
1) Clodovil, eu sei que você já bateu as botas, então agora deve estar com a língua mais afiada do que nunca.
Clodovil – Olha, benhê, seguinte: eu morri, mas escrevi um monte de fofocas dos bastidores de dois lugares semelhantes – o mundo da moda e o da política.
2) Aliás, Clodovil, porque você resolveu entrar para a política? Você realmente entendia do assunto?
Clodovil – Queridaaa, é claro que eu não entendia, mas o Frank Aguiar entende? E o Aguinaldo Timóteo? O Silvio Santos também tentou ser presidente, só para você parar de me esculhambar e se precaver antes de perguntar bobagens, ouviu?
3)OK, OK, da próxima vez eu pesquiso um pouco mais sobre candidatos bizarros concorrendo às eleições.
Clodovil – Você me acha bizarro? É isso que quis dizer? Te pego na barca do inferno!
3) Não, não, senhor Clodovil! Eu não quis dizer que o senhor é bizarro, longe disso! Aliás, é muito sensato de ter chamado a deputada Cida Diogo de feia, com certeza.
Clodovil – Japoronga escrotaaaaaaaaaaaaaaaa!! Vou te pegarrrrr
4) E vamos ao intervalo comercial, com o programa Alto da Barca do Inferno.
domingo, março 22, 2009
Hoje a entrevista será com... Clodovil!
Leu mesmo?
Tatiana Aoki
às
07:09
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quarta-feira, abril 23, 2008
Raposas no país
Fazia um tempão que eu não postava aqui – até vírus comentou no meu último post.
Enfim, mas depois de ler a entrevista do antropólogo Eduardo Viveiro de Castro no caderno Aliás, do Estado, fiquei impressionada com a dinâmica do funcionamento das relações de nosso país.
Explico: o antropólogo fala sobre a briga dos indígenas pela reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima. Algo que aparentemente é muito distante de nossa realidade, mas que representa o sistema democrático brasileiro.
Meia dúzia de latifundiários reivindicam as terras indígenas, sendo que tais terras são, pela Constituição, um direito dos índios. Na verdade, como Castro mesmo diz, um direito de vencido. Porque, sim, nossos primeiros habitantes perderam a guerra contra o homem branco. Não somos brancos, somos uma mistura.
(Contudo, como o próprio antropólogo afirma, o brasileiro vive um complexo de a nostalgia de não ser europeu puro)
É vergonhoso admitir tal afirmação, porém é a mais pura verdade.
Vou dizer uma coisa: não somos exemplos civilizados para ninguém. Não temos qualquer piedade com a natureza, só pensamos em nossas futilidades cotidianas e egocêntricas, cuja prioridade é o se dar bem, a qualquer custo. Sem senso nenhum de coletividade.
Para finalizar minha indignação com os acontecimentos atuais – mídia falando da invasão do MST, Berlusconi vencendo eleições na Itália pela terceira vez, Glória Maria providenciando de Paris várias pulseirinhas que inibem a aproximação do mosquito da dengue, revival Escola Base no caso Isabela, e, opa!, crescimento recorde no Brasil, finalizo com um trecho da entrevista de Viveiros de Castro:
Considerando a história da espécie humana neste planeta, penso que não estamos em condição de dar lição a ninguém (...) Articulamos a desigualdade e deixamos para alguém a conta a pagar (...) Eu me pergunto: o que diabos temos a ensinar aos índios se não conseguimos resolver a dengue no Rio? O que temos a lhes mostrar se não damos jeito no trânsito da cidade de São Paulo?
Leu mesmo?
Tatiana Aoki
às
09:05
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