Não sei como definimos nossa posição política, mas considero que, pra alguém fazer jornalismo...sinto muito, você tem que ter pensamento crítico. Não só em relação ao senso comum, como também à própria mídia e a seu futuro local de trabalho.
Escolhi fazer jornalismo por quê? Meus objetivos foram mudando ao longo do curso, mas o que ficou em mim foi sempre esse pensamento de que as coisas nem sempre são assim por que são. Algo está por trás disso.
Para tanto, fico me questionando o que está acontencendo nesses últimos tempos. Greves, ocupações, reivindicações em massa, distorções, manipulações. Em quatro anos de universidade pública, nunca vi tanta mobilização da galera que se sente, sim, injustiçada e não quer ficar de braços cruzados.
Tenho certeza de que estamos vivendo um momento histórico na educação paulista (pelo menos) e nem estamos nos dando conta disso. Só agora percebo que um tema que pauta toda a mídia só pode ser importante.
Ficou a fim de participar? Olhem o blog Greve não é férias e vejam que nem só de revolucionários clichês o movimento estudantil é feito. Vide festa junina de ontem, organizado pela Comissão do Movimento Estudantil, que foi melhor do que muita festa tradicional da Unesp.
Pra que ficar em casa, acompanhando assiduamente o que está acontecendo só pela mídia? Vai ver de perto, todo mundo pode.
Parece um texto demagogo, mas quero só ver minha mãe lendo isso. Ela acha um absurdo eu ficar aqui por causa de uma greve em vez de me dedicar integralmente ao relatório final da Fapesp.
Calma mãe, vai dar tudo certo.
Fim da cracolândia?
Há 9 anos
