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quinta-feira, novembro 29, 2007

Sem retorno

Estava olhando as fotos de antigos churrascos de nossa sala, e reparei como as coisas mudaram: se antes, as garotas usavam minissaias, hoje usam minishorts. Reparou a quantidade de garotas que estão usando shorts pelas ruas?
Há uns três anos atrás, eu só usava shorts para ficar em casa e para andar de bicicleta. Hoje, esses shorts que ficaram mofando em minha gaveta estão disponíveis para encarar inclusive uma balada...

Mas a questão que ficou também ao olhar essas mesmas fotos foi a seguinte: como mudaram as pessoas também! Uns ficaram mais gordos, outros mais magros, e a maioria....mudou de amigo. Mudou de turma, de convivência, de prioridade.

Não sei exatamente o que isso significa - se é um sinal da fragilidade das relações interpessoais, ou se as pessoas mudam tanto, mas tanto, que, em quatro anos, ninguém se reconhece mais.

O mais engraçado é que, daqui a uma semana, estará tudo acabado: TCC, trabalhos, faculdade.
Os supostos melhores anos da vida que vão e não voltam mais.

domingo, setembro 16, 2007

Garçonete


Eis que minha saga do sem dinheiro continua. Eu, que desesperadamente precisava de um capital de giro (até parece, na verdade eu precisava é de dinheiro mesmo), procurei um emprego inusitado: em um restaurante japonês chamado Tayu - por sinal, o mais chique da cidade.
Só que, lendo os comentários deste blog, descubro tardiamente que tenho mais um mês de bolsa Fapesp, como a Lara felizmente me avisou. Acontece que já fechei um "contrato verbal" com o Toninho, chefe dos garçons, e agora tenho que trabalhar por, pelo menos, um mês. Um mês sem finais de semana, andando sete horas sem parar e carregando copos, pratos quentes, couverts e etc para a elite bauruense.

Até que gostei do trabalho, tirando o fato de que nem vejo mais ninguém, não consigo continuar a ler Harry Potter e meus pés latejam de tanta dor. Além disso, meus pés estão praticamente enfaixados, de tantos esparadrapos que coloco nos coitados (se meu ortopedista ler isso, ele me mata, porque tenho que fazer uma cirurgia nos dois pés).

MAIS

Não, ainda não derrubei nenhuma bandeja ou copo.
Sim, já comi sushi e sashimi.
Não, não dá a menor vontade de comer enquanto se está trabalhando, tamanha a correria.
Meus superiores são Ok.
Tem um bicho meu de Jornalismo que também está capengando.
Descobri como levar bandejas cheias.
Chego em casa, tomo banho e capoto.
Não sei se isso é vida - como eu aceito ser explorada desse jeito?