medo de esquecer de alguém, sério mesmo, foram três carros completamente lotados). É ótimo rever os amigos, seus progressos e destinos. Cada um fazendo algo diferente – uns entram na USP, outros iniciam o cursinho, outros trabalham (como diz o Rod, a classe trabalhadora, que acorda cedo)...E, a partir daí, vou mais longe: como a galera do Lumen é unida! Saí de lá com quatorze anos e ainda falo com eles. Isso é prova de que a distância não abala uma amizade verdadeira... Enquanto que no Reno eu falo com alguns, mas nem se compara ao meu primeiro colégio.

Tenho saudades do Lumen (e dos tempos de colégio) quando lembro:

- da passagem de “doenças” dos alunos mais desprezados (doença de fulano; passa e não devolve!);
- do envolvimento literalmente emocional dos alunos no Interclasses (as meninas choravam porque perdiam);
- da professora Nelsi falando que amava Pink Floyd (hoje quem os ama também sou eu);
- do professor João explicando até entendermos direitinho a matéria;
- da união da nossa sala;
- das festinhas recorrentes, principalmente, na casa da Mariana Ruffo (e seus baillinhos inesquecíveis);
- das minhas conversas com o Sérgio, Nádia, Bia, Vi, Paulo, Dalton, Fernando, e mais uma porrada de gente que sentou perto da minha carteira.


E também tenho saudades do Renovação quando:

- os professores davam chilique nas aulas;
- eu, o Lucas, o Gerson, o Gonzo e o Rafael (mais conhecido como Lacraia) zoávamos tudo e todos;
- as Pigs se reuniam na casa da Dani ou da Amanda;
- o Rodezio e as AFP’s chegavam com uma música nova;
- as festinhas na casa das meninas – Carol, Dani, Linne, Jú...
- dos professores – eles foram meus amigos, como nunca mais aconteceu...
- eu e a Vi fazendo teatro, comédia!
- eu andava com aquele uniforme BREGA e mesmo assim adorava.


Isso não volta mais...ainda bem, pois quem não precisa de uma mudança de vez em quando – ou de vez em sempre?

sábado, fevereiro 19, 2005

O declínio Bárbaro

Existem filmes que, mesmo polêmicos, não nos impressiona. Outros parecem que mudam nossa vida. Esse foi o caso de Invasões Bárbaras. Ele toca em assuntos muito polêmicos com naturalidade e destreza (nunca pensei que fosse usar essa palavra, mas tudo bem). O roteiro é bem montado, e o título, aparentemente indigesto, resume todo o enredo– a história do filme juntamente com a História que se passa em nossos dias...
É o capitalismo feroz representado pelo filho, que compra tudo e todos sem o menor pudor; a utopia do socialismo e da intelectualidade como meio de vida, na pele de seu pai; e cada conceito filosófico e político representado, metaforicamente, pelas personagens...
Considero esse filme bem melhor do que O declínio do Império americano, talvez pelo fato de eu não estar prestando muita atenção no dia em que vi, ou porque realmente o filme não é aquilo tudo que falam por aí.

Não vou fazer listas hoje porque eu não estou muito a fim de pensar. Aliás, pensei muito se desistia ou não de ler o livro Meu destino é pecar, do Nelson Rodrigues. Afinal, estou na página 350...só que o livro tem mais de 600 páginas e eu não agüento mais tamanha enrolação. E, pra piorar, fiz algo inédito: li o final do livro...Pode?

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

Garota Enxaqueca

Quem lembra desse garoto na MTV? Era o melhor da programação da emissora "musical" - se bem que, naquela época, o conteúdo não era descaradamente voltado ao entretenimento como ocorre hoje.
Na verdade eu coloquei esse título porque eu estou com uma enxaqueca de matar! Em homenagem a esse martírio, vou fazer uma lista de coisas físicas que eu nunca mais quero sentir:

1- maquininha no dente - o que eu já sofri com cáries...
2- minha mandíbula estralando - consequências da época em que eu mastigava Trident todo santo dia no Renovação (escondida, logicamente, porque era proibido).
3- lábio ardendo - o Fórum Social Mundial me deixou com alguns traumas. Da próxima vez, vou levar manteiga de cacau.
4- aquela dor quando eu corto o dedo na folha sulfite - ARGH!!!!
5- enjôo e vontade de vomitar - coloquei em último, pois eu sei que é impossível!!

Só de brincadeira, né? Porque se fossem coisas que eu nunca mais quisesse sentir... nossa, tenho até medo de pensar! Assuntos tristes/sinistros, só num próximo post.

E, Mari, obrigada por ser a primeira a comentar!! Mesmo!

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Campanha pelo ócio

Ontem assisti Peixe Grande, uma p*** viagem, porém não é O filme do ano. Hoje assistirei outros fimes e continuarei com meus livros um tanto libidinosos - Meu destino é pecar (Nelson Rodrigues) e um livro do Zé Celso (libidinoso que só ele, pra quem já assistiu suas peças). Estou perdendo meu tempo lendo Nelson Rodrigues: são mais de 600 páginas de pura lamúria, ele não sabe jogar com as palavras, quebrando toda a narrativa. Além de ser preconceituoso e não saber trabalhar a personalidade das personagens. Enfim, vou ler Vestido de Noiva e verificar se estou errada. Pelo jeito ele é um daqueles autores que fazem muito sucesso no monopólio Globo, assim como Jorge Amado - que é péssimo, por sinal, na minha amadora opinião de que nem Os Sertões leu ainda...

Mudando totalmente de assunto, está em todos os jornais a eleição do novo presidente da Câmara. P*** assunto importante, muda toda a politicagem vigente, mas eu preciso de outras fontes (só li a Folha). Quero ver a opinião da Caros Amigos - Bruno, pode me emprestar a revista quando eu chegar em Bauru City!
Sei lá, às vezes eu acho que o brasileiro dá mais importância ao eliminado do BBB do que os rumos que o nosso país irá tomar a partir daí. Assunto chato, não é? Não pra mim...

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Música!!

Eu vi uma enquete no Estadão de ontem e fiquei com vontade de responder. Vou demorar um pouco, mas aí vai:

Que disco mudou sua vida?
Começou com The Cure – o Rodezio gravou o acústico pra mim. Depois foi o Queens of stone age – Songs for the death; finalmente, e esse realmente mudou minha vida, foi quando a Mari me emprestou o The Wall, do Pink Floyd. Viciada até hoje.

Que disco freqüenta sua vitrola desde sempre?
The Cure, faz tempo que eu adoro a banda. Outro que eu sempre ouço é The Coors – Unplugged.

Que disco ficou excelente apenas depois de várias audições?
Queen – a Night at the opera, que só comecei a gostar depois de prestar atenção nas letras. Pj Harvey – Uh Hu Her; e The Strokes – Is this it.

Dê exemplo de um disco muito bom que foi injustiçado.
Não é tão bom, realmente, mas o CD St. Anger do Metallica não é tão péssimo assim. Outro, Adios Amigos!, dos Ramones, que eu adoro e não foi elogiado.

Cite um disco que frustrou suas melhores expectativas.
Libertines, que eu pensei que fosse muito bom, e que não passava de uma (boa) cópia dos Strokes.

E um disco pelo qual você não dava nada e que te surpreendeu?
Eu sempre achei que Black Sabbath fosse uma banda muito pesada e tal, até pegar o CD emprestado do meu pai – aquele que tem uma bruxa na capa. Não devolvi mais...

Cite um solo que, de tão marcante, você consegue acompanhá-lo com a voz.
Vários do Red Hot Chili Peppers: Give it away, Under the Bridge, Californication… e o clássico, Born to be Wild. Quem não acompanha? Outro é do Deep Purple – Smoke on the water.

Que personagens da música pop parecem fazer parte de sua própria família?
Adoro o Rodrigo Amarante, do Los Hermanos. E o Dave Gilmour, do Pink Floyd.

Que disco bom te deixa depressivo?
Alice in Chains – Acústico; Neon Ballroom, do silverchair; In Utero, do Nirvana; e OK Computer – Radiohead.

Qual te deixa eufórico, a ponto de ter vontade de correr com o carro ou dançar sozinho na sala de casa?
Outkast, Speakker (?) Box/ The love Below. A música The Ghetto Musik é impossível de ficar parado. Além da óbvia, Hey Ya; Nação Zumbi, qualquer álbum me deixa em transe; Orishas – Emigrante.

Que música te faz pensar na vida?
Scar Tissue – dos Chili Peppers; Tonight, Tonight e 1979 – Smashing Pumpkins.

Que disco é um excelente sonífero?
Coldplay – a Rush for a blood to the head; Travis- The man Who; e Oasis – What’s the Story (Morning Glory)?

Cite uma banda ruim composta por excelentes músicos.
Guns’n’roses tem o Slash ,muito bom, e os outros membros da banda são ótimos, menos o Axl, que estraga a banda. Por isso a detesto.

E aquela que produziu um trabalho excelente, embora seus músicos fossem medíocres?
O Sex pistols. O Sid Vicious nem sabia tocar baixo! Como puderam ser bons, eu não sei...

Cite uma banda meio chata, mas boa.
Nossa...difícil essa questão. Acho que Jamiroquai ou REM, não sei ao certo.

Cite um disco pretensioso.
Vários que os críticos citam como “o novo Ramones”, ou “o novo The Clash”, etc. Na verdade são cópias baratas de tais bandas “clássicas”. Pra que tanto marketing em cima disso? Por que simplesmente não ouvimos os antigos? Não é um disco, mas uma banda pretensiosa: Oasis.

Que música começa muito bem e se perde?
Essas músicas ao vivo, que se estendem até o público não agüentar mais tamanho exibicionismo.

De qual artista você tem todos os discos?
Dos Strokes, Jane’s Addicition e de outras bandas que eu não lembro.

Que disco ruim é básico em qualquer coleção que se preza?
Se é ruim, por que comprar? Bom, creio que aqueles singles básicos do Iron Maiden são ruins, porém “devemos” ter conhecimento.

Que letra de música é boa poesia?
Várias do Chico Buarque, principalmente Cotidiano e Construção.

Qual canção é excelente, embora letra seja péssima?
Weezer – Hash Pipe. A música é ótima, mas a letra... Credo!

Qual versão é melhor do que a canção original?
With a Little help from my friends – a versão do Joe Coker ficou infinitamente melhor do que a dos Beatles.

E qual jamais deveria ter sido gravada?
How soon is now? , que as vendidas da T.a.t.u gravaram dos Smiths. Horrível! Outro que ficou péssimo foi Comfortably Numb, do Pink Floyd, que os Scissors Sisters regravaram. Lixo.

Nos anos 60, você preferia Beatles ou Rolling Stones?
Beatles, nunca gostei muito de Rolling Stones.

Nos 70, Velvet Underground ou Led Zeppelin?
Led Zeppelin.

Sex Pistols ou Ramones?
Ramones.

No Brasil dos anos 80, preferia o rock de bermudas do Rio ou o rock de Brasília?
Não gosto de nenhum, embora no Rio felizmente não tenha a Legião Urbana. Fico com o Rio...

Nos 90, Nirvana ou Oasis?
Nunca fui fã de nenhuma dessas bandas, mas conheço mais o Oasis. Só que prefiro o movimento grunge a imitar os Beatles de forma arrogante...

Que disco lançado nos últimos dez anos merece a honraria de clássico?
Creio que seja Smells like teen spirit, do Nirvana. Não é? Mesmo que eu não concorde...

Que banda festejada pela crítica você detesta?
Nem todos os críticos gostam, mas eu abomino Legião Urbana.

O contrário: qual banda é injustiçada pelos críticos?
O Bloodhound gang é bem desprezado por causa das letras pesadas e bizarras. Mas as músicas são boas.

Qual foi o primeiro show da sua vida?
O primeiro foi da Sula Miranda (afe!) eu tinha seis anos e fui com a minha irmã e dois amigos, todos de sete anos. Minha mãe ficou desesperada porque o show era de graça e ela achou que seríamos espremidos. Mal sabia ela que este era o primeiro em milhares de outros.

Qual o show inesquecível?
O show do Red Hot e do silverchair no Rock in Rio. Estávamos na primeira fileira, entre 250 mil pessoas. Nem acredito! Outro foi do Bloodhound Gang e do Nação Zumbi.

Quem gostaria de ter visto ao vivo?
Com certeza o Pink Floyd e o The Cure – a esperança é a última que morre!

Que virtude mais preza na boa música?
Saber que os músicos compõem suas músicas e que eles tocam ao vivo melhor do que em estúdio, que saibam improvisar. Enfim, que sejam músicos, não artistas.













Breath and comment!

Finalmente divulguei meu blog. Nem sei se quero. Meu diário estava tão bom, sem ninguém espiando...hehe Mas ainda tenho meu diário próprio - tem coisas que ninguém poderia - ou gostaria - de saber, a não ser eu!

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Estou aqui em São Paulo, finalmente de férias. Carnaval acabou (e eu, como no ano passado, não aproveitei nada), todos voltam às suas respectivas vidas “normais”, e eu, sem fazer nada, meio perdida, ouvindo Pink Floyd compulsivamente e cansando os ouvidos de minha família...
Ainda não estou com saudades de Bauru, aquela cidade com ar urbano-interior às vezes me irrita. Enfim, deixe-me ouvindo “Learning to Fly”, da melhor banda de todos os tempos – finalmente baixei o Soul Seek e desencanei do Kazaa – se bem que não estou vendo grandes diferenças...

segunda-feira, dezembro 27, 2004

Shame

Estou ouvindo Shame - PJ Harvey. E é isso que eu estou sentindo: vergonha. Sei lá...vergonha de me expressar, de mostrar pro mundo o que eu escrevo no meu diário. Estou com vergonha de postar algo e ver vários comentários, ou pior, nenhum comentário.

Este é o meu primeiro post e minha primeira shame.

Shame is the shadow of love.

Agora já era. Vamos ver no que dá.

Bjus e espero que a ressaca natalina tenha passado.