
Eis que minha saga do sem dinheiro continua. Eu, que desesperadamente precisava de um capital de giro (até parece, na verdade eu precisava é de dinheiro mesmo), procurei um emprego inusitado: em um restaurante japonês chamado Tayu - por sinal, o mais chique da cidade.
Só que, lendo os comentários deste blog, descubro tardiamente que tenho mais um mês de bolsa Fapesp, como a Lara felizmente me avisou. Acontece que já fechei um "contrato verbal" com o Toninho, chefe dos garçons, e agora tenho que trabalhar por, pelo menos, um mês. Um mês sem finais de semana, andando sete horas sem parar e carregando copos, pratos quentes, couverts e etc para a elite bauruense.
Até que gostei do trabalho, tirando o fato de que nem vejo mais ninguém, não consigo continuar a ler Harry Potter e meus pés latejam de tanta dor. Além disso, meus pés estão praticamente enfaixados, de tantos esparadrapos que coloco nos coitados (se meu ortopedista ler isso, ele me mata, porque tenho que fazer uma cirurgia nos dois pés).
MAIS
Não, ainda não derrubei nenhuma bandeja ou copo.
Sim, já comi sushi e sashimi.
Não, não dá a menor vontade de comer enquanto se está trabalhando, tamanha a correria.
Meus superiores são Ok.
Tem um bicho meu de Jornalismo que também está capengando.
Descobri como levar bandejas cheias.
Chego em casa, tomo banho e capoto.
Não sei se isso é vida - como eu aceito ser explorada desse jeito?
domingo, setembro 16, 2007
Garçonete
Leu mesmo?
Tatiana Aoki
às
16:10
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Marcadores: dinheiro, restaurante., Tayu, trabalho
quinta-feira, setembro 13, 2007
Money Get Away
Acho que nunca passei tanto perrengue com dinheiro na minha vida, e nunca senti tanto na pele como é “estar sem grana”. Ok, gastei muito mês passado, minha bolsa Fapesp também acabou mês passado, e este mês estou capengando
Algumas modificações significativas se deram neste mês, mas devo destacar as mudanças alimentares:
- estou comprando pão de forma tradicional, em vez do integral;
- estou priorizando o chá ao leite, uma vez que este está 50% mais caro;
- não compro mais futilidades, como doces, frutas caras e verduras que estragam rápido (demoro muito para comer as coisas, e elas acabam estragando);
- procuro comer sempre em casa, e já cheguei a ficar três dias almoçando e jantando arroz e feijão, sem me sentir subnutrida ou enjoada.
Quanto a este último tópico, sempre fui assim, desde criança. Lembro de ter ficado cerca de uma semana comendo somente arroz e feijão (no almoço e no jantar. Detalhe: eu não tomava café da manhã), sem qualquer enjôo no meu paladar.
Pensando um pouco com meus botões, percebo que praticamente só como a mesma coisa: pão na chapa, chá, café com leite, pão com queijo quente, arroz, feijão, suco em pó, maçã e banana. Eu simplesmente não vivo sem estes itens vegetarianos. Considerando que não são alimentos caros, posso sobreviver com certa tranqüilidade (ainda que subnutrida) com pouco dinheiro. Além do mais, lembrando a frase do milionário e corrupto Daniel Dantas, que saiu na Piauí, a respeito de “aprimorar o paladar”: “acho uma aporrinhação esse negócio de apurar o paladar. Se consigo gostar de um vinho que encontro em qualquer lugar, porque vou arrumar meu paladar e só ter prazer quando tomar uma coisa rara, de altíssima qualidade? È um contra-senso. É muito mais fácil eu gostar de qualquer coisa”. Concordo.
Leu mesmo?
Tatiana Aoki
às
16:12
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