
Sei que muitos leitores não estão interessados no assunto, mas o caso envolvendo os jornalões e o blog da Petrobrás está dando o que falar. Não leio a Folha versão impressa – por razões geograficamente óbvias – mas acompanho o jornal em sua versão online e notei um aumento nas denúncias envolvendo o PT e a estatal Petrobrás.
O mais interessante é ver que o outro lado também está sendo lido e discutido, ou seja, que a Petrobrás está se manifestando em tempo real por meio do seu blog, não precisando enviar explicações via “Painel do Leitor” e ainda esperar que o jornal deixe o outro se manifestar.
O jornal, obviamente do jeito que se encontra, está chegando ao fim. O mesmo não se aplica ao formato revista, porque, querendo ou não, a experiência do usuário é totalmente diferente no caso desta em relação a aquela.
De qualquer forma, considero que o jornal, se não tornar-se analítico e mais aprofundado, simplesmente irá desaparecer. Isso é bem óbvio.
Eu sou macaca velha e amo jornal impresso, sobretudo porque não suporto ler matérias longas no computador.
...
Mas, para não solamente falar mal dos veículos jornalísticos, confesso que, depois de mais de três meses sem ler um jornal de verdade em português, fiquei impressionada com a qualidade dos textos do caderno Aliás, do Estadão.
Um dia, quero escrever como os articulistas daquele caderno.
Fim da cracolândia?
Há 9 anos

2 comentários:
eu realmente fico triste pensando no fim do jornal...
e assim como vc tbm nao gosto de ler coisas longas no computador...
ah...
beijos
Não acho tão óbvio assim. Toda cidade pequena tem, no mínimo, um jornal que exerce influência política muito forte. Nas grandes metrópoles, os jornalões, ruins do jeito que são, ainda sim pautam todos os outros meios. Até nos meios alternativos, se você tem um veículo impresso, o respeito é maior.
Beijo
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