Lendo jornais por aqui, vejo que, tanto nos EUA como no Brasil, jornais fecham a rodo. O que eu trabalhava, fechou.
Ora, quem compra jornal hoje em dia? A não ser eu, macaca velha que adora jornal – e não só para embrulhar peixe, mas para ler mesmo – grande parte das pessoas que conheço não lêem jornal. Alegam que podem ler de graça na Internet.
Eu ainda compro o bom e velho jornal, pelo menos duas vezes por semana. E o faço porque sei que vale a pena, que o material tem o mínimo de qualidade desejável para eu me manter informada e entender, pelo menos um pouco, o contexto do que se passa.
E o futuro do jornalismo, pauta de grandes discussões entre os jornalistas? Bom, o jornalismo que a gente conhece não mais existirá, mas considero isso um grande prejuízo a todos, porque é a consolidação da quantidade em detrimento da qualidade. Não estou dizendo que se você não é jornalista a notícia ficará ruim, porém prefiro ler uma matéria de jornal a ficar acompanhando twitteiros cobrindo, por exemplo, um show ou uma sessão da Câmara.
“Agora, Fulano falou isso”
“Cicrano colocou o dedo no nariz. Que nojo”
Esse tipo de asneira corre solto no twitter da vida.
Fatos por fatos, vivo minha vida. A vida exige análises, não somente fatos esparsos.
...
Para me autocriticar, também aponto uma outra crise: a musical. É claro que ninguém precisa carregar, no bolso, cerca de 600 músicas de uma só vez, e com qualidade sofrível. O artista se mata para gravar o aí vem um espertinho, pega o cd demo e o distribui na internet, dizendo que está “saindo do forno”. Ora, o CD não está pronto! Mas vazou, e as pessoas não se importam se a qualidade é sofrível ou não, apenas se declaram felizes por terem pego o CD “de graça” – a custo de risco de vírus fatais ao computador, bem como buscas, muitas vezes frustradas, de um álbum apenas audível.
...
Ah, só para descontrair e justificar o termo autocrítica dito anteriormente, vou falar o que estou ouvindo:
- Kings of Leon - Only by the Night
- Lily Allen - It's not me, it's you
- O Rappa - 7 vezes
Me surpreendi com a Lily Allen, porque eu a achava pretensiosa demais, uma vozinha tosca e mais uma da geração cantoras inglesas. Porém, me surpreendi: as letras são muito boas e ficam interessantes ao som da melodia, que normalmente não combina muito com o conteúdo da letra - esta, em grande medida, bem pesada. No "It's not me, it's you", você encontra temas como sexo, luxúria, drogas e rock'n'roll. Com uma melodia parecida com..."Smile".
Se você é homem, tenta entender as garotas e não consegue assistir Sex and the City...Bom, ouça "It's not me, it's you". Vai aprender um bocado, principalmente com a música "Not Fair".
...
Já o Rappa...os caras são bons, isso todo mundo já sabe, mas esse cd é bom hein? "7 vezes" me surpreendeu, seja nas letras, seja na melodia. Palmas para o baixo, que deixa tudo mais virtuoso. E as letras, claro. O show do Rappa ao vivo já é uma atração aa
É daqueles álbuns que você ouve uma vez e já curte tudo.
Mostrei a música "Meu mundo é o Barro" para meus amigos japas, e eles imediatamente curtiram. Ao contrário do Tom Zé e Nação Zumbi (minhas favoritas, por ora), que eles acharam um tanto "estranho".
Não tem jeito: acho-a linda!
domingo, março 29, 2009
O futuro do Jornalismo, Lily Allen, O Rappa
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Tatiana Aoki
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11:03
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domingo, março 22, 2009
Hoje a entrevista será com... Clodovil!

1) Clodovil, eu sei que você já bateu as botas, então agora deve estar com a língua mais afiada do que nunca.
Clodovil – Olha, benhê, seguinte: eu morri, mas escrevi um monte de fofocas dos bastidores de dois lugares semelhantes – o mundo da moda e o da política.
2) Aliás, Clodovil, porque você resolveu entrar para a política? Você realmente entendia do assunto?
Clodovil – Queridaaa, é claro que eu não entendia, mas o Frank Aguiar entende? E o Aguinaldo Timóteo? O Silvio Santos também tentou ser presidente, só para você parar de me esculhambar e se precaver antes de perguntar bobagens, ouviu?
3)OK, OK, da próxima vez eu pesquiso um pouco mais sobre candidatos bizarros concorrendo às eleições.
Clodovil – Você me acha bizarro? É isso que quis dizer? Te pego na barca do inferno!
3) Não, não, senhor Clodovil! Eu não quis dizer que o senhor é bizarro, longe disso! Aliás, é muito sensato de ter chamado a deputada Cida Diogo de feia, com certeza.
Clodovil – Japoronga escrotaaaaaaaaaaaaaaaa!! Vou te pegarrrrr
4) E vamos ao intervalo comercial, com o programa Alto da Barca do Inferno.
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Tatiana Aoki
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07:09
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sexta-feira, março 20, 2009
Primavera Harumi Spring
Faz tempo que eu não escrevo...
Mas hoje, depois de muito tempo, me sinto feliz.
Começou a primavera. No Brasil, esse lance de estações do ano parece bobagem mas, no Japão, mudar a estação significa, literalmente, mudança de vários hábitos, aposento de algumas peças de roupas e retirar do armário outras, as ruas tornam-se floridas, etc.
A maior felicidade é sentir uma brisa mais quente e não ter que dormir com quatro cobertores. Nem ter que ligar a água quente para lavar a mão.
....
O mais engraçado é que eu estava me achando porque não tinha ficado doente no inverno. No Japão, o pessoal toma até vacina para não ficar doente, porque parece uma epidemia mesmo.
Até que, do nada, peguei a pior dor de garganta da minha vida. Resultado: começo a primavera tomando 4 tipos de remédios...
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Tatiana Aoki
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09:13
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sábado, março 07, 2009
chinesa que perdeu o vôo. Versão com legendas em português.
Fazia tempo que eu não ria tanto...
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Tatiana Aoki
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quinta-feira, março 05, 2009
Você, não.
Eu já fiz um blog anônimo. Daqueles com pseudônimos, em inglês, absolutamente velado...
Mas não passei do primeiro post, como grande parte dos blogueiros. Além do fator preguiça, é bem difícil manter dois blogs - demanda um tempo longo para administrá-los.
Nesse blog eu escreveria o que eu
O que eu escrevo em meu diário pessoal?
Nossa, além de escrever minhas nóias diárias, reflito egocentricamente sobre mim. Acho que é por isso que gosto de ficar sozinha: tenho tanto a descobrir sobre mim mesma que às vezes deixo de me preocupar com o que acontece janela afora.
Mas, para contemplar a vida em sociedade, faria algo bem diferente: um banco de dados anônimo sobre todas as pessoas não recomendadas - por mim, claro. Colocaria os motivos, o perfil, todos os contatos e o que ela fez para ser considerada "não recomendada". Sim, faria resenhas sobre pessoas, assim como eu faço para álbuns de música ou filmes. Utilidade pública, talvez.
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Tatiana Aoki
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02:28
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segunda-feira, março 02, 2009
O tempo.
Eis o tempo. Ele passa de um jeito absurdamente rápido à medida que ficamos mais velhos.
Sim, fiz 23 anos e esqueci de comentar por aqui. Não comemorei muito, porque eu detesto ficar mais velha.
Também faz uns sete meses que estou no Japão.
Já pensaram em que, quanto mais inutilmente a gente gasta o tempo, menos tempo parece que temos? Fiquei umas duas semanas sem estudar nada, por motivos particulares, e parece que meu tempo encurtou. Como isso acontece? Acho que, nesse ínterim, gastei muito tempo em coisas inúteis, como ficar no orkut e/ou olhar sites de fofocas do Oscar, por exemplo.
O ruim e o bom da Internet e da era da informação é a quantidade de informações disponíveis. Se nos deixarmos levar, vamos ficar horas e horas respondendo scraps do Orkut e lendo a notícia de que Angelina Jolie pode estar em depressão, em vez de resolvermos nossos próprios problemas. Aí, quando menos percebemos, estamos presos em nossa própria miséria intelectual.
Eu ainda preciso achar tempo para voltar a ler livros, estudar, fazer freelancers, correr, andar de bicicleta e, agora, tomar conta de minha vida.
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Tatiana Aoki
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21:22
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segunda-feira, fevereiro 23, 2009
Quero ser homem?

Se eu fosse homem por um dia.
Espero que, um dia, ninguém precise fazer essa pergunta, para todos nós agirmos da mesma forma, sem papéis exclusivos para homens ou mulheres.
Tirando as diferenças físicas (der), não tenho vontade de fazer nada que um homem faz.
Acho que há muito mais coisas exclusivamente femininas do que masculinas, como fazer a unha na manicure, usar minissaia, maquiagem, etc. (Se bem que, atualmente, tudo isso é passível de ser feito também por homens).
Quer dizer, eu já joguei futebol, fui a um boteco conversar com amigos após o expediente, falei palavrão sem medo de ser feliz...
Mas acho que, se tem uma coisa que eu queria...Bem, era usar terno um dia. Acho que é uma roupa elegante e sexy. Andar de terno em dia dia frio deve ser bem interessante (nada de usar terno no verão), embora, convenhamos: deve dar muito mais curiosidade para um homem usar minissaia, por exemplo.
Ainda bem que sou mulher.
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Tatiana Aoki
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segunda-feira, fevereiro 16, 2009
Viagem a Darjeeling

Ontem assisti um filme de um de meus diretores favoritos, Wes Anderson: Viagem a Darjeeling. Fazia quase um ano que queria assistir, porém minha preguiça alucinante de ver filmes estava no pico nestes últimos meses.
No entanto, como já havia baixado no meu computador, decidi assisti-lo.
Vamos à resenha:
Filme pretensioso, com ótima fotografia.
Três irmãos, que não se falavam há um ano, resolvem unir-se em uma viagem espiritual pela Índia. Ok, parece interessante e engraçado, porém os defeitos do filme acabam sobrepondo-se aos pontos fortes - como, por exemplo, algumas cenas realmente engraçadas. Um dos elementos que merece uma série de vaias é a altíssima quantidade de merchandising no filme. Para piorar, merchandising sem fundamento. Mostrar um iPod e um Macintosh em uma viagem à Índia soou pretensioso e descontextualizado, sobretudo porque o telespectador não precisa ver a personagem ligando o iPod para sinalizar o início da trilha sonora. Outro merchan que aparece o tempo todo são as malas de luxo Louis Vuitton usadas pelos protagonistas. As malas não soaram forçadas, mas, de fato, apareceram em excesso durante o filme.
Senti uma decepção ao visualizar merchandisings da Coca-Cola, Ferrero, entre outros, porque, além de descontextualizar e distrair o espectador, quebra a credibilidade de diretores. Por exemplo, o filme Kill Bill também era recheado de patrocínios, mas eram, de certa forma, contextualizados, davam a impressãoo de que apareceriam de qualquer maneira. O tênis da Asics foi uma merchan bem forte (tanto que é o único que me recordo) mas, convenhamos: fazia parte do enredo o uso do tênis, pois não cortava a mensagem. Já no Viagem a Darjeeling as propagandas eram totalmente sem sentido, pareciam aquelas em que aparecem em novelas brasileiras.
Esperava-se muito mais de um filme com ótimos atores (embora sempre os favoritos de Anderson, o que, em minha opinião, torna o filme mais interessante, de alguma maneira), mas o enredo deixou a desejar e se perdeu em alguns momentos. Há cenas que realmente rendem risadas, como todo filme do diretor norteamericano, mas não foi o suficiente para superar as falhas do longa, sobretudo do meio para o fim, em que o filme aparenta dar uma desleixada no roteiro, desamarrando-o.
Mas, assim como Woody Allen, Wes Anderson é um diretor que, como poucos, consegue imprimir seu estilo de filmar, sem contar as doses homeopáticas de humor (negro, no caso de Anderson) e de roteiros originais.
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Tatiana Aoki
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21:04
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quarta-feira, fevereiro 11, 2009
Informes
Depois de muito enrolar, resolvi incluir as tags do Hotwords. Bom, fiz isso para dar uma profissionalizada no meu blog, e também porque agora estou entendendo um pouco mais de HTML e afins. Antes, só de ver as tais tags e scripts, eu já desistia.
Essa semana (dia 14) é o dia dos namorados, ou Valentine´s Day, aqui no Japão. As garotas compram e fazem chocolates para seus namorados. É claro que vou boicotar essa coisa rrrrridícula.
Meu primeiro artigo em inglês saiu. Nem acredito. Tá aqui
Continuo no Tudo de Blog e, embora eu tenha sido uma tremenda irresponsável, emplaquei alguns textos no site.
Bati perna em alguns brechós e comprei roupas no escuro (não pode experimentar nada). Posso dizer que, atualmente, mais da metade de minhas roupas são provenientes de brechós.
…
Levo várias broncas de minha mãe, ultimamente, por eu falar muito palavrão. Explico: além de eu considerar o palavrão uma das maneiras mais plenas de se expressar, no Japão dá mais vontade ainda de xingar todo mundo. Simples: eles não entendem NADA do que a gente fala.
Se algum motorista me fecha enquanto estou andando de bicicleta, já vou xingando:
Eu sei, é horrível, nojento, falar palavrão. Mas eu falo. Só espero não virar uma Dercy Gonçalves (que Deus a tenha) e falar dois palavrões a cada três palavras...
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Tatiana Aoki
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09:08
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domingo, fevereiro 08, 2009
Engolindo muito sapo e comida
Ando segurando sapo, perereca, rã, salamandra, e todos os anfíbios.
O pior problema de segurar sapo, ou engolir seco, é que a pessoa que joga o sapo em você também nunca vai parar de te fazer isso – a não ser que você, literalmente, solte a franga (para citar mais uma expressão envolvendo animais).
Mas uma coisa é certa: para vivermos no reino animal, ops, humano, temos que engolir sapos. Só que, na minha concepção, depois de engolir muitos sapos...um dia a gente vomita.
…...
Mudando de assunto, porque falar da vida pessoal me incomoda bastante, quero começar a minha própria campanha: não à alienação! Eu não posso me contaminar com a alienação japonesa, de achar que é normal cada cidadão ter dois computadores de última geração, iPod, bolsas de grife, comer em restaurantes da moda, andar somente de salto, jogar tênis, golfe e praticar natação, como se fosse natural.
Para piorar o ódio que tenho de algumas coisas por aqui, fiquei enojada quando vi o famoso “concurso” de quem come mais comida. Pode parecer engraçado, porém é a maior prova de que, sim, eles querem que as pessoas riam e não pensem que, talvez, a comida usada para o “concurso” fosse importante para os que passam fome – inclusive dentro do Japão.
É claro que o pão e circo existe, seja ele em forma de comida, sexo, ou qualquer coisa que o valha, e que, talvez, eu esteja sendo moralista nesse sentido. Afinal, no Brasil, o sexo está presente em quase toda a programação televisiva. Mas o sexo é censurado de alguma forma. Já o desperdício e a gula são promovidos como “diversão para a família”, perpetuando a hipocrisia dos que, monetariamente, podem e dos que não podem desperdiçar.
Veja como é, basicamente, a programação televisiva do Japão.
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Tatiana Aoki
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08:00
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segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Sabendo escolher...
Veja bem. Por mais irresistível que possa parecer, liberar geral, sobre todos os detalhes de sua vida particular, é uma boa dica para levar uma furada de olho.
Ser legal com alguém não necessariamente significa contar toda a sua vida particular - seus paqueras, o que pretende fazer da vida, seus defeitos, entre outros. À medida que conhece melhor a pessoa é que, sim, pode se abrir de verdade.
Por sorte, minha intuição é alta, e dificilmente me engano.
Pior do que ter o olho furado é decepcionar-se com alguém. Ter aquele sentimento de que, não, sua amiga não era tudo aquilo que você esperava. Porque furar o olho é levar mancada e, dependendo da situação, pode até ser perdoado.
Mas a decepção é um sentimento de desgosto e, no meu caso, irreversível. O dia em que eu me mostrar decepcionada...acabou.
...
Juro que não me lembro de nenhuma decepção, mas consigo perceber, claramente, sinais de ameaça. Muitos elogios, olhar de soslaio, aquelas ¨invejinhas¨que sua amiga comenta...Sinal vermelho. Corte pela raiz, antes que seja tarde.
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Tatiana Aoki
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terça-feira, janeiro 27, 2009
Desprezo

Eu sempre digo que vou ficar livre da praga indie, mas no fim sou contaminada. Meu último vício é o CD novo do The Killers, Day & Age.
Aconteceu a mesma coisa com os álbuns anteriores. Será que eu não tive nenhuma evolução musicalmente falando?
...
Começou o Fórum Social Mundial, o Campus Party acabou, e vai ter show do Radiohead.
Aqui...Vai ter passeata dos brasileiros, protestando contra a situação dos estrangeiros no Japão.
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Tatiana Aoki
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sexta-feira, janeiro 23, 2009
Redes Sociais e Obama
Eu deveria comentar sobre a posse do Obama, sobre a guerra na faixa de Gaza e sobre o agravamento da crise mundial. Mas não, a única coisa que consigo pensar no momento é na compulsão das pessoas por uma coisa: sites de relacionamento.
Estou escrevendo uma matéria sobre isso, porém na realidade tenho pensado, nas últimas semanas, a respeito do aumento de nossa dependência em relação a redes sociais. Twitter, My Space, Facebook, LastFM, Mixi, Linkedin, HiFi e, claro, nosso bom e velho orkut. Sem contar MSN, salas de batepapo, De.li.ci.ous, Digg e todas as contas que criamos para acessar determinado conteúdo - e que somos obrigados a criar um login e senha para tal.
É tanta senha e obsessão em relação a esse assunto que, ultimamente, ando cansada de acessar conteúdos de redes sociais - incluindo aí o MSN.
...
No entanto, tenho que comentar a posse de Obama. Sob espectro de brasileira, a posse de Barack Obama é praticamente igual à de Lula em 2002, ou seja, sob o signo da esperança, mudança, do ¨eu também posso¨, entre outros. De fato, a posse de Obama, assim como a de Lula, é um marco histórico, pelo fato de que as minorias conseguiram quebrar uma barreira muito forte do imutável paradigma de presidentes homens/brancos/ricos.
Só que, para as tais minorias alcançarem o poder, elas devem se aliar e absorver 90% da ideologia dessa classe dominante. Ou seja, a mudança não é estrutural, e sim aparente. O que, de certa forma, chega a ser pior, pois as minorias sentem-se confortáveis em ver alguém em que possam identificar - mesmo que, na realidade, nada mude, e suas realidades continuem miseráveis.
É igual parar de tomar sorvete de baunilha e começar a tomar sorvete de chocolate. Mas na mesma sorveteria, sempre.
..Conexão: Obama venceu, em grande parte, por sua inserção em redes sociais.
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Tatiana Aoki
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domingo, janeiro 18, 2009
Vício
Do nada, em uma tarde chuvosa de domingo, resolvi atualizar meu MP3. Baixei, de uma só vez, uns 10 CDs.
Ei-los:
- David Bowie
- Talking Heads
- Raul Seixas
- B52´s
- Molotov
- Franz Ferdinand
- ...
Esqueci
..
E acho que o post anterior foi um dos mais comentados dos últimos meses. O pior é que foi feito em pouquíssimo tempo, em uma noite qualquer.
Eu não sou uma pessoa que comenta muito em blogs e afins, porém fico bem feliz em receber comentários.
Ok, não precisa comentar este post.
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Tatiana Aoki
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22:09
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sexta-feira, janeiro 09, 2009
Momentos Calça Fusô


Posso ter vários defeitos, mas se tem uma coisa que eu sou boa é minha memória cronológica. Consigo lembrar os lugares em que fui quando tinha 11 anos, lembro dos nomes de meus colegas de escola de quando eu tinha 5 aninhos, sei o que eu fiz em cada ano de minha vida...
Por isso é relativamente fácil de lembrar alguma coisa do gênero ¨meu passado me condena¨. Porém, dentre todas as ridicularidades, acho que a moda em si é um tanto condenável.
Quando eu tinha 11 anos, usava as calças jeans skinny – que todo mundo usa atualmente.
Depois, aos 13, a coisa mais ridícula do universo era usar calça skinny. A moda era usar a calça...bailarina! Sim, bailarina. E calças jeans com o mesmo modelo, ou seja, com a barra da calça mais larga, um pouco menor do que a boca-de-sino (essa p### tem hífen agora?).
Ah, e para os esquecidos de plantão (ou para aqueles que não querem se lembrar), também teve a moda da calça pescador! Quem nunca usou a famosa calça pula-brejo (lá vem a m#### do hífen de novo) com Keds? Esqueceu o que é Keds? Veja a foto. E o sapato de açougueiro?
Mas nada, nada supera uma roupa que usei muito dos 6 aos 13 anos: camiseta e shorts fusô. Ou calça fusô, presa na sola do pé. Me-do.
Não quer relembrar esses momentos solenes?
Vai lá, abre sua caixa de fotos antigas (naquela época, era tudo na base da revelação mesmo) e veja com seus próprios olhos. Redundâncias à parte, uma coisa eu não duvido: você vai rir muito.
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Tatiana Aoki
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05:28
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Regrinhas e mais regras
As novas normas ortográficas, como qualquer mudança estrutural, acabou me desanimando a escrever. Como regras gramaticais podem somente piorar a nossa vida? A língua portuguesa já é naturalmente elitizada, com verbos de pouca (ou nenhuma) utilização, conjugações confusas e, o pior de tudo, regras gramaticais com tantas exceções que acabam anulando a própria regra.
Nunca decorei deliberadamente nenhuma regra gramatical, em nenhuma língua. Vou aprendendo com a prática mesmo, de tanto escrever, ler, etc. Quando consulto muito determinada regra, em gramáticas e afins, é que começo a decorá-las por inércia.
...
Mas nunca me julgarei conhecedora de uma língua. A língua se transforma o tempo todo, pois ela é parte mutável de nossa cultura. Dizer que é fluente em alguma língua nada mais é do que uma lorota, simplesmente porque, se você parar de praticá-la, acaba esquecendo ou cometendo erros.
Exemplo: Outro dia fui a uma festa em que 90% das pessoas só falavam inglês. Eu, que estava há mais ou menos duas semanas somente falando português, me enrolei no começo. Depois fluiu, mas parece que, no começo, há teias de aranha em seu cérebro que impedem de conectar as frases e pensamentos em determinada língua.
Se não há prática e aprimoramento, a tendência de uma língua é de ficar enferrujada. Ou, pior, de cair no esquecimento e morrer.
Algumas das sílabas japonesas - katakana. Só faltam mais umas 2 mil para eu decorar...
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Tatiana Aoki
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04:58
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quarta-feira, janeiro 07, 2009
Vôlei e roupas
Férias boas eram aquelas em que eu tinha uns 11 anos, não tinha nada para fazer – a não ser jogar futebol, vôlei, ir ao shopping com as amigas...Enfim, época em que era alienada, não tinha a menor idéia do que era alienação e, melhor ainda, não me sentia culpada por isso.
Mas um momento de minhas férias que me lembro perfeitamente foi quando eu tinha uns 13 para 14 anos: foi quando fiquei viciada em silverchair e me prontifiquei a traduzir suas músicas, para entender ¨que raios eles cantam¨. Foi a partir daí que posso dizer que realmente aprendi inglês – não, não foi em cursos de idiomas ou coisas assim. Um marco educativo e criativo em minha vida.
Voltando à vida real...
Até o momento, minhas pequenas e merecidas férias foram produtivas, exceto pelo fato de que passei horas e horas olhando lojas de roupas em busca de promoções. No final do dia, um sentimento de prazer e culpa (típico de bens materiais) ficaram rondando minha cabeça.
Melhor comprar em brechó.
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Tatiana Aoki
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00:31
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quarta-feira, dezembro 31, 2008
Melhores e Piores
Quem é mais gracinha? Os rapazes do MGMT ou os gatinhos?
Não vou fazer de filmes porque simplesmente não vi quase nenhum em 2008. O mesmo posso dizer de livros – faz uns dois meses que parei de ler o último e, desde então, estou iletrada.
Mas, obviamente, tais assertivas não se aplicam às músicas. Sempre que posso, estou à procura de novas e interessantes trilhas sonoras.
Eis meu Top 10 álbuns mais ouvidos de 2008:
Jimmy Eat World – Futures
MGMT – Oracular Spetacular
Molotov – Apocalipshit
Tom Zé – 1968
Nação Zumbi – Fome de Tudo
The Verve – The Forth
Oasis – Dig your own Soul
Coldplay – Viva la Vida
Nine inch Nails – The Slip
Weezer – The Red Album
Gnarls Barkley – The Odd Couple
Top 10 músicas mais ouvidas em 2008 (de acordo com meu MP3):
Madonna – 4 Minutes
The Verve – Love is Noise
Kanye West - Stronger
Nine Inch Nails – Discipline
Nação Zumbi – Fome de Tudo
Junior Senior – Go Junior, Go Senior
Gnarls Barkley – No Time Soon
Justice – D.A.N.C.E
Moby – Alice
Coldplay – Lovers in Japan
Top 10 Melhores Shows de 2008:
....
Radiohead
Weezer
Gilberto Gil & Ganga Zumba
....Eu juro que não lembro de mais nenhum, de tão legais que foram os outros!
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Tatiana Aoki
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07:45
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domingo, dezembro 21, 2008
Chorando no Natal.
Eu sempre afirmo e reafirmo que odeio o Natal. Ponto.
Mas esta foi a primeira vez em minha vida que chorei por causa da data. Conto.
Sexta-feira, 19:00
Mais uma aula de japonês com uma japonesa incrível, a Maiko (eu realmente adoro-a), depois de um dia de trabalho. Caminho num frio de seis graus em direção a Sakae, o principal ponto dos beberrões e baladeiros de Nagoya. Ia pegar meu MP3 para desencanar do dia quando ouço uma música bem baixinha. Parecem sinos soando – música de Natal. Meus olhos se enchem de lágrimas, guardo meu MP3 na bolsa e caminho enquanto o som natalino rola nas ruas frias e iluminadas de Nagoya. As lágrimas escorrem - “nunca vi nenhum japonês com mais de dez ano escorrer uma lágrima” - não ligo para os olhares desconfiados e curiosos dos japoneses e choro, ando, tropeço.
O por quê? Não sei, andar sem rumo por uma cidade fria em clima de Natal é algo realmente inédito em minha vida.
Sábado, 16 horas.
Mais uma aula de japonês, com o Hisaaki, em um café de Nagoya. Pego o moccacino fervente, tamanho médio. Ele, o café com leite gelado. Sentamos na mesa, conversamos, ele me corrige, eu o ensino algumas expressões em português. Tenho que sair, terminar uma matéria, por isso nos despedimos mais cedo e combinamos o encontro da semana seguinte.
Eis que Hisaaki abre a bolsa e me entrega um presente. Senti uma emoção profunda, me deu uma vontade imensa de chorar e abraçá-lo, porém isso é extremamente estranho no Japão. Me limitei a agradecê-lo e dar um leve abraço na despedida.
Presente do Hisaaki: CD da banda Asian Kung-Fu Generation e um creme com cheirinho de frutas
Domingo, 00:00
Hiro me liga e conversamos por mais de duas horas no celular e no Skype. Não tenho paciência de falar em japonês, então limito a me expressar em português com algumas expressões em japonês. Converso, penso, e o entendo. Durmo cansada, porém feliz pela conversa produtiva e cabeça.
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Tatiana Aoki
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quarta-feira, dezembro 17, 2008
E o sapato vai para...
Jogar um sapato não é o suficiente, afinal agora o pessoal dos EUA deveria efetivamente acertar o sapato no Bush – ele com certeza leva o troféu “sapatada” 2008.
Que pena que não acertou...
Não tenho ninguém em especial para personalizar a sapatada, porém confesso que morro de vontade de tacar um salto agulha (comprado na liquidação) em alguma vidraça de lojas requintadas e luxuosas. Só para assustar as madames consumistas, afinal, infelizmente meu pé é tamanho 34 e eu não conseguiria machucar ninguém.
É para elas se lembrarem de que estamos em crise.
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Tatiana Aoki
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10:31
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