quarta-feira, março 30, 2005

And we're changing our ways, taking different roads

Pressionada para escrever um novo post, o que na certa é positivo, porque significa que tem alguém que lê isso aqui, resolvi tentar escrever algo de interessante: um filme que eu vi, uma situação inusitada, etc. Mas nada aconteceu comigo. Quer dizer, na verdade foram tantas coisas que eu não consigo formular nada em minha cabeça.

Estou muito feliz em alguns setores de minha vida, porém em outros estou tão depressiva que mal posso acreditar. Será que eu nunca estarei como as pessoas à minha volta, que às vezes parecem tão felizes?

É engraçado como eu sou um poço de contradições. Em um dia estou muito alegre e otimista; no dia seguinte eu quero literalmente morrer. As crises existem, mas às vezes elas vão até o fim...

quinta-feira, março 24, 2005

O que fazer na Páscoa

»Estava lendo fotlogs e blogs por aí, aleatoriamente, e tirei a seguinte conclusão: como eu escrevo mal! Ou então eles escrevem muito bem, tipo o Gabriel García Marquez ou a J.K. Rowling (não citarei Mario de Andrade ou Guimarães Rosa porque eles não são deste mundo, definitivamente).

»Estou ouvindo muito The Killers, ultimamente. Só que eu nunca vi uma foto deles! As melhores são Jenny was a friend of mine, Midnight show, e a mais famosa – toca até na Jovem Pan, eca – Somebody told me. Vai aí uma fotinha (a primeira!) deles.

»Ganhei um bombom de amarula e outros com licor. Fiz um truque: tirei todo esse recheio maldito do meio do chocolate. É simplesmente horrível misturar chocolate com bebidas alcoólicas!

»Em compensação, é muito bom comer chocolate e tomar um gole de água logo em seguida!

»Finalmente assisti The O.C. . Chato... mesmo assim não perco um capítulo.

»Eu nunca assisto Simpsons e Friends. E, quando assisto, eu morro de rir. Por que paro tudo para ver The OC, chato, e sempre esqueço de ver os seriados que me fazem dar risada? Vai entender...

»Começo a ler um livro, e paro. Faz tempo que eu não leio algo REALMENTE legal. Aí o Fernando me empresta o Código Da Vinci. Espero que não seja tipo Paulo Coelho!

»Será que sou uma jornalista que pensa como jornalista? Por que eu sempre concordo com as críticas de filmes que eles fazem? Por que eu realmente concordo ou por que eu estou condicionada a pensar assim?Isso é, no mínimo, medonho...

»Por que as pessoas compram ovos de Páscoa de chocolate? Por que não fazem ovos de banana, pão, carne? O que o chocolate significa, afinal? Ele tem algo de sagrado? Por que não fazem ovinhos de arroz? É bem mais fácil amassar o arroz na mão e vira um ovinho. Os japoneses sempre fizeram isso, e é uma delícia (embora seja UM POUCO nojento, como tudo na vida, se analisarmos detalhadamente – farei um post especial a respeito disso).


Afeee...cada besteira...vou pingar meu colírio alucinógeno, como diz o Macaco Simão. Eu nunca leio a coluna dele, acho uma mistureba insuportável. Aí olho o meu post e me pergunto: será que eu não faço a mesma coisa?

domingo, março 20, 2005

A hora da estrela

Não, não é sobre este livro que irei falar. Mas quem faz Jornalismo na Unesp já entendeu o recado: sexta feira ocorreu a aula mais bizarra de todas que já tivemos - sim, isto foi possível! Eis que Macabéa me aborda a caminho da FAAC para assistir a uma aula de LPIII junto com minha classe.

- OK - eu digo na maior ingenuidade.

Por que raios fui fazer isso...suas caretas, suas vestimentas e seus trejeitos de Discípula de Jeová acabaram mobilizando a sala, que promoveu mais uma de suas já conhecidas enquetes a respeito de nossa visitante (somos talentosos até para sermos publicitários).

Enfim, pelo jeito esse post foi altamente indecifrável para quem não faz Jornalismo pelo segundo ano em Bauru. Quem diria que uma sexta feira à tarde me causasse tantas reflexões superficiais - afinal, tudo acabou em piada mesmo...

quinta-feira, março 17, 2005

But the truth is...I miss you

Agora é oficial: minha mãe e irmã estão no Japão. Ainda estou confusa, como se minha ficha não tivesse caído, até porque eu nem fui na despedida - destesto despedidas... É inegável que estou com medo, mas sei que (na teoria) sou adulta, e que deveria estar tranquila. Ainda não tive meu ataque de choros - ainda bem que não estou ouvindo The Smiths.

Sábado vou pra Sampa!! Me aguardem...

quarta-feira, março 09, 2005

Waiting for the worms

Estou me sentindo muito estranha ultimamente, como se não me reconhecesse mais. Não gosto mais das coisas que amava, e sinto falta de coisas que não deveria – ou melhor, não reconhecia o quanto eram e são importantes para mim. Essa mudança assustadora em minha vida patética me traz motivações nunca pensadas antes.
Passado esses momentos de filosofia de boteco, vou caminhando a passos lentos para um caminho inexistente e confuso, talvez eu esteja próxima da morte ou de alguma transformação profunda; de acordo com o tarô (sim, eu tiro tarô, mas nunca pra mim) a morte representa ruptura, não algo necessariamente ruim, embora na maioria das vezes a transformação assusta de maneira semelhante à morte...Sou inexplicavelmente o que sou, e tenho medo de como as pessoas me vêem: será que eu sou o que elas pensam ou o que eu penso que sou? Minha essência está se desvanecendo, e isso me assusta. O que é essência? A fonte de tudo? Pelo jeito preciso dar uma lida em Os Pensadores, depois eu continuo com meus romances clichês que tenho lido ultimamente.

Pictures of you

Fotolog é um saco. Um bando de fotos tiradas da net/câmera digital pessoal, sem qualquer criatividade (com raras exceções, como tudo nesta vida miserável), e mais um monte de pessoas te obrigando a comentar o “incomentável” – onde já se viu comentar uma foto narcisista sem qualquer identificação à minha pessoa? É claro que é apenas uma opinião sem qualquer validade, então, polêmicas à parte, definitivamente eu não gosto de fotologs. Não se ofendam, por favor, pois continuarei acessando e comentando em todos os fotologs que me pedirem...

Há 10 anos atrás, quem pensaria que seus amigos estariam mostrando suas fotos para o mundo? Eu não, não vou aderir a essa moda infame...e quem diria que eu estaria mostrando as divagações que faço desde os sete anos para o mundo? Realmente, não sou muito diferente destes fotologs que estão por aí... um pouco de autocrítica é um treinamento eficaz para uma (quem sabe) futura ombudsman.

segunda-feira, março 07, 2005

Smashing brain

Esse início de aulas não me fez bem. Não tive férias decentes, durou menos de um mês (se bem que, quando eu entrar na “massa operária”, um mês será um milagre). Isso é assustador. Não que eu seja uma preguiçosa ou algo do tipo, porém o fato é que eu não quero – nem pretendo – ser mais uma nessa multidão, contribuindo apenas como contribuinte e exercendo meus direitos apenas através do voto, a cada dois anos. Obviamente não serei presidente desse país governado em sua maioria por infames que pretendem aumentar em 67% seus “míseros” salários e que aumentaram em apenas 1% a aposentadoria, como se nossos avós estivessem pedindo esmolas para o Estado (a ausência de vírgulas acentua minha angústia, mas tudo bem). Não sou patriota, contudo ainda tenho uma ínfima esperança no Brasil, país-colônia desde que “nasceu” – ele já existia, só que conservado pelos índios, esses sim, um povo evoluído. Nosso país ainda não tirou as fraldas, não sabemos andar sozinhos e temos a ingenuidade de andar de mãos dadas com o inimigo.

Desculpem a mistureba de assuntos, mas minha indignação passou as fronteiras do meu cérebro cheio de minhocas...

sexta-feira, março 04, 2005

Amor Masculino

Brilho eterno de uma mente sem lembranças. Aparentemente um filme feminino, Brilho Eterno fala de amor sem clichês, sem o romantismo piegas das comédias românticas e com uma visão masculina do que é o verbo amar. E os diálogos? Charlie Kauffman recebeu merecidamente o Oscar de melhor roteiro original, embora o Oscar não seja realmente uma premiação, e sim um desfile de estatuetas e de vestidos...
Gostaria de divagar um pouco mais sobre o assunto, porém a volta às aulas e a falta de net em casa realmente prejudicam minha criatividade - ou aumentam minha preguiça.


Tenho aula de sei-lá-o-que agora...eu deveria estar a fim de ir? Primeira vez que eu começo as aulas com vontade de voltar pra casa, assistir a filmes, ir pra Chiapas e dormir...

domingo, fevereiro 27, 2005

Tati's Guinnes Book

Tem coisas que eu fiz que merece entrar no meu livro dos recordes:

* Ouvi música durante 24 horas seguidas durante a volta do FSM – todo mundo dormindo no ônibus, menos eu, que adoro literalmente viajar com discman e afins (valeu, Bruno!! Seu case foi de uma utilidade inigualável). Aliás, o que eu faço sem ouvir música?

*Bebi 14 copos (grandes) de água sem parar – competição com o Lucas, na casa da Carol;

*Consegui passar mal num esquenta, e fui dispensada da balada;

*Fiquei 24 horas na net – essa é fácil...;

*Vi quatro filmes direto no cinema (e não era o Festival do Minuto);

*Dormi 16 horas seguidas;

*Dormi no show do Capital Inicial (digamos que a banda não é lá essas coisas, mas ainda sim é um show);

*Dancei 12 horas sem parar no Skol Beats (e novamente consegui dormir no meio da rave);

*Li o Harry Potter 4 em um dia;

*Fiquei dois meses sem voltar pra Sampa – sem ver a família e os amigos!

+ recordes ...num post próximo...ou quando minha memória funcionar direito!

sábado, fevereiro 26, 2005

Inbetween days

Eu deveria estar feliz hoje? Pois eu não estou...Na verdade estou extremamente sonolenta, triste, cansada e com ressaca (alguém sabe o que é ressaca? – como diria Jack Black em Escola do Rock): ressaca da vida, das pessoas, de tudo.
Várias pessoas valiosíssimas em minha vida me ligaram, mandaram mensagem, e-mail, scrap (são valiosos, sim), porém ainda não respondi a nenhum deles agradecendo, ainda não estou preparada – aliás, sempre achei constrangedor ligar de volta e já saber o que irão me dizer... Contudo, quem não gosta de ser lembrado? Muito obrigada mesmo pra quem teve o saco de pegar o telefone, gastar os dedos no teclado, e (tentou) entrar em contato comigo – Carol, Cris, Paulo, Alan, Teruo, Mari, Bia, Rick, Marcelo, Lidi, Fernando, Caca, Ju, mãe, pai, Tamara, Mi, Paula, e muitos outros que eu realmente estou esquecendo, mas não porque considero menos ou algo assim, é que acabei de acordar e ainda estou meio lesada.
Não sou uma fingida: não estou feliz, e ponto. Definitivamente, bem que o dia 25 de fevereiro poderia pular direto para o dia 27.

Obs.: estou lendo os scraps agora...meus olhos encheram de lágrimas...

Como postar comment : se você não é do blogspot, coloque anonymous, e assine no final.

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Frases soltas.com

* Foi só falar que eu odeio dentista que descubro que eu tenho que trocar três restaurações. Fiz e não doeu nada (que frase ambígua...)!

* Ia comprar roupas hoje, só que eu parei no sebo e gastei todo o meu dinheiro em vinis e livros - isso que eu sempre falei que não comprava livros, porque eu lia e descartava...

* Li um artigo na Folha (tá, eu admito, eu leio a Folha todos os dias; e sei que não é o maior e melhor jornal do país, não mesmo!) sobre a Reforma Universitária; fiquei com orgulho da Unesp e feliz por - finalmente - explicarem num jornal de grande circulação o que realmente acontece nesse "projeto".

* Fiz uma pergunta pra minhã irmã, mas nem ela e nem eu conseguimos responder: O que leva a gente a gostar do que gostamos, a fazer o que fazemos, a querer o que queremos?

* Andando pela Sé reparei que haviam várias mulheres com roupas um tanto espalhafatosas, paradas nas esquinas. Seriam elas prostitutas? Pedi informação a uma delas na maior inocência, e a moça respondeu prontamente e fora bem simpática. Por que a profissão mais antiga do mundo ainda me causa surpresas?

* Comprei (eita capitalismo...) um chá calmante, porque o vendedor me disse que cura qualquer coisa (?). Por que eu acreditei nele? E como eu vou adotar um hábito tipicamente europeu numa cidade que mais parece um deserto?

- Como dizia a Letz: Frases soltas.com

- Esse artigo eu gostaria de ter escrito:

Reforma sem estratégia

CARLOS HENRIQUE DE BRITO CRUZ

Nenhum país do mundo ocidental se desenvolveu até hoje sem ter um forte sistema de ensino superior público. Um dos países mais privatistas do mundo, os Estados Unidos têm 77% de suas matrículas em ensino superior em instituições públicas. Nos países europeus, o percentual de matrículas em instituições públicas é, em geral, superior a 90%.No Brasil, desde os anos 70, a maior parte das matrículas no ensino superior está em instituições privadas. Em 2003, 70% dos quase 4 milhões de estudantes universitários estavam matriculados nessas instituições. Ao mesmo tempo, ano após ano, os sistemas nacionais de avaliação do ensino superior demonstram a qualidade superior das instituições públicas. Uma das classificações recentes, feita por pesquisadores da Universidade Jiao Tong, de Shanghai, listou as 500 universidades mais importantes do mundo, segundo critérios de desempenho acadêmico. Quatro universidades brasileiras constaram da lista, todas públicas: USP, Unicamp, UFRJ e Unesp.O Estado brasileiro investe aproximadamente (os dados oficiais disponíveis são muito desatualizados) 4,3% do PIB em educação. Destes, 3,4% -ou seja, 79% do investimento público em educação- são destinados ao ensino básico (infantil, fundamental e médio) e o restante 0,9% -ou seja, 21% do investimento total- é investido em educação superior, excluindo-se despesas "não-educacionais", como previdência. Nos países da OECD, o investimento em educação é, na média, 5,3% do PIB, dos quais 1,3% é destinado à educação superior, ou seja, 25% do total investido.A estratégia para o ensino superior brasileiro precisa incluir a expansão do número de matrículas com mais inclusão social em instituições públicas e o desenvolvimento acadêmico dessas instituições. Nenhum desses objetivos transparece no recém-anunciado projeto de lei da reforma universitária. O próprio nome, "reforma universitária", já demonstra a limitação do projeto, que, em vez de tratar de um "plano estratégico para o desenvolvimento do ensino superior brasileiro", se limita a reformar parcialmente uma parte das instituições de ensino superior, as universidades, especialmente as federais.A simplificação é a tônica: o importante tema da inclusão social fica restrito ao dogma das quotas, sem que seja mencionado ao longo dos cem artigos da minuta os cursos noturnos, patente instrumento de inclusão social. Silencia completamente quanto ao acesso e à qualidade ao ensino médio público, requisito fundamental para o ingresso ao ensino superior. Em vez do compromisso da boa universidade pública com o avanço do conhecimento humano e com o diálogo com a cultura universal, reduz o papel dessas instituições ao atendimento de demandas regionais e de "grupos sociais", apequenando o conceito de universidade. É difícil pensar em objetivos menos republicanos (para usar um conceito em voga).
O nome "reforma universitária" demonstra a limitação do projeto, que se limita a reformar parte das instituições
O carro está, francamente, na frente dos bois: enquanto se discute um projeto de lei de uma centena de artigos, uma outra parte da reforma já foi implantada por medida provisória -o Prouni- e fica-se sem saber quais são as metas e quais serão os meios para desenvolver o ensino superior brasileiro. Nem mesmo no diagnóstico há concordância, visto que não se conhecem os dados básicos mais recentes: no site do Inep, a última série sobre investimentos feitos pela Federação, pelos Estados e pelos municípios em educação fundamental, média e superior é de 1999 (veja-se ali o link "Gastos com Educação").Havendo um diagnóstico objetivo e com alguma legitimidade, uma estratégia efetiva deveria explicitar metas para o ensino superior brasileiro. Se o projeto tomasse como objetivo, por exemplo, assegurar que, em 15 anos, 50% dos brasileiros entre 18 e 24 anos freqüentassem uma instituição qualificada de ensino superior, 50% dos quais em instituições públicas, haveria um rumo. Digamos que, nos mesmos 15 anos, se desejasse, por exemplo, ter 15 universidades incluídas na lista das 500 mais importantes do mundo em vez de quatro que ali constam. Seria desejável termos também 50% das vagas nas instituições públicas federais no período noturno em vez dos 25% que há hoje. Estabelecidas as metas, seria necessário especificar os meios para atingi-las: custos, necessidade de pessoal qualificado, professores, técnicos, fontes de financiamento. Depois de tudo isso, chegaria, aí sim, o momento de comparar alternativas, de acordo com o resultado e com o custo, e então criar os instrumentos legais para que o Estado brasileiro persiga e atinja as metas e gere os meios para tal: esse seria o momento de estabelecer as leis, determinando procedimentos e ações.A educação é a base para o desenvolvimento, e uma estratégia para o desenvolvimento do ensino superior, especialmente o público, é fundamental para o Brasil. É preciso mostrar ao contribuinte brasileiro como e quando ele será beneficiado, recebendo mais e melhor educação superior, em vez de apenas apontar a alguns reitores, estudantes, sindicalistas e certos grupos sociais como suas demandas históricas serão atendidas. Aí está a principal limitação da reforma: dialogar só com alguns grupos e movimentos sociais em vez de fazê-lo com o Brasil.

Carlos Henrique de Brito Cruz, 48, engenheiro eletrônico pelo ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica) e doutor em física pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), é reitor da Unicamp. Foi presidente da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) de 1996 a 2002.

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Ceticismo em alta

Depois de ficar um mês em São Paulo, noto que meus dias aqui estão acabando...ainda não estou preparada para enfrentar trotes, bebedeiras, gente passando mal, churrascos (estou com nojo de carne) e afins. Não sei nem o que pensar, acho que é porque estou ficando velha. Eu não quero viver por muito tempo, então quando penso que vou fazer 19 anos fico assustada como se fosse fazer 49! Sinto-me com meio século de vida: não acredito nas pessoas, em nosso país, na geração futura... Não que os mais velhos sejam pessimistas ou coisa do gênero, longe disso - ainda bem, imagina se todos fossem iguais; é apenas força de expressão. Deve ser bom viver como a maioria dos animais: vive-se pouco, só que intensamente, e sem aquela sensação de vazio que sempre acompanha a maioria dos "racionais" (se bem que, no fundo, os irracionais somos nós). Como será viver 13 anos e já ser considerada idosa? Na próxima encarnação quero ser um gatinho, e sem as sete vidas...

domingo, fevereiro 20, 2005

reticências...

Hoje foi um dia especial: revi meus amigos dos velhos tempos. Rodezio e Jully do Renovação e...vejamos...MUITA gente do Lumen (estou com medo de esquecer de alguém, sério mesmo, foram três carros completamente lotados). É ótimo rever os amigos, seus progressos e destinos. Cada um fazendo algo diferente – uns entram na USP, outros iniciam o cursinho, outros trabalham (como diz o Rod, a classe trabalhadora, que acorda cedo)...E, a partir daí, vou mais longe: como a galera do Lumen é unida! Saí de lá com quatorze anos e ainda falo com eles. Isso é prova de que a distância não abala uma amizade verdadeira... Enquanto que no Reno eu falo com alguns, mas nem se compara ao meu primeiro colégio.

Tenho saudades do Lumen (e dos tempos de colégio) quando lembro:

- da passagem de “doenças” dos alunos mais desprezados (doença de fulano; passa e não devolve!);
- do envolvimento literalmente emocional dos alunos no Interclasses (as meninas choravam porque perdiam);
- da professora Nelsi falando que amava Pink Floyd (hoje quem os ama também sou eu);
- do professor João explicando até entendermos direitinho a matéria;
- da união da nossa sala;
- das festinhas recorrentes, principalmente, na casa da Mariana Ruffo (e seus baillinhos inesquecíveis);
- das minhas conversas com o Sérgio, Nádia, Bia, Vi, Paulo, Dalton, Fernando, e mais uma porrada de gente que sentou perto da minha carteira.


E também tenho saudades do Renovação quando:

- os professores davam chilique nas aulas;
- eu, o Lucas, o Gerson, o Gonzo e o Rafael (mais conhecido como Lacraia) zoávamos tudo e todos;
- as Pigs se reuniam na casa da Dani ou da Amanda;
- o Rodezio e as AFP’s chegavam com uma música nova;
- as festinhas na casa das meninas – Carol, Dani, Linne, Jú...
- dos professores – eles foram meus amigos, como nunca mais aconteceu...
- eu e a Vi fazendo teatro, comédia!
- eu andava com aquele uniforme BREGA e mesmo assim adorava.


Isso não volta mais...ainda bem, pois quem não precisa de uma mudança de vez em quando – ou de vez em sempre?

sábado, fevereiro 19, 2005

O declínio Bárbaro

Existem filmes que, mesmo polêmicos, não nos impressiona. Outros parecem que mudam nossa vida. Esse foi o caso de Invasões Bárbaras. Ele toca em assuntos muito polêmicos com naturalidade e destreza (nunca pensei que fosse usar essa palavra, mas tudo bem). O roteiro é bem montado, e o título, aparentemente indigesto, resume todo o enredo– a história do filme juntamente com a História que se passa em nossos dias...
É o capitalismo feroz representado pelo filho, que compra tudo e todos sem o menor pudor; a utopia do socialismo e da intelectualidade como meio de vida, na pele de seu pai; e cada conceito filosófico e político representado, metaforicamente, pelas personagens...
Considero esse filme bem melhor do que O declínio do Império americano, talvez pelo fato de eu não estar prestando muita atenção no dia em que vi, ou porque realmente o filme não é aquilo tudo que falam por aí.

Não vou fazer listas hoje porque eu não estou muito a fim de pensar. Aliás, pensei muito se desistia ou não de ler o livro Meu destino é pecar, do Nelson Rodrigues. Afinal, estou na página 350...só que o livro tem mais de 600 páginas e eu não agüento mais tamanha enrolação. E, pra piorar, fiz algo inédito: li o final do livro...Pode?

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

Garota Enxaqueca

Quem lembra desse garoto na MTV? Era o melhor da programação da emissora "musical" - se bem que, naquela época, o conteúdo não era descaradamente voltado ao entretenimento como ocorre hoje.
Na verdade eu coloquei esse título porque eu estou com uma enxaqueca de matar! Em homenagem a esse martírio, vou fazer uma lista de coisas físicas que eu nunca mais quero sentir:

1- maquininha no dente - o que eu já sofri com cáries...
2- minha mandíbula estralando - consequências da época em que eu mastigava Trident todo santo dia no Renovação (escondida, logicamente, porque era proibido).
3- lábio ardendo - o Fórum Social Mundial me deixou com alguns traumas. Da próxima vez, vou levar manteiga de cacau.
4- aquela dor quando eu corto o dedo na folha sulfite - ARGH!!!!
5- enjôo e vontade de vomitar - coloquei em último, pois eu sei que é impossível!!

Só de brincadeira, né? Porque se fossem coisas que eu nunca mais quisesse sentir... nossa, tenho até medo de pensar! Assuntos tristes/sinistros, só num próximo post.

E, Mari, obrigada por ser a primeira a comentar!! Mesmo!

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Campanha pelo ócio

Ontem assisti Peixe Grande, uma p*** viagem, porém não é O filme do ano. Hoje assistirei outros fimes e continuarei com meus livros um tanto libidinosos - Meu destino é pecar (Nelson Rodrigues) e um livro do Zé Celso (libidinoso que só ele, pra quem já assistiu suas peças). Estou perdendo meu tempo lendo Nelson Rodrigues: são mais de 600 páginas de pura lamúria, ele não sabe jogar com as palavras, quebrando toda a narrativa. Além de ser preconceituoso e não saber trabalhar a personalidade das personagens. Enfim, vou ler Vestido de Noiva e verificar se estou errada. Pelo jeito ele é um daqueles autores que fazem muito sucesso no monopólio Globo, assim como Jorge Amado - que é péssimo, por sinal, na minha amadora opinião de que nem Os Sertões leu ainda...

Mudando totalmente de assunto, está em todos os jornais a eleição do novo presidente da Câmara. P*** assunto importante, muda toda a politicagem vigente, mas eu preciso de outras fontes (só li a Folha). Quero ver a opinião da Caros Amigos - Bruno, pode me emprestar a revista quando eu chegar em Bauru City!
Sei lá, às vezes eu acho que o brasileiro dá mais importância ao eliminado do BBB do que os rumos que o nosso país irá tomar a partir daí. Assunto chato, não é? Não pra mim...

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Música!!

Eu vi uma enquete no Estadão de ontem e fiquei com vontade de responder. Vou demorar um pouco, mas aí vai:

Que disco mudou sua vida?
Começou com The Cure – o Rodezio gravou o acústico pra mim. Depois foi o Queens of stone age – Songs for the death; finalmente, e esse realmente mudou minha vida, foi quando a Mari me emprestou o The Wall, do Pink Floyd. Viciada até hoje.

Que disco freqüenta sua vitrola desde sempre?
The Cure, faz tempo que eu adoro a banda. Outro que eu sempre ouço é The Coors – Unplugged.

Que disco ficou excelente apenas depois de várias audições?
Queen – a Night at the opera, que só comecei a gostar depois de prestar atenção nas letras. Pj Harvey – Uh Hu Her; e The Strokes – Is this it.

Dê exemplo de um disco muito bom que foi injustiçado.
Não é tão bom, realmente, mas o CD St. Anger do Metallica não é tão péssimo assim. Outro, Adios Amigos!, dos Ramones, que eu adoro e não foi elogiado.

Cite um disco que frustrou suas melhores expectativas.
Libertines, que eu pensei que fosse muito bom, e que não passava de uma (boa) cópia dos Strokes.

E um disco pelo qual você não dava nada e que te surpreendeu?
Eu sempre achei que Black Sabbath fosse uma banda muito pesada e tal, até pegar o CD emprestado do meu pai – aquele que tem uma bruxa na capa. Não devolvi mais...

Cite um solo que, de tão marcante, você consegue acompanhá-lo com a voz.
Vários do Red Hot Chili Peppers: Give it away, Under the Bridge, Californication… e o clássico, Born to be Wild. Quem não acompanha? Outro é do Deep Purple – Smoke on the water.

Que personagens da música pop parecem fazer parte de sua própria família?
Adoro o Rodrigo Amarante, do Los Hermanos. E o Dave Gilmour, do Pink Floyd.

Que disco bom te deixa depressivo?
Alice in Chains – Acústico; Neon Ballroom, do silverchair; In Utero, do Nirvana; e OK Computer – Radiohead.

Qual te deixa eufórico, a ponto de ter vontade de correr com o carro ou dançar sozinho na sala de casa?
Outkast, Speakker (?) Box/ The love Below. A música The Ghetto Musik é impossível de ficar parado. Além da óbvia, Hey Ya; Nação Zumbi, qualquer álbum me deixa em transe; Orishas – Emigrante.

Que música te faz pensar na vida?
Scar Tissue – dos Chili Peppers; Tonight, Tonight e 1979 – Smashing Pumpkins.

Que disco é um excelente sonífero?
Coldplay – a Rush for a blood to the head; Travis- The man Who; e Oasis – What’s the Story (Morning Glory)?

Cite uma banda ruim composta por excelentes músicos.
Guns’n’roses tem o Slash ,muito bom, e os outros membros da banda são ótimos, menos o Axl, que estraga a banda. Por isso a detesto.

E aquela que produziu um trabalho excelente, embora seus músicos fossem medíocres?
O Sex pistols. O Sid Vicious nem sabia tocar baixo! Como puderam ser bons, eu não sei...

Cite uma banda meio chata, mas boa.
Nossa...difícil essa questão. Acho que Jamiroquai ou REM, não sei ao certo.

Cite um disco pretensioso.
Vários que os críticos citam como “o novo Ramones”, ou “o novo The Clash”, etc. Na verdade são cópias baratas de tais bandas “clássicas”. Pra que tanto marketing em cima disso? Por que simplesmente não ouvimos os antigos? Não é um disco, mas uma banda pretensiosa: Oasis.

Que música começa muito bem e se perde?
Essas músicas ao vivo, que se estendem até o público não agüentar mais tamanho exibicionismo.

De qual artista você tem todos os discos?
Dos Strokes, Jane’s Addicition e de outras bandas que eu não lembro.

Que disco ruim é básico em qualquer coleção que se preza?
Se é ruim, por que comprar? Bom, creio que aqueles singles básicos do Iron Maiden são ruins, porém “devemos” ter conhecimento.

Que letra de música é boa poesia?
Várias do Chico Buarque, principalmente Cotidiano e Construção.

Qual canção é excelente, embora letra seja péssima?
Weezer – Hash Pipe. A música é ótima, mas a letra... Credo!

Qual versão é melhor do que a canção original?
With a Little help from my friends – a versão do Joe Coker ficou infinitamente melhor do que a dos Beatles.

E qual jamais deveria ter sido gravada?
How soon is now? , que as vendidas da T.a.t.u gravaram dos Smiths. Horrível! Outro que ficou péssimo foi Comfortably Numb, do Pink Floyd, que os Scissors Sisters regravaram. Lixo.

Nos anos 60, você preferia Beatles ou Rolling Stones?
Beatles, nunca gostei muito de Rolling Stones.

Nos 70, Velvet Underground ou Led Zeppelin?
Led Zeppelin.

Sex Pistols ou Ramones?
Ramones.

No Brasil dos anos 80, preferia o rock de bermudas do Rio ou o rock de Brasília?
Não gosto de nenhum, embora no Rio felizmente não tenha a Legião Urbana. Fico com o Rio...

Nos 90, Nirvana ou Oasis?
Nunca fui fã de nenhuma dessas bandas, mas conheço mais o Oasis. Só que prefiro o movimento grunge a imitar os Beatles de forma arrogante...

Que disco lançado nos últimos dez anos merece a honraria de clássico?
Creio que seja Smells like teen spirit, do Nirvana. Não é? Mesmo que eu não concorde...

Que banda festejada pela crítica você detesta?
Nem todos os críticos gostam, mas eu abomino Legião Urbana.

O contrário: qual banda é injustiçada pelos críticos?
O Bloodhound gang é bem desprezado por causa das letras pesadas e bizarras. Mas as músicas são boas.

Qual foi o primeiro show da sua vida?
O primeiro foi da Sula Miranda (afe!) eu tinha seis anos e fui com a minha irmã e dois amigos, todos de sete anos. Minha mãe ficou desesperada porque o show era de graça e ela achou que seríamos espremidos. Mal sabia ela que este era o primeiro em milhares de outros.

Qual o show inesquecível?
O show do Red Hot e do silverchair no Rock in Rio. Estávamos na primeira fileira, entre 250 mil pessoas. Nem acredito! Outro foi do Bloodhound Gang e do Nação Zumbi.

Quem gostaria de ter visto ao vivo?
Com certeza o Pink Floyd e o The Cure – a esperança é a última que morre!

Que virtude mais preza na boa música?
Saber que os músicos compõem suas músicas e que eles tocam ao vivo melhor do que em estúdio, que saibam improvisar. Enfim, que sejam músicos, não artistas.













Breath and comment!

Finalmente divulguei meu blog. Nem sei se quero. Meu diário estava tão bom, sem ninguém espiando...hehe Mas ainda tenho meu diário próprio - tem coisas que ninguém poderia - ou gostaria - de saber, a não ser eu!

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Estou aqui em São Paulo, finalmente de férias. Carnaval acabou (e eu, como no ano passado, não aproveitei nada), todos voltam às suas respectivas vidas “normais”, e eu, sem fazer nada, meio perdida, ouvindo Pink Floyd compulsivamente e cansando os ouvidos de minha família...
Ainda não estou com saudades de Bauru, aquela cidade com ar urbano-interior às vezes me irrita. Enfim, deixe-me ouvindo “Learning to Fly”, da melhor banda de todos os tempos – finalmente baixei o Soul Seek e desencanei do Kazaa – se bem que não estou vendo grandes diferenças...

segunda-feira, dezembro 27, 2004

Shame

Estou ouvindo Shame - PJ Harvey. E é isso que eu estou sentindo: vergonha. Sei lá...vergonha de me expressar, de mostrar pro mundo o que eu escrevo no meu diário. Estou com vergonha de postar algo e ver vários comentários, ou pior, nenhum comentário.

Este é o meu primeiro post e minha primeira shame.

Shame is the shadow of love.

Agora já era. Vamos ver no que dá.

Bjus e espero que a ressaca natalina tenha passado.