sexta-feira, junho 24, 2005

Questionamnetos quixotescos



Novamente ocupadíssima, porém com vontade de escrever amenidades neste blog. Estava lendo um caderno especial de 400 anos de Dom Quixote, uma das obras “mais importantes da literatura ocidental de todos os tempos”, segundo a Folha.
Enfim, já tentei ler Dom Quixote, cheguei até mais ou menos a página 50 (o que não é nada, visto que o livro deve ter umas 500 páginas) e desisti. Simplesmente não agüentei, achei-o extremamente difícil e rebuscado, principalmente os poemas do início. E então toda a massa intelectual recomenda, termos do livro viram vocábulos no dicionário (quixotesco, etc), entre outros legados de Cervantes.
Quando eu era criança, Cervantes era um dos chefes do Street Fighter ou qualquer vídeo game de luta que eu adorava. Quando descobri que Cervantes não era o nome real de algum criminoso ou satânico, fiquei desapontada...

Não que eu esteja criticando Dom Quixote, pelo contrário, quem sou eu pra criticar algo que nem li? Espero até que as férias (merecidas, por sinal) me tragam a oportunidade de ler os clássicos que eu já comprei nos sebos e peguei emprestado:

1- Dom Casmurro (valeu, rafa!)
2- Crime e Castigo (o Goiaba falou tanto desse livro que estou ansiosa pra lê-lo)
3- Os miseráveis (na verdade só quero ler porque o Victor Hugo nasceu no mesmo dia que eu, hehe)
4- O ateneu (um dos livros que o vestibular me deixou com vontade de ler)
5- Dom Quixote (esse é do Bruno, parece uma bíblia)

Tenho certeza de que só irei ler o primeiro livro no mês de julho. Os outros dias do mês serão dedicados à TV paga, a filmes e aos bons e velhos amigos. Além de meu pai, óbvio.

Chegando ao ponto que eu deveria chegar desde o começo deste post, penso uma coisa: por que as pessoas dão tanto valor aos “clássicos”? Todos os livros, filmes, bandas, personalidades, que são considerados realmente respeitáveis têm, no mínimo, uns 20 anos. Vai entender...de repente temos um gênio que é o nosso vizinho de carteira na faculdade e nem lemos os textos que ele escreve. É, pelo jeito nós só damos o devido valor às coisas quando as perdemos.
Quer saber? Qual o problema de curtir as novidades? Que se dane Casablanca: o bom mesmo é Kill Bill vol 1!

terça-feira, junho 21, 2005

She wants to go home...

Depois de ser impedida de postar aqui porque a unesp proibiu o orkut, msn e blogs da vida, resolvi me dedicar aos trabalhos finais da faculdade.
Estou tão, mas tão exausta que o que eu mais quero no mundo é ver filmes, ficar na net o dia inteiro puxando músicas e assistindo a Warner...
Minha rotina intelectual está basicamente assim: acordo às sete da manhã, vou pra facul, volto às seis da tarde, durmo às oito (sim, oito da noite), acordo meia-noite, fico lendo até às duas da madruga, assisto alguma besteira na tv, tipo Corujão, durmo de novo e acordo às sete...

Minha mãe e irmã ficam reclamando que elas trabalham muito no Japão. Fico imaginando o que é pior - se é o desgaste físico ou o mental. Na boa, acho que o intelectual é pior.

Na verdade tal desgaste aciona meu espírito workaolic, sempre pensando nos compromissos e deixando de aproveitar a vida. Será que vale a pena? Fico relembrando o ano passado, quando eu era bixete e tudo era mais divertido, cada balada era uma novidade. Pior que eu nem sinto saudades dessa época, pois, sinceramente, acho que tudo é bom enquanto dura: passou, passou.

Me arrependo de muita coisas que eu deixei de fazer. Dizem que pior do que se arrepender das coisas que fizemos é se arrepender das coisas que não fizemos.

Agora preciso gravar um rádio jornal...

Nada de divagar, somos manipulados a pensar somente no que convém à sociedade...



Sei que a Avril Lavigne é marketing total, é tosca, mas eu simplesmente a-do-ro a música e o clipe Nobody's Home. Me identifico muito com a letra, apesar dos clichês...principalmente este trecho:

Her feelings she hide
Her dreams she can't find
She's losing her mind
She's falling behind
She can't find her place
She's losing her faith
She's is falling from grace
She's all over the place

quinta-feira, junho 09, 2005

Love me two times

Sou uma pessoa que pensa em tópicos (ou pautas). Vamos a um exemplo simples: se estiver paranóica com meu cabelo, reparo no cabelo de todo mundo, na cor, penteado, etc. E nem reparo na roupa nova da pessoa ou se ela engordou 20 quilos. Não reparo mesmo. Levando para um exemplo mais complexo, vou contar algo que tem me deixado pensativa ultimamente: como que podemos gostar de uma só pessoa se o mundo tem cerca de sete bilhões de pessoas? Por que escolhemos tal indivíduo? Aí eu penso: mas nosso círculo é restrito, tipo o orkut, com umas trezentas pessoas no total. Corta as mulheres. Mais da metade. Pessoas de minha faixa etária. Sobra um terço. Que me interessem fisicamente (afinal, geralmente a primeira impressão vem da aparência física). Mais um monte de gente. Que sejam inteligentes, interessantes e com bom gosto musical. Saldo final: umas duas, três pessoas no máximo.

Mesmo assim...será que nosso coração tem um limite de pessoas para gostar? Ou será que é mais fácil gostar de uma pessoa só? Eu nunca tentei gostar de mais de uma pessoa. Se eu estou a fim de alguém, geralmente eu já fecho minha disponibilidade. Ou fazer igual ao Cazuza, que amava várias pessoas ao mesmo tempo. Só que ele era meio...Promíscuo? Depende do que for promiscuidade pra mim.

Sim, estou pensando caraminholas. Melhor deixar o coração decidir.
Divagações do dia dos namorados...


Quanto aos sisos...sim, melhoraram...e a coragem pra tirar os outros dois?

Love me two times, baby
Love me twice today
Love me two times, girl
I’m goin’ away

segunda-feira, junho 06, 2005

A saga dos sisos 1

Não vou mudar tudo...mas é siso!!
Valeu Claudia (a palpiteira)



Este relato é o que eu apelidei de “a saga dos cisos”. Tudo começou numa segunda feira, dia 30/05, quando descubro numa simples consulta rotineira ao dentista que eu iria arrancar os malditos. Em um minuto todos os meus medos se evidenciam: é a minha irmã, a Jú do 10 e a Taty falando que foi uma dor inexplicável, terrível, a pior da vida delas; a Naty aparecendo no Renovação com a cara verde; outros contando que o dente foi rachado em quatro pedaços; e outras histórias cabulosas.
Não estava preparada psicologicamente. Tinha acabado de voltar do feriado, queria rever meus amigos para contar as novidades, e então percebo que estou deitada na cadeira do dentista. É por isso que eu odeio dentistas: nunca sabemos como ou quando sairemos de lá. Podemos sair com a cara inchada da anestesia, com o ouvido doendo pelo barulho da maquininha, ou até mesmo impedidos de comer por duas horas para dar efeito do flúor, sendo que você chegou ao dentista de jejum às 8:30 da manhã, foi atendido só às 10 porque o paciente da sua frente estava com medo da anestesia e ao meio dia o dentista obriga você a ficar sem ingerir nada até às 14 horas. É brincadeira...

Enfim, voltemos à saga dos dentinhos inúteis. O Vitinho meu disse uma frase engraçada: “Os cisos e o apêndice são os caça-níqueis dos dentistas e dos médicos, respectivamente [o respectivamente fora colocado por mim].”

Escrevi a saga em datas diferentes, a cada dia que passava. Como estava sem internet, só estou postando hoje. Veja como minha impressão vai mudando ao longo dos dias...

A saga dos sisos: the beginning

Este post deveria ser dedicado ao feriado. Ou então, à tirada de meus dentes sisos (nossa, como ta inchado).Mas não.

Sempre fui o tipo de pessoa que gosta de ser amiga de todos, não curte encrencas e situações semelhantes. Ou seja, prefiro engolir sapos a ficar mal com alguém.
Entretanto, sinto que não preciso mais agir dessa maneira. Quer dizer, nesses dias eu agi de uma maneira totalmente diversa da que estou acostumada: se não gosto de tal pessoa, simplesmente não a quero perto de mim. Não vou tentar conquista-la, acho inútil. Pra que apostar numa amizade se ela inexiste?
É isso, acho melhor não citar o ocorrido, uma vez que foi uma situação única. Mais ou menos assim: convidei todo mundo pra balada e não o chamei na frente de todos. Igual naqueles filmes em que o capitão do time fala “escolho você, você, você, você não, você...”, sabe?

Não me senti mais leve, pelo contrário, fiquei dias pensando no que fiz, como se não me reconhecesse. Porém acho que foi o melhor. Antes um inimigo do que um falso amigo. Será?


Obs: não resisto, e vou falar dos meus cisos. Não tive muita opção alimentícia, então tive de comprar sorvete, suco, iogurte, etc. Estou com muito nojo disso tudo, principalmente sorvete...meu estômago até embrulha. Pior que semana que vem tem mais dois dentes pra eu arrancar...

Quanto ao feriado, foi MUITO bom, e vou citar os filmes que vi nesses dias (e também na segunda, quando tirei os cisos e não fiz n-a-d-a):

Quinta: Star Wars (dormi), Cães de Aluguel (não é tudo que falam por aí)
Sexta: revival - Forrest Gump (pela décima vez), Laranja Mecânica (terceira vez), American Pie – o casamento (muito engraçado, não é revival porque eu nunca tinha visto).
Sábado: baladinha na minha casa. Vimos o DVD do Fatboy Slim, Scarface (não vi inteiro, porque dormi de novo), Brother (muito sangue).
Domingo: Prenda-me se for capaz (pela segunda vez). A primeira vez que vi o filme não achei muito legal. Dessa vez dei muita risada.
Segunda: só filmão! Cova rasa (de Dany Boyle), Apocalypse Now (Copolla, nem precisa falar mais nada), Chinatown (excelente, dei muitas risadas, apesar de o filme não ser essencialmente de comédia)
Terça: assistirei Mera Coincidência (de novo, mas não porque eu gostei, é que eu tenho que fazer uma resenha) e O nome do jogo.

Saldo: 13 filmes. O melhor? Fora os que eu já revi – ou seja, amo tais filmes – the winner is: Apocalypse now e Chinatown.

Todos os filmes com apoio cultural de Daniel Espuleta (os filmes são dele), Kina (que cedeu a casa), Thiago (idem), Telecine, Digital Vídeo (melhor locadora que conheço).

Pra quem não ia falar do feriado...

[nota da ombudsman: o mundo ainda está em cor de rosa – feriado, filmes, amigos por perto...ainda não tinha passado por nada]

A saga dos sisos 2

Estou em Bauru com dor de dente após a retirada dos sisos. Dois dias bastam? Acho que não. Encontro-me no segundo dia de repouso e nada. Parece que a cada instante minha bochecha dói mais. E dá-lhe remédio às quatro da madruga, acordo, perco o sono e fico assistindo Os dobermans atacam, ou algo assim. Estou trancafiada no meu apê e escrevendo besteiras. Ver filmes, ler, escrever, quem me vê nesse estado até acha que sou uma intelectual que se alimenta de restos da geladeira.
Mas estou mais ou menos assim...

*minha pia do banheiro está entupida
*a do tanque não pára de pingar
*tenho enjôos só de pensar em certas coisas – principalmente doces, eca!
*detesto que batam na minha porta quando estou com uma bolsa de gelo na cara
*remédios espalhados pela casa
*a chão está sujo, cheio de pó
*tenho que tirar o lixo
*lavar a louça
*usar outra roupa que não o pijama
*parar de dormir à tarde para não ficar acordada de madrugada

Sinto-me o Johnny Deep no filme Janela Secreta – filme ruim, ele está um pouco feioso e sua vida é uma zona, dá pra perceber. A minha não é uma zona, ela só está uma zona. É no mínimo divertido ficar autista por uns dias...eu sempre me achei um pouco autista, só falta o empurrão para liberar geral.
Sabe o que é o mais engraçado? Quando estamos em repouso pensamos em alguém cuidando de você, te dando comida na boca, etc. Balela. É engraçado se cuidar sozinho, pois sugestiona que você se torna mais responsável em alguns aspectos – horário de tomar remédio, por exemplo - e extremamente irresponsável em outros – escovar os dentes na pia da cozinha e deixar copos sujos e específicos: esse é pro cataflan, pro suco de maçã, esse é pro suco de maracujá, etc.

[nota da ombusman: BALELA? É que eu ainda não tinha ficado com febre, calafrio, ânsia...e HOJE eu li na bula que esses sintomas são normais]

A saga dos sisos: The end?

Eis que a saga dos sisos ainda não acabou. Depois de faltar cinco (!) dias na faculdade por motivos estritamente médicos (não sou uma pessoa que falta a seus compromissos), continuo com cara de quem tem caxumba e dor de dente ao mesmo tempo. Melhorei, sim, porém permaneço fisicamente precária.

E dá-lhe antibióticos, cataflan (cara, como isso é hor-rí-vel), compressas de água quente no rosto...Aliás, as tais compressas deixaram meu rosto ótimo, farei sempre.

O saldo positivo de minha quarentena foi este:

- cozinhei – porque quis - várias coisas: piquei tomate, berinjela, cebola (não chorei) inventei uns pratos;
- mudei a cama e uns móveis de lugar, além do “faxinão” que eu adoro fazer – gosto mesmo;
- filmes, livros, síndrome de escritora reclusa, entre outras epifanias intelectualóides;
- assistia a todos os telejornais, principalmente o da TV Cultura. Quem me conhece sabe que eu detestava telejornalismo. Agora me rendi às mega corporações e sempre dou uma espiada até (pasmem!) no jornal do Sbesteira com as ex-Casa dos Artistas;
- ouvi muito John Frusciante (valeu Natália!)


Saldo negativo da quarentena:

- os dias que passei na cozinha me renderam dois copos quebrados, um prato e três cortes na mão, sendo dois no dedão direito;
- a “mudança na decoração” do meu apartamento me rendeu três roxos na perna;
- só a Cultura se salva na tv aberta (não sei se isso é positivo ou negativo);
- ouvi o Bruno me dizer na sexta: ta todo mundo desesperado porque estamos em fim de semestre e você aí parada... ele me disse algo do gênero;
- ficar sem INTERNET


Fora os lances óbvios: a falta dos amigos, da família, da tv a cabo...

[Nota da ombudsman: que beleza. Acho que a minha saga deveria ser renomeada por Mudança de Comportamento]

quinta-feira, maio 26, 2005

Got a devil´s haircut in my mind

Estou com muita pressa, então nem vou postar direito. Só senti a obrigação de postar nesse feriado.

Tenho tantas coisas pra fazer, tantos amigo pra rever, que fica um pouco difícil (difícil o que? Sei lá, estou me expressando mal).
Eu acabei de saber que esse feriado é o do tal Corpus Christi (?), e que talvez esse seja o motivo de tantas pessoas estarem com a camiseta Marcha para Jesus, ou algo assim. Estava no metrô ouvindo MP3 quando reparo um bando de gente no vagão cantando em alto e bom som algumas canções religiosas.

O que isso tem a ver? Sei lá, como disse, senti a obrigação de escrever...

Outro assunto: ontem fiz o tal psicotécnico. PASSEI! Sério mesmo, achei que não passaria. Sou ambidestra. Imagine o estrago?

segunda-feira, maio 23, 2005

The test

"You know I almost lost my mind
I can't explain where I've been
You know I almost lost my mind
I couldn't explain the things I'd seen
But now I think I see the light
Now I think I see the light"



The Test - Chemical Brothers

São nove horas da manhã de domingo – acabei de voltar da festa Black and Glasses, do Ticomia. Pago quarenta reais - “tem até Red Label Tati, vamos!” (detalhe que eu odeio whiskie) e me preparo para a melhor festa do século.
Meia noite. Chove sem parar. Penso: coitada das garotas que fizeram chapinha... Tremo de frio. Não estou a fim de beber:

- Tô com fome.
- Tati, tome esse drinque.
- Eca...
- Como assim? Ta super fraquinho...
- Fraquinho? Meu estômago está até embrulhado!
- ...se liga Tati, como você vai tomar Red Label?
- Eu não gosto de Red Label, só de batida.
- A pior...onde você vai?
- Vou procurar o garçom pra comer.
- Comer empadinha em vez de beber? Pelo amor hein...


Procuro, procuro, e nada de salgadinhos. Fico esperando. O maldito aparece, eu como uns dez salgadinhos (no mínimo) e resolvo beber alguma coisa. “O quê, a Tati pagou quarenta pila e não bebeu whiskie com energético?!?”
Tomo um negócio de morango com vodka e leite condensado. Achei que fosse batida, mas é bem pior que isso. Tomei um copo e meu estômago começa a embrulhar. Fico enjoada e a ânsia explicita quando vejo indivíduos que eu conheço vomitando compulsivamente.
Deito no pufe e resolvo cochilar “afinal, são quatro da madruga e vou ficar por aqui até às 10 da manhã”. Acordo com um estalo somente às seis e quarenta da manhã.
Sinto uma vontade tremenda de dançar música eletrônica – “afeee Tati, ninguém gosta de música eletrônica sóbrio”. Eu gosto e até ouço em casa.

Saldo final: saio descabelada, suja, cheirando a vômito e cigarro, e com uns 150 reais a menos (roupa preta, óculos escuros, sapato, convite). Nem tudo é dark: pelo menos enfiei uma coxinha na boca de um cara que estava me enchendo o saco, dancei Breath do Prodigy e The test do Chemical Brothers. E fiquei pensativa enquanto voltava de carro pra casa: vale a pena? O que é uma festa inesquecível? Já fui em festas de república em que gastei 2 reais e me diverti como nunca. Definitivamente, glamour e bebida não são minha praia...

quarta-feira, maio 18, 2005

Just Because

Eu deveria estar estudando pra prova de Economia que será daqui a uma hora. Deveria fazer mais diagramações para o page maker - muito legal, por sinal. Deveria fazer a resenha do filme Mera Coincidência. E estou aqui, postando, como se não tivesse nada pra fazer.

Eu deveria...

* Escrever cartas para os meus amigos
* Fazer ioga
* Ver mais filmes
* Ser mais otimista
* Não pensar na maldita greve que assola a Unesp
* Parar de me sentir angustiada e paranóica
* Arrancar meu ciso

E não deveria...

* Revelar meus sentimentos nesse blog
* Continuar no orkut
* Fingir que está tudo na normalidade
* Comer chicletes
* Entrar na net todo dia

E muitas outras coisas. Muitas mesmo. Deveria falar que o céu aqui de Bauru está formidável, que o calor idem, que eu almocei bem - e não que eu estou mais angustiada que o livro Angústia. E eu sei por que estou angustiada. Mas aí é falar demais...

segunda-feira, maio 16, 2005

Pota que o pariu, que baralho

Nossa, como eu gostaria de parar de falar os malditos palavrões. É f*** pra cá, p*** que o pariu pra lá, cara*** aqui, que m**** ali... eu reparo que estou falando mais uma bost@ e mesmo assim continuo a frase normalmente.

Outros cacoetes que eu sempre falo (e odeio):

- tipo....ah, sei lá
- meu, cadê blá blá blá
- afeeeeee
- na boa
- ta ligado?
- elele

E tem outras tosqueiras que eu sempre falo, várias vezes ao dia. Será que eu consigo parar? Tarefa difícil...tipo (ah não!) promessa de ano novo.

Mudando da água pro vinho (frases batidas também são bem toscas), comecei oficialmente hoje a auto-escola. Finalmente terei minha carteira de motorista.

Por enquanto fico com a minha bike pelas ruas de Bauru – não preciso de carta, de combustível, etc.

* Ah...ontem eu fiz maratona Kill Bill volumes 1 e 2. O primeiro é definitivamente melhor do que o segundo. O volume 1 é mais Japão e video game. O 2 é mais faroeste, contudo não fica atrás.

* E no domingão eu assisti ao show do Placebo na MTV. Adoro a banda, mas o show estava literalmente ligado no automático. Nota 6 – isso que eu curti todas as músicas que eles tocaram...imagina quem não conhece? Fica nota 5.

* E ontem também (ta vendo como o meu fim-de-semana em Bauru é produtivo? Só vejo TV...) eu vi no Pânico na TV o momento histórico do programa: O Silvio Santos conhecendo o Silvio Santos – o homem do Baú. O dia mais engraçado do programa, com certeza!


sexta-feira, maio 13, 2005

ain't no mountain high enough

Dia das mães. Tudo bem que já faz quase uma semana, mas só ontem (quinta) que me bateu a saudade.

Neste momento estou chorando. E ontem chorei até soluçar quando ouvi a música Ain´t no mountain high enough - aquela da filme em que a mãe (Susan Sarandon) sofre de câncer e tem que lidar com a nova mulher (Julia Roberts) de seu ex-marido. O momento da música é aquele em que ela e os filhos começam a dançar de pijamas essa música.

Enfim, estava ouvindo rádio - nunca ouço rádio nessa cidade buraquenta - quando começa a tocar essa música. Caí em prantos. Sinto falta dos conselhos dela, das nossas saídas de carro pela cidade, das frutas que ela cortava especialmente pra mim, das nossas conversas nas longas viagens pelo interior de nosso país, dos dias em que ela reclamava da minha bagunça, dos elogios que ela me faz. Estou chorando muito em pleno laboratório da Unesp, então vou parar por aqui. Ainda bem que tá vazio e ninguém percebeu.

Só posso dizer uma coisa: você sente mais falta da família quando você percebe que eles não estão ao seu lado. Aproveitem o colo da mamãe quando a verem. Ela é a pessoa que mais te ama no mundo, com certeza.

Chega disso. Senão vou começar a soluçar aqui.

Feliz Dia das mães atrasado.


Now if you need me
Call me
No matter where you are
No matter how far
Don't worry baby
Just call out my name
I'll be there in a hurry
You don't have to worry

'Cause baby, there ain't no mountain high enough
Ain't no valley low enough
Ain't no river wide enough
To keep me from getting to you, babe

Remember the dayI set you free
I told you, you could always count on me, darling
And from that day on
I made a vowI'll be there when you want me
Some way, some how

'Cause baby, there ain't no mountain high enough
Ain't no valley low enough
Ain't no river wide enough
To keep me from getting to you, babe

And no wind (no wind)
And no rain (no rain)
Or winter's cold
Can stop me, baby (oh baby)
'Cause if you're ever in trouble
I'll be there on the double
Just send for me, baby
Oh baby

My love is alive
Deep down in my heart
Although we're miles apart
If you ever need
A helping hand
I'll be there on the double
Just as fast as I can

'Cause baby, there ain't no mountain high enough
Ain't no valley low enough
Ain't no river wide enough
To keep me from getting to you, babe

Ain't no mountain high enough
Ain't no valley low enoug
hAin't no river wide enough
To keep me from you

Ain't no mountain high enough
Ain't no valley low enough
Ain't no river wide enough
To keep me from you

Aaaahhh...
Nothing can keep me
Keep me from you
Ain't no mountain high enough
Nothing can keep me
Keep me from you
Aaaahhh...
Nothing can keep me
Keep me from you

sexta-feira, abril 29, 2005

Sleeping with ghosts




Tenho uma paixão por shows ao vivo que não cabe em mim. Credenciada, tudo certinho, e mesmo assim eu não fui ao show do Placebo. Não chorei, mas estou tão frustrada que meu único consolo é o de que um dia serei editora chefe da New Musical Express ou da Rolling Stone e todos os shows do Placebo serão devidamente assistidos por mim.

Converso com o Alan no Lelo´s e fico pensando: se eu estivesse em sampa eu iria gastar míseros quatro reais com ônibus de ida e volta. Em Bauru, gasto cerca de 60 reais com passagem/ônibus/metrô, e tenho que me preocupar com mala, como voltar, etc. Não dá.Cansei.

Transferência? Muitas vantagens...E vou morar sozinha de qualquer maneira - se meu pai for pro Japão também. E meus amigos de Bauru? Realmente, uma situação delicada. Agir por razão ou emoção?

Sim, sou cosmopolita assumida. Whatever.

Ps. Esse desabafo é ridículo, não deveria estar falando isso. Meus amigos de Bauru são maravilhosos, fico com o coração apertado só de pensar em me separar deles. Porém algumas coisas simplesmente não saem da minha cabeça. E esse show foi uma de minhas maiores frustrações...

segunda-feira, abril 25, 2005

A Ermitã

Havia meses que eu não ia para minha chácara. Não fiz nada de muito interessante, porém é aí que eu percebo o que ela tem de bom:

* posso dormir de cabelo molhado e acordar do jeito que ele ficou, ou seja, mais amassado que roupa em fundo de armário

* uso as roupas que estão em frangalhos: moletons, camisetas furadas, calças manchadas, desbotadas, chinelos nº 40 (eu calço 34) e outras regalias

* ouço todos os vinis dos Beatles, Janis Joplin, Ray Charles, Elton John, Johnny Rivers, Queen, A-ha, Duran Duran, e por aí vai

* brinco com os meus cachorros, e jogo o churrasco que o meu pai faz pra mim pra eles (opa!)

* fico lendo na varanda de manhã, usando óculos de lentes sujas porque eu dormi com eles na noite anterior

* assisto a todos os DVDs possíveis - o aluguel sai por 2 reais

* compro doces numa vendinha (a única) - todos parecem terem vencidos a validade, mas eu não me importo, porque nunca vi uma minhoca na paçoca

* como melancia, maçã, mexerica, uva, banana, laranja, e jogo todas as cascas no quintal (meu pai fica p***, e eu lhe explico que é um adubo eficiente)

*arranco as plantas que deixam o jardim feio, aparo os arbustos, arranco os matos, etc

Enfim, viro uma ermitã - sem qualquer contato com a civilização, sem me importar com a existência dos outros, sem pensar no dia de amanhã, apenas levando o tempo na calma e no relógio biológico.
As pessoas acham que eu cheguei em Bauru sem nunca ter pisado na terra, o que não é verdade, eu até gostaria de ser uma garota do campo.


Viver desse jeito é legal por um fim de semana, mas passando esse período...o tédio começa a bater: preciso ver meus e-mails, ouvir meus MP3, usar minhas roupas e lavar o cabelo. Essa é a minha vida, infelizmente.




E a música que não sai da minha cabeça:

" Her name is Rio and she dances on the sand
Just like that river twisting through a dusty land
And when she shines she really shows you all she can
Oh Rio, Rio dance across the Rio Grande"

Não ouçam essa música: ela vicia!

quarta-feira, abril 20, 2005

NO TITTLE

Estou morrendo de sono, mas resolvi postar.
Voltarei pra sampa amanhã - ou hoje - e tenho que arrumar a mala, dar uma ordem no apê, tirar o lixo, etc. Enfim, dar uma ordem nas minhas coisas. E aí eu penso: tenho que dar uma ordem na minha vida! Ela está complexa, confusa, e eu estou levando como se estivesse tudo normal, hipocrisia mesmo.

Não me sinto depressiva, isolada ou qualquer outra coisa, mas tem algo me incomodando - para bem ou para mal. Acho que não deveria estar postando isso, pois estou me expressando mal - como diz na linguagem jornalística, estou sem lead.

Talvez os ares poluídos de São Paulo me tragam algumas renovações - nem que sejam físicas, como o camaleão da música...

sexta-feira, abril 15, 2005

Dream On

Essa moça escreve bem. E ainda é só uma estudante. Update: Às vezes me esqueço de que a partir do momento que tornei este blog público, devo satisfação aos meus leitores. Portanto, vamos lá: eu quis dizer que se a moça escreve bem agora, sendo apenas uma estudante em sua área, deverá escrever ainda melhor depois de formada. É uma suposição. Ufa! Mas pra saber o que ela estuda - se ainda não ficou claro pra você -, precisa acessar o blog dela. Capisci?
Postado por Cláudia às 11:31 AM


Quem diria? Vou admitir que escolhi o Jornalismo porque sempre gostei de ler e escrever - faço diário desde os sete anos, e só agora estou publicando alguns de meus pensamentos. O que não significa que eu realmente escreva bem. O mais estranho é que ninguém da minha família gosta de ler, escrever, etc. Filho de peixe peixinho é. Posso dizer uma coisa: isso é mentira.

Não acho que escrevo melhor do que muitos de minha sala - Bruno, Goiaba, Lara, Luiza, Mari - pra citar os que eu sempre leio. Porém sei que posso evoluir, assim como todos que têm um sonho. Muito piegas e tal, mas não tem jeito: é a assim que conseguimos as coisas...

quarta-feira, abril 13, 2005

Nessa bumba eu não ando mais

Eu detesto viajar Bauru-Sampa de ônibus. É o Bauru 1 que passa de uma em uma hora, é o Prata que pára em todas as rodoviárias desse nosso interior paulista, é o Rodoserv que se acha o melhor posto do mundo, é o trânsito da Marginal (nunca sei qual é a Marginal, mas creio que seja a Tietê), é a fila imensa pra comprar passe de metrô, é a baldeação na Sé que faz todo mundo se espremer em todo mundo, é o Santa Cruz lotado de japas-que-andam-em-bando/roqueiros-que-gostam-de-evanescence/estudantes-com-espinhas, é a Luís Góes sempre perigosa...e sou eu arrastando a mala e ouvindo MP3 pra distrair.

Mas são essas viagens que me proporcionam conhecer os mais variados tipos:

* uma senhora de 73 anos que viajou o mundo todo e me contou toda sua vida

* um professor espanhol que falava sem parar e eu não entendia nada

* um cara que dormiu durante o dia, e quando começou a escurecer ele resolveu acordar e ler o jornal - só ele ligou aquela luz individual e perturbadora de sonho no ônibus todo

* uma mulher que levou seu filho pentelho no colo e ficou comendo Cheetos Bolinha, Doritos e outras tranqueiras fedidas a viagem toda

Saldo: talvez a senhora foi a mais interessante. Detalhe: eu estava indo para Santos nesse ônibus, ou seja, pelo jeito eu não dou sorte mesmo. Vou fazer como o Pingu - carona no dedão mesmo!



Sabe o que eu percebi? Que quando eu coloco fotos nos meus posts eles ficam piores! E eu sei por que: é que eu fico procurando no Google umas fotos legais e tal, e meu texto fica pobre, pobre... chega de fotos! Se bem que elas são irresistíveis...

terça-feira, abril 12, 2005

A fantástica fábrica de chocolates

Johnny Deep é o ator mais mais perfeito de todos - quem me conhece sabe que eu acho ele t-u-d-o. Vai aí uma lista de filmes em que ele está mais bonito...

1- Blow - Profissão de risco - loiro e drogado
2- Don Juan - sem comentários para o maior conquistador do mundo
3- Chocolate - hum...
4- Piratas do Caribe - lápis no olho sempre realça a beleza
5- Último Portal - ele tá horroroso, mas o filme é muito bom

E a fantástica fábrica de chocolates...chocolate de novo!



E a mulher mais perfeita de todas - Catherine Zeta-Jones...




1- Chicago - sem comentários, seu melhor filme, e a sua beleza estonteante
2- Armadilha - bem no começo da carreira
3- Doze homens e outro segredo - aquele cabelo caiu como uma luva nela
4- A máscara do Zorro - filme ruim...mas quem se importa?
5- Os queridinhos da América - nada de especial, mas precisava terminar esse top 5

domingo, abril 10, 2005

Don´t leave now

Esse post é esclarecedor: explicarei o título do meu blog. Don´t leave me now é uma música da melhor banda de todos os tempos - Pink Floyd (se bem que agora estou em dúvida - será Beatles realmente melhor?). Explico: estava tomando banho quando ouvi Hard Days Night. Cara, como essa música é boa - a melodia, a letra, tudo! É que Pink Floyd é mais rebuscado (como diz minha mãe) ou pretensioso (como diz o Rafael). Tanto faz.



Fiquei um tempão procurando uma foto em que o Rick Wright estivesse bonito. Mesmo assim eu acho ele perfeito - ele é o segundo da esquerda pra direita.

O que importa é que meu vício terminou, e não estou mais viciada em uma banda específica, mas em várias: Placebo, The Killers, Beatles, Smashing Pumpkins, e os cantores David Bowie e Bjork.



The Killers - finalmente uma foto deles...

quarta-feira, abril 06, 2005

ewige glön von eine erinunglos meinung

Tentei postar inúmeras vezes, porém não consegui. Reli de novo meu post e percebi: realmente, esse aqui está uma droga...e o deletei, simples assim.



Já pensou se minha mente fosse assim - vou deletar tal fato, tal pessoa, tal local. Não seria demais? Ou não (como diz Caetano), porque as pessoas não seriam mais chamadas de cínicas ou hipócritas, uma vez que elas simplesmente não lembram de você, do acontecimento, do lugar supostamente “especial”.

Ou então vou pensar de maneira ICQ (nossa, essa foi da idade da pedra – mas era melhor que msn em alguns aspectos): vou ficar invisível, só as pessoas que eu estimo que saberão de minha existência. Por que ainda não inventaram isso? Ou seja, não existe perdão – aprontou, está deletado.

Chega de metalinguagens. Vou fazer uma lista ridícula de pessoas que poderiam ser deletadas sem medo:

1- Bush (esse é óbvio)
2- Renato Russo (mas ele não morreu? Sim, contudo as músicas ficaram...arg!!!)
3- Maluf (por que ele AINDA não foi preso?)
4- Dado Dollabela (o que esse ser faz da vida? Honestamente eu não sei. Devo ter cuidado, pois ele pode me bater)
5- Xuxa (a mulher da lista. Por que ela não cuida única e exlcusivamente da Sasha, em vez de querer educar – deseducando - nossas gerações futuras?)


Pra que colocar o Bush? Ele é gente?

Ps1: a tradução do título do post é Brilho Eterno de uma mente sem lembranças (talvez) - em alemão
Ps2: quem traduziu foi o meu bixo Gabriel (o bixo da Lara)