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quinta-feira, setembro 13, 2007

Money Get Away

Acho que nunca passei tanto perrengue com dinheiro na minha vida, e nunca senti tanto na pele como é “estar sem grana”. Ok, gastei muito mês passado, minha bolsa Fapesp também acabou mês passado, e este mês estou capengando em dinheiro. No entanto, nunca tive de mudar tão radicalmente meus hábitos – o que me dá um certo deleite, pois tenho algum prazer em mudar minha vida, ainda que nos detalhes.

Algumas modificações significativas se deram neste mês, mas devo destacar as mudanças alimentares:

- estou comprando pão de forma tradicional, em vez do integral;

- estou priorizando o chá ao leite, uma vez que este está 50% mais caro;

- não compro mais futilidades, como doces, frutas caras e verduras que estragam rápido (demoro muito para comer as coisas, e elas acabam estragando);

- procuro comer sempre em casa, e já cheguei a ficar três dias almoçando e jantando arroz e feijão, sem me sentir subnutrida ou enjoada.

Quanto a este último tópico, sempre fui assim, desde criança. Lembro de ter ficado cerca de uma semana comendo somente arroz e feijão (no almoço e no jantar. Detalhe: eu não tomava café da manhã), sem qualquer enjôo no meu paladar.

Pensando um pouco com meus botões, percebo que praticamente só como a mesma coisa: pão na chapa, chá, café com leite, pão com queijo quente, arroz, feijão, suco em pó, maçã e banana. Eu simplesmente não vivo sem estes itens vegetarianos. Considerando que não são alimentos caros, posso sobreviver com certa tranqüilidade (ainda que subnutrida) com pouco dinheiro. Além do mais, lembrando a frase do milionário e corrupto Daniel Dantas, que saiu na Piauí, a respeito de “aprimorar o paladar”: “acho uma aporrinhação esse negócio de apurar o paladar. Se consigo gostar de um vinho que encontro em qualquer lugar, porque vou arrumar meu paladar e só ter prazer quando tomar uma coisa rara, de altíssima qualidade? È um contra-senso. É muito mais fácil eu gostar de qualquer coisa”. Concordo.