Depois de ver esse filme, a única vantagem que eu vejo nesse capitalismo atual é que, pelo menos, tem gente contra isso (e que se manifesta!). Fiquei chocada, chorei, pensei, fiquei com vontade de chutar tudo. Mas me controlei porque estava no meio da aula de sexta à tarde.
Tive de sair antes do debate para atendimento individual. Uma tristeza, um lixo, pensar no próprio umbigo o tempo todo.
E parece que esse tempo todo tem que ser o tempo todo, porque senão alguém te passa a perna. A universidade é apenas o protótipo do mundo real, cruel, perverso. Pelo menos é isso que ouço quando vou a São Paulo e vejo que gente super competente, com currículo e tudo, e desempregada.
Gente que se formou na USP e trabalha temporariamente.
A cada dia me dá mais medo, porque parece que a gente é ensinada a não acreditar em nada, em ninguém.
O filme retrata a pobreza e sua semelhança com a escravidão. Nada mudou? O filme aparenta que não. Embora Sérgio Bianchi escolha com pouco critério seus atores (tem vários péssimos, dignos do Framboesa de Ouro), o roteiro compensa e muito.
Aí eu volto pra casa, como, leio Piauí deitada na cama...rotina. Pra quem pensar nisso mesmo?
Fim da cracolândia?
Há 9 anos

Um comentário:
O filme é realmente um soco no estômago, embora já esperasse isso do Bianchi... o meu susto foi maior ao assistir "Cronicamente Inviável".
o jeito é viver... ou melhor, tentar sobreviver.
beijos
se cuida!
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