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segunda-feira, março 03, 2008

Agoracabou


Que triste que são os finais. Eu detesto despedida, e essa formatura foi uma espécie de vulcão, que passou muito rápido e deixou marcas profundas em mim.

Na volta para São Paulo fiquei pensando no dia-a-dia da faculdade. E, pela primeira vez, tive certeza: minha vida nunca mais será tão legal como foi nesses quatro anos. De fato, corroboro a afirmação de que a universidade corresponde aos melhores anos de nossas vidas. Porque, depois, nossas preocupações crescem cada vez mais, e deixamos de lado várias coisas que construímos durante a faculdade: amigos, conselhos, ideais, festas e encontros.

Durante a colação fiquei bastante emocionada, e foi difícil conter as lágrimas. Já durante a festa eu estava extremamente feliz para chorar.

Vou colocar, sucintamente, os dez melhores (ou mais marcantes) momentos de Bauru:

- o dia em que viajamos eu, Bruno, Cacá, Jaime e Thybor para Piracicaba: o carro quebrou, dormimos na rua, e a aventura foi tão marcante que sempre me lembro dela...

- o churrasco dos bixos: dia em que conheci diversas pessoas que se tornaram grandes amigos ao longo da faculdade

- a RPinga de 2005: melhor festa de república que fui. A festa foi, basicamente, eu e o Rafa cantando e dançando por mais de cinco horas sem parar!

- a nossa segunda festa da Burguer King. Organizada, lucrativa, unida, e de muito sucesso!

- a greve das universidades em 2007 e a ida à ocupação da USP: um intensivão de política em cerca de dois meses...

- Universitário: no primeiro ano, só me lembro do melhor prédio que morei. Mari, Rafa, Bruno, Goiaba, Mineiro, André, Taty, Caco, Plínio, Marquinho, Filipe, Tera, Teruo, e mais um monte de gente que coloriu minha primeira fase de Unesp.

- o dia em que comecei a namorar o Alberto: logo em seguida, todo mundo já estava sabendo...

- última visita a Penápolis: Thybor me dá um tapão no braço, muita canseira e sentimento de fim entre eu, Lara, Vera e Thybão.

- viagem ao FSM 2005: o dia mais quente da minha vida, a viagem inesquecível com pessoas inesquecíveis.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Agora e pra valer

Oficial: a partir do dia 15, sou uma paulistana novamente. Ou antes, mas nao depois.
Se estou triste por ir embora? Estou, porque significa que uma etapa da minha vida acabou. Mas ao mesmo tempo sei que nao quero mais estar na graduacao. Cansa muito.

Agora, sou uma recem formada. Nova vida, novos problemas.
Sao Paulo, tremei.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Sem retorno

Estava olhando as fotos de antigos churrascos de nossa sala, e reparei como as coisas mudaram: se antes, as garotas usavam minissaias, hoje usam minishorts. Reparou a quantidade de garotas que estão usando shorts pelas ruas?
Há uns três anos atrás, eu só usava shorts para ficar em casa e para andar de bicicleta. Hoje, esses shorts que ficaram mofando em minha gaveta estão disponíveis para encarar inclusive uma balada...

Mas a questão que ficou também ao olhar essas mesmas fotos foi a seguinte: como mudaram as pessoas também! Uns ficaram mais gordos, outros mais magros, e a maioria....mudou de amigo. Mudou de turma, de convivência, de prioridade.

Não sei exatamente o que isso significa - se é um sinal da fragilidade das relações interpessoais, ou se as pessoas mudam tanto, mas tanto, que, em quatro anos, ninguém se reconhece mais.

O mais engraçado é que, daqui a uma semana, estará tudo acabado: TCC, trabalhos, faculdade.
Os supostos melhores anos da vida que vão e não voltam mais.

segunda-feira, outubro 29, 2007

Um congresso pela coxinha

A pedidos (não é Lara?), vou escrever rapidamente sobre o melhor Congresso da Unesp: o CIC, Congresso de Iniciação Cientifica da Unesp, realizado nos dias 25 e 26 de novembro.
A minha área, de Humanas, aconteceu em Araraquara.
Depois de lead burocrático, vamos ao que interessa: as coisas bizarras que aconteceram durante esses dois dias.
Eu, a Verônica e a Lara (personagens principais da trama. Conto por quê: além de fazermos pesquisas juntas no mesmo grupo, somos amigas) chegamos à Unesp às 4:40 da madrugada. Esqueci, a Lara não. Ela acordou atrasada e chegou de mototaxi, molhada de chuva.

Chegamos ä cidade de Zé Celso, morrendo de sono. A viagem de três horas até que foi rápida, considerando que todos no ônibus roncaram do começo ao fim da viagem.
E em Araraquara começa a confusão, porque estávamos todos com fome, sede, etc. Acontece que todos os 500 participantes de todos os campi da Unesp estavam com fome também.

Ainda bem que tinha o famoso coffee-break (por que a universidade pública adotou esse estrangeirismo ridículo? Não entendi) para alegrar a galera. E o coffe-break era estranho: tinha coxinha, quibe, torta de frango e laranjada. Não, eu não quis dizer que era um coffee-break de pobre, mas vocês não perceberam que coxinha, quibe e torta de frango não são alimentos a serem consumidos às oito da manha, são?
Enfim, mas a fome era grande, justificável. E os garçons foram literalmente atacados pelos estudantes que queriam comer.

Eu e minhas companheiras temos de admitir que, logo após a comilança (comi três coxinhas e um pedaço de bolo), voltamos ao ônibus para dormir. Justificativa: estava chovendo, frio, sono, e um pouco de desinteresse.

Acordamos, enrolamos um pouco pelo campus, e fomos almoçar no RU. Já desanimou, porque tinha uma fila de 40 minutos para comermos a seguinte refeição: espetinho de frango, polenta esquisita, arroz azedo, feijão sem tempero, um monte de tomates. E só.

O que os congressistas pensaram? “A comida do almoço é ruim, não vai ter janta incluída. O que fazer? Comer um monte de coxinhas no coffee-break!”.
Eu pensei isso, pelo menos. Acontece que não fui a única a pensar desse jeito. Às três da tarde, outro coffee-break. E o ataque às coxinhas foi mais violento: os garçons mal podiam passar que eram atacados pelos devoradores de coxinha. Dava para ver a irritação dos garçons diante da selvageria provocada pelos universitários.

Depois de um dia chato, fomos ao alojamento. Umas 350 pessoas para um chuveiro quente. Fiquei mais de uma hora na fila para tomar uma ducha com vários besouros voando em volta de mim.

Como ninguém é de ferro, eu, Verônica e Lara fomos tomar uma cerveja com amendoim frito e gorduroso. Conversamos sobre nossa pesquisa, astrologia, e etc. Fomos dormir, porque no dia seguinte teríamos de acordar às seis da manhã.

Acordamos, e o cardápio do café da manha? Pão com manteiga genérica, laranjada, bolo de caixinha e café azedo.
Ninguém comeu com vontade, imaginando que o coffe-break nos alimentasse devidamente (a Lara não pensou isso, porque ela é vegetariana. Aliás, parabéns à organização por fazer tudo com frango. Com certeza fizeram um acordo com um frigorífico para a alimentação do CIC, dispensando os vegetarianos).

Chegada a hora, uma surpresa: seguranças ao lado das mesas, para evitar que os estudantes se aproximassem antes de os garçons terem servido tudo. Palavras do segurança: “a gente vai gritar JÁ quando estiver liberado. Aí vocês vão poder disputar entre vocês”.

Parecia mais uma cena do Animal Planet. Animais famintos esperando atacar a presa (a coxinha, no caso). Ao soar do sinal, o ataque a coxinhas, torta de frango, quibe sem carne moída (como eu disse, o contrato com o frigorífico não incluía carne, obviamente) não durou mais de 1 minuto.

Nesses dois dias de vandalismo, eu, com minha destreza, só consegui pegar uma coxinha nesse último coffe-break. Mas teve gente que comia três salgados de uma vez, mordia um pedaço de bolo e segurava um copo de suco, tudo junto. Para não perder a boquinha, claro.

Após esse saldo alimentar tão negativo – ainda mais comparado ao Congresso de Extensão que eu tinha ido semana passada -, veio a boa: o trabalho da Verônica foi considerado um dos dez melhores!
Nossa pesquisa rendeu frutos!
Ah é, o parecerista da Fapesp curtiu também o nosso trabalho. Mas eu ainda não li o parecer, portanto, não posso comentá-lo.

quinta-feira, outubro 18, 2007

Congresso


Acabei de chegar do Congresso de Extensão Universitária da Unesp, com a temática da violência. Foi um tema até que interessante, mas o melhor mesmo foi a estrutura do congresso:

- seis refeições diárias

- coffee break

- coquetel com bebidas e salgadinhos na faixa

- piscina, sauna, salão de jogos, etc
- show com Demônios da Garoa
Achei que ia ser chique, pois já tinha visto no site o hotel Majestic , em Águas de Lindóia. Mas foi muito mais chique do que eu pensava, e acabei lembrando dos gastos inúteis do dinheiro público...Embora meu projeto, o programa Raiz Social da Rádio Unesp Virtual, não tenha ganhado o prêmio, me diverti muito e até que aproveitei o congresso.

Semana que vem vou a outro congresso: o CIC, de iniciação científica. Outro trabalho, outra estrutura de congresso, pois, além de eu ficar em um alojamento com colchonete e etc, vou comer no RU.


Fiquei mal acostumada!...