
Peguei minha bicicleta, de chinelos de dedo, chapéu e camiseta com a estampa escrito “Curitiba”, adquirida em uma feirinha da capital do Paraná.
Subi a rua de minha casa (uma ladeira imensa) pedalando. Até que foi fácil. Em seguida, cheguei em casa meio resfolegando e vi minhas tarefas do feriado – que incluíam, entre outras coisas, me matricular em uma academia, estudar japonês, pegar a bicicleta da revisão na oficina, comprar um celular, baixar uns 30 cds, entre outras metas. Risquei apenas a da bicicleta, e jurei que começaria a fazer as outras coisas amanhã.
Mas alguma inércia está em mim, e eu tenho preguiça de quase tudo ultimamente. Sair de balada? Fico com vontade, até me lembrar que tenho que ficar acordada até às quatro da madrugada. Viajar no feriado? Talvez eu volte mais cansada do que se ficasse em casa. Encontrar os amigos? Uma boa, se eu não for obrigada a beber cerveja ou ir a lanchonetes terríveis, como o McDonalds. Dormir? Palavrinha pouco aplicada ultimamente.
Desde que voltei, parece que só posto aqui para descarregar minhas baterias da estafa mental. Só agora, depois de um mês, que talvez eu possa planejar um pouco as coisas. Voltarei a estudar japonês, a ver um filme, ler o jornal diariamente. Ainda falta ver algumas pessoas, mas acho que farei isso em breve.
Ps: não me arrependi de não ter ido à praia. Tem alguma coisa mais gostosa do que sampa no feriado?
Fim da cracolândia?
Há 9 anos
