quinta-feira, julho 19, 2007

E o semestre acaba

Ontem eu estava no laboratório de jornalismo quando uma bixete veio perguntar algumas coisas para mim sobre o curso. Ao olhar para ela, pensei em quantas perspectivas ela deve estar passando: se vai trabalhar na Globo, se as aulas da Unesp são boas mesmo, etc.

Pensei um pouco e respondi que as melhores coisas que eu fiz na faculdade não foram necessariamente as aulas, mas o que a universidade me proporcionou: pesquisa, extensão, entre outros. Dei a dica, e espero que ela não tenha me levado a mal pensando que as aulas não prestam, etc. Pelo contrário, várias matérias mudaram totalmente minha forma de pensar o mundo.

O fato é que, agora, já era - a faculdade está acabando, daqui a alguns meses estarei com a minha vida completamente diferente - o que me deixa feliz e triste ao mesmo tempo.
Hoje eu não odeio mais Bauru; na verdade outras coisas me entristecem, como pessoas que estão na Unesp, sendo pagas pelo Estado para estudar, e ficam somente "curtindo a vida adoidado". Ao mesmo tempo que tenho pena, penso até que ponto a miséria do nosso ensino chegou. E estou saindo dele, aplicando o que aprendi nesses quatro marcantes anos.

Já falei diversas vezes que está acabando, que está chegando o dia...mas hoje, pela primeira vez, sinto que daqui a pouco mais de 4 meses minha vida vai ser outra.

3 comentários:

Anônimo disse...

tá quase!
Tá quase?
Ahhhhhhhhhhgonia!

Anônimo disse...

Aliás, o q vc me conta sobre hoje?!
...gastrite...

Bruno Espinoza disse...

Mil coisas podem acontecer. Nada pode acontecer. Pode ser que a gente nunca mais se veja, vá por caminhos diversos.

Mas, mesmo que a gente se canse das caras de todo dia (você disse que estava cansada da minha cara! hehe!), peço que nunca esqueça desse amigo aqui, que terá a enorme satisfação de continuar amigo seu, nas condições e lugares que a vida nos levar e que nós abraçarmos.
Eu sei que isso é piegas pra cacete, mas é preciso dizer, afinal a gente deu nossa pequena contribuição ao sentido da palavra amigo na nossa passagem pela UNESP, eu acho.

Obrigado por todas as luzes, diálogos, risadas, puxões de orelha e companheirismos. Obrigado, inclusive, pelas balas cor-de-rosa e cigarros sem cinza e cheiro lá do Japão.

A minha única cetrteza é a de que vou sentir saudade de amigos como você, toda vez que lembrar desses quatro anos da "curtição adoidada da vida" revogada em função das demandas que vieram. Não dá pra nos eximirmos de qualquer responsabilidade depois de algumas boas verdades que lemos e ouvimos, não é mesmo?

E, por favor, não "saia à francesa" depois da colação. Essa não vai ser mais uma viagem "bat-volta" para sampa, ou para onde for. O que é uma pena, mas a vida segue, essas coisas.

Beijo Tatêêê!!! Valeu a pena, sempre.


PS.: A sua tristeza com os acomodados não é exclusividade sua. Você sabe. Como a acomodação não foi unanimidade nesses anos, acredito nas possibilidades que foram provadas quando a bunda saiu da cadeira. Nem tudo esteve perdido, talvez.


PS2.: Porque eu escrevi isso e não falei pra vc, que estã lavando a louça na cozinha neste exato momento? hehe! Dúvida cabalística!