Sendo moralista, porém realista...
Ela é linda, maravilhosa, rica, todos querem ser ela.
Todo mundo já teve uma amiga assim, certo? Bem, sinceramente...eu não.
Não existem pessoas perfeitas neste mundo!
Ok, posso estar sendo de certa forma hipócrita, mas dificilmente eu fico com inveja de alguém por ela ser quem ela é.
Inveja é algo impossível de não sentir, contudo eu a sinto de maneira esporádica, não por alguém em si. Pela pessoa itself (nossa, eu detesto usar palavras em inglês, mas é difícil traduzir a expressão para o português) não vale a pena de jeito nenhum. Você só se desgasta e fica mal, sendo que poderia gastar suas energias em outra coisa.
Sim, a sua amiga é linda e rica, mas...é burra que nem uma porta.
*Isso é o fato mais comum, querendo ou não.
Ou...¨nossa, ela é linda, rica e inteligente!¨
* Gente, ser rica não é qualidade da pessoa. É algo externo a ela e, em minha opinião, não necessariamente algo bom. Ainda mais quando se tem menos de 30 anos e não se é artista/famoso (caso de 99,9% das pessoas), dificilmente a garota será rica por méritos próprios.
No entanto, isso é questão de maturidade. Quando somos adolescentes, queremos ser como nossos ídolos, nossos amigos, etc. Depois dos 20 anos, você percebe que isso é uma babaquice - a não ser que você ainda tenha mentalidade de alguém de 13 anos. Porque, quando eu tinha essa idade, me lembro da tal da inveja da amiga linda-querida-inteligente...
E, beleza então, nem se fala. Ela é extremamente subjetiva e calcada em valores culturais.
Por exemplo, eu estava vendo televisão com meu amigo japa e eu disse:
- Nossa, a Alicia Keys é linda, né?
- Afeee, ela é gorda! - ele responde.
- Gorda? Como assim? E a Britney?
- Horrível, já vi ela ao vivo. O cabelo dela é esquisito.
Fiquei pasma com os comentários nonsense dele, mas foi isso mesmo. Acho que ele disse que a Salma Hayek era bonita, algo assim.
Outra: tenho uma amiga aqui que é padrão ocidental de beleza, e linda. Os brasileiros e os gringos também a consideram muito bela. Porém, os japoneses...acham ela ¨areia demais para o caminhãozinho¨(leia-se gorda e alta demais).
Algumas famosas que parecem bem próximas da perfeição - por isso, deve ser difícil ser amiga delas:
- Fernanda Lima - é linda demais da conta, parece super zen e compenetrada
- Natalie Portman - linda e mega inteligente (fez Harvard, se bem que isso não significa graaaandes coisa)
segunda-feira, abril 27, 2009
Ordinariamente bonita
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Tatiana Aoki
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quarta-feira, abril 22, 2009
Saudade do meu iPod de 2g...

Os geeks e amantes das inovações do iPod que me perdoem, mas estou morrendo de saudades do meu bom e velho iPod 2g.
Sim, para quem não sabe, furtaram meu iPod no Japão e tive que comprar um iPod quarta geração.
(Sim, isso mesmo: furtaram meu iPod aqui no Japão. E foi um japonês, porque onde eu moro não tem brasileiros)
Enfim, por este motivo - e não porque eu queria um iPod novo ou qualquer coisa do gênero - comprei um novo. De 16g, para apelar mesmo e não sentir necessidade alguma de tirar músicas por falta de espaço.Ok - na verdade eu comprei de 16 g porque não havia opções além de 8 e 16 gigas. E a diferença de preço entre os dois era ínfima.
Mas vamos aos poréns:
- Meu Click Wheel (aquela bolinha no meio do iPod que gira) não funciona direito. É mais sensível do que o da geração anterior e, por isso, qualquer pequeno movimento já o faz aumentar de volume, mudar a música, entre outros.
- Quando ouvimos a música, o álbum não fica aparecendo na tela. Pô, eu, que tenho a discografia dos Pretenders e não conheço a banda direito, quero ver de qual álbum é a música que estou ouvindo. E, por enquanto, não descobri como fazer isso.
*Alguém sabe?
- Muito espaço para músicas acaba virando uma confusão, sobretudo para quem (como eu) que morre de preguiça de fazer Playlists para todas as ocasiões. Por exemplo: às vezes eu estou toda feliz andando de bike e começa a tocar uma música depressiva do Radiohead. Na hora, eu penso: por que eu não fiz a maldita Playlist para os dias tristes?
- Não havia opções para um iPod Nano com menos de 8G. Como assim, minha gente? Antes, era possível comprar um iPod Nano de 2, 4, 8Gigas. E, agora, só de 8 em diante, com uma diferença ínfima de preço entre os dois modelos? Se eu quiser pagar menos, tenho que comprar o tosco do Shuffle, que nem tela tem?
- Design: nem sempre um iPod finíssimo é melhor para o uso. Esse iPod Nano é tão, mas tão fino, que dá medo de segurar. Eu havia comprado uma capinha de espessura normal, mas achei que não era o suficiente - e tive de comprar outra, mais grossa.
Ok, quando eu comprei o anterior eu reclamei à beça, e depois passei a amá-lo. Mas a quantidade de pessoas reclamando na web sobre os mesmos assuntos é absurda!
Antes de gastar seu dinheirinho em um iPod, pense antes, porque é certeza que terá algum tipo de dor de cabeça ou dúvidas inimagináveis...
Essa foi uma pequena pesquisa que fiz nos fóruns:
Meu Click Wheel não funciona
Meu Click Wheel não funciona - Fórum Apple
Problema com o Click Wheel
Scroll do Ipod
Pulando músicas no iPod
Pô, agora que eu vi: minha postagem anterior foi a 400! Caraca...
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Tatiana Aoki
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04:13
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segunda-feira, abril 20, 2009
Baratas Tontas
Eu, com minha mania absurda de navegar sem rumo pelo cyberespaço, descobri uma página que contém muitos dos sites que frequento.
Lá estão, de uma só vez, sites de notícias, de relacionamento, sites de compartilhamento (eee), entre muitos outros populares na rede.
A construção foi feita por japoneses, mas o site está em inglês.
mais interessante é visualizar todos esses links como uma linha de metrô, bifurcando-se de acordo com o gênero do site - e cruzando, é claro, como toda rede complexa de conteúdos.
Na verdade a ideia de simular quaisquer redes - seja de sites, gêneros musicais (como feito pela revista Superinteressante) e outros - usando mapas de linhas de metrô é um pouco batida.
Mas uma coisa é simular a rede de metrô de São Paulo. Outra, é fazer uma rede como a do metrô de Tóquio (abaixo).
Pra quem achava que o metrô de São Paulo era confuso, imagina se perder num desses aí. Quando eu cheguei no Japão, quase surtei pela quantidade de pessoas (meio parecidas, diga-se de passagem) andando para lá e para cá, todas sabendo exatamente para onde ir.
Se eu não tivesse um guia em Tóquio, acho que teria perdido muito dinheiro por perder o horário do trem...
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Tatiana Aoki
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05:22
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quarta-feira, abril 15, 2009
Minha avó, meus pés e os dinossauros
Acho que, se eu pudesse voltar ao passado, seria para consertar meu futuro. Então, considerando que hoje sofro sequelas por ter exagerado no passado, mudaria o seguinte:
Não teria jogado futebol e feito tae-kwon-do, ao mesmo tempo, por dois anos seguidos.
Isso deixou meus pés todo esfolados, calejados, ossudos, e com sequelas.
Por exemplo, eu não posso mais jogar futebol, porque meu tornozelo dói. Exagerei por um tempo, agora nunca mais poderei usar chuteiras - ou dar chutes de tae-kwon-do.
Ok, eles sempre foram feios, mas ficaram piores depois que pratiquei esportes que usam praticamente só os pés.
....
Mas, se fosse algum passado no estilo ¨máquina do tempo¨, acho que voltaria a algum tempo bem remoto, como a época dos dinossauros. Será que eles eram iguais aos do filme Parque dos Dinossauros? Grandes mesmo? Será que realmente existiram? Porém acho que não conseguiria sair viva da pré-história para voltar ao presente e dizer o que achei. Err. Seria um atestado de suicídio.
Eu morro de aflição dessa cena
Ou, para finalizar, voltaria ao ano de 1995 e teria uma conversa com minha avó, que faleceu quando eu tinha nove anos. Queria conversar com a idade que tenho agora, sem o pensamento de uma criança, e ver o que ela pensa da vida. Ia ser bacana.
...
Colocando a nostalgia de lado, vamos ver...se eu acordasse com 30 anos.
Não vai demorar muito – daqui a exatos sete anos.
Eu quero estar aprimorada no que invisto agora. Ponto.
E não quero ler isso daqui a sete anos.
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Tatiana Aoki
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22:50
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domingo, abril 12, 2009
Sai maldição?

Fazer um Brilho Eterno de uma mente sem lembranças pode ser recomendável a curto prazo se queremos esquecer alguém.
Para esquecer ex, existem três fórmulas básicas, cujos termos foram inventados por mim:
1) distância física
2)distância efetiva
3)conhecendo o mundo.
A primeira é fácil. Simplesmente fuja de seu ex - não frequente os mesmos lugares que ele, não tenha mais o telefone, email, ou qualquer forma de contato do garoto.
Distância efetiva: bom, de nada adianta você deletar o ex do celular e não frequentar o mesmo círculo de amigos se você continua fuçando (e vigiando) o Orkut dele com seu perfil fake.
A distância efetiva é você largar o vício maldito de vigiá-lo sem o consentimento do cara.
Se continua perguntando para a amiga se o viu na festa, o vigia pela internet ou pratica qualquer forma mascarada de vigilância, você nunca conseguirá esquecê-lo.
E, por último, a fórmula menos dolorida de todas: saia e conheça o mundo! Você acha seu ex insubstituível? Acho que você falou isso do seu antigo ex, não? Quem era mesmo ele?
...
Ps: nenhuma dessas fórmulas funcionam se você simplesmente não quer esquecer seu ex, porque acha que ainda tem chances de reatar.
Ps2: esse post é para o Tudo de Blog. Não necessariamente se aplica à minha vida.
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Tatiana Aoki
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23:46
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quinta-feira, abril 09, 2009
A boa alienação.
O BBB acabou na terça à noite (quarta de manhã, por aqui). E eu não sei absolutamente nada sobre o programa. Juro, vejo toda hora em sites de notícia manchetes como ¨a mais lida¨ e tal, mas não tenho nenhum interesse em saber sobre isso.
É bom saber que não perdi meu tempo discutindo quem vai ganhar o BBB, quem da casa é o mais falso, se cicrana já posou nua e etc.
Fico feliz que isso tenha acontecido porque, sinceramente, sou o tipo de pessoa que gosta de ter controle total sobre minha vida. Não gosto de me sentir tentada a assistir lixos televisivos ou a ler sites de fofocas. Por isso também que evito jogar videogame, fuçar no Orkut e usar o MSN inutilmente.
Concordo que abstração é bom, em certo sentido, porém já sou viciada em música – fato que consome grande parte de meu tempo livre na internet.
Sou daquelas que fica 3, 4, 5 horas procurando músicas na Internet. Às vezes nem eu acredito, porém quando olho o relógio na lateral do meu computador...tarde demais, esqueci completamente o que eu ia fazer na web.
Por isso, normalmente eu já tiro parte do meu final de semana para fazer isso. Faz uns 10 anos que adotei essa prática de desejar ouvir determinados álbuns, procurar até achar e...bom, acho que todos sabem como se faz.
....
Mudando de assunto: finalmente o Japão esquentou. Sentir um calor de 20 graus, não precisar mais ligar o aquecedor e ter que tapar o sol com as mãos são sensações muito boas.
E percebi também um movimento fashionista bizarro: enquanto eu comecei a usar saias, as japonesas começaram a usar calças. Sim, aqui é exatamente o contrário: inverno e outono – saia curta e tudo mais; verão e primavera – calça e tudo o que puder para fugir do sol.
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Tatiana Aoki
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05:43
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sábado, abril 04, 2009
Indo embora e voltando
Agora que minha temporada no Japão está acabando, vou divulgar uma lista tosca que fiz com os Cds que me marcaram durante esse tempo na terra do sol nascente.
Depois vou fazer o saldo básico de minha estadia aqui, mas não agora. Estou super ocupada arrumando minhas coisas.
Mas antes, vamos lá:
2008:
- Agosto- MGMT - Oracular Spetacular
- Setembro - Jimmy Eat World - Futures
- Outubro - The Verve - The Forth
- Novembro - Oasis - Dig out your soul
- Dezembro - Molotov - Apocalipshit
2009:
- Janeiro - Pink - Funhouse e The Killers - Day & Age

- Fevereiro - B52´s - Time Capsule e Franz Ferdinand - Tonight

- Março - Lilly Allen - It's not me, it's you e Kings of Leon - Only by the Night

- Abril - Pink Floyd - The Piper at the Gates of Dawn e O Rappa - 7 vezes

Em abril...vamos ver, não estou viciada em nenhum CD até o momento. O ruim é que, depois que eu voltar, não vou poder ouvir estas músicas sem sentir um aperto no coração.
E vocês? Têm músicas que marcam de um jeito absurdo? Acho que todo mundo...
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Tatiana Aoki
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22:17
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domingo, março 29, 2009
O futuro do Jornalismo, Lily Allen, O Rappa
Lendo jornais por aqui, vejo que, tanto nos EUA como no Brasil, jornais fecham a rodo. O que eu trabalhava, fechou.
Ora, quem compra jornal hoje em dia? A não ser eu, macaca velha que adora jornal – e não só para embrulhar peixe, mas para ler mesmo – grande parte das pessoas que conheço não lêem jornal. Alegam que podem ler de graça na Internet.
Eu ainda compro o bom e velho jornal, pelo menos duas vezes por semana. E o faço porque sei que vale a pena, que o material tem o mínimo de qualidade desejável para eu me manter informada e entender, pelo menos um pouco, o contexto do que se passa.
E o futuro do jornalismo, pauta de grandes discussões entre os jornalistas? Bom, o jornalismo que a gente conhece não mais existirá, mas considero isso um grande prejuízo a todos, porque é a consolidação da quantidade em detrimento da qualidade. Não estou dizendo que se você não é jornalista a notícia ficará ruim, porém prefiro ler uma matéria de jornal a ficar acompanhando twitteiros cobrindo, por exemplo, um show ou uma sessão da Câmara.
“Agora, Fulano falou isso”
“Cicrano colocou o dedo no nariz. Que nojo”
Esse tipo de asneira corre solto no twitter da vida.
Fatos por fatos, vivo minha vida. A vida exige análises, não somente fatos esparsos.
...
Para me autocriticar, também aponto uma outra crise: a musical. É claro que ninguém precisa carregar, no bolso, cerca de 600 músicas de uma só vez, e com qualidade sofrível. O artista se mata para gravar o aí vem um espertinho, pega o cd demo e o distribui na internet, dizendo que está “saindo do forno”. Ora, o CD não está pronto! Mas vazou, e as pessoas não se importam se a qualidade é sofrível ou não, apenas se declaram felizes por terem pego o CD “de graça” – a custo de risco de vírus fatais ao computador, bem como buscas, muitas vezes frustradas, de um álbum apenas audível.
...
Ah, só para descontrair e justificar o termo autocrítica dito anteriormente, vou falar o que estou ouvindo:
- Kings of Leon - Only by the Night
- Lily Allen - It's not me, it's you
- O Rappa - 7 vezes
Me surpreendi com a Lily Allen, porque eu a achava pretensiosa demais, uma vozinha tosca e mais uma da geração cantoras inglesas. Porém, me surpreendi: as letras são muito boas e ficam interessantes ao som da melodia, que normalmente não combina muito com o conteúdo da letra - esta, em grande medida, bem pesada. No "It's not me, it's you", você encontra temas como sexo, luxúria, drogas e rock'n'roll. Com uma melodia parecida com..."Smile".
Se você é homem, tenta entender as garotas e não consegue assistir Sex and the City...Bom, ouça "It's not me, it's you". Vai aprender um bocado, principalmente com a música "Not Fair".
...
Já o Rappa...os caras são bons, isso todo mundo já sabe, mas esse cd é bom hein? "7 vezes" me surpreendeu, seja nas letras, seja na melodia. Palmas para o baixo, que deixa tudo mais virtuoso. E as letras, claro. O show do Rappa ao vivo já é uma atração aa
É daqueles álbuns que você ouve uma vez e já curte tudo.
Mostrei a música "Meu mundo é o Barro" para meus amigos japas, e eles imediatamente curtiram. Ao contrário do Tom Zé e Nação Zumbi (minhas favoritas, por ora), que eles acharam um tanto "estranho".
Não tem jeito: acho-a linda!
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Tatiana Aoki
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domingo, março 22, 2009
Hoje a entrevista será com... Clodovil!

1) Clodovil, eu sei que você já bateu as botas, então agora deve estar com a língua mais afiada do que nunca.
Clodovil – Olha, benhê, seguinte: eu morri, mas escrevi um monte de fofocas dos bastidores de dois lugares semelhantes – o mundo da moda e o da política.
2) Aliás, Clodovil, porque você resolveu entrar para a política? Você realmente entendia do assunto?
Clodovil – Queridaaa, é claro que eu não entendia, mas o Frank Aguiar entende? E o Aguinaldo Timóteo? O Silvio Santos também tentou ser presidente, só para você parar de me esculhambar e se precaver antes de perguntar bobagens, ouviu?
3)OK, OK, da próxima vez eu pesquiso um pouco mais sobre candidatos bizarros concorrendo às eleições.
Clodovil – Você me acha bizarro? É isso que quis dizer? Te pego na barca do inferno!
3) Não, não, senhor Clodovil! Eu não quis dizer que o senhor é bizarro, longe disso! Aliás, é muito sensato de ter chamado a deputada Cida Diogo de feia, com certeza.
Clodovil – Japoronga escrotaaaaaaaaaaaaaaaa!! Vou te pegarrrrr
4) E vamos ao intervalo comercial, com o programa Alto da Barca do Inferno.
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Tatiana Aoki
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sexta-feira, março 20, 2009
Primavera Harumi Spring
Faz tempo que eu não escrevo...
Mas hoje, depois de muito tempo, me sinto feliz.
Começou a primavera. No Brasil, esse lance de estações do ano parece bobagem mas, no Japão, mudar a estação significa, literalmente, mudança de vários hábitos, aposento de algumas peças de roupas e retirar do armário outras, as ruas tornam-se floridas, etc.
A maior felicidade é sentir uma brisa mais quente e não ter que dormir com quatro cobertores. Nem ter que ligar a água quente para lavar a mão.
....
O mais engraçado é que eu estava me achando porque não tinha ficado doente no inverno. No Japão, o pessoal toma até vacina para não ficar doente, porque parece uma epidemia mesmo.
Até que, do nada, peguei a pior dor de garganta da minha vida. Resultado: começo a primavera tomando 4 tipos de remédios...
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Tatiana Aoki
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sábado, março 07, 2009
chinesa que perdeu o vôo. Versão com legendas em português.
Fazia tempo que eu não ria tanto...
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Tatiana Aoki
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quinta-feira, março 05, 2009
Você, não.
Eu já fiz um blog anônimo. Daqueles com pseudônimos, em inglês, absolutamente velado...
Mas não passei do primeiro post, como grande parte dos blogueiros. Além do fator preguiça, é bem difícil manter dois blogs - demanda um tempo longo para administrá-los.
Nesse blog eu escreveria o que eu
O que eu escrevo em meu diário pessoal?
Nossa, além de escrever minhas nóias diárias, reflito egocentricamente sobre mim. Acho que é por isso que gosto de ficar sozinha: tenho tanto a descobrir sobre mim mesma que às vezes deixo de me preocupar com o que acontece janela afora.
Mas, para contemplar a vida em sociedade, faria algo bem diferente: um banco de dados anônimo sobre todas as pessoas não recomendadas - por mim, claro. Colocaria os motivos, o perfil, todos os contatos e o que ela fez para ser considerada "não recomendada". Sim, faria resenhas sobre pessoas, assim como eu faço para álbuns de música ou filmes. Utilidade pública, talvez.
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Tatiana Aoki
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segunda-feira, março 02, 2009
O tempo.
Eis o tempo. Ele passa de um jeito absurdamente rápido à medida que ficamos mais velhos.
Sim, fiz 23 anos e esqueci de comentar por aqui. Não comemorei muito, porque eu detesto ficar mais velha.
Também faz uns sete meses que estou no Japão.
Já pensaram em que, quanto mais inutilmente a gente gasta o tempo, menos tempo parece que temos? Fiquei umas duas semanas sem estudar nada, por motivos particulares, e parece que meu tempo encurtou. Como isso acontece? Acho que, nesse ínterim, gastei muito tempo em coisas inúteis, como ficar no orkut e/ou olhar sites de fofocas do Oscar, por exemplo.
O ruim e o bom da Internet e da era da informação é a quantidade de informações disponíveis. Se nos deixarmos levar, vamos ficar horas e horas respondendo scraps do Orkut e lendo a notícia de que Angelina Jolie pode estar em depressão, em vez de resolvermos nossos próprios problemas. Aí, quando menos percebemos, estamos presos em nossa própria miséria intelectual.
Eu ainda preciso achar tempo para voltar a ler livros, estudar, fazer freelancers, correr, andar de bicicleta e, agora, tomar conta de minha vida.
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Tatiana Aoki
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segunda-feira, fevereiro 23, 2009
Quero ser homem?

Se eu fosse homem por um dia.
Espero que, um dia, ninguém precise fazer essa pergunta, para todos nós agirmos da mesma forma, sem papéis exclusivos para homens ou mulheres.
Tirando as diferenças físicas (der), não tenho vontade de fazer nada que um homem faz.
Acho que há muito mais coisas exclusivamente femininas do que masculinas, como fazer a unha na manicure, usar minissaia, maquiagem, etc. (Se bem que, atualmente, tudo isso é passível de ser feito também por homens).
Quer dizer, eu já joguei futebol, fui a um boteco conversar com amigos após o expediente, falei palavrão sem medo de ser feliz...
Mas acho que, se tem uma coisa que eu queria...Bem, era usar terno um dia. Acho que é uma roupa elegante e sexy. Andar de terno em dia dia frio deve ser bem interessante (nada de usar terno no verão), embora, convenhamos: deve dar muito mais curiosidade para um homem usar minissaia, por exemplo.
Ainda bem que sou mulher.
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Tatiana Aoki
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03:33
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segunda-feira, fevereiro 16, 2009
Viagem a Darjeeling

Ontem assisti um filme de um de meus diretores favoritos, Wes Anderson: Viagem a Darjeeling. Fazia quase um ano que queria assistir, porém minha preguiça alucinante de ver filmes estava no pico nestes últimos meses.
No entanto, como já havia baixado no meu computador, decidi assisti-lo.
Vamos à resenha:
Filme pretensioso, com ótima fotografia.
Três irmãos, que não se falavam há um ano, resolvem unir-se em uma viagem espiritual pela Índia. Ok, parece interessante e engraçado, porém os defeitos do filme acabam sobrepondo-se aos pontos fortes - como, por exemplo, algumas cenas realmente engraçadas. Um dos elementos que merece uma série de vaias é a altíssima quantidade de merchandising no filme. Para piorar, merchandising sem fundamento. Mostrar um iPod e um Macintosh em uma viagem à Índia soou pretensioso e descontextualizado, sobretudo porque o telespectador não precisa ver a personagem ligando o iPod para sinalizar o início da trilha sonora. Outro merchan que aparece o tempo todo são as malas de luxo Louis Vuitton usadas pelos protagonistas. As malas não soaram forçadas, mas, de fato, apareceram em excesso durante o filme.
Senti uma decepção ao visualizar merchandisings da Coca-Cola, Ferrero, entre outros, porque, além de descontextualizar e distrair o espectador, quebra a credibilidade de diretores. Por exemplo, o filme Kill Bill também era recheado de patrocínios, mas eram, de certa forma, contextualizados, davam a impressãoo de que apareceriam de qualquer maneira. O tênis da Asics foi uma merchan bem forte (tanto que é o único que me recordo) mas, convenhamos: fazia parte do enredo o uso do tênis, pois não cortava a mensagem. Já no Viagem a Darjeeling as propagandas eram totalmente sem sentido, pareciam aquelas em que aparecem em novelas brasileiras.
Esperava-se muito mais de um filme com ótimos atores (embora sempre os favoritos de Anderson, o que, em minha opinião, torna o filme mais interessante, de alguma maneira), mas o enredo deixou a desejar e se perdeu em alguns momentos. Há cenas que realmente rendem risadas, como todo filme do diretor norteamericano, mas não foi o suficiente para superar as falhas do longa, sobretudo do meio para o fim, em que o filme aparenta dar uma desleixada no roteiro, desamarrando-o.
Mas, assim como Woody Allen, Wes Anderson é um diretor que, como poucos, consegue imprimir seu estilo de filmar, sem contar as doses homeopáticas de humor (negro, no caso de Anderson) e de roteiros originais.
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Tatiana Aoki
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21:04
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quarta-feira, fevereiro 11, 2009
Informes
Depois de muito enrolar, resolvi incluir as tags do Hotwords. Bom, fiz isso para dar uma profissionalizada no meu blog, e também porque agora estou entendendo um pouco mais de HTML e afins. Antes, só de ver as tais tags e scripts, eu já desistia.
Essa semana (dia 14) é o dia dos namorados, ou Valentine´s Day, aqui no Japão. As garotas compram e fazem chocolates para seus namorados. É claro que vou boicotar essa coisa rrrrridícula.
Meu primeiro artigo em inglês saiu. Nem acredito. Tá aqui
Continuo no Tudo de Blog e, embora eu tenha sido uma tremenda irresponsável, emplaquei alguns textos no site.
Bati perna em alguns brechós e comprei roupas no escuro (não pode experimentar nada). Posso dizer que, atualmente, mais da metade de minhas roupas são provenientes de brechós.
…
Levo várias broncas de minha mãe, ultimamente, por eu falar muito palavrão. Explico: além de eu considerar o palavrão uma das maneiras mais plenas de se expressar, no Japão dá mais vontade ainda de xingar todo mundo. Simples: eles não entendem NADA do que a gente fala.
Se algum motorista me fecha enquanto estou andando de bicicleta, já vou xingando:
Eu sei, é horrível, nojento, falar palavrão. Mas eu falo. Só espero não virar uma Dercy Gonçalves (que Deus a tenha) e falar dois palavrões a cada três palavras...
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Tatiana Aoki
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domingo, fevereiro 08, 2009
Engolindo muito sapo e comida
Ando segurando sapo, perereca, rã, salamandra, e todos os anfíbios.
O pior problema de segurar sapo, ou engolir seco, é que a pessoa que joga o sapo em você também nunca vai parar de te fazer isso – a não ser que você, literalmente, solte a franga (para citar mais uma expressão envolvendo animais).
Mas uma coisa é certa: para vivermos no reino animal, ops, humano, temos que engolir sapos. Só que, na minha concepção, depois de engolir muitos sapos...um dia a gente vomita.
…...
Mudando de assunto, porque falar da vida pessoal me incomoda bastante, quero começar a minha própria campanha: não à alienação! Eu não posso me contaminar com a alienação japonesa, de achar que é normal cada cidadão ter dois computadores de última geração, iPod, bolsas de grife, comer em restaurantes da moda, andar somente de salto, jogar tênis, golfe e praticar natação, como se fosse natural.
Para piorar o ódio que tenho de algumas coisas por aqui, fiquei enojada quando vi o famoso “concurso” de quem come mais comida. Pode parecer engraçado, porém é a maior prova de que, sim, eles querem que as pessoas riam e não pensem que, talvez, a comida usada para o “concurso” fosse importante para os que passam fome – inclusive dentro do Japão.
É claro que o pão e circo existe, seja ele em forma de comida, sexo, ou qualquer coisa que o valha, e que, talvez, eu esteja sendo moralista nesse sentido. Afinal, no Brasil, o sexo está presente em quase toda a programação televisiva. Mas o sexo é censurado de alguma forma. Já o desperdício e a gula são promovidos como “diversão para a família”, perpetuando a hipocrisia dos que, monetariamente, podem e dos que não podem desperdiçar.
Veja como é, basicamente, a programação televisiva do Japão.
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Tatiana Aoki
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segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Sabendo escolher...
Veja bem. Por mais irresistível que possa parecer, liberar geral, sobre todos os detalhes de sua vida particular, é uma boa dica para levar uma furada de olho.
Ser legal com alguém não necessariamente significa contar toda a sua vida particular - seus paqueras, o que pretende fazer da vida, seus defeitos, entre outros. À medida que conhece melhor a pessoa é que, sim, pode se abrir de verdade.
Por sorte, minha intuição é alta, e dificilmente me engano.
Pior do que ter o olho furado é decepcionar-se com alguém. Ter aquele sentimento de que, não, sua amiga não era tudo aquilo que você esperava. Porque furar o olho é levar mancada e, dependendo da situação, pode até ser perdoado.
Mas a decepção é um sentimento de desgosto e, no meu caso, irreversível. O dia em que eu me mostrar decepcionada...acabou.
...
Juro que não me lembro de nenhuma decepção, mas consigo perceber, claramente, sinais de ameaça. Muitos elogios, olhar de soslaio, aquelas ¨invejinhas¨que sua amiga comenta...Sinal vermelho. Corte pela raiz, antes que seja tarde.
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Tatiana Aoki
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terça-feira, janeiro 27, 2009
Desprezo

Eu sempre digo que vou ficar livre da praga indie, mas no fim sou contaminada. Meu último vício é o CD novo do The Killers, Day & Age.
Aconteceu a mesma coisa com os álbuns anteriores. Será que eu não tive nenhuma evolução musicalmente falando?
...
Começou o Fórum Social Mundial, o Campus Party acabou, e vai ter show do Radiohead.
Aqui...Vai ter passeata dos brasileiros, protestando contra a situação dos estrangeiros no Japão.
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Tatiana Aoki
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22:18
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sexta-feira, janeiro 23, 2009
Redes Sociais e Obama
Eu deveria comentar sobre a posse do Obama, sobre a guerra na faixa de Gaza e sobre o agravamento da crise mundial. Mas não, a única coisa que consigo pensar no momento é na compulsão das pessoas por uma coisa: sites de relacionamento.
Estou escrevendo uma matéria sobre isso, porém na realidade tenho pensado, nas últimas semanas, a respeito do aumento de nossa dependência em relação a redes sociais. Twitter, My Space, Facebook, LastFM, Mixi, Linkedin, HiFi e, claro, nosso bom e velho orkut. Sem contar MSN, salas de batepapo, De.li.ci.ous, Digg e todas as contas que criamos para acessar determinado conteúdo - e que somos obrigados a criar um login e senha para tal.
É tanta senha e obsessão em relação a esse assunto que, ultimamente, ando cansada de acessar conteúdos de redes sociais - incluindo aí o MSN.
...
No entanto, tenho que comentar a posse de Obama. Sob espectro de brasileira, a posse de Barack Obama é praticamente igual à de Lula em 2002, ou seja, sob o signo da esperança, mudança, do ¨eu também posso¨, entre outros. De fato, a posse de Obama, assim como a de Lula, é um marco histórico, pelo fato de que as minorias conseguiram quebrar uma barreira muito forte do imutável paradigma de presidentes homens/brancos/ricos.
Só que, para as tais minorias alcançarem o poder, elas devem se aliar e absorver 90% da ideologia dessa classe dominante. Ou seja, a mudança não é estrutural, e sim aparente. O que, de certa forma, chega a ser pior, pois as minorias sentem-se confortáveis em ver alguém em que possam identificar - mesmo que, na realidade, nada mude, e suas realidades continuem miseráveis.
É igual parar de tomar sorvete de baunilha e começar a tomar sorvete de chocolate. Mas na mesma sorveteria, sempre.
..Conexão: Obama venceu, em grande parte, por sua inserção em redes sociais.
Leu mesmo?
Tatiana Aoki
às
01:34
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Marcadores: obama, redes sociais
