Ainda não é Tóquio. Paris mesmo.
Para todos que aguardam por informações diretamente de Tóquio...
Bem, cheguei cansada, porém normal, no Japão. O calor aqui está forte, contudo nada diferente de Bauru, em janeiro, ao meio dia. Sério: bauruenses aguentam fácil o calor daqui. O engraçado é que a lembrança que eu tinha da outra vez que fui ao Japão é de um país frio, com pessoas frias e acanhadas. Mas o calor muda tudo: o povo anda mais descontraído, suando. Uma visão atípica do Japão, visto que, por aqui, o tempo está mais para frio do que calor.
Em Paris, conheci uma japonesa que dá aulas de inglês – sim, ela é uma das poucas japonesas que falam inglês com bastante habilidade. Ela me ajudou a entender um pouco seu povo antes de eu “enfrentá-los”.
No avião, eu vi dois filmes: Penélope e 21. Alguém já ouviu falar neles?
Ainda estou com cólicas de ansiedade, acho.
Hum...Tóquio é igual aos outros lugares do Japão, mas é mais apertado e lotado de gente. Ainda quero passar em Hoppongui – com suas baladas para gringos – e também em Akihabara, o principal centro de tecnologia de Tóquio.
Acordei umas cinco da manhã hoje, e estou escrevendo às seis. Pior é saber que, desde a última vez que tive consciência de datas, eu estava na segunda feira. E hoje já é quinta.
O quarto do meu hotel é bastante apertado. Para se ter uma noção, não tem mesa, e eu tenho que escrever em cima da cama. Quer dizer, tem uma mesa. Embutida, como quase tudo no Japão.
Hum...como eu já vim para cá, não sei direito o que seriam novidades ou coisas batidas. Tirar o sapato foi um hábito que eu quase esqueci.
E, sim, o arroz japonês é o melhor do mundo.
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