"Fame, its not your brain, its just the flame
That burns your change to keep you insane (sane)"
David Bowie
Nesta semana corrida em São Paulo que só chove, me deparei com várias vertentes de um tema: fama.
Na segunda feira, fui ao SPFW. Sempre tive curiosidade em ir, mas para ganhar os brindes mesmo – disseram que eles distribuíam vários. Ledo engano.
Só ganha brinde quem é VIP do VIP. Porque, para quem não sabe, para entrar no SPFW tem que ter uma credencial. Mas, para entrar nos lounges de determinadas empresas (as que darão os brindes) tem que ter outras credenciais específicas. Ok, então vamos ver o desfile.
Chegando lá, uma fila imensa, dividida em blocos: galera VIP, galera mais ou menos, imprensa e ralé. Meu convite era para a ralé.
Espero mais de uma hora para conseguir entrar no desfile. Quando entro, mais espera, e os jornalistas (sobretudo os fotógrafos) começam a gritar: “Ronaldãaaaao, cafoooona!” – o desfile era do Ronaldo Fraga.
Finalmente começa o desfile. Duraram dez minutos! Depois desse programa de índio (ou seria indie, ou fashionista, ou poser?), volto para casa, de ônibus. E não é que aquela organizadora arrogante que estava no SPFW também estava no ponto, na chuva, esperando o seu ônibus chegar?
A mina estava usando um sapato de 1000 reais, um corte de 300 reais e uma roupa que, no total, deveria ser uns 3000 reais. E pega ônibus? E mora com os pais, e não consegue se sustentar. Mas vai para a balada, organiza eventos fashions, trends (são as tendências, bem!).
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No dia seguinte, mais um evento: coletiva da Hilary Duff e show dela. Na coletiva, parecia que as respostas são programadas: tudo no maior estilo “não vou dizer nada de mais, ok?”. A única coisa que posso constatar, após assistir ao show, é o seguinte: as freqüentadoras do show dela são as possíveis consumidoras das músicas indies (tipo Snow Patrol, Arctic Monkeys, The Killers) e da PJ Harvey ou Norah Jones, saca?
É um círculo vicioso, que o mercado entende bem. Aí, por força maior, fui ouvir umas novidades no mundo teen: Jonas Brothers e Paramore.
São bandas indies para pessoas mais novas. Paramore: igual Julliete and the Licks.
Jonas Brothers: pior que não e igual ao Hanson (cujo som é mais pop). Parece mais...Putz, tudo que tem de mais pop no indie e no emo.
Estou no meu inferno astral, segundo a astrologia. Mas eles sempre acertam: começo de ano é sempre um porre para mim!

Para quem nao conhece a Hilary, tirei umas fotos dela - a do show e da minha irma.