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quinta-feira, março 06, 2008

Upload da sua vida

Estamos no tempo em que ser famoso é o mais importante, mas a Internet proporcionou uma oportunidade única para os caçadores dos 15 minutos de fama: hoje você, que está aí, sem fazer nada, pode se tornar a grande Marimoon amanhã! Ou a grande Paris Hilton, cujo vídeo pornô a levou para a fama mundial.
Não precisa mais de grandes talentos ou uma dedicação a algo importante. Basta ser irreverente, exibicionista, fetichista e narcisista para conquistar uma vasta audiência de indivíduos que estão aí, conectados, somente para satisfazerem seus prazeres mais mundanos.

* Infelizmente, cerca de 80 a 90% do conteúdo da Internet corresponde à pornografia. É um triste sinal duplo: cada vez mais pessoas estão dispostas a se exibirem como produtos sexuais. E existe um mercado milionário por trás disso.

(Vide o artigo do Aliás deste domingo no Estadão, excelente ensaio sobre a fama na Internet)

Percebeu que hoje lemos uma notícia não pelo conteúdo, e sim porque está “Entre as mais lidas” ?
O valor da fama hoje é praticamente vital para a sobrevivência na net, principalmente entre os jovens, que têm mais necessidade de se sentirem inseridos. Triste sinal da perda da individualidade.

Mas que beleza, hein Brit:

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Fame

"Fame, its not your brain, its just the flame

That burns your change to keep you insane (sane)"

David Bowie

Nesta semana corrida em São Paulo que só chove, me deparei com várias vertentes de um tema: fama.
Na segunda feira, fui ao SPFW. Sempre tive curiosidade em ir, mas para ganhar os brindes mesmo – disseram que eles distribuíam vários. Ledo engano.

Só ganha brinde quem é VIP do VIP. Porque, para quem não sabe, para entrar no SPFW tem que ter uma credencial. Mas, para entrar nos lounges de determinadas empresas (as que darão os brindes) tem que ter outras credenciais específicas. Ok, então vamos ver o desfile.
Chegando lá, uma fila imensa, dividida em blocos: galera VIP, galera mais ou menos, imprensa e ralé. Meu convite era para a ralé.
Espero mais de uma hora para conseguir entrar no desfile. Quando entro, mais espera, e os jornalistas (sobretudo os fotógrafos) começam a gritar: “Ronaldãaaaao, cafoooona!” – o desfile era do Ronaldo Fraga.
Finalmente começa o desfile. Duraram dez minutos! Depois desse programa de índio (ou seria indie, ou fashionista, ou poser?), volto para casa, de ônibus. E não é que aquela organizadora arrogante que estava no SPFW também estava no ponto, na chuva, esperando o seu ônibus chegar?
A mina estava usando um sapato de 1000 reais, um corte de 300 reais e uma roupa que, no total, deveria ser uns 3000 reais. E pega ônibus? E mora com os pais, e não consegue se sustentar. Mas vai para a balada, organiza eventos fashions, trends (são as tendências, bem!).

....

No dia seguinte, mais um evento: coletiva da Hilary Duff e show dela. Na coletiva, parecia que as respostas são programadas: tudo no maior estilo “não vou dizer nada de mais, ok?”. A única coisa que posso constatar, após assistir ao show, é o seguinte: as freqüentadoras do show dela são as possíveis consumidoras das músicas indies (tipo Snow Patrol, Arctic Monkeys, The Killers) e da PJ Harvey ou Norah Jones, saca?
É um círculo vicioso, que o mercado entende bem. Aí, por força maior, fui ouvir umas novidades no mundo teen: Jonas Brothers e Paramore.
São bandas indies para pessoas mais novas. Paramore: igual Julliete and the Licks.
Jonas Brothers: pior que não e igual ao Hanson (cujo som é mais pop). Parece mais...Putz, tudo que tem de mais pop no indie e no emo.

Estou no meu inferno astral, segundo a astrologia. Mas eles sempre acertam: começo de ano é sempre um porre para mim!







Para quem nao conhece a Hilary, tirei umas fotos dela - a do show e da minha irma.