segunda-feira, julho 24, 2006

São Paulo, 21 de julho de 2006.

Depois de olhar o orkut e entrar no msn, fico deprimida. Pego minha bolsa e saio de casa, sem rumo. Olho para meu bilhete único – santo bilhete único – e pego o metrô. Paro na Trianon-Masp, olho o Stand Center (e compro um monte de tranqueiras), vasculho algumas liquidações têxteis e me animo um pouco – sim, gastar alivia minhas tristezas, assim como chocolate alivia a ansiedade de muita mulher.



- Tati? Onde você ta?
- Na Paulista.
- Fazendo o que?
- Nada.
- Vamos na Santa Ifigênia?
- Vamos Rod...

Resultado: fui na Santa Ifigênia, na Galeria do Rock e em um barzinho. Adoro programas não-combinados.

São Paulo, 22 de julho de 2006.

Saio cansada da assessoria do Festival do Japão, mas a vontade de sair falou mais alto. Eu e a Paty pegamos o metrô (errado) pra ir na Dj Club.

- Onde que tem balada legal? Pra lá?
- Na Paulista inteira tem baladas...de rock, em sua maioria.
- E ande vocês vão?
- Na DJ Club. Aonde você quer ir?
- Posso ir com vocês?
- (dupla hesitação) Pode!

Descemos a Pamplona e fomos com uma nova companheira – uma carioca que chegou em sampa há duas semanas.

E da-lhe todo meu playlist tocando de uma só vez:

- Clash
- Bloc Party
- Arctic Monkeys
- Placebo
- Strokes
- Franz Ferdinand
- Hole
- Le Tigre
- Stereophonics
- The Cure
- The Smiths
- The Doors
- New Order
- Madonna
- Pixies
- We are the scientists

Como assim? Isso mesmo…é por isso que eu amo essa balada.

Chego em casa às 4 da madruga. Tomo um banho e durmo às 4:30.

São Paulo, 23 de julho de 2006.

Acordo às sete e, sem tomar café, pego carona com a Érika pro festival do Japão. Faço assessoria pro Canal Rural (nossa, como os japoneses são desconfiados!), penso em descansar quando descubro que o querido Alckmim vem visitar o festival. Assessores recrutados para proteger o candidato.
Dou uma risada interna quando um revoltado cola um adesivo na careca dele.

Depois de horas andando pra lá e pra cá, comendo coisas bizarras – de sorvete de saquê a doce de feijão com arroz (manju com moti) – o Festival termina. Sem contar as risadas, os micos e as fotos.

Sem dormir a várias horas...
E sentindo que talvez eu tenha uma semaninha de férias. Opa...esqueci que tenho que editar matérias do Contexto – além de fazer a minha, claro.

Como as férias de julho voam.

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