Sem dúvida, foi meu maior mico do Japão até agora!
Eu comprei uma cadeira de escritório ontem. Montei a cadeira, no maior cansaço, com ajuda do parceiro Gilberto. Até aí, tudo certo. Eis que, ao testá-la, ela simplesmente era péssima: torta, baixa, e ruim demais para escrever em frente ao computador. Insisti, insisti, e o Gilberto concordou: vamos trocá-la na loja japonesa.
Detalhe: como eu vou falar para o funcionário da loja que a cadeira é desconfortável, o encosto é ruim, etc? Fiz o mais óbvio: anotei a frase QUERO TROCAR ISSO (ou seja, NANIKA O HOKA NO MONO TO TORI KAERU, em japonês) no caderninho, pegamos a cadeira e fomos para a loja.
Chegando lá, surpresa: a loja estava fechando! Corremos, com uma cadeira imensa nos braços, antes que a loja fechasse...
Descrição da cena:
TATI: Sumimasen! (COM LICENÇA). NANIKA O HOKA NO MONO TO TORI KAERU...
FUNCIONÁRIO: ?? Por que? (ele falou algo assim, pelo que eu entendi)
GILBERTO: ...
TATI: ...
Aí, começa a descrição. Foi mímica pra cá, mexe na cadeira para tentarmos explicar, e nada do japonês entender. Aí, começou o pior. A pior coisa que se pode acontecer no Japão: eu tive um ataque de riso. Não conseguia conter, ria sem parar, na frente do funcionário. Ele começou a ficar bravo.
TATI: hahahhahhahh
GILBERTO: Tati, pára de rir! Não pode!
TATI: AUHAUHAUHAUHAHUAHHUAUHAUH
FUNCIONÁRIO: ????
No final, o cara pegou a cadeira, e a levou para um outro lugar. Uma japonesa pegou a cadeira, a nota fiscal, e devolveu o dinheiro para mim. E eu, rindo.
Na saída, o Gilberto manda eu ficar quieta. Acabei rindo até o caminho de casa...Não volto lá por um bom tempo - ou até eu tingir o cabelo e o inverno chegar.
(Isso que o Gilberto implorou para que eu não citasse o nome dele neste dia fatídico)
Fim da cracolândia?
Há 9 anos
