sexta-feira, abril 06, 2007

Indie

  • Eu só li o post da Tati agora...que fala sobre indies. E comentei o seguinte, de maneira um pouco... polêmica e dura demais.
    tatii
    só agora eu li MESMO o seu post indie e também o de cima. Bom, eu não sei, porque na verdade ser indie e etc é, em minha opinião, uma forma de estereotipação infato-juvenil-universitário. E não passa disso. Hoje, acho ridículo aquelas roupas e acessórios todos, embora eu uso/usava. Só sabe o que é indie quem vive no mundinho. O resto é balela. Todo mundo no Japão se veste assim, indie. E nem por isso eles são indies. Então, o que acho que indie é quem imita o "primeiro mundo".
    bju

    Sei que, vindo de mim, que muitas vezes sou estereotipada também, pode parecer hipocrisia. Mas é isso que penso mesmo porque, na real, pessoas indies (e que assumem mesmo tal posição) queriam de fato estar na Inglaterra/Europa (sem saber a realidade do local) ouvindo Klaxons e o cd novo do Arctic Monkeys no talo e ao vivo, falando inglês britânico e indo aos pubs.
    Gostar de filmes cults? Será que são tão cults assim? O novo da Sofia Coppola é cult?
    E aquela pergunta (que eu também faço) mas que é, no mínimo, idiota: você viu o cd novo da banda Shit Motherfucker - em outras palavras, uma banda qualquer que sumirá em três meses e que é igual a todas.
    No momento o que penso é que, para alguém dar a opinião sobre Coppola, deve assisitir aos clássicos, ou, pelo menos, o pai dela. E ouvir os clássicos. De que adianta gostar de Strokes sendo que são uma cópia barata de Velvet Underground? E que Coldplay, Keane, são versões toscas de Radiohead?

    Não quero dizer que sei mais, que sou mais indie do que você. Muito pelo contrário: quanto mais envelheço, mais vejo como eu sinto "vergonha alheia" de ver velhos de 40 anos falando sobre o "novo hype" musical e nem sabe direito de onde que tais bandas vêm. É história, e esse pós-modernismo fica fragmentando, como se a bandinha inglesa que vai mudar o mundo do rock fosse novidade. Cada dia que ouço essas bandas de rock para dançar, penso: qual a diferença entre The Killers e Babado Novo? Nenhuma. Ou seja, não somos cults, somos consumidores da indústria cultural.

    Polêmicas à parte. É o mass customization. Uma bolha, um valor agregado. O que me deixa mais revoltada é que eu gosto dessas m####.
    Pelo menos me orgulho de gostar de clássicos (mas não Beatles, que o mundo indie já incorporou). Tomara que os indies nunca gostem de Pink Floyd . Porque aí ferrou e terei de admitir que sou indie.

3 comentários:

Anônimo disse...

eu acho q cada um gosta e se veste do jeito q quiser, do jeito q achar melhor e q se sentir confortável, foda-se se é indie, emo, pagodeiro, etc. foda-se se vc mistura tudo, acho q cada um deveria ter a liberdade pra se vestir e ouvir o q quer sem ter q suportar comentários estereotipados dos outros... acho q esse lance de rotular já cansou, sabe? e daí se os indies começarem a gostar de Pink Floyd? se vc deixa de gostar pq eles gosta, aí q vc se torna indie mesmo, hahahahahahaha! paradoxo total!

eu gosto de strokes, chico, cartola, radiohead, COLDPLAY, oasis, BEATLES, bossa nova, elis, jazz e um monte de coisa q é considerada indie e q tb não é... e sou feliz assim =D mto feliz por sinal!

beijos pokémon
=*****

dolce

Anônimo disse...

ops, pq "eles gostam", faltou concordância!

Diego Maia disse...

Strokes cópia de Velvet Underground?

Don't think so, mrs. Tati Aoki. :-)