sexta-feira, junho 24, 2005

Questionamnetos quixotescos



Novamente ocupadíssima, porém com vontade de escrever amenidades neste blog. Estava lendo um caderno especial de 400 anos de Dom Quixote, uma das obras “mais importantes da literatura ocidental de todos os tempos”, segundo a Folha.
Enfim, já tentei ler Dom Quixote, cheguei até mais ou menos a página 50 (o que não é nada, visto que o livro deve ter umas 500 páginas) e desisti. Simplesmente não agüentei, achei-o extremamente difícil e rebuscado, principalmente os poemas do início. E então toda a massa intelectual recomenda, termos do livro viram vocábulos no dicionário (quixotesco, etc), entre outros legados de Cervantes.
Quando eu era criança, Cervantes era um dos chefes do Street Fighter ou qualquer vídeo game de luta que eu adorava. Quando descobri que Cervantes não era o nome real de algum criminoso ou satânico, fiquei desapontada...

Não que eu esteja criticando Dom Quixote, pelo contrário, quem sou eu pra criticar algo que nem li? Espero até que as férias (merecidas, por sinal) me tragam a oportunidade de ler os clássicos que eu já comprei nos sebos e peguei emprestado:

1- Dom Casmurro (valeu, rafa!)
2- Crime e Castigo (o Goiaba falou tanto desse livro que estou ansiosa pra lê-lo)
3- Os miseráveis (na verdade só quero ler porque o Victor Hugo nasceu no mesmo dia que eu, hehe)
4- O ateneu (um dos livros que o vestibular me deixou com vontade de ler)
5- Dom Quixote (esse é do Bruno, parece uma bíblia)

Tenho certeza de que só irei ler o primeiro livro no mês de julho. Os outros dias do mês serão dedicados à TV paga, a filmes e aos bons e velhos amigos. Além de meu pai, óbvio.

Chegando ao ponto que eu deveria chegar desde o começo deste post, penso uma coisa: por que as pessoas dão tanto valor aos “clássicos”? Todos os livros, filmes, bandas, personalidades, que são considerados realmente respeitáveis têm, no mínimo, uns 20 anos. Vai entender...de repente temos um gênio que é o nosso vizinho de carteira na faculdade e nem lemos os textos que ele escreve. É, pelo jeito nós só damos o devido valor às coisas quando as perdemos.
Quer saber? Qual o problema de curtir as novidades? Que se dane Casablanca: o bom mesmo é Kill Bill vol 1!

2 comentários:

Anônimo disse...

la mejor ideia p/ suas férias: vir p/ sp passar um tempo com a gente!!! estamos nos vendo um pouco mais esses tempos, com a má dirigindo ninguém segura... e vc faz falta tati... a gaby, presente só fisicamente, com a cabeça no lúcio (aka lúcifer), a carol pensando no COTIdiano violento de são paulo, a milena (sempre)falando (alguma coisa q eu nunca lembro), a jú fazendo piada e a marcela fingindo que entende, a fê falando obcenidades dignas de cine privê... faltou a tati...

saudades xuxuuuuu

Da®th disse...

Desses que vc citou, só li Dom Casmurro (que não gostei muito) e Dom Quixote (que achei um pouco "complexo demais" na época que li, afinal, tinha só 16 anos)mas, como vc sou mais Kill Bill, só que tanto o Vol. I quanto o II! E dá-lhe Pai-Mei! rs ;)