domingo, abril 27, 2008

Virei a Virada Sozinha

Assisti à Virada Cultural só. Na verdade, fotografei a Virada Cultural sozinha, porque minha solidão se deu pela empolgação de tirar fotos dos músicos que subiram ao palco.

No começo, as fotos ficaram amadoras demais, como pode-se notar pelas fotos da Mallu Magalhães. Já no útimo show que fotografei, da Orquestra Imperial, dei uma melhorada. Eis minha trajetória emn ordem cronológica – as fotos estão sem flash nem Photoshop (estou sem o software em meu computador):


12:00 A new-celebrity Mallu Magalhães, de 15 anos. Como disseram alguns espectadores: tá se achando mais do que a Madonna no novo clipe.

13: 00 Não sou muito fã de Cachorro Grande, mas esse show deles foi bem interessante, até porque grande parte eu assisti atrás do palco. Dava pra ver até o vocal, Beto Bruno, limpando o suor e reclamando com o staff sobre alguma coisa.



13:30 No palco em que se fazia um cover do Clash, Thunderbird, bem barbudo, tocou e cantou em participação especial.


14:00 Arnaldo Antunes fez a dancinha estranha de sempre, e empolgou - sobretudo os fotógrafos, por conta das poses mirabolantes do ex-Titã.


15:30 Amarante animadíssimo na apresentação da Orquestra Imperial, apesar dos problemas técnicos.


A sessão de fotos completa está no Flickr.


sábado, abril 26, 2008

Nihongaku

É ótimo trabalhar com crianças. Elas são mágicas, inteligentes e captam exatamente tudo o que você fala. Educar uma criança parece incrível - elas transmitem uma energia benéfica ao organismo.
Acho que é por isso que todos querem ter filhos: dá um trabalho, mas é tão gratificante que compensa qualquer sacrifício.
Escrevo isso porque sou parte do educativo do Bunkyo, e aprendo muito a cada dia lidando com as gerações mais novas. Por conta disso, todos os dias conheço crianças e adolescentes. E em cada turma que conhecemos, sempre tem um aluno especial, daqueles que não esquecemos. Nem sempre é o mais falante ou bonitinho - é simplesmente a mais inesquecível.
Aí, fiquei lembrando dos meus dias de colégio: será que já fui especial para algum professor meu durante minha trajetória escolar?

Não sei e nunca saberei. Assim como essas crianças especiais também nunca saberão.

Alunos no Pavilhão Japonês


.......

E hoje tive minha primeira prova de japonês. Não sei se fui bem, mas pelo menos tentei, mesmo com milhões de compromissos na fila. Medo...

Estou uvindo o novo álbum da Madonna, Hard Candy. E ouvindo também o novo do Raconteurs, REM, Moby, etc.

quarta-feira, abril 23, 2008

Raposas no país


Fazia um tempão que eu não postava aqui – até vírus comentou no meu último post.


Enfim, mas depois de ler a entrevista do antropólogo Eduardo Viveiro de Castro no caderno Aliás, do Estado, fiquei impressionada com a dinâmica do funcionamento das relações de nosso país.

Explico: o antropólogo fala sobre a briga dos indígenas pela reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima. Algo que aparentemente é muito distante de nossa realidade, mas que representa o sistema democrático brasileiro.


Meia dúzia de latifundiários reivindicam as terras indígenas, sendo que tais terras são, pela Constituição, um direito dos índios. Na verdade, como Castro mesmo diz, um direito de vencido. Porque, sim, nossos primeiros habitantes perderam a guerra contra o homem branco. Não somos brancos, somos uma mistura.


(Contudo, como o próprio antropólogo afirma,
o brasileiro vive um complexo de a nostalgia de não ser europeu puro)


É vergonhoso admitir tal afirmação, porém é a mais pura verdade.

Vou dizer uma coisa: não somos exemplos civilizados para ninguém. Não temos qualquer piedade com a natureza, só pensamos em nossas futilidades cotidianas e egocêntricas, cuja prioridade é o se dar bem, a qualquer custo. Sem senso nenhum de coletividade.

Para finalizar minha indignação com os acontecimentos atuais – mídia falando da invasão do MST, Berlusconi vencendo eleições na Itália pela terceira vez, Glória Maria providenciando de Paris várias pulseirinhas que inibem a aproximação do mosquito da dengue, revival Escola Base no caso Isabela, e, opa!, crescimento recorde no Brasil, finalizo com um trecho da entrevista de Viveiros de Castro:


Considerando a história da espécie humana neste planeta, penso que não estamos em condição de dar lição a ninguém (...) Articulamos a desigualdade e deixamos para alguém a conta a pagar (...) Eu me pergunto: o que diabos temos a ensinar aos índios se não conseguimos resolver a dengue no Rio? O que temos a lhes mostrar se não damos jeito no trânsito da cidade de São Paulo?


domingo, abril 13, 2008

Finalmente!

Graças a tutoriais, consegui:
- formatar meu pc
- configurar a rede wireless
- fazer um backup decente
- escolher os melhores programas a serem instalados.

Tudo ao preço de...ZERO reais.

Uma coisa eu concordo: depois dos maravilhosos tutoriais, ninguém mais precisa chamar técnicos de informática. Que eles não leiam isto

sábado, abril 05, 2008

Emo?

Ao me mudar para São Paulo novamente, tive momentos em que me senti deprimida, como se estivesse sendo devorada pela cidade – imitando a expressão de minha amiga Gabi: “Se você não se cuidar, São Paulo te engole bonito!”. E engole mesmo.

Eu havia esquecido meus pequenos prazeres cultivados durante toda minha vida, como...ouvir música! Fiquei quase um mês sem ouvir música relaxando, em casa, sem aquela sensação claustrofóbica de quando ouvimos música apenas dentro de metrôs, andando nas ruas ou de bicicleta.
Outro hábito que também por pouco perdi foi o de baixar músicas, álbuns, faixas, etc. Quando se trabalha em frente ao computador, o mundo se resume a alguns sites, programas, senhas. E esqueço que a Internet é aquela maravilha do mundo pós-moderno.

Para retomar minhas atividades, baixei uns quatro álbuns de uma só vez:
- The Jam – All the Mod Cons
- REM – Accelerate
- Jimmy Eat World – Bleed American
- Panic! At the Disco – Pretty Odd

(faltou baixar música brasileira. Isso irá mudar em breve)

Imediatamente viciei no CD do Jimmy Eat World. Para quem não conhece, é uma mistura de Weezer com ska e emocore.
Em uma semana, aprendi a cantar todas as músicas. Meu MP3 aponta que, em cinco dias, eu ouvi o CD mais de 15 vezes!


Só fiquei um pouco envergonhada porque, de acordo com o All Music,

Once a trailblazing name in the mid-'90s emocore scene, Jimmy Eat World steadily rose to national prominence by embracing a blend of alternative rock and power pop that targeted the heart as well as the head.

Se isso for emo…devo admitir que adorei.

Eis a música mais famosa deles:


terça-feira, abril 01, 2008

New Look

Depois de mais de um ano sem qualquer mudança, cortei o cabelo. E tingi. E ficou bem diferente.
Tudo isso na Hair Brasil, a maior feira de cabelos e estética da América Latina. É incrível como as mulheres são fascinadas por cabelos (sobretudo lisos, longos e loiros), já que praticamente todas as mulheres que estavam na feira encaixavam-se em pelo menos um desses padrões. Não vi nenhuma mulher de cabelos pretos, curtos e enrolados.

Tem tanto tratamento para os seus cabelos ficarem lisos, longos e loiros que fiquei até tonta. Para piorar, nós também temos que ter a pele perfeita, a maquiagem perfeita e as unhas perfeitas. Tudo isso na base de muita cera quente, pinça, aparelhos estéticos, cremes, maquiagens e zilhões de cremes. Uma indústria que movimenta bilhões.
...

Para agradar a quem? Na minha modesta opinião, aos homens. Não acho que seja só para fazer inveja às mulheres. Porque os homens vivem dizendo que gostam de garotas naturais, mas quero só ver se eles ficariam com uma garota que não se depila. Ou que não usa maquiagem, não tenha o cabelo liso e sedoso, não tire a sobrancelha e tenha cutículas.
E nós temos que nos submeter a essa indústria machista e consumista.

sexta-feira, março 28, 2008

Meus joelhos!

Eu fui ao médico marcar consulta. Até aí, tudo bem, fui de bicicleta e tal...
Qual não foi minha surpresa que eu caí no MEIO da Ricardo Jaffet (para se ter uma idéia, essa avenida é a que vai para o litoral sul), ao tentar subir uma guia da calçada. Doeu, mas nem tanto. Eis o resultado:




Para piorar, ainda usei uma sandália que estragou os meus calcanhares, mesmo com o uso de curativos. Não vou mostrar meus calcanhares, porque as fotos que tirei ficaram bem ruins...
Estou me sentindo uma criança de dez anos que não sabe brincar.

Depois dessa semana deliciosa, que venha o final de semana. Se bem que amanhã eu acordo antes das seis da manhã porque tenho aula de japonês.

terça-feira, março 25, 2008

Pascoalando...

- trabalhei no domingo de Páscoa
- Estou morrendo de sono, e minha pálpebra está ininterruptamente com aqueles movimentos involuntários.
- Nasceram espinhas na minha cara, de tanto chocolate que estou comendo. Quer dizer, não estou comendo muito chocolate, mas eu nunca como nenhum chocolate. Por conta disso, estou com dor de cabeça toda hora pelo excesso do marronzinho.
- Tenho um monte de coisas a fazer...E estou postando no blog.
- Preciso cortar meu cabelo. Curto.

E um saldo que virá no final do ano...


Quero ir embora de São Paulo. Estou cansada de morar aqui. Na verdade, eu odeio São Paulo. Quem mora aqui por prazer tem que rever as prioridades.

Preciso estudar. Mestrado...
Esse ano passa rápido, mas sem nenhuma intensidade relevante. Vida de trabalhador.
A verdade é que nossa felicidade (quase) nunca se encontra no trabalho, na rotina. Embora eu até goste de rotina.

Que post mais confuso, assim como minha cabeça neste momento.

segunda-feira, março 17, 2008

Sem internet


Quando entro em uma lan house e vejo a pirralhada no MSN e no Orkut, sinto uma pena danada da nova geração, que vive plugada desde que se conhece por gente. Eu, que até os doze anos usava o computador somente para jogar games no DOS, provavelmente adquiri meu hábito pela leitura justamente porque a Internet não existia. Porque, se existisse, acho que hoje eu não teria feito Unesp e não teria prestado Jornalismo.

Ou seja, quem sabe eu não seria mais uma daquelas que vive no Orkut e no MSN e não sabe o que significa, por exemplo, inclusão digital. Sinceramente: entrar só no Orkut, MSN e UOL não significa necessariamente que se sabe usar a Internet.

Por outro lado, não consigo mais viver sem estar online. A primeira coisa que faço ao acordar é ver meus emails. Talvez eu seja um pouco viciada em Internet, mas acho que ficaria bem somente com meus livros, televisão paga e as pessoas que gosto. Ontem fiquei conversando com meus amigos em Bauru, e percebi que é muito mais valioso discutir idéias no tete a tete do que fuçar fotos no Orkut.

segunda-feira, março 10, 2008

O dia em que eu levei uma cotovelada nervosa

Estava eu no trem, lendo Freud e delirando na viagem psicanalítica dele. Chego na estação final, meio distraída e apressada para sair do trem quando, no empurra-empurra do vão do trem, eu levo uma cotovelada muito forte no meu ombro! Doeu, e me deu tanta raiva que estou com vontade de mandar esses políticos lobistas para a Portaquetepartiu, para eles construírem mais meios de transporte coletivo em detrimento dos malditos automóveis.
Sempre me lembro de uma cena muito dramática do filme Cronicamente Inviável, na qual o narrador assemelha um meio de transporte coletivo brasileiro a um carro de bois. Sim, nossos queridos políticos – que só andam de avião, limusine ou helicóptero – não estão nem aí pelo fato de que tem gente que leva cotoveladas no braço, na cara, que seja.

Todo dia eu penso em como São Paulo é o caos em forma de cidade.

.....

Estou com uma azia danada.

Depois de ler Freud, quero muito ir a um psicólogo. Deve ser insano saber qual o significado de meus sonhos...

quinta-feira, março 06, 2008

Upload da sua vida

Estamos no tempo em que ser famoso é o mais importante, mas a Internet proporcionou uma oportunidade única para os caçadores dos 15 minutos de fama: hoje você, que está aí, sem fazer nada, pode se tornar a grande Marimoon amanhã! Ou a grande Paris Hilton, cujo vídeo pornô a levou para a fama mundial.
Não precisa mais de grandes talentos ou uma dedicação a algo importante. Basta ser irreverente, exibicionista, fetichista e narcisista para conquistar uma vasta audiência de indivíduos que estão aí, conectados, somente para satisfazerem seus prazeres mais mundanos.

* Infelizmente, cerca de 80 a 90% do conteúdo da Internet corresponde à pornografia. É um triste sinal duplo: cada vez mais pessoas estão dispostas a se exibirem como produtos sexuais. E existe um mercado milionário por trás disso.

(Vide o artigo do Aliás deste domingo no Estadão, excelente ensaio sobre a fama na Internet)

Percebeu que hoje lemos uma notícia não pelo conteúdo, e sim porque está “Entre as mais lidas” ?
O valor da fama hoje é praticamente vital para a sobrevivência na net, principalmente entre os jovens, que têm mais necessidade de se sentirem inseridos. Triste sinal da perda da individualidade.

Mas que beleza, hein Brit:

segunda-feira, março 03, 2008

Agoracabou


Que triste que são os finais. Eu detesto despedida, e essa formatura foi uma espécie de vulcão, que passou muito rápido e deixou marcas profundas em mim.

Na volta para São Paulo fiquei pensando no dia-a-dia da faculdade. E, pela primeira vez, tive certeza: minha vida nunca mais será tão legal como foi nesses quatro anos. De fato, corroboro a afirmação de que a universidade corresponde aos melhores anos de nossas vidas. Porque, depois, nossas preocupações crescem cada vez mais, e deixamos de lado várias coisas que construímos durante a faculdade: amigos, conselhos, ideais, festas e encontros.

Durante a colação fiquei bastante emocionada, e foi difícil conter as lágrimas. Já durante a festa eu estava extremamente feliz para chorar.

Vou colocar, sucintamente, os dez melhores (ou mais marcantes) momentos de Bauru:

- o dia em que viajamos eu, Bruno, Cacá, Jaime e Thybor para Piracicaba: o carro quebrou, dormimos na rua, e a aventura foi tão marcante que sempre me lembro dela...

- o churrasco dos bixos: dia em que conheci diversas pessoas que se tornaram grandes amigos ao longo da faculdade

- a RPinga de 2005: melhor festa de república que fui. A festa foi, basicamente, eu e o Rafa cantando e dançando por mais de cinco horas sem parar!

- a nossa segunda festa da Burguer King. Organizada, lucrativa, unida, e de muito sucesso!

- a greve das universidades em 2007 e a ida à ocupação da USP: um intensivão de política em cerca de dois meses...

- Universitário: no primeiro ano, só me lembro do melhor prédio que morei. Mari, Rafa, Bruno, Goiaba, Mineiro, André, Taty, Caco, Plínio, Marquinho, Filipe, Tera, Teruo, e mais um monte de gente que coloriu minha primeira fase de Unesp.

- o dia em que comecei a namorar o Alberto: logo em seguida, todo mundo já estava sabendo...

- última visita a Penápolis: Thybor me dá um tapão no braço, muita canseira e sentimento de fim entre eu, Lara, Vera e Thybão.

- viagem ao FSM 2005: o dia mais quente da minha vida, a viagem inesquecível com pessoas inesquecíveis.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Rapidinhas

No meu aniversário, saio de casa às oito horas e chego em casa depois das nove. Não gosto de aniversários. Se puder evitá-los, agradeço. Ainda bem que o dia passou voando.

E amanhã é minha colação de grau. Passou tão rápido que ainda não pensei a respeito.
Medo de despedidas e emoções descontroladas.

Tenho um monte de coisas a fazer – digam-se matérias, organizações, arrumações, etc. Mas estou travada.

Preciso andar de bicicleta, e o fato de saber que não irei fazê-lo esta semana me dá arrepios. Aliás, hoje foi meu dia de sedentária: praticamente não tirei o traseiro da cadeira, sofá, etc.

E sábado é a festa da minha formatura. Vou usar vestido, maquiagem, cabelo, e todos os apetrechos relativamente cafonas que compõem uma festa formal. Galera, quando iremos evoluir e não existirão mais festas bufantes e sim eventos mais condizentes?

Estou lendo Freud, e o livro é bem legal. O único problema é que tem quase 400 páginas. E tenho mais 23 volumes do livro A interpretação dos sonhos para ler. Desanimei da vida de psicóloga. Acho que meu próximo livro será...um auto ajuda.

Opa, instalei Vírtua em casa. E não sei fazer rede wireless. Como toda pai de família, não vou chamar ninguém que entenda, pois quero aprender sozinha, por tutoriais. Mas, admito, acho que irei penar e precisarei de ajuda.

Voltei a ter televisão paga. Adoro zapear canais, e não sei como agüentei tanto tempo sem essa felicidade inútil. Para minha vida ficar comunicacionalmente falando perfeita, meu sonho é que todos os dias o jornaleiro passasse em casa com um jornal diferente. Maravilha!

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Tem uma mariposa na minha sala!

14:25 A coisa que eu mais tenho medo no mundo é de mariposa. Ela está na minha sala há dois dias, e por isso eu não tenho coragem de sair do quarto. Estou praticamente confinada em frente ao computador. Já chamei o zelador, rezei para que ela saia, e nada!

15:00 Preciso de ajuda com esse meu trauma que me sacrifica! Estou procurando ajuda na Internet, meu Google Doctor!

16:25 O Zé da portaria veio aqui em casa.
- Tatiana, cadê o bicho?
- Ta aqui, Zé! Tira ele daí enquanto eu me tranco aqui no quarto!
- Mas é isso? É apenas uma borboleta!
- Tiraaaaaaaaaaaaaaaaaa Zéee! Mata elaaaa!

Eis que Zé, cuidadosamente, apanha a mariposa com a mão e diz:
- Posso levar? Vai ficar no jardim do prédio...
- Levaaa logooo

Ufa.
Acabou.


Essa foto foi a mais nojenta que ja procurei. Credo! Eu nao tirei a foto da original, porque fiquei com medo...

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

My Chemical Romance - emos, nao leiam isso!


Na fila, milhares de garotas de preto, maquiadas ao extremo e histéricas. Enquanto vou atravessando a imensa fila que começava a andar, incontáveis cambistas perguntavam “Ingresso? Camarote? Eu tenho!”, no primeiro dia de show da banda emo My Chemical Romance, cujos ingressos supostamente estavam esgotados.
Entro no recinto, e a gritaria era assustadora. Não tinha área para imprensa e, portanto, eu tive de ficar no meio das teens que facilmente poderiam ser confundidas com as fãs de Backstreet Boys, se não fosse pela maquiagem carregada e pela franja característica.

Decido abordar o primeiro grupinho de garotas. Para chamar minha atenção, um grupo de garotos emos bissexuais ficava andando pela pista se abraçando e tentando se aparecer: “olha, somos emos, bissexuais e livres!”. Tento não me distrair com a cena, e pergunto para Mayara dos Anjos, de 12 anos, o que ela espera do show. “Sou muito fã, muito mesmo! E gosto também de The Used e Drive”. Como você conheceu a banda? “Vi o clipe na MTV”. Ah, está explicado. Sua amiga ao lado também tinha 12 anos, porém apresentava um adicional: cabelos rosas e maquiagem absurdamente carregada. Beatriz Lorenço diz que ama My Chemical Romance – chamado de MCR pelos fãs. Ou, para bom entendedor de inglês, “EME-CI-ARE”.
“Não sou emo, hein? Mas gosto de bandas emo. Quanto ao visual, me inspiro na Amy Lee, que não é emo”, esclarece a amiga do cabelo rosa. Sua mãe acompanhava a entrevista (e o show, claro). Parecia ter um tremendo orgulho do fato de sua filha ser “rebelde” – não confunda com Rebelde, aquela novela do SBT que virou banda. As roqueiras teens detestam essa “modinha” de RBD e High School Musical.

Sigo à procura de mais garotas, de preferência mais velhas. Afinal, garotas de 12 anos ainda apresentam uma ausência de atitude mais rock’n’roll, tadinhas. Abordo duas garotas que estavam cochichando algo. Elas tomam um susto, e eu também: embora estejam extremamente emperiquitadas, também só tinham 12 anos. As amigas, envergonhadas ao extremo, não autorizaram seus nomes na entrevista. Eu também não iria citá-las, pela ausência de conteúdo de ambas.

Circulo mais um pouco, já perturbada pelos gritos histéricos das ansiosas eminhas. Eis que entrevisto um garoto, que não quis se identificar. Vinte anos, visivelmente efeminado, ele se dizia heterossexual. Mas também disse que “beijaria” os integrantes do MCR. “O mundo é bi”, garante, enquanto dá um selinho em uma de suas amigas.

Vamos ao show!
Para o bem geral, às 21:30 em ponto, o show começa. Os gritos beiram o insuportável, bem como a quantidade absurda de flashes em direção ao palco. Gerald, o vocalista, entra. Ele até que é mais bonito ao vivo, embora muito aquém de outros vocalistas emo, como o ator/cantor Jared Leto, do 30 Seconds to Mars.
Vestindo uma jaqueta jeans azul e de cabelo preto, Gerald causa tanto furor que muitas, mas muitas meninas desmaiam e são carregadas pelos bombeiros em cadeiras de rodas. Eu vi umas dez garotas, no mínimo. Por conta disso, o vocal pára a terceira música no meio e pede, desesperado, que elas dêem um passo para trás. Afinal, tamanho desespero poderia resultar no mesmo acidente de um show do RBD, ocorrido em 2006 em um estacionamento de um supermercado: três pessoas morreram.
Não sei se a tentativa funcionou, e talvez por isso o vocalista começou a falar vários palavrões – e o público (nem eu) entendia nada, por conta dos gritos histéricos e do som, que estava ruim. Contudo, era só Gerald falar “São Paulo!!”, que as meninas deliravam. Se ele falou “Fuck São Paulo!!”, as meninas iam amar do mesmo jeito. Para se ter uma idéia, a voz dele parecia com a do vocalista do Placebo, Brian Molko, de tão metálica que estava.
Ainda assim, na segunda música eu já estava a fim de ir embora. Não conseguia ouvir a voz dele direito, as meninas gritavam demais. Até dava para notar o esforço de Gerald em animar a galera – nem precisava, mas ok, isso é sempre legal.
Meia hora depois, decidi ir embora. Estou no saguão, quando avisto praticamente toda a imprensa fora do show, batendo papo entre eles. E mais uma galera da imprensa indo embora também. Talvez seja fácil resenhar um show previsível. É errado, mas é verdade.
Na saída, vejo uma garota chorando desesperada em frente ao Via Funchal. Ela tinha vindo de São Luís, no Maranhão, para ver a banda. E não comprou o ingresso, por isso estava ouvindo a banda do lado de fora. Ainda bem, pelo menos ela não vai sair de lá surda, suada ou desmaiada.


Foto: Charline Messa/G1

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Finalmente, te conheco...

Sim, é a minha unha sendo perfurada...

Não sou muito fã de amizade virtual, relacionamento, e etc. Mas confesso que alguns amigos, feitos no “face-to-face”, só são meus amigos ainda porque mantemos a amizade virtualmente. Ou seja, uma aparente contradição, mas extremamente necessária em nossos dias “corridos”. (quer dizer, nem tão corridos. O que ocorre na realidade é que temos tempo para várias coisas, menos para os amigos)

Mas vou contar sucintamente sobre a única pessoa que conheci primeiramente pela internet e depois “ao vivo”. Não vou contar muitos detalhes (vai que a pessoa lê este blog...). Vamos lá:
Marcamos um encontro no shopping.
Chego na hora marcada. Cumprimentamo-nos. Conversamos um pouco sobre um projeto nosso, combinado virtualmente. Fiquei tão sem-graça e sem assunto durante a conversa que o tal projeto, depois do nosso encontro, acabou do mesmo jeito que começou – só no virtual.

Tá, eu tenho que acreditar no virtual, na interface proposta por Steven Johnson. Mas que dá vergonha de transpor essa amizade para a realidade, isso dá. Até porque, eu ainda sou aquela tradicional: nada como uma velha e boa amizade e uma boa conversa de bar, em casa de amigos...uma das melhores coisas do mundo!


sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Adeus ao Campus Party


Confesso que já estou com saudades do Campus Party de 2008. Ao contrário da mídia irresponsável e do anti-jornalismo - a qual afirmou que o evento só tinha homens e nerds enfurnados em seus respectivos computadores -, achei o Campus muito legal, um dos eventos mais marcantes que cobri.

Explico por quê: a idéia de enfurnar 3000 pessoas em um acampamento com Internet full time é incrível! Uma novidade para os fãs de tecnologia, como eu. Bem que eu queria ser uma jornalista de tecnologia...
Contudo, como acho que não voltarei mais ao Campus (quem quiser ir até o fim de semana, fale comigo!) este ano, vou dar o meu saldo final:

- a palestra do Steven Johnson foi surpreendente. Ele é melhor do que eu pensava - além de muito bonito, acreditem!
- o idealizador do Campus Party é um rapaz engajado no software livre e bem descontraído, ao contrário daquela imagem de que quem curte informática seja bitolado - imagem corroborada pela mídia.
- as oficinas, palestras: dava vontade de participar de tudo.
- é legal poder andar com um laptop embaixo do braço sem ter medo de ser assaltada...
- um aspecto pouco abordado na cobertura do Campus Party é o fato de que os presentes possuem, em sua absoluta maioria, uma renda bem acima da média nacional. Nunca vi tantos laptops de última geração, IPhones, Ipods, Palms, etc., em um único lugar.
- realmente, só tinham homens no evento (as mulheres que estavam lá ou eram jornalistas ou modeletes ou seguranças). Acho isso bom, porque muitas mulheres no mesmo ambiente é algo de que já cansei.
- a infra-estrutura estava ok, mas não havia isolamento acústico entre os blocos temáticos. Por exemplo, enquanto Steven Johnson falava, ao lado havia um bando de garotos que gritavam absurdamente por conta de um campeonato de Street Fighter.
- Valeu a pena. Se você é daqueles que, para relaxar, entra na Internet, o Campus Party é seu lugar ideal.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Campus Party


Estou em um evento de nerds, mas estou amando ficar umas oito, nove horas por dia conectada na Internet.
Talvez eu seja uma nerd viciada em Internet.
O que eu mais gosto de fazer na Net:
- ler emails
- baixar músicas
- blogs
- ler jornais do mundo todo
- procurar cds de bandas
- Google
- tutoriais

Aqui no Campus Party eu fico baixando músicas sem parar. Só que, hoje, no terceiro dia do evento, estou quase caindo de sono. Na verdade eu queria mesmo, neste momento, é estar dormindo.
Só tem homens aqui: apenas 22% dos inscritos são mulheres.
E o bom de tudo foi o seguinte: hoje meu PC deu um pau louco, porque estava com malware. Quase não dormi de nervoso. Aí pedi para um técnico do evento me ajudar. Resolvemos em cerca de duas horas o problema.

Fora que eu o explorei loucamente, fazendo diversas perguntas. Tadinho do técnico.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Maconha, maconheiro, emaconhado


Aquela comunidade do Orkut diz tudo: Todo mundo fuma maconha! (cerca de 83 mil membros). Sim, um monte de gente fuma maconha. E tem países que já desencanaram da hipocrisia e liberaram a erva para uso medicinal, pelo menos.
Ora, para quem não se lembra, a cocaína também era usada com fins medicinais. Já o ópio e a ayahuasca (do Santo Daime) são usados em cultos religiosos.
Até alguma autoridade decretar que a substância é o mal em pessoa.

Ao mesmo tempo, é fácil colocar o argumento barato de que a maconha é uma erva natural. Acontece que a cocaína vem da coca, o ópio da papoula, o haxixe também vem da cannabis e o álcool, para quem não se lembra, vem da cana-de-açúcar. Produtos da natureza, muito mais naturais do que adoçantes, corantes e conservantes – que consumimos diariamente.

Não sei se a maconha deve ser liberada ou não, mas acho que o que deve acabar é a hipocrisia. Sempre questionei um fato: se a maconha, a coca, o crack, e o ecstasy são proibidos, porque o álcool e o cigarro não são também? Se legalizar é a melhor solução, como explicamos os altíssimos níveis de alcoolismo, acidentes de carros por excesso de álcool, sem contar os gastos com saúde pública decorrentes do cigarro?

Por outro lado, o argumento de que a droga X não vicia não cola. Pesquisas indicam que quem fuma maconha tem 20 vezes mais chances de ter câncer do que quem fuma apenas cigarro. Mas eu acredito ou não na idoneidade da pesquisa?

O cigarro e a bebida possuem lobbys fortíssimos. A maconha, ainda não, contudo a indústria farmacêutica já está de olho: vai patentear e encarecer o produto, sendo produzida apenas pelas multinacionais. Adeus produção artesanal e distribuidora de renda.

Considero que, se a legalizarmos, deveríamos legalizar tudo também. Ainda que a maconha seja dos males, o menor, ela tem o status de droga. Assim como o álcool e o cigarro.

O que limita a legalização das drogas, em um cenário de crescente crime organizado por conta do tráfico de entorpecentes? O Estado não quer sentir-se responsável pelo consumo de drogas. Ou seja, não quer gastar dinheiro da saúde pública no tratamento de viciados, em internações, etc. É igual ao aborto: se é ilegal, estamos fora. Outra coisa: membros que estão no poder são de instituições como a Igreja, Opus Dei...E do conservadorismo.

Se a maconha for legalizada, ainda que para fins medicinais, vai aumentar o consumo, provavelmente pela ampliação do acesso a erva. O saldo positivo é que você, ao ser flagrado usando maconha, pode afirmar: é para uso medicinal. Também pode ser interessante a legalização, uma vez que a maconha não será tão misturada como o é hoje em dia – em um cigarro de maconha se encontra orégano, acetona, e por aí vai.
Para finalizar, a fama de ser maconheiro pode mudar – você vai ser um cara saudável a partir da legalização.


….
E o que são essas eleições nos EUA? Pela primeira vez em minha vida, entendi como funcionam. Até que tem lógica. Para quem não sabe, é mais ou menos assim: você, como cidadão, se declara republicano ou democrata (se você não sabe nem o que é isso, melhor nem ler este tópico). Nas prévias das eleições, ambos os partidos devem apresentar seu candidato oficial. Só que, como vimos, existem mais do que dois candidatos concorrendo – e é aí que pega, porque o eleitorado deve decidir, primeiramente, quem será seu candidato. E, só depois dessa eleição prévia é que as famigeradas eleições nos EUA de fato acontecem.

Digo famigerada porque infelizmente o Brasil depende dos norte-americanos mais do que dos brasileiros.

Por isso é Hillary contra Obama entre os democratas. Sinceramente, não sei em quem votaria, mas acho que fico com Hillary, mais experiente e menos oratória. Fora que Obama tem um discurso, assim, apartidário. E isso é ridículo, simplesmente não existe.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Tudo de Blog


A Vila Isabel foi mal no carnaval (eu torci, mas não adiantou), a Ministra da igualdade racial foi praticamente expulsa do seu cargo por gastos ilícitos em cartões de crédito públicos, e eu fui à praia pela primeira vez com meu namorado e só choveu e fez frio. Mas, força Tati, que você consegue levantar esse tédio carnavalesco!

- hoje andei mais de duas horas de bicicleta. A coitada teve de carregar em sua cestinha uma melancia inteira que eu comprei no Wall Mart por R$ 2,78. Sem contar os dois quilos de batatas e mais dois quilos de cebolas – uma sacola de cada lado do guidão.

- Vi vários filmes: “Velvet Goldmine”, “Manhattan”, “Cheiro do Ralo”, “Cronicamente Inviável”. Todos são ótimos, mas fica o favorito: “Cronicamente Inviável”, um soco no estômago.

- Estou comendo muitas balas ultimamente, especialmente aquelas de caramelo, que eu adoro. Espero que meu dentista não leia a frase anterior.

- Li “O Grande Gastby”, do maravilhoso Scott Fitzgerald. Nunca tinha pensado, mas Fitzgerald é o meu Woody Allen da literatura: nem todas as suas obras são boas, as histórias são (quase) sempre em NY, o ambiente é cosmopolita, com muito jazz e álcool.

- tenho que escrever para o Tudo de Blog sobre um caso: se o meu namorado me trocasse por um outro garoto, o que eu faria.
Vou falar rapidamente. Acho que eu me sentiria uma...cobaia.
E sim, acho que é pior meu namorado me trocar por um garoto do que por uma garota, mas opinar sobre isso é algo extremamente genérico. Porque, na realidade, considero que algumas circunstâncias sejam muito piores do que a “troca de gêneros” em si: se o meu namorado me trocasse pela minha pior inimiga ou alguém que eu nunca imaginasse, aí sim, seria o fim. Mas na realidade é o nosso orgulho ferido que dói mais, muitas vezes nem é o amor que sentimos. É o sentimento de posse que acaba – descobrimos que nosso namorado não é nosso! Ele é livre também.
Algumas frases ditas por pessoas que conheço são marcantes para mim:
- Uma vez o Junior (do Sandy e Junior) disse à Marília Gabriela o porquê de ele não trair a namorada, ainda que tenha milhares de pessoas (interessantes) que dão em cima dele: o respeito. Se você respeita seu parceiro, você não trai. A gente raciocina diante de uma “tentação”, entende? Pensa antes de fazer: pensa na pessoa que ama, no que já passaram juntos...é igual você desrespeitar seus pais. Até dá vontade, mas sabe que ser honesto é bem melhor.

- a Mariana Dolche (que era da minha sala) disse que preferia namorar a curtir a vida. Eu perguntei por quê: “Porque, quando namoramos, cultivamos um relacionamento, conhecemos a pessoa em profundidade”. Se só ficamos, é um beijo e “bau bau”. Não conhecemos a pessoa, apenas a testamos. Tipo um test-drive em vez de comprar o carro logo (uma comparação bizarra, mas válida).

- Preciso comprar meu vestido de formatura! Que cor eu uso?