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terça-feira, novembro 10, 2009

2009, só no balanço.

É, o ano de 2009 está acabando. Só me dou conta quando vejo as luzes de Natal nas ruas e as pessoas pensando no presente e nos amigos secretos.

Como foi o meu ano?
Para quem acompanhou este blog, 2009 foi intenso. Vivi em dois países, ou seja, parece que meu ano terminou no fim de julho, quando fui embora do Japão, e começou em agosto, ao voltar para o Brasil. Mas, em linhas gerais, meu ano foi redondo e bem espiritual. Descobri-me cercada de explicações acerca da vida que antes não acreditava ou não pensava. E descobri que, não, as coisas não são por acaso ou por razões meramente materiais.

O que fica de bom:

- morar em dois países completamente diferentes
- namorar um chinês, me comunicar em japonês e, mesmo assim, entender completamente seus sentimentos
- ter mais certeza do futuro
- estar de bem comigo mesma
- desenvolver meu lado espiritual
- aprender japonês e ser tolerante com as mais diversas culturas
- valorizar as pequenas coisas
- viajar muito

O que fica de ruim:
- mudar também gera as suas crises
- não ter tempo para nada e não conseguir me organizar
- sentir que, se não desenvolvidos, os talentos se perdem
- ficar meses sem ouvir música, andar de bicicleta, ir a shows ou a cinemas
- minha vida cultural foi praticamente nula

O que aprendi:
- a amar intensamente
- a ser a pisciana perdida em algum lugar - menos terra e mais água para minha vida
- a partida de alguns parentes deu uma nova guinada em meus pensamentos
- a não estressar por coisas pequenas – a vida é curta

O que quero esquecer:

- não acho bom esquecer nada, pois aprendemos com nossos erros.

E no mundo...
O ano de 2009 vai ficar para a História, por ser um ano de crises mundiais, perigos de guerras, Brasil e China no centro do mundo, EUA para escanteio. Mudanças de paradigmas sobre o que devemos levar a sério ou não. 2009 foi o ano do Brasil e da China. Último a entrar na crise e o primeiro a sair, pré sal, o presidente com 80% de aprovação, "He is the man", não é pra qualquer um.

Metaforicamente, passei pela crise em um dos países que mais sofreu com ela, brasileira namora chinês no Japão, guerra em meu interior me levou a entender o que realmente é prioritário e o que deve ser formatado do HD da minha vida. Não simplesmente deletado: formatado.

Que venha 2010!

Promessinhas básicas:
- fazer uma pós-graduação ou pelo menos passar em uma
- fazer curso de japonês
- entrar no Sampa Bikers
- não planejar tanto as coisas
- profissionalizar este blog e meu outro blog (sem falta!)

Musiquinha: o ano de 2009 foi ao som de Groove Armada, Soundboy Rock. Ouçam essa maravilha viciante abaixo.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Regrinhas e mais regras

As novas normas ortográficas, como qualquer mudança estrutural, acabou me desanimando a escrever. Como regras gramaticais podem somente piorar a nossa vida? A língua portuguesa já é naturalmente elitizada, com verbos de pouca (ou nenhuma) utilização, conjugações confusas e, o pior de tudo, regras gramaticais com tantas exceções que acabam anulando a própria regra.

Nunca decorei deliberadamente nenhuma regra gramatical, em nenhuma língua. Vou aprendendo com a prática mesmo, de tanto escrever, ler, etc. Quando consulto muito determinada regra, em gramáticas e afins, é que começo a decorá-las por inércia.
...

Mas nunca me julgarei conhecedora de uma língua. A língua se transforma o tempo todo, pois ela é parte mutável de nossa cultura. Dizer que é fluente em alguma língua nada mais é do que uma lorota, simplesmente porque, se você parar de praticá-la, acaba esquecendo ou cometendo erros.
Exemplo: Outro dia fui a uma festa em que 90% das pessoas só falavam inglês. Eu, que estava há mais ou menos duas semanas somente falando português, me enrolei no começo. Depois fluiu, mas parece que, no começo, há teias de aranha em seu cérebro que impedem de conectar as frases e pensamentos em determinada língua.

Se não há prática e aprimoramento, a tendência de uma língua é de ficar enferrujada. Ou, pior, de cair no esquecimento e morrer.

Algumas das sílabas japonesas - katakana. Só faltam mais umas 2 mil para eu decorar...

domingo, novembro 16, 2008

Ainda dá tempo para fazer alguma coisa?

Como me mudei recentemente para o Japão, parece que o meu ano está apenas começando, ou seja, ainda tenho tempo para milhares de coisas.

Só que, cronologicamente, o ano está acabando, por isso:

Ainda dá tempo de fazer as coisas simples, que sempre são postergadas, como trocar os móveis de lugar, ajeitar aquelas cartas esquecidas no armário e deixar seu ambiente de estudo mais agradável. Realizar grandes empreendimentos no final do ano pode ser frustrante, porque é na reta final que conseguimos fazer um balanço do que passou e também estabelecer as grandes metas para o ano seguinte. O ideal é apenas aparar os pequenos defeitos para criarmos novas coisas de forma substancial.


Mas é claro que esse “conselho” óbvio não vale para o Barack Obama. Meu filho, nestes dias finais de 2008 é bom você corrigir o incorrigível, viu?


No meu caso, acho que ainda tenho tempo de reformular meu blog. Acho que é minha maior meta até o final do ano. Fora isso, apenas tento viver meu cotidiano da forma mais positiva possível, analisando o que deu errado em 2008 para acertar em 2009.


E meu conselho final é o seguinte: em 2009, não pense muito no futuro, porque o bicho vai pegar. Palavra de quem está morando no bloco dos G7 e vendo que o negócio está pior do que o Crack de 29.




Por falar em eleições e Barack Obama...

Tendo um japonês medíocre, tento assistir aos telejornais diariamente. Durante as eleições, percebi nas entrelinhas que os japoneses eram a favor do Mccain e morriam de medo de Obama. Bom, era apenas uma suposição porque, se já é difícil entender o posicionamento da grande mídia brasileira em questões delicadas, que dirá depreender o que pensa a mídia japonesa.

E não é que eu acertei que os japoneses estão morrendo de medo do Obama? Li vários artigos sobre isso depois que ele foi eleito.

É, a mídia PIG não muda, em qualquer lugar do planeta.

Para finalizar, minha foto tosca sobre minha visão do Japão. Vou concorrer em concurso, blergh!