Mostrando postagens com marcador pedofilia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pedofilia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, setembro 18, 2009

Castrando as mentes poluídas

Cena de Lolita, direção de Stanley Kubrick

O que foi aquela idéia do senador Gerson Camata (PMDB) de castrar os pedófilos?

Parece mentira e coisa da era medieval e, embora seja algo “voluntário”, ou seja, o cara tira a libido se quiser, é algo muito estranho, pois, querendo ou não, fere a integridade física do indivíduo. Sinceramente, é claro que esse lance de pedofilia realmente é nojento e repugnante, porque é uma ferida permanente para quem é molestado. E que às vezes a gente fica com vontade de cortar a mão de quem rouba – como quando aconteceu na Indonésia há um ano atrás,
reflexo de uma reação passional ao erro humano, ao roubo e ao distúrbio, ao bizarro do convívio social.

Mas, como sempre, o problema é mais embaixo. Em uma sociedade em que o culto à juventude eterna é cada vez maior, e que a Internet propicia qualquer tipo de fantasia a preço de banana, ou de graça, não é difícil entender o motivo do aumento de casos de pedofilia digital. Qualquer fantasia, desejo reprimido, é só Googlar e puf! o sonho aparece.


Xuxa - teu passado te condena...

E, outra, antigamente – nem tão antigamente assim, há mais ou menos 20 anos atrás – a relação de criança/pedofilia era bem mais flexível. Quem não se lembra do filme pornô feito pela Xuxa, em que ela seduz um garoto de 12 anos? O filme é de 1982, e se fosse hoje, a “rainha dos baixinhos” (sem trocadilhos) estaria presa.

O mesmo diria do livro e do filme Lolita, de Nabokov e Kubrick respectivamente. Uma garota de 12 anos que tem um caso com um tiozinho? Seria censurado hoje...

Não sou a favor dos pedófilos, longe disso, mas temos que entender que a Internet só piorou uma situação que estava velada e limitada a centros físicos de exploração infantil, e locais privados, como o ambiente familiar. Outra, a pedofilia pode ser controlada mais facilmente se os pais participassem mais ativamente da vida dos filhos e limitassem o acesso destes ao uso indiscriminado de redes sociais e comunicadores instantâneos - atualmente, principais alvos dos pedófilos.

Já perdi a conta da quantidade de vezes que vi adolescentes e crianças se expondo no Orkut de biquíni, decote. Chega a ser pior do que revista Playboy. E os pais, não supervisionam isso? E as escolas, não fazem um programa de educação do uso adequado da internet?

O mundo é mundo e está cada vez pior porque vive de sistemas paliativos – um reformismo permanente em todas as instâncias
...