terça-feira, novembro 01, 2005

Song for the death

* É...o Extra tá dando polêmica...nunca pensei que isso iria ocorrer. Isso é, no mínimo, engraçado.

* Minhas aulas práticas começaram ontem, e eu até estou indo bem. É fácil dirigir -quer dizer, é fácil dirigir na periferia de Bauru que é sem carros, farol, pessoas atravessando imprudentemente...quero ver em São Paulo ou na Rodrigues Alves...

* Daqui a um mês pretendo ir para a terra do sol nascente. Quero muito ver a neve e tal, mas quero mesmo é rever minha mãe, a Jú e aprender a falar japonês fluentemente.

***Amanhã é dia de Finados. Acho que é a primeira vez eu não visito o túmulo dos meus avós no dia dos mortos. É engraçado como a gente tem a capacidade de lidar com a perda: se estou em minha rotina nem lembro o quanto eu gostava da minha avó e de como meu avô foi importante pra mim. E que eu nunca mais os vi.
Parece que a possibilidade de nunca mais ver uma pessoa ocorre só quando ela morre, mas eu discordo disso: quantas vezes eu não me despedi de alguém que eu gostava tendo a certeza de que nunca mais a veria? Várias vezes...as pessoas vão e vem e a vida tem que continuar do mesmo jeito.
Não quero (nem pretendo, please) viver muito. E espero que no meu funeral (ainda não me decidi se quero ser cremada ou não) toque Confortably Numb, do Pink Floyd. Ou até encontrar uma outra banda tão importante pra mim quanto o Floyd.

......

Estava tacando veneno de pulga para tirar qualquer rastro da minha ex-gata quando meu deu uma vontade tremenda de tomar o veneno. Não que eu seja uma suicida em potencial - se eu quisesse fazer algo do gênero eu faria em outras situações, como em final de semestre. Brincadeira. Até porque "especialistas" dizem que quem se suicida geralmente não conta sua pretensão pra ninguém. Simplesmente o faz.
Meu veneno está na metade.

Uma vez eu tomei veneno de rato e quase morri. Pior que eu nem me lembro do gosto, porque quando você acha que é água toma psicologicamente pensando que é água. Chega de divagar...qual será o gosto? Pior que conhaque não deve ser.

4 comentários:

Luisa C. disse...

*O Extra tá dando MUITA polêmica!! E o mais engraçado... não era pra tanto!! Acho que algumas "jornalistas em potencial" estão com dor de cotovelo!

*Putz, aulas práticas?? Tati na direção!!! Corre, corre!! ahuauhahhauahu
tô brincando!

*Daqui um mês você pretende ir pra terra do sol e depois voltar pra cidade sem limites né????????

***Amanhã é finados e eu vou estar a metros do cemitério onde está meu avô... e agora tem uma pessoa em Bauru tbm, a Claudia. Estranho pensar que daqui pouco mais de um mês, vai fazer um ano que ela foi assassinada.
(Tô ouvindo Pink Floyd!!)
Não sei que música eu iria querer no meu funeral... só sei que não pretendo viver muito tbm!

*Nossa, fiz um post aqui tbm ahuahuahuahuahuhua
Vc já tomou veneno de rato??? Meu deus!!!
Nunca tomei nada assim... mas vontade de saber o gosto dessas coisa sempre dá né?

bjus

J.Silva disse...

Sim, cruel.

Hoje li na coluna do Contardo Calligaris algo sobre emitir juízo de valor em relação aos outros.

Abre aspas: Em regra, o narcisismo da gente funciona assim: quanto maior a imperfeição do mundo, quanto maior a decepção que nos é imposta pela conduta dos outros, tanto maior é nossa exaltação narcisista.

Mesmo assim, vou julgar. Abandonar a Moria na rua mostra a maneira como voce encara um animal doméstico: um simples objeto. Se te é útil, guarda. Se lhe causa problemas, simplesmente o descarta.

Mostrou também egoísmo. O sofrimento pelo qual o animal vai passar não lhe comove? Sem contar o problema da superpopulação de animais nas ruas.

Enfim, sei que o valor que se dá as coisas é relativo, varia de pessoa pra pessoa. Arrisco dizer que é dialético, mesmo sem saber direito o que isso significa.

No entanto, pense: será que uma atitude como essa realmente bate com os seus valores? Fazemos muitas coisas sem pensar.

Se isso bater, não tem problema, o que importa é estarmos tranquilos com nossa própria consciencia. Mas tenho dúvidas.

Sou um dos seres mais imperfeitos do mundo, não tenho moral pra julgar ninguém. Só faço pq acho que com voce tenho essa intimidade, e porque depois de ver a treta no extra, me deu vontade de criticar alguém...

Alan de Faria disse...

só para comentar algo sobre perdas e despedidas... o pior, mesmo, é saber que muitas vezes nós dizemos tchau e nos despedimos das pessoas (para sempre!), mesmo sabendo que elas estarão ao nosso lado amanhã...

até mais.
se cuida!
beijos

Anônimo disse...

A vontade de conhecer a morte subjaz questões tão mais profundas. Entre elas a própria curiosidade humana. (ass. Goiaba)