segunda-feira, maio 14, 2007

Péssima Miss Sunshine


O deadline passou, mas só ontem à noite que eu assisti ao Pequena Miss Sunshine.


Deixando de lado que o longa é uma imitação barata do clipe do Blind Melon -No rain (que conta a história de uma garotinha meio desengonçada que quer ser reconhecida), bem como do estilo de um dos meus diretores favoritos, Wes Anderson, o filme inicialmente me agradou. Mas os erros começam:


- por que a família inteira teve que ir na Kombi, sendo que eles tinham outro carro? Tio suicida? Filho revoltado? Honestamente, eles não queriam ir e a desculpa para os dois irem à viagem e seu consequente convencimento foram tão rápidos que não permitiu que o telespectador pensasse e considerassem a idéia plausível. Aliás, perceberam a rapidez da decisão de ir ao concurso?


- a dança no palco. Clichê? Vergonha Alheia? Filme anos 80?Um pouco de tudo isso.


- o cara é daltônico e não sabia? Onde ele estudou? Em casa? Se ele tivesse ido à escola, com certeza depararia com uma situação em que deveria ter noção da diferença entre cores...


- o vô morre, fica fedendo no carro e a funerária não cobra nenhuma daquelas documentações como fora cobrado no hospital...


- a filha dançando daquele jeito. Me poupe mas, sem querer ser moralista, dava pra ela ter dançado ridiculamente sem fazer strip tease.


- quanto ao estilo Wes Anderson. Pra quem não sabe, Wes Anderson dirigiu o filme Excêntricos Tenembauns - estética amarelada, família bizarra e grande, suicídio. Mera coincidência? Deu pra perceber nitidamente suas influências (não seriam imitações?).


Não gostei mesmo, o filme é um lixo.

Nota 3 pelas vezes em que eu ri (um pouco)


3 comentários:

m. disse...

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH
PÉSSIMA MISS SUNSHINE, ADOREI, TATEEEE, VC É MINHA ÍDOLA!!!

queria conversar com vc sobre esse lance das ideologias...
e agora quero ler o livro, vou pegar na biblioteca depois do artigo do mauro.

bjos amor
=***

Fernando Barone disse...

Ei, eu só descobri que sou daltônico com quinze anos... isso acontece mesmo!!

Bruno Espinoza disse...

eu gostei de Miss Sunshine.

Assisti a Excêntricos Tenembaus e não vejo tanta semelhança. Acho que se formos ficar agarradinhos à discussões nesses âmbitos, a tão falada originalidade da criação artística, seja na música em todos os seus períodos, seja na literatura, na própria evolução do romance moderno, tudo que sucede o primeiro (e será que o primeiro é o primeiro?) será descartável.

E quanto aaos aspectos formais, nem Shakespeare escapou dos seus "furos". Pessoalmente, esses "erros" podem desagradar quando estamos fissurados, enlouquecidos com a veracidade, com a coerência, como se a vida e as histórias sobre ela assim fossem: coerentes. Pois bem, se ela não é, o que diremos das suas representações, alegorias, caricaturas que são a própria justificariva para o cinema e a dramaturgia?
Sim a verosimilhança. Apenas a ela.

É o que penso.