O pão japonês é bem diferente do pão de forma do Brasil...
Minha mãe sempre ri quando eu falo de minha alimentação pra ela – para quem não sabe, faz seis anos mais ou menos que não moro com meus pais.
Quando se mora sozinho, tem que deixar de ser enjoado, aprender a cozinhar e, sim aprender errando.
Me lembro, aos 18 anos, fazendo salsicha pela primeira vez. Eu não sabia que tinha que ferver antes – para quem pensa eu sou alienada, juro que na embalagem não há nada escrito sobre “o modo de fazer” salsicha.
Mesmo depois de anos cozinhando por conta, comendo miojo e misto quente e depois evoluindo um pouco, posso dizer que minha comida é tragável, porém com um defeito: eu sempre como a mesma coisa, e não enjôo.
Acho que posso colocar a lista de alimentos que compõem 90% da comida que consumo:
- pão
- arroz
- queijo
- café
- leite
- maçã
- banana
- presunto (ou algo do gênero)
- alface
- tomate
- balas de caramelo
- abóbora
- pepino
- cebola
- chá verde
- peixe
- sopa em pó
Quando eu faço lista de compras, esses itens sempre estão lá. Mas, não me pergunte por quê, eu sempre esqueço as listas em casa, e chego no mercado sem lista. Claro, por preguiça, compro sempre os mesmos itens. De vez em quando me lembro de comprar algo diferente, porém me limito a comprar os mesmos produtos, só mudando a marca.
Eu sei que variedade é importante, que minha dieta, embora relativamente saudável, carece de alimentos como carne, outros vegetais e etc. Mas acho que desde criança eu não ligo muito em comer as mesmas coisas sempre.
E, sim, me importo com o que eu como – pois meu humor, minha disposição e minha pele estão diretamente relacionados aos alimentos.
Acredito no lema “você é o que você come”, porque, se você consome só junk food, com certeza não liga muito para sua saúde – ou melhor, não liga muito para você.
segunda-feira, junho 08, 2009
O que eu como?
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Tatiana Aoki
às
07:54
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Marcadores: alimentação, comida, tudo de blog
quarta-feira, maio 20, 2009
A marca da comida

É triste confessar que, dentre as coisas de que mais tenho saudades do Brasil, uma das principais é a comida. Triste porque eu deveria dizer que uma das coisas de que tenho mais saudade são as pessoas, o clima, o trânsito e etc. Porém, acho que quem mora/morou fora sabe o quanto a comida dá saudades.
Uma das primeiras coisas que quero fazer ao chegar no Brasil é comer pizza. Ou melhor, comer queijo, qualquer um.
Eu amo queijo (ao contrário da minha irmã, que odeia), e o queijo japonês (se é que ele existe, creio que 90% seja importado) é caro e artificial. Se você quiser comer um queijo de verdade – tipo minas (que não tem por aqui de jeito nenhum) ou parmesão, prepare-se para pagar uma fortuna. Algo em torno de 15 reais por um pedacinho.
Há sabores que marcam experiências, lembram pessoas e lugares, por isso que dá tanta saudade. Às vezes a gente nem quer sentir o gosto da comida, literalmente, apenas sentir a mesma sensação vivida no momento em que mastigou/bebeu.
Felicidade pela cerveja com batata frita no Happy Hour, pelo pão de queijo com catupiry da padaria, pastel de feira com gosto de trânsito e barulho, banana a preço de banana comprada na pechincha do mercado favorito.
Outra coisa que quero muito fazer é comer Torcida tomando cerveja em uma mesinha de plástico, com marca de cerveja estampada em todos os lugares possíveis.
Eu sinto o cheiro do meu pão – em São Paulo, eu mesma fazia e assava o pão que eu comia –, que eu mastigava lendo jornal, todos os dias.
Ainda faço isso aqui, porém leio um jornal em inglês que parece o site da Reuters versão impressa – Japan Times. Fraco, mas não tenho opções. Como não tenho opções de queijo.
Se nos alimentássemos somente de pílulas, será que teríamos saudades delas? Provavelmente teríamos noção de que temos saudades somente dos fatos gostosos que acompanham as pílulas.
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Tatiana Aoki
às
10:10
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domingo, novembro 09, 2008
Devaneios de uma péssima cozinheira...
Eu nunca gostei muito de cozinhar – prefiro comer - , porém a necessidade vai além da alternativa “querer ou não querer cozinhar”. Tenho que cozinhar ou eu morro de fome, ponto.
Ok, toda semana vou a um mercado e a uma barraquinha comprar a comida da semana, que normalmente inclui: pão, queijo, leite. Três itens indispensáveis na minha alimentação, desde que saí da casa de meus pais, em 2004. Pode ter certeza que, se um dia você vier à minha residência, encontrará os três itens sem exceção. Ah, e o café, claro, embora este demore bastante tempo para acabar.
....
Acabei de terminar de fazer as marmitas da semana, por isso estou fedendo a brócolis, cenoura e peixe. Além do arroz. Acontece que, toda vez que cozinho, faço algo de errado. Por exemplo:
Cozinhei as cenouras sem descascá-las. Agora, terei de comê-las com aquela casquinha suja – afinal, elas foram tiradas da terra. Blergh!
Cozinhei demais o peixe, e esqueci de colocar sal ou qualquer outro tempero. Ficou esquisito.
Para o desespero de minha mãe, eu digo a ela que como basicamente a mesma coisa por uns cinco dias seguidos. Além disso, nunca tempero a comida, só coloco um sal e já era. Eu ainda acho que, quanto menos temperos, melhor. Por quê? Porque quando eu como fora, tudo é delicioso.
Mesmo assim eu prefiro comer em casa a comer fora, porque as comidas do Japão são lotadas de conservantes. Se eu tomo sucos de caixinha ou como fora, nascem espinhas imensas e em lugares bizarros, como no meio da testa ou do queixo. Juro.
....
Quanto às bebidas alcoólicas, confesso que não gosto de quase nenhuma por aqui. A cerveja é terrível, não gosto de saquê e os drinques são caros e impossíveis de deixar qualquer um bêbado.
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Tatiana Aoki
às
04:30
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quinta-feira, outubro 23, 2008
Prato Feito

Depois de mais de um mês comendo apenas arroz, peixe, missoshiro (sopa de composto de soja) e moyashi (broto de feijão), já tinha até esquecido da comida brasileira e realmente acostumado com a japonesa.
Eis que revelo para meu amigo Yuji que fazia mais de um mês que eu não comia feijão. Ele, que é fanático por feijão e bife acebolado, ficou assustado pela minha abstinência e me chamou para comer em um restaurante brasileiro.
Pedimos o prato mais elementar da culinária brasileira: arroz, feijão, bife acebolado, salada e batata frita. Além de suco de goiaba para beber.
Confesso que fazia tempo que não tinha a sensação de estar "satisfeita", parece que não iria comer por, pelo menos, umas cinco horas seguidas. A comida brasileira é daquelas que enche mesmo, e serve para pegar na enxada sem cansar ou passar mal. Já a comida japonesa é leve demais, porque depois de cerca de três horas estamos novamente com fome.
Mas acho que o que contou mesmo foi a saudade. Saudade da fartura de comida, do feijão caseiro e do aconchego de casa.
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Tatiana Aoki
às
21:23
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Marcadores: brasileira, comida, japonesa
