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quarta-feira, agosto 20, 2008

Casa e bicicleta

Bela cena de japoneses olhando uma obra brasileira

Escadaria do Museu de Arte de Toyota

Comi várias coisas extremamente estranhas, com certeza o extremo do transgênico. Uma pêra em forma de maçã verde - que tem gosto de algo que, definitivamente, não é pêra nem maçã. Umas uvas minúsculas, porém gostosas.

O bom é que eu posso comer, aqui, coisas que seriam caras no Brasil, como kani, shitaki, shimeji, arroz japonês, manju, entre outros.

Por outro lado, fico morrendo de arrependimento por pagar algo em torno de 4 reais por uma maçã.

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Dei uma faxinada na minha vida.

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E esqueci de falar: faz uns quatro dias que estou andando diariamente de bicicleta. Uma das melhores coisas de se fazer, principalmente no Japão. Obviamente, como não poderia deixar de ser, me perdi por umas 2 horas. Entenda: o Japão é igual o tempo todo, e basicamente as ruas não possuem nomes. Sem GPS ou memória, impossível.
Mas andar por aqui é coisa de outro mundo.

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Só ontem que eu posso chamar minha casa de "casa". Isso porque, finalmente, consegui arrumá-la de vez, e deixa-la relativamente apresentável. Até então, a toalha ficava na cozinha, os jornais no quarto e os livros espalhados por aí.

Aliás, por falar em livros: li as histórias em quadrinhos "Desista", do Kafka, presenteado por Dacax. Excelente.

E agora estou lendo razões de estado (tudo minúsculo mesmo), do Chomsky. Denso e esclarecedor, mas ainda faltam umas 400 páginas para terminar.

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Entrevistei o Moreno Veloso, filho do Caetano Veloso, em um show dele em Toyota (Aichi). Tinha até uma exposição muito boa sobre o Brasil, em homenagem ao Centenário. Tirei umas fotos, postadas aqui.

Japas olhando a exposição Florescendo Brasi-Japão

sexta-feira, março 28, 2008

Meus joelhos!

Eu fui ao médico marcar consulta. Até aí, tudo bem, fui de bicicleta e tal...
Qual não foi minha surpresa que eu caí no MEIO da Ricardo Jaffet (para se ter uma idéia, essa avenida é a que vai para o litoral sul), ao tentar subir uma guia da calçada. Doeu, mas nem tanto. Eis o resultado:




Para piorar, ainda usei uma sandália que estragou os meus calcanhares, mesmo com o uso de curativos. Não vou mostrar meus calcanhares, porque as fotos que tirei ficaram bem ruins...
Estou me sentindo uma criança de dez anos que não sabe brincar.

Depois dessa semana deliciosa, que venha o final de semana. Se bem que amanhã eu acordo antes das seis da manhã porque tenho aula de japonês.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Viver em São Paulo é vida loka

O prefeito Kassab resolveu limitar o trânsito dos motociclistas nas marginais. Para quem anda de carro, um alívio. Para os motoristas de ônibus e caminhão, também. Mas para os milhares de motoboys, tal medida vai ser um caos.

Depois que assisti o documentário Motoboys – vida loca (2003, de Caíto Ortiz), minha visão dos motoqueiros mudou drasticamente: eu também tinha aquela visão paulistana e deturpada de que os motoboys só atrapalhavam o trânsito, além do medo que eles provocam (sobretudo quando nós, pedestres, tentamos atravessar a rua fora da faixa).

Vale a pena ver esse documentário. Hoje, me policio totalmente quando vem aquele pensamento “que saco esses motoqueiros!”. Afinal, eles fazem parte daquela parcela da população com pouquíssimas perspectivas de um emprego decente e bem remunerado. Além do mais, como muitos falam no próprio filme, sem os motoboys, a cidade não anda. E não anda mesmo (já demorei 45 minutos para chegar a um trajeto que demoraria, no máximo, 10 minutos – a pé, demoraria uma meia hora).

Agora, vamos à minha experiência sob duas rodas: quando ando pela cidade, vejo raríssimas mulheres andando de bicicleta pela cidade. Mas eu, como amante de uma bike, não deixei de dar meus rolês pela cidade. E confesso que é tão, mas tão perigoso, que sempre conto as vezes em que quase morro atropelada. O mínimo foi duas vezes, e o máximo, oito vezes.

Para minha felicidade (e sobrevivência), meu namorado Alberto me deu um capacete para eu andar de bicicleta. Ainda não o estreei, porque normalmente ando de bicicleta somente nos finais de semana. Será o santo capacete que me salvará dos caminhões e ônibus loucos (esses sim, quase sempre são os responsáveis pelos aperreios que passo)!

E que saudades de Bauru, pois foi em cima da minha bike que eu conheci tudo que conheço na cidade mais quente que já morei.





Ps: todas as fotos sao tiradas por mim.






Eis meu capacete novissimo!

sexta-feira, abril 27, 2007

Um dia bizarro

Ontem foi um dia bizarro da minha vida bauruense. Um dia excepcional, posto que ocorreram coisas extremamente excepcionais.
Eis um cronograma:
8:50
- chego em frente à bica da USP para fazer o protesto de "enterro" da Unesp para o Pinotti, que ia dar uma palestra na USP. O dito-cujo não apareceu. Ficamos revoltados, mas resolvemos protestar de preto assim mesmo. Entramos no Congresso de Educação, nos cadastramos gratuitamente e recebemos uma bolsa com diversos brindes.

10:30
- entramos na palestra e esperamos um pouco para começar o protesto de maneira pacífica. Contudo, o intervalo foi dado e a gente foi fazer uma boquinha com quitutes da padaria Copacabana - a melhor de Bauru.

11:00
- realizamos o protesto, com um enterro na palestra. Foi legal, mas nem tanto.

12:00
- vou pra casa, estudo. E descubro que terá outra boquinha às três da tarde. Resolvo aparecer lá um pouco antes, para disfarçar. Entretanto, a palestra estava tão boa - melhor do que a maioria das palestras que eu fui - que resolvi ficar até o final.

15:30
- o Goiaba e o Ênio chegam, com suas respectivas bolsas de abastecimento de salgadinhos - "para a janta e a ceia pós-festa". Ri tanto com as peripécias de "furtar" salgadinhos da Copacabana junto com o Goiaba, a Yumi e o Ênio, que chorei de rir.

17:30
- resolvi fazer exercícios noturnos com a finalidade de digerir os milhares de salgadinhos de palmito com ricota, bolo de cenoura, 4 copos de suco de laranja, além do cafezinho. Peguei minha bicicleta e dei uma volta por aí. Contudo, começou uma chuva absurda, a ponto de eu não enxergar mais nada e entrar no supermercado encharcada. Nunca tomei tanta chuva na minha vida bauruense...

00:45
- fui à festa de jornalismo noturno. Foi legal, bebi uma batida horrível e uma cerveja pior ainda. Discuti com meu namorado, mas isso não é bizarro, é relativamente normal.

The end.