sábado, março 07, 2009

chinesa que perdeu o vôo. Versão com legendas em português.

Fazia tempo que eu não ria tanto...

quinta-feira, março 05, 2009

Você, não.

Eu já fiz um blog anônimo. Daqueles com pseudônimos, em inglês, absolutamente velado...

Mas não passei do primeiro post, como grande parte dos blogueiros. Além do fator preguiça, é bem difícil manter dois blogs - demanda um tempo longo para administrá-los.

Nesse blog eu escreveria o que eu escrevo no meu diário pessoal. Mas acho que o blog Post a Secret mostra vários exemplos bem interessantes.

O que eu escrevo em meu diário pessoal?
Nossa, além de escrever minhas nóias diárias, reflito egocentricamente sobre mim. Acho que é por isso que gosto de ficar sozinha: tenho tanto a descobrir sobre mim mesma que às vezes deixo de me preocupar com o que acontece janela afora.

Mas, para contemplar a vida em sociedade, faria algo bem diferente: um banco de dados anônimo sobre todas as pessoas não recomendadas - por mim, claro. Colocaria os motivos, o perfil, todos os contatos e o que ela fez para ser considerada "não recomendada". Sim, faria resenhas sobre pessoas, assim como eu faço para álbuns de música ou filmes. Utilidade pública, talvez.

segunda-feira, março 02, 2009

O tempo.

Eis o tempo. Ele passa de um jeito absurdamente rápido à medida que ficamos mais velhos.
Sim, fiz 23 anos e esqueci de comentar por aqui. Não comemorei muito, porque eu detesto ficar mais velha.

Também faz uns sete meses que estou no Japão.

Já pensaram em que, quanto mais inutilmente a gente gasta o tempo, menos tempo parece que temos? Fiquei umas duas semanas sem estudar nada, por motivos particulares, e parece que meu tempo encurtou. Como isso acontece? Acho que, nesse ínterim, gastei muito tempo em coisas inúteis, como ficar no orkut e/ou olhar sites de fofocas do Oscar, por exemplo.

O ruim e o bom da Internet e da era da informação é a quantidade de informações disponíveis. Se nos deixarmos levar, vamos ficar horas e horas respondendo scraps do Orkut e lendo a notícia de que Angelina Jolie pode estar em depressão, em vez de resolvermos nossos próprios problemas. Aí, quando menos percebemos, estamos presos em nossa própria miséria intelectual.

Eu ainda preciso achar tempo para voltar a ler livros, estudar, fazer freelancers, correr, andar de bicicleta e, agora, tomar conta de minha vida.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Quero ser homem?


Se eu fosse homem por um dia.


Espero que, um dia, ninguém precise fazer essa pergunta, para todos nós agirmos da mesma forma, sem papéis exclusivos para homens ou mulheres.
Tirando as diferenças físicas (der), não tenho vontade de fazer nada que um homem faz.

Acho que há muito mais coisas exclusivamente femininas do que masculinas, como fazer a unha na manicure, usar minissaia, maquiagem, etc. (Se bem que, atualmente, tudo isso é passível de ser feito também por homens).
Quer dizer, eu já joguei futebol, fui a um boteco conversar com amigos após o expediente, falei palavrão sem medo de ser feliz...

Mas acho que, se tem uma coisa que eu queria...Bem, era usar terno um dia. Acho que é uma roupa elegante e sexy. Andar de terno em dia dia frio deve ser bem interessante (nada de usar terno no verão), embora, convenhamos: deve dar muito mais curiosidade para um homem usar minissaia, por exemplo.

Ainda bem que sou mulher.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Viagem a Darjeeling


Ontem assisti um filme de um de meus diretores favoritos, Wes Anderson: Viagem a Darjeeling. Fazia quase um ano que queria assistir, porém minha preguiça alucinante de ver filmes estava no pico nestes últimos meses.
No entanto, como já havia baixado no meu computador, decidi assisti-lo.


Vamos à resenha:
Filme pretensioso, com ótima fotografia.

Três irmãos, que não se falavam há um ano, resolvem unir-se em uma viagem espiritual pela Índia. Ok, parece interessante e engraçado, porém os defeitos do filme acabam sobrepondo-se aos pontos fortes - como, por exemplo, algumas cenas realmente engraçadas. Um dos elementos que merece uma série de vaias é a altíssima quantidade de merchandising no filme. Para piorar, merchandising sem fundamento. Mostrar um iPod e um Macintosh em uma viagem à Índia soou pretensioso e descontextualizado, sobretudo porque o telespectador não precisa ver a personagem ligando o iPod para sinalizar o início da trilha sonora. Outro merchan que aparece o tempo todo são as malas de luxo Louis Vuitton usadas pelos protagonistas. As malas não soaram forçadas, mas, de fato, apareceram em excesso durante o filme.

Senti uma decepção ao visualizar merchandisings da Coca-Cola, Ferrero, entre outros, porque, além de descontextualizar e distrair o espectador, quebra a credibilidade de diretores. Por exemplo, o filme Kill Bill também era recheado de patrocínios, mas eram, de certa forma, contextualizados, davam a impressãoo de que apareceriam de qualquer maneira. O tênis da Asics foi uma merchan bem forte (tanto que é o único que me recordo) mas, convenhamos: fazia parte do enredo o uso do tênis, pois não cortava a mensagem. Já no Viagem a Darjeeling as propagandas eram totalmente sem sentido, pareciam aquelas em que aparecem em novelas brasileiras.

Esperava-se muito mais de um filme com ótimos atores (embora sempre os favoritos de Anderson, o que, em minha opinião, torna o filme mais interessante, de alguma maneira), mas o enredo deixou a desejar e se perdeu em alguns momentos. Há cenas que realmente rendem risadas, como todo filme do diretor norteamericano, mas não foi o suficiente para superar as falhas do longa, sobretudo do meio para o fim, em que o filme aparenta dar uma desleixada no roteiro, desamarrando-o.

Mas, assim como Woody Allen, Wes Anderson é um diretor que, como poucos, consegue imprimir seu estilo de filmar, sem contar as doses homeopáticas de humor (negro, no caso de Anderson) e de roteiros originais.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Informes

Depois de muito enrolar, resolvi incluir as tags do Hotwords. Bom, fiz isso para dar uma profissionalizada no meu blog, e também porque agora estou entendendo um pouco mais de HTML e afins. Antes, só de ver as tais tags e scripts, eu já desistia.

Essa semana (dia 14) é o dia dos namorados, ou Valentine´s Day, aqui no Japão. As garotas compram e fazem chocolates para seus namorados. É claro que vou boicotar essa coisa rrrrridícula.

Meu primeiro artigo em inglês saiu. Nem acredito. Tá aqui

Continuo no Tudo de Blog e, embora eu tenha sido uma tremenda irresponsável, emplaquei alguns textos no site.

Bati perna em alguns brechós e comprei roupas no escuro (não pode experimentar nada). Posso dizer que, atualmente, mais da metade de minhas roupas são provenientes de brechós.

…

Levo várias broncas de minha mãe, ultimamente, por eu falar muito palavrão. Explico: além de eu considerar o palavrão uma das maneiras mais plenas de se expressar, no Japão dá mais vontade ainda de xingar todo mundo. Simples: eles não entendem NADA do que a gente fala.
Se algum motorista me fecha enquanto estou andando de bicicleta, já vou xingando: “Vai pra pqp seu fdp do c#####”. Só que, obviamente, o japonês não entende nada.

Eu sei, é horrível, nojento, falar palavrão. Mas eu falo. Só espero não virar uma Dercy Gonçalves (que Deus a tenha) e falar dois palavrões a cada três palavras...

domingo, fevereiro 08, 2009

Engolindo muito sapo e comida

Ando segurando sapo, perereca, rã, salamandra, e todos os anfíbios.

O pior problema de segurar sapo, ou engolir seco, é que a pessoa que joga o sapo em você também nunca vai parar de te fazer isso – a não ser que você, literalmente, solte a franga (para citar mais uma expressão envolvendo animais).

Mas uma coisa é certa: para vivermos no reino animal, ops, humano, temos que engolir sapos. Só que, na minha concepção, depois de engolir muitos sapos...um dia a gente vomita.

…...

Mudando de assunto, porque falar da vida pessoal me incomoda bastante, quero começar a minha própria campanha: não à alienação! Eu não posso me contaminar com a alienação japonesa, de achar que é normal cada cidadão ter dois computadores de última geração, iPod, bolsas de grife, comer em restaurantes da moda, andar somente de salto, jogar tênis, golfe e praticar natação, como se fosse natural.

Para piorar o ódio que tenho de algumas coisas por aqui, fiquei enojada quando vi o famoso “concurso” de quem come mais comida. Pode parecer engraçado, porém é a maior prova de que, sim, eles querem que as pessoas riam e não pensem que, talvez, a comida usada para o “concurso” fosse importante para os que passam fome – inclusive dentro do Japão.

É claro que o pão e circo existe, seja ele em forma de comida, sexo, ou qualquer coisa que o valha, e que, talvez, eu esteja sendo moralista nesse sentido. Afinal, no Brasil, o sexo está presente em quase toda a programação televisiva. Mas o sexo é censurado de alguma forma. Já o desperdício e a gula são promovidos como “diversão para a família”, perpetuando a hipocrisia dos que, monetariamente, podem e dos que não podem desperdiçar.

Veja como é, basicamente, a programação televisiva do Japão.


segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Sabendo escolher...

Veja bem. Por mais irresistível que possa parecer, liberar geral, sobre todos os detalhes de sua vida particular, é uma boa dica para levar uma furada de olho.

Ser legal com alguém não necessariamente significa contar toda a sua vida particular - seus paqueras, o que pretende fazer da vida, seus defeitos, entre outros. À medida que conhece melhor a pessoa é que, sim, pode se abrir de verdade.

Por sorte, minha intuição é alta, e dificilmente me engano.

Pior do que ter o olho furado é decepcionar-se com alguém. Ter aquele sentimento de que, não, sua amiga não era tudo aquilo que você esperava. Porque furar o olho é levar mancada e, dependendo da situação, pode até ser perdoado.
Mas a decepção é um sentimento de desgosto e, no meu caso, irreversível. O dia em que eu me mostrar decepcionada...acabou.

...

Juro que não me lembro de nenhuma decepção, mas consigo perceber, claramente, sinais de ameaça. Muitos elogios, olhar de soslaio, aquelas ¨invejinhas¨que sua amiga comenta...Sinal vermelho. Corte pela raiz, antes que seja tarde.

terça-feira, janeiro 27, 2009

Desprezo


Eu sempre digo que vou ficar livre da praga indie, mas no fim sou contaminada. Meu último vício é o CD novo do The Killers, Day & Age.

Aconteceu a mesma coisa com os álbuns anteriores. Será que eu não tive nenhuma evolução musicalmente falando?

...

Começou o Fórum Social Mundial, o Campus Party acabou, e vai ter show do Radiohead.
Aqui...Vai ter passeata dos brasileiros, protestando contra a situação dos estrangeiros no Japão.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Redes Sociais e Obama

Eu deveria comentar sobre a posse do Obama, sobre a guerra na faixa de Gaza e sobre o agravamento da crise mundial. Mas não, a única coisa que consigo pensar no momento é na compulsão das pessoas por uma coisa: sites de relacionamento.
Estou escrevendo uma matéria sobre isso, porém na realidade tenho pensado, nas últimas semanas, a respeito do aumento de nossa dependência em relação a redes sociais. Twitter, My Space, Facebook, LastFM, Mixi, Linkedin, HiFi e, claro, nosso bom e velho orkut. Sem contar MSN, salas de batepapo, De.li.ci.ous, Digg e todas as contas que criamos para acessar determinado conteúdo - e que somos obrigados a criar um login e senha para tal.

É tanta senha e obsessão em relação a esse assunto que, ultimamente, ando cansada de acessar conteúdos de redes sociais - incluindo aí o MSN.


...
No entanto, tenho que comentar a posse de Obama. Sob espectro de brasileira, a posse de Barack Obama é praticamente igual à de Lula em 2002, ou seja, sob o signo da esperança, mudança, do ¨eu também posso¨, entre outros. De fato, a posse de Obama, assim como a de Lula, é um marco histórico, pelo fato de que as minorias conseguiram quebrar uma barreira muito forte do imutável paradigma de presidentes homens/brancos/ricos.
Só que, para as tais minorias alcançarem o poder, elas devem se aliar e absorver 90% da ideologia dessa classe dominante. Ou seja, a mudança não é estrutural, e sim aparente. O que, de certa forma, chega a ser pior, pois as minorias sentem-se confortáveis em ver alguém em que possam identificar - mesmo que, na realidade, nada mude, e suas realidades continuem miseráveis.

É igual parar de tomar sorvete de baunilha e começar a tomar sorvete de chocolate. Mas na mesma sorveteria, sempre.


..Conexão: Obama venceu, em grande parte, por sua inserção em redes sociais.

domingo, janeiro 18, 2009

Vício

Do nada, em uma tarde chuvosa de domingo, resolvi atualizar meu MP3. Baixei, de uma só vez, uns 10 CDs.
Ei-los:
- David Bowie
- Talking Heads
- Raul Seixas
- B52´s
- Molotov
- Franz Ferdinand
- ...
Esqueci

..
E acho que o post anterior foi um dos mais comentados dos últimos meses. O pior é que foi feito em pouquíssimo tempo, em uma noite qualquer.
Eu não sou uma pessoa que comenta muito em blogs e afins, porém fico bem feliz em receber comentários.

Ok, não precisa comentar este post.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Momentos Calça Fusô



Posso ter vários defeitos, mas se tem uma coisa que eu sou boa é minha memória cronológica. Consigo lembrar os lugares em que fui quando tinha 11 anos, lembro dos nomes de meus colegas de escola de quando eu tinha 5 aninhos, sei o que eu fiz em cada ano de minha vida...

Por isso é relativamente fácil de lembrar alguma coisa do gênero ¨meu passado me condena¨. Porém, dentre todas as ridicularidades, acho que a moda em si é um tanto condenável.
Quando eu tinha 11 anos, usava as calças jeans skinny – que todo mundo usa atualmente.
Depois, aos 13, a coisa mais ridícula do universo era usar calça skinny. A moda era usar a calça...bailarina! Sim, bailarina. E calças jeans com o mesmo modelo, ou seja, com a barra da calça mais larga, um pouco menor do que a boca-de-sino (essa p### tem hífen agora?).
Ah, e para os esquecidos de plantão (ou para aqueles que não querem se lembrar), também teve a moda da calça pescador! Quem nunca usou a famosa calça pula-brejo (lá vem a m#### do hífen de novo) com Keds? Esqueceu o que é Keds? Veja a foto. E o sapato de açougueiro?

Mas nada, nada supera uma roupa que usei muito dos 6 aos 13 anos: camiseta e shorts fusô. Ou calça fusô, presa na sola do pé. Me-do.
Não quer relembrar esses momentos solenes?
Vai lá, abre sua caixa de fotos antigas (naquela época, era tudo na base da revelação mesmo) e veja com seus próprios olhos. Redundâncias à parte, uma coisa eu não duvido: você vai rir muito.

Regrinhas e mais regras

As novas normas ortográficas, como qualquer mudança estrutural, acabou me desanimando a escrever. Como regras gramaticais podem somente piorar a nossa vida? A língua portuguesa já é naturalmente elitizada, com verbos de pouca (ou nenhuma) utilização, conjugações confusas e, o pior de tudo, regras gramaticais com tantas exceções que acabam anulando a própria regra.

Nunca decorei deliberadamente nenhuma regra gramatical, em nenhuma língua. Vou aprendendo com a prática mesmo, de tanto escrever, ler, etc. Quando consulto muito determinada regra, em gramáticas e afins, é que começo a decorá-las por inércia.
...

Mas nunca me julgarei conhecedora de uma língua. A língua se transforma o tempo todo, pois ela é parte mutável de nossa cultura. Dizer que é fluente em alguma língua nada mais é do que uma lorota, simplesmente porque, se você parar de praticá-la, acaba esquecendo ou cometendo erros.
Exemplo: Outro dia fui a uma festa em que 90% das pessoas só falavam inglês. Eu, que estava há mais ou menos duas semanas somente falando português, me enrolei no começo. Depois fluiu, mas parece que, no começo, há teias de aranha em seu cérebro que impedem de conectar as frases e pensamentos em determinada língua.

Se não há prática e aprimoramento, a tendência de uma língua é de ficar enferrujada. Ou, pior, de cair no esquecimento e morrer.

Algumas das sílabas japonesas - katakana. Só faltam mais umas 2 mil para eu decorar...

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Vôlei e roupas

Férias boas eram aquelas em que eu tinha uns 11 anos, não tinha nada para fazer – a não ser jogar futebol, vôlei, ir ao shopping com as amigas...Enfim, época em que era alienada, não tinha a menor idéia do que era alienação e, melhor ainda, não me sentia culpada por isso.

Mas um momento de minhas férias que me lembro perfeitamente foi quando eu tinha uns 13 para 14 anos: foi quando fiquei viciada em silverchair e me prontifiquei a traduzir suas músicas, para entender ¨que raios eles cantam¨. Foi a partir daí que posso dizer que realmente aprendi inglês – não, não foi em cursos de idiomas ou coisas assim. Um marco educativo e criativo em minha vida.

Voltando à vida real...
Até o momento, minhas pequenas e merecidas férias foram produtivas, exceto pelo fato de que passei horas e horas olhando lojas de roupas em busca de promoções. No final do dia, um sentimento de prazer e culpa (típico de bens materiais) ficaram rondando minha cabeça.
Melhor comprar em brechó.

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Melhores e Piores

Quem é mais gracinha? Os rapazes do MGMT ou os gatinhos?

Ah, eu também quero fazer minha listinha de melhores e piores.

Não vou fazer de filmes porque simplesmente não vi quase nenhum em 2008. O mesmo posso dizer de livros – faz uns dois meses que parei de ler o último e, desde então, estou iletrada.

Mas, obviamente, tais assertivas não se aplicam às músicas. Sempre que posso, estou à procura de novas e interessantes trilhas sonoras.

Eis meu Top 10 álbuns mais ouvidos de 2008:

Jimmy Eat World – Futures
MGMT – Oracular Spetacular
Molotov – Apocalipshit
Tom Zé – 1968
Nação Zumbi – Fome de Tudo
The Verve – The Forth
Oasis – Dig your own Soul
Coldplay – Viva la Vida
Nine inch Nails – The Slip
Weezer – The Red Album
Gnarls Barkley – The Odd Couple

Top 10 músicas mais ouvidas em 2008 (de acordo com meu MP3):
Madonna – 4 Minutes
The Verve – Love is Noise
Kanye West - Stronger
Nine Inch Nails – Discipline
Nação Zumbi – Fome de Tudo
Junior Senior – Go Junior, Go Senior
Gnarls Barkley – No Time Soon
Justice – D.A.N.C.E
Moby – Alice
Coldplay – Lovers in Japan

Top 10 Melhores Shows de 2008:
....
Radiohead
Weezer
Gilberto Gil & Ganga Zumba
....Eu juro que não lembro de mais nenhum, de tão legais que foram os outros!

domingo, dezembro 21, 2008

Chorando no Natal.

Eu sempre afirmo e reafirmo que odeio o Natal. Ponto.
Mas esta foi a primeira vez em minha vida que chorei por causa da data. Conto.

Sexta-feira, 19:00
Mais uma aula de japonês com uma japonesa incrível, a Maiko (eu realmente adoro-a), depois de um dia de trabalho. Caminho num frio de seis graus em direção a Sakae, o principal ponto dos beberrões e baladeiros de Nagoya. Ia pegar meu MP3 para desencanar do dia quando ouço uma música bem baixinha. Parecem sinos soando – música de Natal. Meus olhos se enchem de lágrimas, guardo meu MP3 na bolsa e caminho enquanto o som natalino rola nas ruas frias e iluminadas de Nagoya. As lágrimas escorrem - “nunca vi nenhum japonês com mais de dez ano escorrer uma lágrima” - não ligo para os olhares desconfiados e curiosos dos japoneses e choro, ando, tropeço.
O por quê? Não sei, andar sem rumo por uma cidade fria em clima de Natal é algo realmente inédito em minha vida.

Sábado, 16 horas.
Mais uma aula de japonês, com o Hisaaki, em um café de Nagoya. Pego o moccacino fervente, tamanho médio. Ele, o café com leite gelado. Sentamos na mesa, conversamos, ele me corrige, eu o ensino algumas expressões em português. Tenho que sair, terminar uma matéria, por isso nos despedimos mais cedo e combinamos o encontro da semana seguinte.
Eis que Hisaaki abre a bolsa e me entrega um presente. Senti uma emoção profunda, me deu uma vontade imensa de chorar e abraçá-lo, porém isso é extremamente estranho no Japão. Me limitei a agradecê-lo e dar um leve abraço na despedida.

Presente do Hisaaki: CD da banda Asian Kung-Fu Generation e um creme com cheirinho de frutas

Domingo, 00:00
Hiro me liga e conversamos por mais de duas horas no celular e no Skype. Não tenho paciência de falar em japonês, então limito a me expressar em português com algumas expressões em japonês. Converso, penso, e o entendo. Durmo cansada, porém feliz pela conversa produtiva e cabeça.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

E o sapato vai para...


Jogar um sapato não é o suficiente, afinal agora o pessoal dos EUA deveria efetivamente acertar o sapato no Bush – ele com certeza leva o troféu “sapatada” 2008.

Que pena que não acertou...

Não tenho ninguém em especial para personalizar a sapatada, porém confesso que morro de vontade de tacar um salto agulha (comprado na liquidação) em alguma vidraça de lojas requintadas e luxuosas. Só para assustar as madames consumistas, afinal, infelizmente meu pé é tamanho 34 e eu não conseguiria machucar ninguém.

É para elas se lembrarem de que estamos em crise.

domingo, dezembro 14, 2008

Mais um ano que se vai...


Lá vem o post com análise do ano. Eu vi que todos os anos faço isso, e resolvi reler meu blog por um tempo. Um túnel do tempo se passou em minha cabeça, e não pude deixar de pensar na minha vida, na nostalgia e no sentido de “sentir-se viva”.

Diante das análises que fiz nos anos anteriores, acho que esse ano é o mais difícil de definir, pois com certeza não foi ruim, lento ou qualquer coisa: ele simplesmente foi dividido em trimestres, como se a cada três meses minha vida virasse de cabeça pra baixo.

Claro, quem acompanha minha vida sabe que 2008 foi o “ano de minha vida”.
Vai ser difícil elencar as principais coisas. Vou tentar, e sugiro mais: que todos os leitores deste blog também façam suas respectivas listas.

Aspectos positivos de 2008:

  • passou rápido

  • aprendi a me cuidar

  • virei mulher/adulta

  • posso me considerar uma pessoa globalizada – nunca pensei que, em uma só noite, eu teria que conversar em português, inglês, japonês e espanhol.

  • Sei que posso me virar sozinha – e gosto de minha companhia

  • estou menos ansiosa

  • fiz, em um ano, todos os estágios e empregos possíveis

  • acho que as pessoas me levam mais a sério

  • minha intuição esteve aguçada em 2008

  • eu fui ao show do Radiohead. Ponto.

Resumindo: virei adulta em 2008.

Aspectos negativos de 2008:

  • minha saúde esteve péssima em 2008. Acho que nunca fui tanto ao hospital como neste ano.

  • Me arrependi de algumas decisões, como me separar de meu namorado.

  • Quase fiquei sem casa, comida e roupa lavada do outro lado do mundo

  • me senti em uma selva de pedras em relação a muitas pessoas

  • não estar mais em Bauru

  • definitivamente eu odeio São Paulo e não tenho a menor saudades do stress, da poluição e da violência da maior cidade do Brasil. Com certeza prefiro Nagoya.

Resumindo: estou achando difícil virar adulta..

Falo isso e deixo para o final a tal da crise, que realmente não sei se é boa ou ruim. Acho que é boa, porque eu sempre quis estar viva em um momento de quebra de paradigmas.

............

Para continuar este post longo, porém necessário diante das tradições incutidas neste blog, vou analisar um pouco minhas próprias retrospectivas dos anos anteriores - meus comentários estão ao final de cada post. Dá para ler inteiro clicando no link do respectivo ano.

2007

O que foi bom em 2007:
- shows que fui: Roger Waters (delírio total), Aerosmith, Velvet Revolver, Placebo, Bjork, The Killers, Tom Ze na Unesp, e mais.
- minha pesquisa de iniciação cientifica foi, finalmente, reconhecida: ficamos em terceiro lugar dentre as melhores pesquisas de iniciação cientifica do Brasil pelo Intercom 2007.
- Radiohed
- Greve na Unesp, ocupação da USP, rebeliões na universidades publicas.
- sinceridade, essa foi minha marca de 2007
- projetos, projetos, projetos de vida
- a volta da minha irmã
- viagens, participações em congressos e premiações

Mas, no geral, 2007 foi um ano ruim. Vamos lá:

- já pensou em morar em um local que você odeia? Sim, morei por um ano nesse lugar
- pressão imensa por causa da iniciação cientifica
- não se sentir bem com pessoas que você adorava
- mudança de cidade, mudança de paradigmas, mudanças.
- família e familiares: fonte de problemas em 2007
- nenhuma paz

Comentário:É, pelo jeito 2007 foi um ano bem mais light, visto de fora...

2006

Quanto ao Ano Novo...eu achava que ia gostar da data, até porque ela nem é tão familiar assim. Mas pra falar a verdade...depois dos 10 anos, nunca mais gostei de ano novo também. Não gosto de datas "programadas" pelo comércio, pela mídia e pelas pessoas. Ela não representa absolutamente nada para mim. Sem contar que o Natal e o Ano Novo não condizem com nossas condições climáticas: onde já se viu comer pernil assado, panetone e vinho num calor de 36º? Preferiria comer uma salada bem feita, um sorvete de goiaba e um suco de melão.


Comentário: eu ainda não gosto de Natal, mas admito que estou ansiosa para comer peru e outras carnes gordurentas. (Eu posso! Estou num frio de três graus, ok?)

Esse semestre foi bom porque tive várias conquistas importantíssimas pra mim. Parece que o primeiro semestre foi uma preparação para a grande hora - a hora da conquista seria no segundo round.
Diante dessa análise, talvez o semestre tenha sido muito bom mesmo, entretanto eu só consigo reclamar das coisas que ainda não conquistei e esqueço de agradecer as que já tenho.
Tá, lista das melhores coisas do semestre e do ano:
- mudar de casa
- meu namorado
- pesquisa da fapesp
- passar na auto-escola
- viagens, muitas viagens inesquecíveis (japão,ilha solteira)
- baixei mais músicas em meses do que na minha vida inteira (e viva os torrentes)
- descobri que esporte realmente deixa as pessoas melhores
- ........faltam alguns dias pra acabar né?

Comentário: Ôooooo vida boa e molenga que eu tinha...Mudar de casa? Isso é fichinha.

2005

Nao era pra postar duas vezes, mas eu devo fazer isso porque eu acho que nao entro na net antes do ano novo...
E a tal da retrospectiva. Esse foi, definitivamente, o ano em que ocorreram mais mudancas na minha vida:
- virei veterana (errr)
- minha mae e irma foram para o japao
- fiquei amiga do meu pai
- me estressei como nunca
- chorei como nunca
- me apaixonei pela primeira vez
- aprendi a dirigir
- fui reprovada na auto escola
- conheci o outro lado do mundo
- vi a neve
- viajei 23 horas de onibus e 23 horas de aviao (em viagens diferentes)
- senti saudades e a famigerada solidao
- pela primeira vez, nao fui a todos os shows que eu queria
- duvidas, muitas duvidas
- mensalao, lula nao sabia, greve, movimento estudantil
- aulas que mudam a vida e que trazem novos significados e interfaces
- aproveitar o semestre (ou nao) como nunca
- rever e ver as amizades

Comentário: como eu senti solidão? Não entendi, sinceramente. Quanto à reprovação na auto-escola, confesso que é um saco, mas eu fui reprovada duas vezes na auto-escola daqui e nem elenquei como as piores coisas do ano. Ou seja, esse ano também foi fichinha.

Estou me desdenhando. Tsc Tsc.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Natalinas

Acho que já terei meu melhor presente de Natal do ano – a visita de minha mãe.

Embora não seja o melhor (talvez seja o pior) momento para ela vir até aqui, devo admitir que não tenho pensado em nenhum outro presente melhor do que isso. Ah, talvez o que ela trará na bagagem – comidinhas brasileiras que me fazem falta, como um queijo branco (aqui não existe queijo branco).

Parece uma faca de dois gumes, mas o que mais desejo no momento é que o Fórum Social Mundial de 2009, no Pará, delibere medidas práticas neste momento tão dramático em que vivemos. Se os especuladores/capitalistas/governantes já tomaram medidas concretas, acho que todos podemos tentar algo para o lado mais fraco.


Infelizmente não consigo fazer nenhum pedido mais concreto, porém só posso predizer que 2009 será como 1929 – com o adendo de uma crise corrosiva do meio ambiente.

Veja o que rola aqui no Japão.

Japan Times

Jornal para brasileiros no Japão


quinta-feira, dezembro 04, 2008

Amizade homem mulher

Venho pensando nesse assunto por um bom tempo, sobretudo depois que cheguei aqui no Japão. Podemos dizer que passei mais de três meses sem conseguir fazer amizade com nenhum indivíduo do sexo feminino, por diversas razões. Embora eu sempre tive mais afinidade com pessoas do sexo masculino, não é fácil ficar sem as famosas conversas de garotas.
Hoje tenho algumas amigas, porém também diminuiu a quantidade de amigos. Coloco em destaque porque realmente levei um pouco a sério a afirmação de um colega, que me disse, apenas uns dias depois de embarcar no Japão, o seguinte:

- Não existe amizade entre homens e mulheres, principalmente depois dos 20 anos. Nenhum homem se aproxima de uma mulher sem segundas intenções. E vice-versa.

Discordo do vice-versa, mas talvez seja verdade. Fiquei pensando em todos os amigos que tenho/tive em minha vida, e percebi que grande parte já tentou, pelo menos uma vez, ficar comigo. Quando viram que não rolava é que virou apenas amizade – e muitas vezes mais fortes do que com mulheres. E é assim: ou a amizade entre homens e mulheres fica mais forte do que entre pessoas do mesmo sexo, ou ela acaba de vez. Por isso, toda vez que algum rapaz se aproxima de mim, já tenho certeza de uma coisa – ou ele vai sumir de vez, ou vai ser um grande amigo, daqueles que sempre estarão comigo. Sem pretensões também acontece, mas como eu sempre acho que as pessoas são despretensiosas até que se prove o contrário, frequentemente acabo me dando mal.

Quanto às mulheres, a amizade surge sem grandes pretensões, por isso é mais fácil sentir firmeza em amigas mulheres. Porque se a garota se aproxima de você, a intenção dela só pode ser uma (no caso de heterosexuais): quer ser sua amiga. Não há nada além disso, sendo simples de a amizade surgir – como também é mais fácil ainda de a amizade se quebrar, por um motivo igualmente óbvio: homens.

Embora toda regra tenha sua exceção, um pouco de cautela na hora de dar seu telefone a um garoto – achando que ele quer apenas sua amizade – não faz mal a ninguém. Experiência própria de mensagens de celular indesejáveis.