Acho que nunca passei tanto perrengue com dinheiro na minha vida, e nunca senti tanto na pele como é “estar sem grana”. Ok, gastei muito mês passado, minha bolsa Fapesp também acabou mês passado, e este mês estou capengando
Algumas modificações significativas se deram neste mês, mas devo destacar as mudanças alimentares:
- estou comprando pão de forma tradicional, em vez do integral;
- estou priorizando o chá ao leite, uma vez que este está 50% mais caro;
- não compro mais futilidades, como doces, frutas caras e verduras que estragam rápido (demoro muito para comer as coisas, e elas acabam estragando);
- procuro comer sempre em casa, e já cheguei a ficar três dias almoçando e jantando arroz e feijão, sem me sentir subnutrida ou enjoada.
Quanto a este último tópico, sempre fui assim, desde criança. Lembro de ter ficado cerca de uma semana comendo somente arroz e feijão (no almoço e no jantar. Detalhe: eu não tomava café da manhã), sem qualquer enjôo no meu paladar.
Pensando um pouco com meus botões, percebo que praticamente só como a mesma coisa: pão na chapa, chá, café com leite, pão com queijo quente, arroz, feijão, suco em pó, maçã e banana. Eu simplesmente não vivo sem estes itens vegetarianos. Considerando que não são alimentos caros, posso sobreviver com certa tranqüilidade (ainda que subnutrida) com pouco dinheiro. Além do mais, lembrando a frase do milionário e corrupto Daniel Dantas, que saiu na Piauí, a respeito de “aprimorar o paladar”: “acho uma aporrinhação esse negócio de apurar o paladar. Se consigo gostar de um vinho que encontro em qualquer lugar, porque vou arrumar meu paladar e só ter prazer quando tomar uma coisa rara, de altíssima qualidade? È um contra-senso. É muito mais fácil eu gostar de qualquer coisa”. Concordo.
