Faz tempo que isso está acontecendo, não me manifestei ainda, mas o fato é que a ocupação da USp é legítima. Dou apoio à iniciativa dos alunos e vejo como a Unesp e sua fragmentação colaboram para a desmobilização das unidades.
A greve é iminente, mas não tenho a menor idéia de quanto tempo irá durar - não sei se é bom ou ruim uma greve duradoura, mas o fato é que as reivindicações devem ser atendidas.
Dou total apoio à USP e mostro meu repúdio à cobertura da grande imprensa - que distorceu, sim, as informações.
Estou relativamente inteirada das ocorrências, e sei o quanto a ocupação, o decreto do Serra e as medidas reacionárias de Lula estão sendo manipuladas pela grande imprensa.
O que mais me deixa indignada é: se este fato, de que tenho conhecimento, está sendo manipulado, o que dirá da política nacional, da economia, das operações da Polícia Federal, temas dos quais não saberia quase nada se não fosse a tal grande mídia? Pior: e a política internacional, cuja cobertura é baseada nas grandes agências de notícias, como a Reuters?
Estou indignada com a minha futura profissão. Temos direito à greve. Nas universidades públicas as PMs não podem entrar. E, pra piorar: como os reitores (indicados pelo governador) concordam com uma medida que não muda em nada a autonomia da universidade pública? Então por que foram feitos esses decretos?
A imprensa não está fazendo os questionamentos corretos.
Fim da cracolândia?
Há 9 anos

3 comentários:
TATI, VOCE VAI TRAMPAR NO JC DEPOIS QUE SE FORMAR, JA TO VENDO
concordo com vc Tati!
E odeio aquele moleque dA usp, da ECONOMIA, que passou no JN. Idiota bobão!
A imprensa tem feito o papel de defensor do Governo Serra na cobertura da ocupação. A Folha, que se pretende um órgão de imprensa livre, optou por transformar jovens idealistas e que ousam pensar num futuro melhor para o Brasil em (desculpem a expressão policialesca) "meliantes". Talvez, o que eles estejam querendo - Serra, Suely Vilela, PSDB, Folha, Estadão, Uol, Terra entre outros) - seja uma nação repleta de assassinos de Índios Patachós ou talvez garotas "boazinhas" como Suzane von Richthofen. Pensar talvez seja mais perigoso do que tramar o assassinato dos pais, né Sérgio Adorno? Violência, caros jornalistas (e Adorno mais uma vez), é utilizar todo o poderio da midia para abafar o grito de uma galera que tem muito o que dizer. Ao longo dos últimos anos, atuamos em um grande monologo e veio tarde este basta. Precisamos que nos ouçam (ouvidos e não escutados). Precisamos que nos lancem um olhar (olhar, diferente de "ver")como membros da sociedade, como seres humanos, como gente erra, mas que também acerta. Tenho orgulho de caminhar na ocupação e saber que de lá não sairá um assassino de povos indigenas. Tenho orgulho de olhar para cada colega e ter a certeza que nem só de shopping center vive um jovem do seculo XXI. Apesar da ação da midia, do terror psicológico do governo, da policia e de alguns professores pouco comprometidos com o futuro da sociedade brasileira, parafraseando Chico, amanhã vai ser outro dia! Viva a ocupação da reitoria da USP.
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