sexta-feira, junho 13, 2008

Google Nóia


Estou tendo uma overdose com o site mais poderoso do mundo – o Google. Além de eu trabalhar em um site cujo foco é tecnologia e, sobretudo, as andanças do Google, estou lendo um livro sobre a história dos fundadores – Sergey Brin e Larry Page –, bem como conheci o império da Web em São Paulo.

Bem, já me questionei isso em um outro post, quando se deu aquisição do Blogger pelo Google. Só que, hoje, a companhia detém quase todos os dados dos usuários indexados em seus computadores no Vale do Silício.

Eu não sabia disso, mas, lendo o livro Google, de David A. Vise e Mark Malseed, descobri que a empresa armazena todos os nossos dados privativos em seus servidores. Ou seja, eu, por exemplo, que tenho conta no Orkut, Gmail, Blogger, YouTube e iGoogle – tenho todo meu histórico armazenado nos computadores do Google.

Tem coisa mais invasiva do que ter “links patrocinados” dentro do meu Gmail, colocando anúncios “de acordo” com o que eu escrevi no corpo do meu email? É um absurdo, ainda mais porque o Google preconiza que nunca apaguemos nossos emails. Eu tenho duas contas no Gmail, o que me deixa ainda mais vulnerável. O que fazer? Deixar nossa privacidade em risco só para usufruir das benesses de googlear?

Está difícil não ficar paranóico sabendo que, se um dia algum norte-americano quiser saber onde moro, vivo, trabalho, o que gosto, etc, é só consultar os servidores do Google e se deleitar.

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