
Eu sempre digo que vou ficar livre da praga indie, mas no fim sou contaminada. Meu último vício é o CD novo do The Killers, Day & Age.
Aconteceu a mesma coisa com os álbuns anteriores. Será que eu não tive nenhuma evolução musicalmente falando?
...
Começou o Fórum Social Mundial, o Campus Party acabou, e vai ter show do Radiohead.
Aqui...Vai ter passeata dos brasileiros, protestando contra a situação dos estrangeiros no Japão.
terça-feira, janeiro 27, 2009
Desprezo
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Tatiana Aoki
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22:18
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sexta-feira, janeiro 23, 2009
Redes Sociais e Obama
Eu deveria comentar sobre a posse do Obama, sobre a guerra na faixa de Gaza e sobre o agravamento da crise mundial. Mas não, a única coisa que consigo pensar no momento é na compulsão das pessoas por uma coisa: sites de relacionamento.
Estou escrevendo uma matéria sobre isso, porém na realidade tenho pensado, nas últimas semanas, a respeito do aumento de nossa dependência em relação a redes sociais. Twitter, My Space, Facebook, LastFM, Mixi, Linkedin, HiFi e, claro, nosso bom e velho orkut. Sem contar MSN, salas de batepapo, De.li.ci.ous, Digg e todas as contas que criamos para acessar determinado conteúdo - e que somos obrigados a criar um login e senha para tal.
É tanta senha e obsessão em relação a esse assunto que, ultimamente, ando cansada de acessar conteúdos de redes sociais - incluindo aí o MSN.
...
No entanto, tenho que comentar a posse de Obama. Sob espectro de brasileira, a posse de Barack Obama é praticamente igual à de Lula em 2002, ou seja, sob o signo da esperança, mudança, do ¨eu também posso¨, entre outros. De fato, a posse de Obama, assim como a de Lula, é um marco histórico, pelo fato de que as minorias conseguiram quebrar uma barreira muito forte do imutável paradigma de presidentes homens/brancos/ricos.
Só que, para as tais minorias alcançarem o poder, elas devem se aliar e absorver 90% da ideologia dessa classe dominante. Ou seja, a mudança não é estrutural, e sim aparente. O que, de certa forma, chega a ser pior, pois as minorias sentem-se confortáveis em ver alguém em que possam identificar - mesmo que, na realidade, nada mude, e suas realidades continuem miseráveis.
É igual parar de tomar sorvete de baunilha e começar a tomar sorvete de chocolate. Mas na mesma sorveteria, sempre.
..Conexão: Obama venceu, em grande parte, por sua inserção em redes sociais.
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Tatiana Aoki
às
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domingo, janeiro 18, 2009
Vício
Do nada, em uma tarde chuvosa de domingo, resolvi atualizar meu MP3. Baixei, de uma só vez, uns 10 CDs.
Ei-los:
- David Bowie
- Talking Heads
- Raul Seixas
- B52´s
- Molotov
- Franz Ferdinand
- ...
Esqueci
..
E acho que o post anterior foi um dos mais comentados dos últimos meses. O pior é que foi feito em pouquíssimo tempo, em uma noite qualquer.
Eu não sou uma pessoa que comenta muito em blogs e afins, porém fico bem feliz em receber comentários.
Ok, não precisa comentar este post.
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Tatiana Aoki
às
22:09
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sexta-feira, janeiro 09, 2009
Momentos Calça Fusô


Posso ter vários defeitos, mas se tem uma coisa que eu sou boa é minha memória cronológica. Consigo lembrar os lugares em que fui quando tinha 11 anos, lembro dos nomes de meus colegas de escola de quando eu tinha 5 aninhos, sei o que eu fiz em cada ano de minha vida...
Por isso é relativamente fácil de lembrar alguma coisa do gênero ¨meu passado me condena¨. Porém, dentre todas as ridicularidades, acho que a moda em si é um tanto condenável.
Quando eu tinha 11 anos, usava as calças jeans skinny – que todo mundo usa atualmente.
Depois, aos 13, a coisa mais ridícula do universo era usar calça skinny. A moda era usar a calça...bailarina! Sim, bailarina. E calças jeans com o mesmo modelo, ou seja, com a barra da calça mais larga, um pouco menor do que a boca-de-sino (essa p### tem hífen agora?).
Ah, e para os esquecidos de plantão (ou para aqueles que não querem se lembrar), também teve a moda da calça pescador! Quem nunca usou a famosa calça pula-brejo (lá vem a m#### do hífen de novo) com Keds? Esqueceu o que é Keds? Veja a foto. E o sapato de açougueiro?
Mas nada, nada supera uma roupa que usei muito dos 6 aos 13 anos: camiseta e shorts fusô. Ou calça fusô, presa na sola do pé. Me-do.
Não quer relembrar esses momentos solenes?
Vai lá, abre sua caixa de fotos antigas (naquela época, era tudo na base da revelação mesmo) e veja com seus próprios olhos. Redundâncias à parte, uma coisa eu não duvido: você vai rir muito.
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Tatiana Aoki
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05:28
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Regrinhas e mais regras
As novas normas ortográficas, como qualquer mudança estrutural, acabou me desanimando a escrever. Como regras gramaticais podem somente piorar a nossa vida? A língua portuguesa já é naturalmente elitizada, com verbos de pouca (ou nenhuma) utilização, conjugações confusas e, o pior de tudo, regras gramaticais com tantas exceções que acabam anulando a própria regra.
Nunca decorei deliberadamente nenhuma regra gramatical, em nenhuma língua. Vou aprendendo com a prática mesmo, de tanto escrever, ler, etc. Quando consulto muito determinada regra, em gramáticas e afins, é que começo a decorá-las por inércia.
...
Mas nunca me julgarei conhecedora de uma língua. A língua se transforma o tempo todo, pois ela é parte mutável de nossa cultura. Dizer que é fluente em alguma língua nada mais é do que uma lorota, simplesmente porque, se você parar de praticá-la, acaba esquecendo ou cometendo erros.
Exemplo: Outro dia fui a uma festa em que 90% das pessoas só falavam inglês. Eu, que estava há mais ou menos duas semanas somente falando português, me enrolei no começo. Depois fluiu, mas parece que, no começo, há teias de aranha em seu cérebro que impedem de conectar as frases e pensamentos em determinada língua.
Se não há prática e aprimoramento, a tendência de uma língua é de ficar enferrujada. Ou, pior, de cair no esquecimento e morrer.
Algumas das sílabas japonesas - katakana. Só faltam mais umas 2 mil para eu decorar...
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Tatiana Aoki
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04:58
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quarta-feira, janeiro 07, 2009
Vôlei e roupas
Férias boas eram aquelas em que eu tinha uns 11 anos, não tinha nada para fazer – a não ser jogar futebol, vôlei, ir ao shopping com as amigas...Enfim, época em que era alienada, não tinha a menor idéia do que era alienação e, melhor ainda, não me sentia culpada por isso.
Mas um momento de minhas férias que me lembro perfeitamente foi quando eu tinha uns 13 para 14 anos: foi quando fiquei viciada em silverchair e me prontifiquei a traduzir suas músicas, para entender ¨que raios eles cantam¨. Foi a partir daí que posso dizer que realmente aprendi inglês – não, não foi em cursos de idiomas ou coisas assim. Um marco educativo e criativo em minha vida.
Voltando à vida real...
Até o momento, minhas pequenas e merecidas férias foram produtivas, exceto pelo fato de que passei horas e horas olhando lojas de roupas em busca de promoções. No final do dia, um sentimento de prazer e culpa (típico de bens materiais) ficaram rondando minha cabeça.
Melhor comprar em brechó.
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Tatiana Aoki
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00:31
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quarta-feira, dezembro 31, 2008
Melhores e Piores
Quem é mais gracinha? Os rapazes do MGMT ou os gatinhos?
Não vou fazer de filmes porque simplesmente não vi quase nenhum em 2008. O mesmo posso dizer de livros – faz uns dois meses que parei de ler o último e, desde então, estou iletrada.
Mas, obviamente, tais assertivas não se aplicam às músicas. Sempre que posso, estou à procura de novas e interessantes trilhas sonoras.
Eis meu Top 10 álbuns mais ouvidos de 2008:
Jimmy Eat World – Futures
MGMT – Oracular Spetacular
Molotov – Apocalipshit
Tom Zé – 1968
Nação Zumbi – Fome de Tudo
The Verve – The Forth
Oasis – Dig your own Soul
Coldplay – Viva la Vida
Nine inch Nails – The Slip
Weezer – The Red Album
Gnarls Barkley – The Odd Couple
Top 10 músicas mais ouvidas em 2008 (de acordo com meu MP3):
Madonna – 4 Minutes
The Verve – Love is Noise
Kanye West - Stronger
Nine Inch Nails – Discipline
Nação Zumbi – Fome de Tudo
Junior Senior – Go Junior, Go Senior
Gnarls Barkley – No Time Soon
Justice – D.A.N.C.E
Moby – Alice
Coldplay – Lovers in Japan
Top 10 Melhores Shows de 2008:
....
Radiohead
Weezer
Gilberto Gil & Ganga Zumba
....Eu juro que não lembro de mais nenhum, de tão legais que foram os outros!
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Tatiana Aoki
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07:45
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domingo, dezembro 21, 2008
Chorando no Natal.
Eu sempre afirmo e reafirmo que odeio o Natal. Ponto.
Mas esta foi a primeira vez em minha vida que chorei por causa da data. Conto.
Sexta-feira, 19:00
Mais uma aula de japonês com uma japonesa incrível, a Maiko (eu realmente adoro-a), depois de um dia de trabalho. Caminho num frio de seis graus em direção a Sakae, o principal ponto dos beberrões e baladeiros de Nagoya. Ia pegar meu MP3 para desencanar do dia quando ouço uma música bem baixinha. Parecem sinos soando – música de Natal. Meus olhos se enchem de lágrimas, guardo meu MP3 na bolsa e caminho enquanto o som natalino rola nas ruas frias e iluminadas de Nagoya. As lágrimas escorrem - “nunca vi nenhum japonês com mais de dez ano escorrer uma lágrima” - não ligo para os olhares desconfiados e curiosos dos japoneses e choro, ando, tropeço.
O por quê? Não sei, andar sem rumo por uma cidade fria em clima de Natal é algo realmente inédito em minha vida.
Sábado, 16 horas.
Mais uma aula de japonês, com o Hisaaki, em um café de Nagoya. Pego o moccacino fervente, tamanho médio. Ele, o café com leite gelado. Sentamos na mesa, conversamos, ele me corrige, eu o ensino algumas expressões em português. Tenho que sair, terminar uma matéria, por isso nos despedimos mais cedo e combinamos o encontro da semana seguinte.
Eis que Hisaaki abre a bolsa e me entrega um presente. Senti uma emoção profunda, me deu uma vontade imensa de chorar e abraçá-lo, porém isso é extremamente estranho no Japão. Me limitei a agradecê-lo e dar um leve abraço na despedida.
Presente do Hisaaki: CD da banda Asian Kung-Fu Generation e um creme com cheirinho de frutas
Domingo, 00:00
Hiro me liga e conversamos por mais de duas horas no celular e no Skype. Não tenho paciência de falar em japonês, então limito a me expressar em português com algumas expressões em japonês. Converso, penso, e o entendo. Durmo cansada, porém feliz pela conversa produtiva e cabeça.
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Tatiana Aoki
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00:05
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quarta-feira, dezembro 17, 2008
E o sapato vai para...
Jogar um sapato não é o suficiente, afinal agora o pessoal dos EUA deveria efetivamente acertar o sapato no Bush – ele com certeza leva o troféu “sapatada” 2008.
Que pena que não acertou...
Não tenho ninguém em especial para personalizar a sapatada, porém confesso que morro de vontade de tacar um salto agulha (comprado na liquidação) em alguma vidraça de lojas requintadas e luxuosas. Só para assustar as madames consumistas, afinal, infelizmente meu pé é tamanho 34 e eu não conseguiria machucar ninguém.
É para elas se lembrarem de que estamos em crise.
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Tatiana Aoki
às
10:31
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domingo, dezembro 14, 2008
Mais um ano que se vai...
Lá vem o post com análise do ano. Eu vi que todos os anos faço isso, e resolvi reler meu blog por um tempo. Um túnel do tempo se passou em minha cabeça, e não pude deixar de pensar na minha vida, na nostalgia e no sentido de “sentir-se viva”.
Diante das análises que fiz nos anos anteriores, acho que esse ano é o mais difícil de definir, pois com certeza não foi ruim, lento ou qualquer coisa: ele simplesmente foi dividido em trimestres, como se a cada três meses minha vida virasse de cabeça pra baixo.
Claro, quem acompanha minha vida sabe que 2008 foi o “ano de minha vida”.
Vai ser difícil elencar as principais coisas. Vou tentar, e sugiro mais: que todos os leitores deste blog também façam suas respectivas listas.
Aspectos positivos de 2008:
passou rápido
aprendi a me cuidar
virei mulher/adulta
posso me considerar uma pessoa globalizada – nunca pensei que, em uma só noite, eu teria que conversar em português, inglês, japonês e espanhol.
Sei que posso me virar sozinha – e gosto de minha companhia
estou menos ansiosa
fiz, em um ano, todos os estágios e empregos possíveis
acho que as pessoas me levam mais a sério
minha intuição esteve aguçada em 2008
eu fui ao show do Radiohead. Ponto.
Resumindo: virei adulta em 2008.
Aspectos negativos de 2008:
minha saúde esteve péssima em 2008. Acho que nunca fui tanto ao hospital como neste ano.
Me arrependi de algumas decisões, como me separar de meu namorado.
Quase fiquei sem casa, comida e roupa lavada do outro lado do mundo
me senti em uma selva de pedras em relação a muitas pessoas
não estar mais em Bauru
definitivamente eu odeio São Paulo e não tenho a menor saudades do stress, da poluição e da violência da maior cidade do Brasil. Com certeza prefiro Nagoya.
Resumindo: estou achando difícil virar adulta..
Falo isso e deixo para o final a tal da crise, que realmente não sei se é boa ou ruim. Acho que é boa, porque eu sempre quis estar viva em um momento de quebra de paradigmas.
............
Para continuar este post longo, porém necessário diante das tradições incutidas neste blog, vou analisar um pouco minhas próprias retrospectivas dos anos anteriores - meus comentários estão ao final de cada post. Dá para ler inteiro clicando no link do respectivo ano.
O que foi bom em 2007:
- shows que fui: Roger Waters (delírio total), Aerosmith, Velvet Revolver, Placebo, Bjork, The Killers, Tom Ze na Unesp, e mais.
- minha pesquisa de iniciação cientifica foi, finalmente, reconhecida: ficamos em terceiro lugar dentre as melhores pesquisas de iniciação cientifica do Brasil pelo Intercom 2007.
- Radiohed
- Greve na Unesp, ocupação da USP, rebeliões na universidades publicas.
- sinceridade, essa foi minha marca de 2007
- projetos, projetos, projetos de vida
- a volta da minha irmã
- viagens, participações em congressos e premiações
Mas, no geral, 2007 foi um ano ruim. Vamos lá:
- já pensou em morar em um local que você odeia? Sim, morei por um ano nesse lugar
- pressão imensa por causa da iniciação cientifica
- não se sentir bem com pessoas que você adorava
- mudança de cidade, mudança de paradigmas, mudanças.
- família e familiares: fonte de problemas em 2007
- nenhuma paz
Comentário:É, pelo jeito 2007 foi um ano bem mais light, visto de fora...
Quanto ao Ano Novo...eu achava que ia gostar da data, até porque ela nem é tão familiar assim. Mas pra falar a verdade...depois dos 10 anos, nunca mais gostei de ano novo também. Não gosto de datas "programadas" pelo comércio, pela mídia e pelas pessoas. Ela não representa absolutamente nada para mim. Sem contar que o Natal e o Ano Novo não condizem com nossas condições climáticas: onde já se viu comer pernil assado, panetone e vinho num calor de 36º? Preferiria comer uma salada bem feita, um sorvete de goiaba e um suco de melão.
Comentário: eu ainda não gosto de Natal, mas admito que estou ansiosa para comer peru e outras carnes gordurentas. (Eu posso! Estou num frio de três graus, ok?)
Esse semestre foi bom porque tive várias conquistas importantíssimas pra mim. Parece que o primeiro semestre foi uma preparação para a grande hora - a hora da conquista seria no segundo round.
Diante dessa análise, talvez o semestre tenha sido muito bom mesmo, entretanto eu só consigo reclamar das coisas que ainda não conquistei e esqueço de agradecer as que já tenho.
Tá, lista das melhores coisas do semestre e do ano:
- mudar de casa
- meu namorado
- pesquisa da fapesp
- passar na auto-escola
- viagens, muitas viagens inesquecíveis (japão,ilha solteira)
- baixei mais músicas em meses do que na minha vida inteira (e viva os torrentes)
- descobri que esporte realmente deixa as pessoas melhores
- ........faltam alguns dias pra acabar né?
Comentário: Ôooooo vida boa e molenga que eu tinha...Mudar de casa? Isso é fichinha.
Nao era pra postar duas vezes, mas eu devo fazer isso porque eu acho que nao entro na net antes do ano novo...
E a tal da retrospectiva. Esse foi, definitivamente, o ano em que ocorreram mais mudancas na minha vida:
- virei veterana (errr)
- minha mae e irma foram para o japao
- fiquei amiga do meu pai
- me estressei como nunca
- chorei como nunca
- me apaixonei pela primeira vez
- aprendi a dirigir
- fui reprovada na auto escola
- conheci o outro lado do mundo
- vi a neve
- viajei 23 horas de onibus e 23 horas de aviao (em viagens diferentes)
- senti saudades e a famigerada solidao
- pela primeira vez, nao fui a todos os shows que eu queria
- duvidas, muitas duvidas
- mensalao, lula nao sabia, greve, movimento estudantil
- aulas que mudam a vida e que trazem novos significados e interfaces
- aproveitar o semestre (ou nao) como nunca
- rever e ver as amizades
Comentário: como eu senti solidão? Não entendi, sinceramente. Quanto à reprovação na auto-escola, confesso que é um saco, mas eu fui reprovada duas vezes na auto-escola daqui e nem elenquei como as piores coisas do ano. Ou seja, esse ano também foi fichinha.
Estou me desdenhando. Tsc Tsc.
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Tatiana Aoki
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02:49
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quarta-feira, dezembro 10, 2008
Natalinas
Acho que já terei meu melhor presente de Natal do ano – a visita de minha mãe.
Embora não seja o melhor (talvez seja o pior) momento para ela vir até aqui, devo admitir que não tenho pensado em nenhum outro presente melhor do que isso. Ah, talvez o que ela trará na bagagem – comidinhas brasileiras que me fazem falta, como um queijo branco (aqui não existe queijo branco).
Parece uma faca de dois gumes, mas o que mais desejo no momento é que o Fórum Social Mundial de 2009, no Pará, delibere medidas práticas neste momento tão dramático em que vivemos. Se os especuladores/capitalistas/governantes já tomaram medidas concretas, acho que todos podemos tentar algo para o lado mais fraco.
Infelizmente não consigo fazer nenhum pedido mais concreto, porém só posso predizer que 2009 será como 1929 – com o adendo de uma crise corrosiva do meio ambiente.
Veja o que rola aqui no Japão.
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Tatiana Aoki
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09:38
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quinta-feira, dezembro 04, 2008
Amizade homem mulher
Venho pensando nesse assunto por um bom tempo, sobretudo depois que cheguei aqui no Japão. Podemos dizer que passei mais de três meses sem conseguir fazer amizade com nenhum indivíduo do sexo feminino, por diversas razões. Embora eu sempre tive mais afinidade com pessoas do sexo masculino, não é fácil ficar sem as famosas conversas de garotas.
Hoje tenho algumas amigas, porém também diminuiu a quantidade de amigos. Coloco em destaque porque realmente levei um pouco a sério a afirmação de um colega, que me disse, apenas uns dias depois de embarcar no Japão, o seguinte:
- Não existe amizade entre homens e mulheres, principalmente depois dos 20 anos. Nenhum homem se aproxima de uma mulher sem segundas intenções. E vice-versa.
Discordo do vice-versa, mas talvez seja verdade. Fiquei pensando em todos os amigos que tenho/tive em minha vida, e percebi que grande parte já tentou, pelo menos uma vez, ficar comigo. Quando viram que não rolava é que virou apenas amizade – e muitas vezes mais fortes do que com mulheres. E é assim: ou a amizade entre homens e mulheres fica mais forte do que entre pessoas do mesmo sexo, ou ela acaba de vez. Por isso, toda vez que algum rapaz se aproxima de mim, já tenho certeza de uma coisa – ou ele vai sumir de vez, ou vai ser um grande amigo, daqueles que sempre estarão comigo. Sem pretensões também acontece, mas como eu sempre acho que as pessoas são despretensiosas até que se prove o contrário, frequentemente acabo me dando mal.
Quanto às mulheres, a amizade surge sem grandes pretensões, por isso é mais fácil sentir firmeza em amigas mulheres. Porque se a garota se aproxima de você, a intenção dela só pode ser uma (no caso de heterosexuais): quer ser sua amiga. Não há nada além disso, sendo simples de a amizade surgir – como também é mais fácil ainda de a amizade se quebrar, por um motivo igualmente óbvio: homens.
Embora toda regra tenha sua exceção, um pouco de cautela na hora de dar seu telefone a um garoto – achando que ele quer apenas sua amizade – não faz mal a ninguém. Experiência própria de mensagens de celular indesejáveis.
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Tatiana Aoki
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03:01
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domingo, novembro 30, 2008
Docinhos e felicidade

Depois de tomar um café da manhã delicioso e de ler o jornal de domingo, pego minha bicicleta e ando por mais ou menos duas horas seguidas para encontrar meus amigos. Vamos ao Festival dos Sonhos, com shows de David Bowie, Tom Zé, Talking Heads, Pink Floyd e Nação Zumbi. Depois da maratona musical, regada a muita água, cerveja, risadas e fotos bizarras, volto para casa de bicicleta e encontro meus pais. Jantamos juntos, vamos ao cinema e compro donuts, balas carameladas e suco de goiaba para saborear durante um filme do Wes Anderson.
Chego em casa e entro na Internet. E não é que fui selecionada como uma das melhores blogueiras do mundo?
Seria um dia perfeito em um lugar perfeito. Alguém me leva?
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Tatiana Aoki
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00:13
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sábado, novembro 29, 2008
Novo!
Eu disse que ia mudar esse blog...
Daqui a menos de um mês, o Vitaminab fará 4 aninhos. Quem diria que ele resistiria a crises de identidade, Unesp, trabalho, mudança de cidade, de país, despedidas, criações de milhares de novas contas em blogs e outros sites inúteis, mudança de emprego em um país estrangeiro, Orkut, brigas por posts idiotas, etc etc.
Bom, não vou mentir que só fiquei o dia todo em frente ao PC em uma tarde/noite de sábado porque estou em um frio de oito graus. Ninguém merece sair de casa - quer dizer, confesso que dei uma voltinha de bicicleta hoje e que fiz aula particular de japonês com um amigo meu.
Mudanças no template novamente, só daqui a um ano. Ou até algum designer se prontificar a fazer um layout maravilhoso, digno de um site consagrado
Eu fiquei mais ou menos um mês visitando blogs (antes de sair a lista da Época), e vi que a maioria é bem simples, porém com conteúdos extremamente relevantes. Por isso, atentem-se e reclamem apenas dos textos, ok?
Eu "prometo"
- colocar mais fotos do Japão estou sem máquina, mas beleza
- colocar mais links
- comentar os comentários
- linkar blogs legais
- atualizar mais frequentemente
- usar a nova gramática da língua portuguesa que saco
TscTsc.
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Tatiana Aoki
às
09:25
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sábado, novembro 22, 2008
Passando frio e calafrios no Japão
Ando pelas ruas de Nagoya e só dá eu de estrangeira. Uns 60% das pessoas me olham descaradamente e diariamente. Irrita?
Cansa ser estrangeiro no Japão, um país que ainda consegue fugir da globalização étnica. Já li artigos em que, se o Japão não mudar, os estrangeiros nunca aguentarão viver aqui para sempre, e é verdade – 90% dos estrangeiros não têm intenção de morar aqui para sempre. Se moram, é porque se acostumaram a sofrer preconceito e a se sentir Ets.
Eu sou mulher, estrangeira e moro sozinha. Isso é um prato cheio para os japoneses me odiarem secretamente.
........
Estou viciada em um salgadinho de banana, além de outro de kiwi, outro de manga...Além do doce de feijão, meu favorito sempre. E como muita fruta aqui, embora seja cara pra caramba e me faça dispender alguns ienes a mais.
.......
E alguém de salva desse frio insuportável? Já estou vivenciando temperaturas de quatro graus. Quando morava em Bauru, sempre afirmei que odiava o calor, porém não tem nada pior do que o frio. Não o frio do Brasil, que é ótimo, mas o frio do Japão, e sabe por quê? Aqui o povo não sai do aquecedor nunca, e assim a gente tem que usar roupas “adequadas” o tempo todo, ou seja, a camiseta, a calça, a blusa, enfim, tudo tem que estar relativamente bonito para ser mostrado a qualquer momento. Todas as lojas estão programadas para ter uns 24 graus, aí você entra na loja vindo de um frio de três graus e com roupas adequadas para caminhar num ambiente congelante, e de repente começa a querer tirar tudo, de tanto calor.
Era bom quando eu usava o pijama por baixo da roupa nos dias frios...
....
Aventuras de metrô.
Que os japoneses são seres pervertidos, isso acho que todo mundo sabe. Acontece que locais com grande concentração de pessoas, sobretudo vagões de trens e metrôs, são os locais perfeitos para a ação dos “pervas” - isso inclui mulheres também. Eu ainda não tive a felicidade de ter um pervertido me enchendo a paciência, porém já ouvi histórias muito bizarras dentro dos vagões – sim, todo tipo de perversidade, porém a mais comum é aquela em que os homens tiram fotos das calcinhas das japonesas. Isso ocorre porque, mesmo no frio congelante, as japonesas usam minissaias curtíssimas, de causar inveja às funkeiras. Com a diferença de que aquelas são magrelas, então não fica tãaaooo vulgar. Ah, fica sim.
Quando (e se) acontecer algo comigo, vai apanhar. E vou contar aqui, lógico!
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Tatiana Aoki
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08:00
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domingo, novembro 16, 2008
Ainda dá tempo para fazer alguma coisa?
Como me mudei recentemente para o Japão, parece que o meu ano está apenas começando, ou seja, ainda tenho tempo para milhares de coisas.
Só que, cronologicamente, o ano está acabando, por isso:
Ainda dá tempo de fazer as coisas simples, que sempre são postergadas, como trocar os móveis de lugar, ajeitar aquelas cartas esquecidas no armário e deixar seu ambiente de estudo mais agradável. Realizar grandes empreendimentos no final do ano pode ser frustrante, porque é na reta final que conseguimos fazer um balanço do que passou e também estabelecer as grandes metas para o ano seguinte. O ideal é apenas aparar os pequenos defeitos para criarmos novas coisas de forma substancial.
Mas é claro que esse “conselho” óbvio não vale para o Barack Obama. Meu filho, nestes dias finais de 2008 é bom você corrigir o incorrigível, viu?
No meu caso, acho que ainda tenho tempo de reformular meu blog. Acho que é minha maior meta até o final do ano. Fora isso, apenas tento viver meu cotidiano da forma mais positiva possível, analisando o que deu errado em 2008 para acertar em 2009.
E meu conselho final é o seguinte: em 2009, não pense muito no futuro, porque o bicho vai pegar. Palavra de quem está morando no bloco dos G7 e vendo que o negócio está pior do que o Crack de 29.
Por falar em eleições e Barack Obama...
Tendo um japonês medíocre, tento assistir aos telejornais diariamente. Durante as eleições, percebi nas entrelinhas que os japoneses eram a favor do Mccain e morriam de medo de Obama. Bom, era apenas uma suposição porque, se já é difícil entender o posicionamento da grande mídia brasileira em questões delicadas, que dirá depreender o que pensa a mídia japonesa.
E não é que eu acertei que os japoneses estão morrendo de medo do Obama? Li vários artigos sobre isso depois que ele foi eleito.
É, a mídia PIG não muda, em qualquer lugar do planeta.
Para finalizar, minha foto tosca sobre minha visão do Japão. Vou concorrer em concurso, blergh!
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Tatiana Aoki
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domingo, novembro 09, 2008
Devaneios de uma péssima cozinheira...
Eu nunca gostei muito de cozinhar – prefiro comer - , porém a necessidade vai além da alternativa “querer ou não querer cozinhar”. Tenho que cozinhar ou eu morro de fome, ponto.
Ok, toda semana vou a um mercado e a uma barraquinha comprar a comida da semana, que normalmente inclui: pão, queijo, leite. Três itens indispensáveis na minha alimentação, desde que saí da casa de meus pais, em 2004. Pode ter certeza que, se um dia você vier à minha residência, encontrará os três itens sem exceção. Ah, e o café, claro, embora este demore bastante tempo para acabar.
....
Acabei de terminar de fazer as marmitas da semana, por isso estou fedendo a brócolis, cenoura e peixe. Além do arroz. Acontece que, toda vez que cozinho, faço algo de errado. Por exemplo:
Cozinhei as cenouras sem descascá-las. Agora, terei de comê-las com aquela casquinha suja – afinal, elas foram tiradas da terra. Blergh!
Cozinhei demais o peixe, e esqueci de colocar sal ou qualquer outro tempero. Ficou esquisito.
Para o desespero de minha mãe, eu digo a ela que como basicamente a mesma coisa por uns cinco dias seguidos. Além disso, nunca tempero a comida, só coloco um sal e já era. Eu ainda acho que, quanto menos temperos, melhor. Por quê? Porque quando eu como fora, tudo é delicioso.
Mesmo assim eu prefiro comer em casa a comer fora, porque as comidas do Japão são lotadas de conservantes. Se eu tomo sucos de caixinha ou como fora, nascem espinhas imensas e em lugares bizarros, como no meio da testa ou do queixo. Juro.
....
Quanto às bebidas alcoólicas, confesso que não gosto de quase nenhuma por aqui. A cerveja é terrível, não gosto de saquê e os drinques são caros e impossíveis de deixar qualquer um bêbado.
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Tatiana Aoki
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terça-feira, novembro 04, 2008
Interessou?
Novembro, Dezembro...
Este blog fará quatro anos!
Quem diria que ele me acompanhou por praticamente toda minha vida universitária, e agora nesta nova etapa de minha vida.
Vou mudar algumas coisas por aqui – talvez o endereço, talvez toda a estrutura...Estou pensando com meu cérebro que insiste em se manter “ocupado demais para pensar nisso”, porém ainda quero realizar mudanças em meu blog e torná-lo mais profissional e menos confessional. Se bem que, para isso, ultimamente tenho escrito em meu diário.
..........
Devo admitir que, depois de vir ao Japão, venho acompanhando mais fatos de relativa importância. Hoje não tenho o menor interesse na vida das celebridades, que dirá em fatos violentos ou curiosidades cotidianas.
Acho que vou promover uma campanha: por um jornalismo de relevância!
Antes de clicar em uma notícia, pense no seguinte:
Pra quê saber se a Ivete Sangalo perdeu o bebê ou não?
O que o novo lançamento dos cinemas tem a lhe acrescentar? Por quê não ver o clássicos primeiro? Ou, melhor ainda, ver o que realmente lhe interessa?
E pra quê saber se o pai matou os filhos e se enforcou depois? Essa necessidade de saber da vida alheia te deixa mais ou menos infeliz?
Não estou dizendo para viver em um isolamento e em um refratário blasé, porém acho que está na hora de sabermos que realmente repercute em sua vida. Fatos maiores que repercutem em seu cotidiano, entende?
Neste momento, leio obcecadamente as notícias da crise norte-americana (que agora está mais do que mundial), bem como as eleições do mesmo país. Por quê? Porque o meu futuro realmente está intrínseco a esta eleição. Infelizmente, moro em um país ultradependente dos EUA.
Leu mesmo?
Tatiana Aoki
às
11:49
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quarta-feira, outubro 29, 2008
Namorico de portao
Aos 12 anos, vejamos...
Eu gostava de jogar futebol, volei e dancar Spice Girls em frente ao espelho
Dava meus primeiros passos no jornalismo
Gostava de ir ao shopping para tomar sorvete com as amigas do predio
E...Nunca havia beijado
Bem, esta era minha realidade aos 12 anos. Porem, no caso Eloa e seu namorado doidinho, que nao acompanhei direito, ela ja tinha um relacionamento aos 12 anos, e ele, 20 anos.
Uma garota que namora um rapaz de 20 anos sabe que nao esta para o tal do namorico de portao. Afinal, quando se tem ate 18 anos, 1 ano de diferenca faz toda a diferenca. Sim, acho muito cedo namorar aos 12, sobretudo quando seu parceiro tem 20 anos. Esse lance de que idade nao tem limites quando o assunto e amor e uma lorota, quando se tem diferencas psicologicas muito claras, ou seja, a mentalidade de alguem com 12 e 20 anos e completamente diferente.
Quando se tem 20 e namora-se alguem de 50 anos, a coisa muda de parametros, porque deduz-se que alguem de 20 anos saiba ao menos como lidar com pessoas. Aos 12, nao importa a exposicao sexual que a midia e a sociedade promova, somos absolutamente retardados, essa e que e a verdade.
Mas tambem nao vou dizer que a namorada assassinada era santa. Aposto que ela ja sabe muito mais de relacionamentos do que eu, aos 22 anos, sei.
E engracado como as coisas simplesmente nao repercutem por conta da distancia geografica. Eu nao acompanhei e nao tenho o menor interesse em saber detalhes do sequestro da garota. Parece que, quando estamos fisicamente longe de um local, selecionamos melhor a noticiabilidade das coisas.
Afinal, para que saber se o cara e louco ou nao? Isso realmente te acrescenta algo?
Leu mesmo?
Tatiana Aoki
às
01:00
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quinta-feira, outubro 23, 2008
Prato Feito

Depois de mais de um mês comendo apenas arroz, peixe, missoshiro (sopa de composto de soja) e moyashi (broto de feijão), já tinha até esquecido da comida brasileira e realmente acostumado com a japonesa.
Eis que revelo para meu amigo Yuji que fazia mais de um mês que eu não comia feijão. Ele, que é fanático por feijão e bife acebolado, ficou assustado pela minha abstinência e me chamou para comer em um restaurante brasileiro.
Pedimos o prato mais elementar da culinária brasileira: arroz, feijão, bife acebolado, salada e batata frita. Além de suco de goiaba para beber.
Confesso que fazia tempo que não tinha a sensação de estar "satisfeita", parece que não iria comer por, pelo menos, umas cinco horas seguidas. A comida brasileira é daquelas que enche mesmo, e serve para pegar na enxada sem cansar ou passar mal. Já a comida japonesa é leve demais, porque depois de cerca de três horas estamos novamente com fome.
Mas acho que o que contou mesmo foi a saudade. Saudade da fartura de comida, do feijão caseiro e do aconchego de casa.
Leu mesmo?
Tatiana Aoki
às
21:23
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