
Tenho uma paixão por shows ao vivo que não cabe em mim. Credenciada, tudo certinho, e mesmo assim eu não fui ao show do Placebo. Não chorei, mas estou tão frustrada que meu único consolo é o de que um dia serei editora chefe da New Musical Express ou da Rolling Stone e todos os shows do Placebo serão devidamente assistidos por mim.
Converso com o Alan no Lelo´s e fico pensando: se eu estivesse em sampa eu iria gastar míseros quatro reais com ônibus de ida e volta. Em Bauru, gasto cerca de 60 reais com passagem/ônibus/metrô, e tenho que me preocupar com mala, como voltar, etc. Não dá.Cansei.
Transferência? Muitas vantagens...E vou morar sozinha de qualquer maneira - se meu pai for pro Japão também. E meus amigos de Bauru? Realmente, uma situação delicada. Agir por razão ou emoção?
Sim, sou cosmopolita assumida. Whatever.
Ps. Esse desabafo é ridículo, não deveria estar falando isso. Meus amigos de Bauru são maravilhosos, fico com o coração apertado só de pensar em me separar deles. Porém algumas coisas simplesmente não saem da minha cabeça. E esse show foi uma de minhas maiores frustrações...
sexta-feira, abril 29, 2005
Sleeping with ghosts
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Tatiana Aoki
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09:48
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segunda-feira, abril 25, 2005
A Ermitã
Havia meses que eu não ia para minha chácara. Não fiz nada de muito interessante, porém é aí que eu percebo o que ela tem de bom:
* posso dormir de cabelo molhado e acordar do jeito que ele ficou, ou seja, mais amassado que roupa em fundo de armário
* uso as roupas que estão em frangalhos: moletons, camisetas furadas, calças manchadas, desbotadas, chinelos nº 40 (eu calço 34) e outras regalias
* ouço todos os vinis dos Beatles, Janis Joplin, Ray Charles, Elton John, Johnny Rivers, Queen, A-ha, Duran Duran, e por aí vai
* brinco com os meus cachorros, e jogo o churrasco que o meu pai faz pra mim pra eles (opa!)
* fico lendo na varanda de manhã, usando óculos de lentes sujas porque eu dormi com eles na noite anterior
* assisto a todos os DVDs possíveis - o aluguel sai por 2 reais
* compro doces numa vendinha (a única) - todos parecem terem vencidos a validade, mas eu não me importo, porque nunca vi uma minhoca na paçoca
* como melancia, maçã, mexerica, uva, banana, laranja, e jogo todas as cascas no quintal (meu pai fica p***, e eu lhe explico que é um adubo eficiente)
*arranco as plantas que deixam o jardim feio, aparo os arbustos, arranco os matos, etc
Enfim, viro uma ermitã - sem qualquer contato com a civilização, sem me importar com a existência dos outros, sem pensar no dia de amanhã, apenas levando o tempo na calma e no relógio biológico.
As pessoas acham que eu cheguei em Bauru sem nunca ter pisado na terra, o que não é verdade, eu até gostaria de ser uma garota do campo.
Viver desse jeito é legal por um fim de semana, mas passando esse período...o tédio começa a bater: preciso ver meus e-mails, ouvir meus MP3, usar minhas roupas e lavar o cabelo. Essa é a minha vida, infelizmente.
E a música que não sai da minha cabeça:
" Her name is Rio and she dances on the sand
Just like that river twisting through a dusty land
And when she shines she really shows you all she can
Oh Rio, Rio dance across the Rio Grande"
Não ouçam essa música: ela vicia!
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Tatiana Aoki
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17:37
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quarta-feira, abril 20, 2005
NO TITTLE
Estou morrendo de sono, mas resolvi postar.
Voltarei pra sampa amanhã - ou hoje - e tenho que arrumar a mala, dar uma ordem no apê, tirar o lixo, etc. Enfim, dar uma ordem nas minhas coisas. E aí eu penso: tenho que dar uma ordem na minha vida! Ela está complexa, confusa, e eu estou levando como se estivesse tudo normal, hipocrisia mesmo.
Não me sinto depressiva, isolada ou qualquer outra coisa, mas tem algo me incomodando - para bem ou para mal. Acho que não deveria estar postando isso, pois estou me expressando mal - como diz na linguagem jornalística, estou sem lead.
Talvez os ares poluídos de São Paulo me tragam algumas renovações - nem que sejam físicas, como o camaleão da música...
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Tatiana Aoki
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09:37
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sexta-feira, abril 15, 2005
Dream On
Essa moça escreve bem. E ainda é só uma estudante. Update: Às vezes me esqueço de que a partir do momento que tornei este blog público, devo satisfação aos meus leitores. Portanto, vamos lá: eu quis dizer que se a moça escreve bem agora, sendo apenas uma estudante em sua área, deverá escrever ainda melhor depois de formada. É uma suposição. Ufa! Mas pra saber o que ela estuda - se ainda não ficou claro pra você -, precisa acessar o blog dela. Capisci?
Postado por Cláudia às 11:31 AM
Quem diria? Vou admitir que escolhi o Jornalismo porque sempre gostei de ler e escrever - faço diário desde os sete anos, e só agora estou publicando alguns de meus pensamentos. O que não significa que eu realmente escreva bem. O mais estranho é que ninguém da minha família gosta de ler, escrever, etc. Filho de peixe peixinho é. Posso dizer uma coisa: isso é mentira.
Não acho que escrevo melhor do que muitos de minha sala - Bruno, Goiaba, Lara, Luiza, Mari - pra citar os que eu sempre leio. Porém sei que posso evoluir, assim como todos que têm um sonho. Muito piegas e tal, mas não tem jeito: é a assim que conseguimos as coisas...
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Tatiana Aoki
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09:45
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quarta-feira, abril 13, 2005
Nessa bumba eu não ando mais
Eu detesto viajar Bauru-Sampa de ônibus. É o Bauru 1 que passa de uma em uma hora, é o Prata que pára em todas as rodoviárias desse nosso interior paulista, é o Rodoserv que se acha o melhor posto do mundo, é o trânsito da Marginal (nunca sei qual é a Marginal, mas creio que seja a Tietê), é a fila imensa pra comprar passe de metrô, é a baldeação na Sé que faz todo mundo se espremer em todo mundo, é o Santa Cruz lotado de japas-que-andam-em-bando/roqueiros-que-gostam-de-evanescence/estudantes-com-espinhas, é a Luís Góes sempre perigosa...e sou eu arrastando a mala e ouvindo MP3 pra distrair.
Mas são essas viagens que me proporcionam conhecer os mais variados tipos:
* uma senhora de 73 anos que viajou o mundo todo e me contou toda sua vida
* um professor espanhol que falava sem parar e eu não entendia nada
* um cara que dormiu durante o dia, e quando começou a escurecer ele resolveu acordar e ler o jornal - só ele ligou aquela luz individual e perturbadora de sonho no ônibus todo
* uma mulher que levou seu filho pentelho no colo e ficou comendo Cheetos Bolinha, Doritos e outras tranqueiras fedidas a viagem toda
Saldo: talvez a senhora foi a mais interessante. Detalhe: eu estava indo para Santos nesse ônibus, ou seja, pelo jeito eu não dou sorte mesmo. Vou fazer como o Pingu - carona no dedão mesmo!
Sabe o que eu percebi? Que quando eu coloco fotos nos meus posts eles ficam piores! E eu sei por que: é que eu fico procurando no Google umas fotos legais e tal, e meu texto fica pobre, pobre... chega de fotos! Se bem que elas são irresistíveis...
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Tatiana Aoki
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12:00
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terça-feira, abril 12, 2005
A fantástica fábrica de chocolates
Johnny Deep é o ator mais mais perfeito de todos - quem me conhece sabe que eu acho ele t-u-d-o. Vai aí uma lista de filmes em que ele está mais bonito...
1- Blow - Profissão de risco - loiro e drogado
2- Don Juan - sem comentários para o maior conquistador do mundo
3- Chocolate - hum...
4- Piratas do Caribe - lápis no olho sempre realça a beleza
5- Último Portal - ele tá horroroso, mas o filme é muito bom
E a fantástica fábrica de chocolates...chocolate de novo!
E a mulher mais perfeita de todas - Catherine Zeta-Jones...

1- Chicago - sem comentários, seu melhor filme, e a sua beleza estonteante
2- Armadilha - bem no começo da carreira
3- Doze homens e outro segredo - aquele cabelo caiu como uma luva nela
4- A máscara do Zorro - filme ruim...mas quem se importa?
5- Os queridinhos da América - nada de especial, mas precisava terminar esse top 5
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Tatiana Aoki
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10:51
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domingo, abril 10, 2005
Don´t leave now
Esse post é esclarecedor: explicarei o título do meu blog. Don´t leave me now é uma música da melhor banda de todos os tempos - Pink Floyd (se bem que agora estou em dúvida - será Beatles realmente melhor?). Explico: estava tomando banho quando ouvi Hard Days Night. Cara, como essa música é boa - a melodia, a letra, tudo! É que Pink Floyd é mais rebuscado (como diz minha mãe) ou pretensioso (como diz o Rafael). Tanto faz.
Fiquei um tempão procurando uma foto em que o Rick Wright estivesse bonito. Mesmo assim eu acho ele perfeito - ele é o segundo da esquerda pra direita.
O que importa é que meu vício terminou, e não estou mais viciada em uma banda específica, mas em várias: Placebo, The Killers, Beatles, Smashing Pumpkins, e os cantores David Bowie e Bjork.
The Killers - finalmente uma foto deles...
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Tatiana Aoki
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12:32
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quarta-feira, abril 06, 2005
ewige glön von eine erinunglos meinung
Tentei postar inúmeras vezes, porém não consegui. Reli de novo meu post e percebi: realmente, esse aqui está uma droga...e o deletei, simples assim.
Já pensou se minha mente fosse assim - vou deletar tal fato, tal pessoa, tal local. Não seria demais? Ou não (como diz Caetano), porque as pessoas não seriam mais chamadas de cínicas ou hipócritas, uma vez que elas simplesmente não lembram de você, do acontecimento, do lugar supostamente “especial”.
Ou então vou pensar de maneira ICQ (nossa, essa foi da idade da pedra – mas era melhor que msn em alguns aspectos): vou ficar invisível, só as pessoas que eu estimo que saberão de minha existência. Por que ainda não inventaram isso? Ou seja, não existe perdão – aprontou, está deletado.
Chega de metalinguagens. Vou fazer uma lista ridícula de pessoas que poderiam ser deletadas sem medo:
1- Bush (esse é óbvio)
2- Renato Russo (mas ele não morreu? Sim, contudo as músicas ficaram...arg!!!)
3- Maluf (por que ele AINDA não foi preso?)
4- Dado Dollabela (o que esse ser faz da vida? Honestamente eu não sei. Devo ter cuidado, pois ele pode me bater)
5- Xuxa (a mulher da lista. Por que ela não cuida única e exlcusivamente da Sasha, em vez de querer educar – deseducando - nossas gerações futuras?)
Pra que colocar o Bush? Ele é gente?
Ps1: a tradução do título do post é Brilho Eterno de uma mente sem lembranças (talvez) - em alemão
Ps2: quem traduziu foi o meu bixo Gabriel (o bixo da Lara)
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Tatiana Aoki
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20:55
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quarta-feira, março 30, 2005
And we're changing our ways, taking different roads
Pressionada para escrever um novo post, o que na certa é positivo, porque significa que tem alguém que lê isso aqui, resolvi tentar escrever algo de interessante: um filme que eu vi, uma situação inusitada, etc. Mas nada aconteceu comigo. Quer dizer, na verdade foram tantas coisas que eu não consigo formular nada em minha cabeça.
Estou muito feliz em alguns setores de minha vida, porém em outros estou tão depressiva que mal posso acreditar. Será que eu nunca estarei como as pessoas à minha volta, que às vezes parecem tão felizes?
É engraçado como eu sou um poço de contradições. Em um dia estou muito alegre e otimista; no dia seguinte eu quero literalmente morrer. As crises existem, mas às vezes elas vão até o fim...
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Tatiana Aoki
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14:47
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quinta-feira, março 24, 2005
O que fazer na Páscoa
»Estava lendo fotlogs e blogs por aí, aleatoriamente, e tirei a seguinte conclusão: como eu escrevo mal! Ou então eles escrevem muito bem, tipo o Gabriel García Marquez ou a J.K. Rowling (não citarei Mario de Andrade ou Guimarães Rosa porque eles não são deste mundo, definitivamente).
»Estou ouvindo muito The Killers, ultimamente. Só que eu nunca vi uma foto deles! As melhores são Jenny was a friend of mine, Midnight show, e a mais famosa – toca até na Jovem Pan, eca – Somebody told me. Vai aí uma fotinha (a primeira!) deles.
»Ganhei um bombom de amarula e outros com licor. Fiz um truque: tirei todo esse recheio maldito do meio do chocolate. É simplesmente horrível misturar chocolate com bebidas alcoólicas!
»Em compensação, é muito bom comer chocolate e tomar um gole de água logo em seguida!
»Finalmente assisti The O.C. . Chato... mesmo assim não perco um capítulo.
»Eu nunca assisto Simpsons e Friends. E, quando assisto, eu morro de rir. Por que paro tudo para ver The OC, chato, e sempre esqueço de ver os seriados que me fazem dar risada? Vai entender...
»Começo a ler um livro, e paro. Faz tempo que eu não leio algo REALMENTE legal. Aí o Fernando me empresta o Código Da Vinci. Espero que não seja tipo Paulo Coelho!
»Será que sou uma jornalista que pensa como jornalista? Por que eu sempre concordo com as críticas de filmes que eles fazem? Por que eu realmente concordo ou por que eu estou condicionada a pensar assim?Isso é, no mínimo, medonho...
»Por que as pessoas compram ovos de Páscoa de chocolate? Por que não fazem ovos de banana, pão, carne? O que o chocolate significa, afinal? Ele tem algo de sagrado? Por que não fazem ovinhos de arroz? É bem mais fácil amassar o arroz na mão e vira um ovinho. Os japoneses sempre fizeram isso, e é uma delícia (embora seja UM POUCO nojento, como tudo na vida, se analisarmos detalhadamente – farei um post especial a respeito disso).
Afeee...cada besteira...vou pingar meu colírio alucinógeno, como diz o Macaco Simão. Eu nunca leio a coluna dele, acho uma mistureba insuportável. Aí olho o meu post e me pergunto: será que eu não faço a mesma coisa?
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Tatiana Aoki
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15:07
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domingo, março 20, 2005
A hora da estrela
Não, não é sobre este livro que irei falar. Mas quem faz Jornalismo na Unesp já entendeu o recado: sexta feira ocorreu a aula mais bizarra de todas que já tivemos - sim, isto foi possível! Eis que Macabéa me aborda a caminho da FAAC para assistir a uma aula de LPIII junto com minha classe.
- OK - eu digo na maior ingenuidade.
Por que raios fui fazer isso...suas caretas, suas vestimentas e seus trejeitos de Discípula de Jeová acabaram mobilizando a sala, que promoveu mais uma de suas já conhecidas enquetes a respeito de nossa visitante (somos talentosos até para sermos publicitários).
Enfim, pelo jeito esse post foi altamente indecifrável para quem não faz Jornalismo pelo segundo ano em Bauru. Quem diria que uma sexta feira à tarde me causasse tantas reflexões superficiais - afinal, tudo acabou em piada mesmo...
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Tatiana Aoki
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14:32
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quinta-feira, março 17, 2005
But the truth is...I miss you
Agora é oficial: minha mãe e irmã estão no Japão. Ainda estou confusa, como se minha ficha não tivesse caído, até porque eu nem fui na despedida - destesto despedidas... É inegável que estou com medo, mas sei que (na teoria) sou adulta, e que deveria estar tranquila. Ainda não tive meu ataque de choros - ainda bem que não estou ouvindo The Smiths.
Sábado vou pra Sampa!! Me aguardem...
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Tatiana Aoki
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13:05
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quarta-feira, março 09, 2005
Waiting for the worms
Estou me sentindo muito estranha ultimamente, como se não me reconhecesse mais. Não gosto mais das coisas que amava, e sinto falta de coisas que não deveria – ou melhor, não reconhecia o quanto eram e são importantes para mim. Essa mudança assustadora em minha vida patética me traz motivações nunca pensadas antes.
Passado esses momentos de filosofia de boteco, vou caminhando a passos lentos para um caminho inexistente e confuso, talvez eu esteja próxima da morte ou de alguma transformação profunda; de acordo com o tarô (sim, eu tiro tarô, mas nunca pra mim) a morte representa ruptura, não algo necessariamente ruim, embora na maioria das vezes a transformação assusta de maneira semelhante à morte...Sou inexplicavelmente o que sou, e tenho medo de como as pessoas me vêem: será que eu sou o que elas pensam ou o que eu penso que sou? Minha essência está se desvanecendo, e isso me assusta. O que é essência? A fonte de tudo? Pelo jeito preciso dar uma lida em Os Pensadores, depois eu continuo com meus romances clichês que tenho lido ultimamente.
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Tatiana Aoki
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09:40
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Pictures of you
Fotolog é um saco. Um bando de fotos tiradas da net/câmera digital pessoal, sem qualquer criatividade (com raras exceções, como tudo nesta vida miserável), e mais um monte de pessoas te obrigando a comentar o “incomentável” – onde já se viu comentar uma foto narcisista sem qualquer identificação à minha pessoa? É claro que é apenas uma opinião sem qualquer validade, então, polêmicas à parte, definitivamente eu não gosto de fotologs. Não se ofendam, por favor, pois continuarei acessando e comentando em todos os fotologs que me pedirem...
Há 10 anos atrás, quem pensaria que seus amigos estariam mostrando suas fotos para o mundo? Eu não, não vou aderir a essa moda infame...e quem diria que eu estaria mostrando as divagações que faço desde os sete anos para o mundo? Realmente, não sou muito diferente destes fotologs que estão por aí... um pouco de autocrítica é um treinamento eficaz para uma (quem sabe) futura ombudsman.
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Tatiana Aoki
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09:36
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segunda-feira, março 07, 2005
Smashing brain
Esse início de aulas não me fez bem. Não tive férias decentes, durou menos de um mês (se bem que, quando eu entrar na “massa operária”, um mês será um milagre). Isso é assustador. Não que eu seja uma preguiçosa ou algo do tipo, porém o fato é que eu não quero – nem pretendo – ser mais uma nessa multidão, contribuindo apenas como contribuinte e exercendo meus direitos apenas através do voto, a cada dois anos. Obviamente não serei presidente desse país governado em sua maioria por infames que pretendem aumentar em 67% seus “míseros” salários e que aumentaram em apenas 1% a aposentadoria, como se nossos avós estivessem pedindo esmolas para o Estado (a ausência de vírgulas acentua minha angústia, mas tudo bem). Não sou patriota, contudo ainda tenho uma ínfima esperança no Brasil, país-colônia desde que “nasceu” – ele já existia, só que conservado pelos índios, esses sim, um povo evoluído. Nosso país ainda não tirou as fraldas, não sabemos andar sozinhos e temos a ingenuidade de andar de mãos dadas com o inimigo.
Desculpem a mistureba de assuntos, mas minha indignação passou as fronteiras do meu cérebro cheio de minhocas...
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Tatiana Aoki
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09:36
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sexta-feira, março 04, 2005
Amor Masculino
Brilho eterno de uma mente sem lembranças. Aparentemente um filme feminino, Brilho Eterno fala de amor sem clichês, sem o romantismo piegas das comédias românticas e com uma visão masculina do que é o verbo amar. E os diálogos? Charlie Kauffman recebeu merecidamente o Oscar de melhor roteiro original, embora o Oscar não seja realmente uma premiação, e sim um desfile de estatuetas e de vestidos...
Gostaria de divagar um pouco mais sobre o assunto, porém a volta às aulas e a falta de net em casa realmente prejudicam minha criatividade - ou aumentam minha preguiça.
Tenho aula de sei-lá-o-que agora...eu deveria estar a fim de ir? Primeira vez que eu começo as aulas com vontade de voltar pra casa, assistir a filmes, ir pra Chiapas e dormir...
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Tatiana Aoki
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13:52
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domingo, fevereiro 27, 2005
Tati's Guinnes Book
Tem coisas que eu fiz que merece entrar no meu livro dos recordes:
* Ouvi música durante 24 horas seguidas durante a volta do FSM – todo mundo dormindo no ônibus, menos eu, que adoro literalmente viajar com discman e afins (valeu, Bruno!! Seu case foi de uma utilidade inigualável). Aliás, o que eu faço sem ouvir música?
*Bebi 14 copos (grandes) de água sem parar – competição com o Lucas, na casa da Carol;
*Consegui passar mal num esquenta, e fui dispensada da balada;
*Fiquei 24 horas na net – essa é fácil...;
*Vi quatro filmes direto no cinema (e não era o Festival do Minuto);
*Dormi 16 horas seguidas;
*Dormi no show do Capital Inicial (digamos que a banda não é lá essas coisas, mas ainda sim é um show);
*Dancei 12 horas sem parar no Skol Beats (e novamente consegui dormir no meio da rave);
*Li o Harry Potter 4 em um dia;
*Fiquei dois meses sem voltar pra Sampa – sem ver a família e os amigos!
+ recordes ...num post próximo...ou quando minha memória funcionar direito!
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Tatiana Aoki
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02:17
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sábado, fevereiro 26, 2005
Inbetween days
Eu deveria estar feliz hoje? Pois eu não estou...Na verdade estou extremamente sonolenta, triste, cansada e com ressaca (alguém sabe o que é ressaca? – como diria Jack Black em Escola do Rock): ressaca da vida, das pessoas, de tudo.
Várias pessoas valiosíssimas em minha vida me ligaram, mandaram mensagem, e-mail, scrap (são valiosos, sim), porém ainda não respondi a nenhum deles agradecendo, ainda não estou preparada – aliás, sempre achei constrangedor ligar de volta e já saber o que irão me dizer... Contudo, quem não gosta de ser lembrado? Muito obrigada mesmo pra quem teve o saco de pegar o telefone, gastar os dedos no teclado, e (tentou) entrar em contato comigo – Carol, Cris, Paulo, Alan, Teruo, Mari, Bia, Rick, Marcelo, Lidi, Fernando, Caca, Ju, mãe, pai, Tamara, Mi, Paula, e muitos outros que eu realmente estou esquecendo, mas não porque considero menos ou algo assim, é que acabei de acordar e ainda estou meio lesada.
Não sou uma fingida: não estou feliz, e ponto. Definitivamente, bem que o dia 25 de fevereiro poderia pular direto para o dia 27.
Obs.: estou lendo os scraps agora...meus olhos encheram de lágrimas...
Como postar comment : se você não é do blogspot, coloque anonymous, e assine no final.
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Tatiana Aoki
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21:22
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quarta-feira, fevereiro 23, 2005
Frases soltas.com
* Foi só falar que eu odeio dentista que descubro que eu tenho que trocar três restaurações. Fiz e não doeu nada (que frase ambígua...)!
* Ia comprar roupas hoje, só que eu parei no sebo e gastei todo o meu dinheiro em vinis e livros - isso que eu sempre falei que não comprava livros, porque eu lia e descartava...
* Li um artigo na Folha (tá, eu admito, eu leio a Folha todos os dias; e sei que não é o maior e melhor jornal do país, não mesmo!) sobre a Reforma Universitária; fiquei com orgulho da Unesp e feliz por - finalmente - explicarem num jornal de grande circulação o que realmente acontece nesse "projeto".
* Fiz uma pergunta pra minhã irmã, mas nem ela e nem eu conseguimos responder: O que leva a gente a gostar do que gostamos, a fazer o que fazemos, a querer o que queremos?
* Andando pela Sé reparei que haviam várias mulheres com roupas um tanto espalhafatosas, paradas nas esquinas. Seriam elas prostitutas? Pedi informação a uma delas na maior inocência, e a moça respondeu prontamente e fora bem simpática. Por que a profissão mais antiga do mundo ainda me causa surpresas?
* Comprei (eita capitalismo...) um chá calmante, porque o vendedor me disse que cura qualquer coisa (?). Por que eu acreditei nele? E como eu vou adotar um hábito tipicamente europeu numa cidade que mais parece um deserto?
- Como dizia a Letz: Frases soltas.com
- Esse artigo eu gostaria de ter escrito:
Reforma sem estratégia
CARLOS HENRIQUE DE BRITO CRUZ
Nenhum país do mundo ocidental se desenvolveu até hoje sem ter um forte sistema de ensino superior público. Um dos países mais privatistas do mundo, os Estados Unidos têm 77% de suas matrículas em ensino superior em instituições públicas. Nos países europeus, o percentual de matrículas em instituições públicas é, em geral, superior a 90%.No Brasil, desde os anos 70, a maior parte das matrículas no ensino superior está em instituições privadas. Em 2003, 70% dos quase 4 milhões de estudantes universitários estavam matriculados nessas instituições. Ao mesmo tempo, ano após ano, os sistemas nacionais de avaliação do ensino superior demonstram a qualidade superior das instituições públicas. Uma das classificações recentes, feita por pesquisadores da Universidade Jiao Tong, de Shanghai, listou as 500 universidades mais importantes do mundo, segundo critérios de desempenho acadêmico. Quatro universidades brasileiras constaram da lista, todas públicas: USP, Unicamp, UFRJ e Unesp.O Estado brasileiro investe aproximadamente (os dados oficiais disponíveis são muito desatualizados) 4,3% do PIB em educação. Destes, 3,4% -ou seja, 79% do investimento público em educação- são destinados ao ensino básico (infantil, fundamental e médio) e o restante 0,9% -ou seja, 21% do investimento total- é investido em educação superior, excluindo-se despesas "não-educacionais", como previdência. Nos países da OECD, o investimento em educação é, na média, 5,3% do PIB, dos quais 1,3% é destinado à educação superior, ou seja, 25% do total investido.A estratégia para o ensino superior brasileiro precisa incluir a expansão do número de matrículas com mais inclusão social em instituições públicas e o desenvolvimento acadêmico dessas instituições. Nenhum desses objetivos transparece no recém-anunciado projeto de lei da reforma universitária. O próprio nome, "reforma universitária", já demonstra a limitação do projeto, que, em vez de tratar de um "plano estratégico para o desenvolvimento do ensino superior brasileiro", se limita a reformar parcialmente uma parte das instituições de ensino superior, as universidades, especialmente as federais.A simplificação é a tônica: o importante tema da inclusão social fica restrito ao dogma das quotas, sem que seja mencionado ao longo dos cem artigos da minuta os cursos noturnos, patente instrumento de inclusão social. Silencia completamente quanto ao acesso e à qualidade ao ensino médio público, requisito fundamental para o ingresso ao ensino superior. Em vez do compromisso da boa universidade pública com o avanço do conhecimento humano e com o diálogo com a cultura universal, reduz o papel dessas instituições ao atendimento de demandas regionais e de "grupos sociais", apequenando o conceito de universidade. É difícil pensar em objetivos menos republicanos (para usar um conceito em voga).
O nome "reforma universitária" demonstra a limitação do projeto, que se limita a reformar parte das instituições
O carro está, francamente, na frente dos bois: enquanto se discute um projeto de lei de uma centena de artigos, uma outra parte da reforma já foi implantada por medida provisória -o Prouni- e fica-se sem saber quais são as metas e quais serão os meios para desenvolver o ensino superior brasileiro. Nem mesmo no diagnóstico há concordância, visto que não se conhecem os dados básicos mais recentes: no site do Inep, a última série sobre investimentos feitos pela Federação, pelos Estados e pelos municípios em educação fundamental, média e superior é de 1999 (veja-se ali o link "Gastos com Educação").Havendo um diagnóstico objetivo e com alguma legitimidade, uma estratégia efetiva deveria explicitar metas para o ensino superior brasileiro. Se o projeto tomasse como objetivo, por exemplo, assegurar que, em 15 anos, 50% dos brasileiros entre 18 e 24 anos freqüentassem uma instituição qualificada de ensino superior, 50% dos quais em instituições públicas, haveria um rumo. Digamos que, nos mesmos 15 anos, se desejasse, por exemplo, ter 15 universidades incluídas na lista das 500 mais importantes do mundo em vez de quatro que ali constam. Seria desejável termos também 50% das vagas nas instituições públicas federais no período noturno em vez dos 25% que há hoje. Estabelecidas as metas, seria necessário especificar os meios para atingi-las: custos, necessidade de pessoal qualificado, professores, técnicos, fontes de financiamento. Depois de tudo isso, chegaria, aí sim, o momento de comparar alternativas, de acordo com o resultado e com o custo, e então criar os instrumentos legais para que o Estado brasileiro persiga e atinja as metas e gere os meios para tal: esse seria o momento de estabelecer as leis, determinando procedimentos e ações.A educação é a base para o desenvolvimento, e uma estratégia para o desenvolvimento do ensino superior, especialmente o público, é fundamental para o Brasil. É preciso mostrar ao contribuinte brasileiro como e quando ele será beneficiado, recebendo mais e melhor educação superior, em vez de apenas apontar a alguns reitores, estudantes, sindicalistas e certos grupos sociais como suas demandas históricas serão atendidas. Aí está a principal limitação da reforma: dialogar só com alguns grupos e movimentos sociais em vez de fazê-lo com o Brasil.
Carlos Henrique de Brito Cruz, 48, engenheiro eletrônico pelo ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica) e doutor em física pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), é reitor da Unicamp. Foi presidente da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) de 1996 a 2002.
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Tatiana Aoki
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20:03
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terça-feira, fevereiro 22, 2005
Ceticismo em alta
Depois de ficar um mês em São Paulo, noto que meus dias aqui estão acabando...ainda não estou preparada para enfrentar trotes, bebedeiras, gente passando mal, churrascos (estou com nojo de carne) e afins. Não sei nem o que pensar, acho que é porque estou ficando velha. Eu não quero viver por muito tempo, então quando penso que vou fazer 19 anos fico assustada como se fosse fazer 49! Sinto-me com meio século de vida: não acredito nas pessoas, em nosso país, na geração futura... Não que os mais velhos sejam pessimistas ou coisa do gênero, longe disso - ainda bem, imagina se todos fossem iguais; é apenas força de expressão. Deve ser bom viver como a maioria dos animais: vive-se pouco, só que intensamente, e sem aquela sensação de vazio que sempre acompanha a maioria dos "racionais" (se bem que, no fundo, os irracionais somos nós). Como será viver 13 anos e já ser considerada idosa? Na próxima encarnação quero ser um gatinho, e sem as sete vidas...
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Tatiana Aoki
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13:32
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