Estou eu, feliz, em frente ao computador, quando tudo começa a balançar. Me seguro no teclado, começo a tremer de medo e, após cerca de 15 segundos (que parecem uma eternidade), a tremedeira pára.
Eu já senti terremoto umas três vezes, mas que esse deu medo, deu. Porque é forte, parece que a terra vai cair e não há nada a fazer - eu não tenho treinamento contra terremotos, não tenho o tal do "kit sobrevivência", ou seja, se rolar, já era.
Mas um outro terremoto já caiu sobre minha vida, e agora estou enfrentando um furação. Vamos ver se sobrevivo a isso também, nem eu sei, porque fenômenos dessa natureza não são fáceis de prever.
Cenas de um próximo capítulo...
E para os bons entendidos, esta semana (e todas as outras desde que eu cheguei) tem sido intensa. Na verdade, parece um sonho quando algumas coisas que você deseja há um tempão finalmente acontecem.
= Se você me conhece bem, compreenderá as aleatoriedades seguintes:
Bodysnatchers, There There, Everything in its right place, Nude, Idioteque
quinta-feira, outubro 02, 2008
óiaaa o Terremoto!
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Tatiana Aoki
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domingo, setembro 28, 2008
Ouvindo Mp3, tomando café e se alienando
Acabei de comer coxinha, bolinha de queijo e risólis. Isso é muito bom, não tem nada parecido aqui no Japão. Tem uns nuggets e umas friturinhas bizarras, que não chegam nem perto da boa e velha coxinha brasileira. Embora eu deva admitir que a comida japonesa é muito boa - melhor que a do Brasil.
Fazia um tempo que eu não postava sobre minhas desventuras no Japão, mas é que ando tão ocupada e preocupada que acabo pensando em tudo, menos em escrever aqui. Isso é péssimo, vou voltar a escrever, porém começo a pensar nas minhas pendências profissionais e acabo desistindo.
Aqui esfriou bastante, do nada - de 30 graus em uma semana, caiu para 15 na semana seguinte. No Brasil isso é normal, mas não no Japão, cujas estações são bem definidas. O engraçado é que eu literalmente posso aposentar por uns 4 meses minhas saias, regatas e sandálias de verão. Não irei usá-las por um bom tempo - até março de 2009.
Hoje eu fiz algo que simplesmente amo: fui a um café, tomei uma xícara de expresso, comi um donuts e fiquei escrevendo no meu caderno.
E, claro, fiquei pensando: esse conforto presente na vida de todo japonês faz com que nós nos alienemos de uma maneira absurda!
Eu tenho certeza de que a maioria dos japoneses não tem idéia do que seja passar necessidade.
Aqui, nos finais de semana, todos os japoneses vão às compras, comem em restaurantes, gastam à vontade.
As japonesas são seguidoras fiéis das revistas femininas (cujo conteúdo escrito é inexistente, apenas fotos com modelos mostrando as novas tendências das passarelas e dos cabeleireiros): saiu na revista, elas vão correndo comprar roupas, acessórios, produtos para cabelos, etc.
Eu ri muito quando vi que, assim que o outono entrou, na semana passada mais ou menos, todas as japas estavam usando botas horríveis estilo caubói, lenços no pescoço e coletes curtinhos - tudo como mandam as revistas.
Pior é ver as japonesas colando cílios postiços no metrô, bem como se maquiando, pintando as unhas...
Ou então os jovens tomando café no Starbucks (como ditam os filmes hollywoodianos) e comendo bolos franceses.
Bem, o mundo da fantasia é real aqui no Japão. Enquanto isso, 4 bilhões vivem em pura miséria.
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Tatiana Aoki
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10:45
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domingo, setembro 21, 2008
Show do Weezer: sentados e batendo palmas.
única foto que consegui tirar de maneira decente (é proibido tirar fotos no show)
Sonho de toda fã de Weezer é ouvir o Rivers Cuomo bem nerd, de óculos, cantando Buddy Holly de um jeito tímido enquanto a galera pula feito louca na platéia. Certo?
Bem, seria isso se eu tivesse ido ao primeiro e único show do Weezer no Brasil, em Curitiba. Disseram que foi um dos melhores shows do Weezer, mas o perdi, então fui onde tive a primeira oportunidade: no Japão, em Nagoya (capital de Aichi, a província com maior concentração de brasileiros no Japão).
Peguei o metrô ouvindo o Blue Album só para entrar no clima e, chegando ao local, vejo uma multidão de japas indies devidamente equipados para o show, que iniciaria numa terça, às 19h. Levavam bebidas e alguns petiscos, usavam camisetas criativas do Weezer e apenas os garotos (a grande maioria presente) usavam tênis - as meninas montaram no salto e abusaram da maquiagem.
Após entrar em uma fila devidamente organizada e sem chance de "furões", a platéia entra no auditório, com cadeiras acolchoadas e marcadas previamente. Mas, antes, uma outra fila. Meio aborrecida, entro logo atrás e eis que, dez minutos depois, percebo o que era a tal fila: apenas dava para a loja de souvenirs, para que todos comprassem camisetas, cds, faixas, entre outros. Se fosse no Brasil, a loja estaria às moscas. No entanto, como todo japonês que se preza, consumir é uma das coisas mais divertidas.
Saio da fila, procuro minha cadeira enquanto visualizo os japoneses vestindo a nova aquisição - uma camiseta preta escrita "Weezer Japan Tour". Todos usavam a tal camiseta recém-comprada, parecendo um uniforme ou uma condição para se entrar no local. Vestindo uma regata vermelha, acho meu lugar - entre japoneses que vão sozinhos ao show e ficam quietos e sentados esperando o início. As cadeiras são extremamente pequenas, e alguém com o quadril da mulher melancia nunca conseguiria sentar no banco.
Com apenas um segurança em frente ao palco, Rivers Cuomo aparece bem antes do início, e senta-se na lateral do palco. Os japoneses começam a dar tchauzinho para ele e, só após certo tempo, percebo que o vocalista estava andando tranquilamente entre o público, sem ninguém tentando agarrá-lo ou algo parecido. Apenas "tchauzinhos", alguns sorrisos e nada de fotos ou celulares sendo disparados - ambos são terminantemente proibidos durante o show.
Bem à vontade, Cuomo começa a falar japonês com certa desenvoltura e, em seguida, uma banda de japoneses entra na lateral do palco, portando baterias improvisadas e violões. Os japoneses e Rivers começam uma sessão acústica e, em seguida, a banda toda entra. Dá-se início ao show.
Com a banda e os japoneses, Cuomo canta enquanto caminha pela platéia, e já manda a bonitinha Island in the Sun, seguida de El Scorcho. Para finalizar a sessão calmaria acústica, tocam Beverly Hills. A banda se despede dos convidados, sai da lateral do palco e vão tocar no palco principal o que todos querem ver: a versão rock.
Os japoneses, empolgados, finalmente se levantam com Dope Nose, do Maladroit. Segue com o mais novo single do Red Album, Pork and Beans. A qualidade do som do local impressiona, e fica ainda mais visível quando tocam a terceira música, Hash Pipe, um dos clássicos do elogiado Green Album.
Os caras mostram que têm talento quando trocam de instrumentos e de vocais entre si. Em Automatic, do Red Album, Rivers vai para a bateria e Patrick Wilson, o baterista, vai para o vocal e guitarra. Embora seja muito boa, a música dá uma esfriada no público, que anima novamente quando inicia My name is Jonas, outro clássico do Blue Album. Pausa para o bis, e os japoneses batem palmas intermitentemente até a banda voltar. Cuomo, de shorts e meias altas, coloca um chapéu de caubói e volta ao palco, bem no estilo "nerd sim, e daí?".
Em japonês, Cuomo adverte que é a primeira vez que eles tocam The Greatest Man That Ever Lived, uma das melhores do Red Album. Segue com a fraca Perfect Situation e a divertida Troublemaker, e pausa para mais um bis. Desta vez, aparentemente o show acabaria, mas a galera não pára, principalmente a meia dúzia de americanos e canadenses, que gritavam por todos os japoneses.
Os integrantes voltam e tocam a música que uma canadense ficou pedindo durante todo o show: Undone -The Sweater Song. Logo em seguida, o cover da manjada We Will Rock You, do Queen. Aí, dava pra perceber que o show ia acabar, mas os japoneses não sossegaram de bater palmas até que as luzes se acendessem.
Embora a platéia faça toda a diferença para o sucesso (ou não) de um show, o Weezer tocou todas as músicas com perfeição e soube dosar hits com as novas do Red Album.
Set List:
Acústicos
Island in the Sun
El Scorcho
Beverly Hills
Versão tradicional
Dope Nose
Pork and Beans
Hash Pipe
Suzanne
Buddy Holly
Pink Triangle
Automatic
Say It Ain't So
Keep Fishin'
My name is Jonas
The Greatest Man That Ever Lived (Variations on a Shaker Hymn)
Perfect Situation
Troublemaker
Undone -The Sweater Song
We Will Rock You (cover)
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Tatiana Aoki
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Marcadores: Nagoya, show Rio de Janeiro, Weezer
terça-feira, setembro 16, 2008
Pink Floyd com Calpis

Por tempos, meu integrante favorito. E agora, mais um que falece de minha banda favorita. Richard Wright, fundador do Pink Floyd, morre aos 65 anos de idade, em uma batalha contra o câncer. Fiquei chateada e um pouco chocada, mas algo me deixou mais estarrecida do que esse fato.
Percebeu a quantidade de pessoas que estão sofrendo/falecendo de câncer?
Não sei se é porque assisti ao documentário The Corporation ou Super Size Me, porém tenho certeza de alguma coisa: estamos ingerindo o quê, afinal?
Tá, os conservadores de plantão dirão que "são as drogas, afinal, todo artista é drogado". Acho que o buraco é mais fundo. São as comidas, bebidas que ingerimos.
No Japão, que é o cúmulo dos artificialismos alimentares, eu posso tomar uma bebida (se é que pode ser chamado de bebida) que parece um Yakult de 500 ml. É branco, meio leitoso, com gosto de Yakult. O que tem dentro? Não tenho a menor idéia - e ai de quem se submeter a descobrir.
Aqui, os limões, laranjas, mexericas, melancias, maçãs, não têm sementes. Isso que são "da natureza". Frangos alimentados com muito hormônio, leite enriquecido com vitaminas e muito, mas muito conservante (onde já se viu um leite durar um ano? Como podemos achar que ele veio "direto da teta da vaca"?)
Posso estar no impulso do fato de o tecladista do Pink Floyd ter morrido de câncer. Mas, pensem bem: muita gente está sofrendo de câncer nos últimos anos.
Li uma pesquisa que perguntava às crianças: "Qual o seu maior medo?"
Ter câncer era um temor maior do que a própria morte.
Hoje, só para constar: comi um embutido que nem sei o que é no café da manhã, junto com uma xícara de leite desnatado e um queijo amarelo e mole. No almoço, comi pepino sem semente, tomate minúsculo e bem doce.
À tarde, comi uma maçã que vale por três do Brasil, suculenta e crocante. Perfeita, mas irreal.
E estou chupando umas balinhas diet de pêra e manga.
Considerando que pelo menos a metade do que eu como é transgênico, modificado geneticamente e com alto teor de conservantes, corantes e umidificantes: serei eu a próxima vítima? E quem não é?
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Tatiana Aoki
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Marcadores: conservante, luto, pink floyd, rick wright
domingo, setembro 14, 2008
Coisas do Japão 1 e 2
Fui ao show do Weezer semana passada, e juro que vou contar tudo. Ontem eu fui ao show do Gilberto Gil e de uma banda japonesa/brasileira, chamada Ganga Zumba, muito boa por sinal. Baixem, que vale a pena.
.....
Preciso tirar mais fotos de minhas desventuras, mas a verdade é que a única foto que tirei ontem foi em frente a um carro, lançamento da Toyota, que minha mãe obrigou a tirar, bem no estilo "trouxas que têm vontade de ter um carro chique mas não podem".
......
Estou mudando um pouco meus conceitos em relação aos japas, mas devo admitir que não consigo aceitar o fato de que uma japa vá ao show do Gilberto Gil de salto 15.
.......
Na sexta, um dos dias mais estranhos da minha vida, uns peruanos ficaram tocando músicas em frente à estação de Nagoya. Uma japonesa de idade, que devia pesar uns 35 quilos, ficou dançando feito louca a música deles. Eu ria tanto que nem conseguia me controlar e tinha um policial ao meu lado que, em vez de impedir a algazarra, ria mais do que eu.
Para completar, um japa gordinho também se empolgou e começou a dançar ao lado da magrela. Ficou a situação mais bizarra, e eu ria ainda mais. Tive que sair de lá mas, se pudesse, ficava rindo o dia todo.
Coisas do Japão.
.....
Toda vez que vou a uma farmácia, não resisto e me maquio toda com as "amostras". E não sou só eu que faço isso não - pelo contrário, isso é praticamente um hábito das japonesas.
.....
No sábado, um indiano se aproxima de mim e diz em inglês: "Você é aquela atriz?". Eu, que não tava a fim de papo, desconversei, achei que fosse mais um xaveco furado. Pior que acho que ele realmente achou que eu era uma atriz, porque ficou enchendo a paciência. Aí eu disse que não era atriz coisa nenhuma, que ele estava louco.
Indiano: "Mas eu sei que você estava aqui promovendo o High School Musical"
Eu: ????
Saí correndo.
Coisas do Japão2
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Tatiana Aoki
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23:04
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Marcadores: coisas do Japão
domingo, setembro 07, 2008
Algumas constatações.
Estou ouvindo alucinadamente algumas coisitas:
- The Verve - Forth
- Jimmy Eat World - Futures
- MGMT
- Tom Zé - Estudando o Samba
Dormindo pouco, conhecendo gente de maneiras absurdas, tentando aprender japonês, andando de bicicleta, com unhas por fazer há um mês, cabelos necessitando de um corte meio japa, computador sem net, calor, sol de rachar, sapatos a 500 ienes (cerca de 8 reais), blusas por 300 ienes (5 reais), com menos dinheiro do que tinha no Brasil.
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Tatiana Aoki
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segunda-feira, setembro 01, 2008
Perdida nos amerikajins
Esse filme é a descrição dos gringos no Japão.
Amerika jindesuka?
Ainda estou embasbacada com algumas coisas que vivo no Japão. Da outra vez que vim aqui, no fim de 2005, eu tinha uma certa identidade: era brasileira, e acabou. Os japoneses me achavam brasileira.
Agora, não sei ao certo por quê, isso mudou. Toda hora sou confundida com...americana. Os japoneses cismam em falar inglês comigo, falam "Thank You" em vez de "Arigatou" e, sempre que puxam papo, já chegam falando inglês. Perguntam, na cara de pau:
- Amerika? (aguardando ansiosamente a resposta positiva).
Sempre respondo: No, burajiru jin desu. (não, brasileira).
A alegria de meu interlocutor passa rapidamente, como um furacão. Normalmente, depois disso, o assunto acaba.
Eis que, no final de semana passado, estava eu, na chuva, perdida em Nagoya, caminhando como a típica gringa/perdida/com um mapa na mão. Uma senhora japonesa chega em mim e pergunta, em inglês, onde eu queria ir. Eu expliquei, ela foi bem solícita e tal. Depois de um tempo, me pergunta:
- De onde você é?
(Pensei. Pensa, Tati. Resolvi. Vou dizer que sou AMERIKA, só para ver sua reação)
- Amerika.
A reação dela é impossível de ser descrita. Mas imagina uma velhinha japonesa descobrindo que ganhou um concurso de karaokê. Mais ou menos esse rosto que você tem que imaginar.
- SUGOIIIIIIII (que legal!!!)
Depois disso, só faltou ela beijar meus pés. Olhei, fiz que não entendi, e vazei.
Fiquei p### da vida com a situação. Como um país que bombardeou e quase destruiu o outro pode ser tão idolatrado?
Mais tarde, em casa, pensei novamente: será que não faríamos igual se um americano viesse ao Brasil, mesmo depois de os EUA financiarem a ditadura militar, privatizar o Brasil e dominar nossa língua? Será que o mundo todo, com exceção dos palestinos, deve se curvar aos estadounidenses?
Se alguém ler Noam Chomsky pode ser que essa subserviência ridícula mude.
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Tatiana Aoki
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quarta-feira, agosto 27, 2008
Soy una pirata...

Neste momento, estou baixando alguns álbuns do Rage Against the Machine, o álbum Cê, do Caetano Veloso, bem como estou procurando algumas legendas de programas japoneses.
Se isso é errado? Bem, de acordo com leis de direitos autorais, elaboradas antes da existência da Internet, isso é errado, sim. E a Internet revolucionou toda a forma de se enxergar o mundo.
Posso dizer isso porque sou da geração de transição do analógico para o digital. Entrei pela primeira vez na Internet aos 12 anos, e afirmo que, nestes 10 anos, minha percepção de mundo seria totalmente diferente se não fosse a Internet. Provavelmente eu não conheceria e não iria a vários shows que vou, simplesmente porque eu não teria grana de comprar todos os álbuns de que tenho vontade.
Há uns quatro anos atrás eu sentia vontade de ter encarte, letra, etc. Hoje nem disso preciso mais, porque baixo as capas dos álbuns, bem como as letras.
As leis foram feitas pelos homens, e por eles devem ser modificadas. Pirataria é baixar algo com intenções de ganhar dinheiro, vender. Agora, para uso pessoal, não há o menor problema. Você ainda não baixou nada na Internet porque acha que está cometendo um crime?
Te escrevo duas coisas:
1) Você não sabe o que está perdendo.
2) Confessa, vai: na verdade você nem sabe o que são arquivos do tipo torrent, nunca baixou nada de blogs específicos, nem sabe abrir um arquivo zipado. É por isso que prega a tal do legalismo - por ignorância do mundo virtual.
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Tatiana Aoki
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06:34
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quarta-feira, agosto 20, 2008
Casa e bicicleta
Bela cena de japoneses olhando uma obra brasileira
Escadaria do Museu de Arte de Toyota
Comi várias coisas extremamente estranhas, com certeza o extremo do transgênico. Uma pêra em forma de maçã verde - que tem gosto de algo que, definitivamente, não é pêra nem maçã. Umas uvas minúsculas, porém gostosas.
O bom é que eu posso comer, aqui, coisas que seriam caras no Brasil, como kani, shitaki, shimeji, arroz japonês, manju, entre outros.
Por outro lado, fico morrendo de arrependimento por pagar algo em torno de 4 reais por uma maçã.
.....
Dei uma faxinada na minha vida.
....
E esqueci de falar: faz uns quatro dias que estou andando diariamente de bicicleta. Uma das melhores coisas de se fazer, principalmente no Japão. Obviamente, como não poderia deixar de ser, me perdi por umas 2 horas. Entenda: o Japão é igual o tempo todo, e basicamente as ruas não possuem nomes. Sem GPS ou memória, impossível.
Mas andar por aqui é coisa de outro mundo.
....
Só ontem que eu posso chamar minha casa de "casa". Isso porque, finalmente, consegui arrumá-la de vez, e deixa-la relativamente apresentável. Até então, a toalha ficava na cozinha, os jornais no quarto e os livros espalhados por aí.
Aliás, por falar em livros: li as histórias em quadrinhos "Desista", do Kafka, presenteado por Dacax. Excelente.
E agora estou lendo razões de estado (tudo minúsculo mesmo), do Chomsky. Denso e esclarecedor, mas ainda faltam umas 400 páginas para terminar.
.....
Entrevistei o Moreno Veloso, filho do Caetano Veloso, em um show dele em Toyota (Aichi). Tinha até uma exposição muito boa sobre o Brasil, em homenagem ao Centenário. Tirei umas fotos, postadas aqui.Japas olhando a exposição Florescendo Brasi-Japão
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Tatiana Aoki
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08:01
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sábado, agosto 16, 2008
Você sabia que...
Tem umas coisas por aqui que, para quem já mora no Japão, são meio óbvias. Mas não custa comentar.
Uma mania sexual dos japoneses :
- roubar calcinha (de preferência, suja)
Pão:
- a fatia do pão daqui é imensa - quase o dobro do tamanho do pão de fôrma do Brasil
Mulheres:
- usam roupas, maquiagem e penteados iguais às de uma debutante - no dia-a-dia!
Celular:
- cuidado: quando você menos espera, tem alguém te filmando escondido (o celular dos japas têm televisão, internet, câmera de 5 megapixels e vídeo)
8 ou 80:
- os japas são ou nerds ou totalmente loucos (pelo menos, é o que eu acho)
Eles falam o idioma EIGO:
- ou inglês, se você entender alguma coisa do sotaque deles
Dormem em qualquer lugar:
- isso corrobora para a afirmação do Alberto de que os japoneses adoram dormir...
...
Eu estou totalmente pobre, e ficarei ainda mais:
- vai ter show do Weezer e do Radiohead!
Por que eu fui ficar sabendo disso...
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Tatiana Aoki
às
10:38
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Marcadores: Japão
terça-feira, agosto 12, 2008
Maior mico do Japão!
Sem dúvida, foi meu maior mico do Japão até agora!
Eu comprei uma cadeira de escritório ontem. Montei a cadeira, no maior cansaço, com ajuda do parceiro Gilberto. Até aí, tudo certo. Eis que, ao testá-la, ela simplesmente era péssima: torta, baixa, e ruim demais para escrever em frente ao computador. Insisti, insisti, e o Gilberto concordou: vamos trocá-la na loja japonesa.
Detalhe: como eu vou falar para o funcionário da loja que a cadeira é desconfortável, o encosto é ruim, etc? Fiz o mais óbvio: anotei a frase QUERO TROCAR ISSO (ou seja, NANIKA O HOKA NO MONO TO TORI KAERU, em japonês) no caderninho, pegamos a cadeira e fomos para a loja.
Chegando lá, surpresa: a loja estava fechando! Corremos, com uma cadeira imensa nos braços, antes que a loja fechasse...
Descrição da cena:
TATI: Sumimasen! (COM LICENÇA). NANIKA O HOKA NO MONO TO TORI KAERU...
FUNCIONÁRIO: ?? Por que? (ele falou algo assim, pelo que eu entendi)
GILBERTO: ...
TATI: ...
Aí, começa a descrição. Foi mímica pra cá, mexe na cadeira para tentarmos explicar, e nada do japonês entender. Aí, começou o pior. A pior coisa que se pode acontecer no Japão: eu tive um ataque de riso. Não conseguia conter, ria sem parar, na frente do funcionário. Ele começou a ficar bravo.
TATI: hahahhahhahh
GILBERTO: Tati, pára de rir! Não pode!
TATI: AUHAUHAUHAUHAHUAHHUAUHAUH
FUNCIONÁRIO: ????
No final, o cara pegou a cadeira, e a levou para um outro lugar. Uma japonesa pegou a cadeira, a nota fiscal, e devolveu o dinheiro para mim. E eu, rindo.
Na saída, o Gilberto manda eu ficar quieta. Acabei rindo até o caminho de casa...Não volto lá por um bom tempo - ou até eu tingir o cabelo e o inverno chegar.
(Isso que o Gilberto implorou para que eu não citasse o nome dele neste dia fatídico)
domingo, agosto 10, 2008
Televisão digital: a farsa japonesa, entre outras críticas infundadas...
Esse papo já deu, e o Brasil meio que deixou o assunto de lado. No entanto, eu não poderia esquecer que o modelo de televisão digital adotado no Brasil é, sim, o modelo japonês. E estou tendo a experiência de televisão digital por aqui também.
Pois é, aqui a televisão digital está em um patamar bem mais adiantado, claro. E o governo brasileiro prometeu as seguintes possibilidades da televisão com o padrão japonês: maior mobilidade e qualidade da imagem. Pois bem, vemos por aqui alguns japoneses assistindo televisão no metrô e no carro. Vi que a televisão do hotel em que eu estava hospedada tinha um modem acoplado. Nele, você poderia conectar-se à internet e também comprar filmes, ouvir música, assistir a programas pornôs – desde que pagasse uma certa quantia por isso (algo em torno de 10 dólares por programa, filme, etc). Na verdade, é como um pacote da Sky de pay-per-view. Nada muito animador.
A única coisa que me surpreendeu foi ver, em uma loja de eletrônicos chamada Yamada Denki, uma mistura de televisão com desktop (ou computador de mesa. Seria bom se os brasileiros parassem de adotar estrangeirismos em termos informatiquês). São uma espécie de televisões de plasma, 30 polegadas e tela LCD, só que vêm em seu interior um processador que te permite acessar a web. No caso, poderíamos ver vídeos do YouTube, em alta resolução e velocidade, em uma tela de televisão. Meio surpreendente, admito.
Acontece que a tecnologia é uma farsa, do ponto de vista que mascara o que realmente importa: o conteúdo. De que adianta ter uma televisão/computador/celular/iPod se o conteúdo é um lixo completo? De que adianta comprar esse acoplado tecnológico se a única possibilidade que possuímos é de ver as famílias Marinho, Abravanel, Macedo, bem como grupos como Disney (que é dona da MTV), e outros lixos nacionais/internacionais?
Sei que é um desabafo frente a maravilhas tecnológicas. Mas hoje, pela segunda vez em que estou no Japão, tenho uma visão muito mais crítica, tanto dos japoneses quanto de seu “japan life style”. Eles possuem celulares iguais ao iPhone faz um tempão (todos, absolutamente todos, são 3G), porém fazem fila para comprar o iPhone – porque dá status e é como se dissesse “também sou americanizado”. Sem contar que eles têm, em suas bolsas, os seguintes artefatos tecnológicos: celulares 3G, dicionários eletrônicos (parece um iBook), jogos PSP, iPod, laptops minúsculos. Se um celular tem tudo isso em convergência, para quê comprar tudo isso separado? Ah, é verdade, é o maldito status que faz com que madames comprem bolsas de 40 mil dólares para levar seus cachorrinhos aos salões de beleza, para participarem de concursos caninos, enquanto alguns milhões morrem de fome ou vivem de Bolsa Família.
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Tatiana Aoki
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23:51
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domingo, agosto 03, 2008
Procuramos independência....

Uma das coisas mais difíceis do mundo é aceitar mudanças radicais. Quanto mais você aceita e convive com as mudanças, mais independente vai ficando. Nem sempre isso é bom, pois a independência pode cair no individualismo exacerbado ou, pior, no egocentrismo.
Acho que ser independente, na prática, é acordar e saber que é você que:
vai ter que
limpar a casa
pagar as contas
se cuidar
cozinhar
acordar
se jogar
No entanto, seja você independente ou não, uma coisa é fato: somos seres sociais, e dependemos uns dos outros. Então, nunca seremos totalmente auto-suficientes. Eu adoro ficar sozinha, mas...Nada como ter as pessoas importantes por perto.
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Tatiana Aoki
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06:53
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Marcadores: independência, tudo de blog
Calor da balada
Estou no Japão há...4 dias. E ontem eu fui a VÁRIOS lugares: primeiro, Harajuku, o bairro em que os fãs de animes e pessoas vestidas bizarramente são encontradas a qualquer momento.
rua calorenta de Harajuku
Depois, Akihabara, o paraíso dos nerds e fãs de eletrônicos. Imagina uma Santa Ifigênia ou um Stand Center do Japão. Mais ou menos isso. Comprei um iPod semi novo por 150 dólares, um Pendrive de 1g por 7 dólares.
Em seguida, fui à 25 de março do Japão. Tem literalmente de tudo: lojas de cosméticos, feira livre, brechó...
Eles só passam com o farol verde!
Para terminar, fui ao local mais comentado: Hoppongui, o local em que cada esquina tem uma balada diferente! Entrei em várias, com os mais diversos estilos: dancei salsa com um japonês, conversei em japonês com um africano, bebi a cerveja Sapporo – que é bem ruim, por sinal – , vi várias australianas que mais parecem terem saído diretamente de Hollywood, sem contar peruanos, americanos, ingleses, africanos, indianos, e, claro, os japas.
Cheguei em casa umas sete da manhã.
Acordei e fui, sozinha, a um parque famoso aqui de Tóquio. Foi o parque mais bonito que já fui, só que não tirei fotos, porque a bateria da minha câmera acabou...Tinha lagos com tartarugas, floresta com mata fechada, pontes de jardim japonês, carpas, tudo minuciosamente ajeitado.
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Tatiana Aoki
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06:47
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sexta-feira, agosto 01, 2008
Karaokê!!
César e Pablo cantando em japonês no karaokê box
rua próxima ao meu hotel
Estou na maior ressaca do universo...Mas estamos aí.
Ontem eu fui à despedida do diretor de Redação. Teve alguns chopes (a propósito, melhores do que os do Brasil), diálogos bilíngues e experimentos de várias iguarias: aquele ossinho mole da galinha empanado, barbatana de tubarão grelhada, peixinha grávida (e com os ovos dentro), semente de soja dentro do broto, pizza japonesa (que é horrível). Além disso, há a experiência antropológica de observar executivos japoneses bebendo feito uns condenados e rindo alto.
Depois, fomos a um karaokê. Cantei e matei a vontade:
Radiohead
Spice Girls
Amy Winehouse
Franz Ferdinand
Esqueci
Metrô com desenho de Pokemon...
Hoje eu vou a Harajuku, nem que seja sozinha! O metrô daqui é muito difícil de andar....E nem vou falar que vai ter fotos no Flickr!
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Tatiana Aoki
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23:38
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quarta-feira, julho 30, 2008
Irashaimase
Ainda não é Tóquio. Paris mesmo.
Para todos que aguardam por informações diretamente de Tóquio...
Bem, cheguei cansada, porém normal, no Japão. O calor aqui está forte, contudo nada diferente de Bauru, em janeiro, ao meio dia. Sério: bauruenses aguentam fácil o calor daqui. O engraçado é que a lembrança que eu tinha da outra vez que fui ao Japão é de um país frio, com pessoas frias e acanhadas. Mas o calor muda tudo: o povo anda mais descontraído, suando. Uma visão atípica do Japão, visto que, por aqui, o tempo está mais para frio do que calor.
Em Paris, conheci uma japonesa que dá aulas de inglês – sim, ela é uma das poucas japonesas que falam inglês com bastante habilidade. Ela me ajudou a entender um pouco seu povo antes de eu “enfrentá-los”.
No avião, eu vi dois filmes: Penélope e 21. Alguém já ouviu falar neles?
Ainda estou com cólicas de ansiedade, acho.
Hum...Tóquio é igual aos outros lugares do Japão, mas é mais apertado e lotado de gente. Ainda quero passar em Hoppongui – com suas baladas para gringos – e também em Akihabara, o principal centro de tecnologia de Tóquio.
Acordei umas cinco da manhã hoje, e estou escrevendo às seis. Pior é saber que, desde a última vez que tive consciência de datas, eu estava na segunda feira. E hoje já é quinta.
O quarto do meu hotel é bastante apertado. Para se ter uma noção, não tem mesa, e eu tenho que escrever em cima da cama. Quer dizer, tem uma mesa. Embutida, como quase tudo no Japão.
Hum...como eu já vim para cá, não sei direito o que seriam novidades ou coisas batidas. Tirar o sapato foi um hábito que eu quase esqueci.
E, sim, o arroz japonês é o melhor do mundo.
Mais fotos, Flickr!
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Tatiana Aoki
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18:44
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segunda-feira, julho 28, 2008
Lá vai...
Daqui a menos de quatro horas estarei em Cumbica.
Vai ser difícil aguentar as saudades de muitas pessoas extremamente especiais para mim. Na minha despedida, foi impossível conter o choro ae ver, juntas, todas as pessoas que amo, admiro, e realmente gostaria de transportá-las para o outro lado do mundo junto comigo. Porém, a vida é feita de desafios, e sei que todo aprendizado requer coragem e garra para suportar qualquer dor. Neste momento, meu estômago dói.
Chorei muito nesses dias, talvez como nunca em toda minha vida. Pior que, toda vez que choro, tenho que conter minhas lágrimas e pensar objetivamente. Porque, se eu pensar apenas com a emoção, simplesmente não pararia de chorar por horas. E, se todos nós fôssemos movidos apenas pela emoção, provavelmente não cresceríamos.
Foi aí que pensei em meus maiores desafios até agora:
Enfrentar o primeiro dia de aula
Ver meus pais irem para o outro lado do mundo
Ir para a Unesp
Primeiro emprego
Prova da auto-escola
Passar no vestibular
Ter de superar a morte de entes queridos
Não ter medo de morar sozinha
E, agora, mais este
Alberto, meu namorado, que deixei mesmo sem querer: você é uma pessoa muito importante em minha vida. Não quero que deixe de falar comigo, pois te desejo o que há de melhor neste mundo. Que você seja feliz. E que nossos planos profissionais (junto com amigos que admiro profundamente) se concretizem.
Eu abomino despedidas. Mas, hoje, sei que é um ritual importantíssimo. Ter ido embora da Unesp sem me despedir foi bom apenas por um lado, porque você não sente tanta dor. Porém, sentir dor é sentir o quanto ama algumas pessoas em sua existência.
Meninas da Jaci, pessoal do Renovação, Lumen, Unesp, Bunkyo, galera que conheci pelo Kina (brother até o fim), pela minha irmã, em atividades profissionais...Todos estão em meu coração – para quem não sabe, eu tenho uma memória de elefante.
Obrigada Jú, Kina, Alberto, Midori, Rodrigo, Bruno, Nadia, Vi, Bia, Sayuri, Jú, Naty, Paty, Linne, Mi, Má, Emy, Telite, Gabi, Carol, Bulhões, Gabriel, Ruiz, Dacax, Glauco, Marcos, Fran, Sérgio, Mineiro, Luiz Augusto, Lara, Vera, Xenya, Fer, Mari, Marja, Naty, Piri, Gigio, Lidi, Monica, e mais um monte de gente que passou pela minha vida e deixou marcas profundas em mim.
É isso. Que venha Nagoya!
(mãe, pai, tô chegando)
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Tatiana Aoki
às
16:35
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quarta-feira, julho 23, 2008
Despedida

Agora é oficial: vou embora do Brasil daqui a poucos dias...
Serei correspondente no Japão, ou seja, este blog provavelmente será dedicado à minha nova vida. E outros assuntos, claro!
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Tatiana Aoki
às
11:51
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segunda-feira, julho 14, 2008
Correndo do medo
O que você faz quando tem um lapso de medo? Veja a seguinte cena, e admita se isso nunca aconteceu a você:
Domingo, 23:30. Sozinha, em casa. Vendo People´n´Arts. Dá aquela vontade de ir ao banheiro...
Saio do quarto, tudo escuro. De repente, bate um medo aleatório, daqueles que te travam. É o medo do escuro? De espíritos? De estar sozinha?
Eu tive isso ontem. Fingi que não senti um calafrio ao ver a sala escura sob um frio de 10º C. Enrolei-me nas cobertas, segurei a bexiga e fui dormir.
Sorte que eu dormi pouco: acordei às 5:30 e fui correr nas ruas escuras de Sampa. Aliás, alguém já fez isso? Correu pelas ruas de São Paulo sob um frio de 8ºC? Garanto que é ótimo.
Eis o meu trajeto de hoje:
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Tatiana Aoki
às
15:35
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segunda-feira, julho 07, 2008
tim Tim
Achei interessante uma nova onda nestes últimos dias. Um monte de pessoas que conheço estão ficando com “preguiça” de sair. Motivo:
- Não posso beber porque vou dirigir, então nem dá vontade de sair.
Tem gente que fala que não dirige pior depois de umas cervejas, e outros falam inclusive que dirigem melhor sob efeito do álcool. Vou ser curta e grossa quanto a essa lei: tem mais é que ser rigorosa, dura e punitiva. Sou ainda mais radical: propagandas de bebidas alcoólicas deveriam ser proibidas, sobretudo as de patrocínio de eventos.
Permitir publicidade de bebida nada mais é do que o Estado legitimar a carnificina que são as conseqüências de se dirigir bêbado.
..........
Por que bebemos? Porque ficamos cansados de trabalhar 40 horas (no mínimo) por semana, queremos esquecer da nossa cor amarelada de escritório (enfurnados 8 horas por dia), e temos vontade de fugir da realidade que nos corrói. Trabalhamos arduamente para termos dinheiro, que gastamos sumariamente em baladas fúteis e bebidas de gosto duvidosos, porém com efeitos deliciosamente divertidos.
A solução é deixar a vida suficientemente com sentido, para que possamos nos sentir livres o suficiente de qualquer vício.
Ou seriam que bebidas são boas o suficiente para darmos um "chega pra lá" nos moralistas de plantão e dizermos: "Em caso de emergência, dê-me cerveja!"
Como diria nosso amigo Zeca, "só no sapatinho..."
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Tatiana Aoki
às
17:37
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