quarta-feira, dezembro 26, 2007

Celular, musica e merchand


Fazia muito tempo que eu não assistia a canais de clipes musicais (já descartei a MTV, diga-se de passagem. Essa emissora lixo parou de passar clipes há um bom tempo).
Ontem, dia 25, chovendo e sem ter vontade de fazer nada, resolvi ligar a TV.
Ate ai, era clipe da Fergie para cá, Avril Lavigne, Kayne West, Chris Brown, NX-0, Vanessa Hudgens, e mais um monte de lixo que vende e toca nas paradas. É patético, vergonha alheia, ver esses clipes. Além de serem extremamente parecidos esteticamente, esses vídeos terríveis estão utilizando a seguinte prática: merchandising de celulares. Apareceu Nokia, Motorola (principalmente), LG, Sony-Ericsson, e mais um monte de marcas – além de perfumes, tênis, carros...
Sabe aqueles merchans de novela, bem toscos, forçados, sem sentido? Bem nesse estilo, reparem. Por exemplo, a bizarra da Fergie, do nada, pega o celular e recebe uma mensagem, e aí aparece o logo, bem explicitamente, da Motorola. Dá uma vergonha alheia, pois fica bem claro que, sim, o videoclipe, como produto da indústria cultural, não é apenas promoção de pseudo-cantores: é promoção de marcas e produtos para “jovens” (na real, teens, porque, diga-se de passagem, quem curte Avril Lavigne só pode ter menos de 14 anos).

Isso me decepciona. Sei lá, como que a ganância chega a esse ponto? Esses indivíduos ganham milhões por mês e não estão satisfeitos? Nem quando divulgam seu trabalho conseguem deixar de divulgar uma marca? É como se Dostoiesvski escrevesse, em seu “Crime e Castigo”, a seguinte frase, sem nenhum contexto: “então, matei a velha, peguei meu Nokia e liguei para minha mãe...”. É uma mistura de vazio ideológico, com mercantilizaçao da arte e prostituição.

E é por isso que estou tentando abolir as roupas outdoor. Não quero me sentir um outdoor ambulante.



.....
Em que mundo estamos?
.....
Feliz Natal atrasado. Sempre esqueço do Natal. Eu excluo a data da minha mente e abstraio – a mesma coisa que faço no meu aniversário.

domingo, dezembro 23, 2007

Fim das pilulas de vitaminicas de 2007



São duas da madrugada, acabei de voltar de um churrasco. E, sim, tenho que cumprir algo que todos fazem: escrever sobre o ano que passou!
Ora, vai dizer que você ainda não pensou na listinha dos melhores e piores de 2007?
Vou fazer a minha, rapidamente, pois estou pedindo absurdamente por uma cama aconchegante e limpa.
O que foi bom em 2007:
- shows que fui: Roger Waters (delírio total), Aerosmith, Velvet Revolver, Placebo, Bjork, The Killers, Tom Ze na Unesp, e mais.
- minha pesquisa de iniciação cientifica foi, finalmente, reconhecida: ficamos em terceiro lugar dentre as melhores pesquisas de iniciação cientifica do Brasil pelo Intercom 2007.
- Radiohed
- Greve na Unesp, ocupação da USP, rebeliões na universidades publicas.
- sinceridade, essa foi minha marca de 2007
- projetos, projetos, projetos de vida
- a volta da minha irmã
- viagens, participações em congressos e premiações

Mas, no geral, 2007 foi um ano ruim. Vamos lá:

- já pensou em morar em um local que você odeia? Sim, morei por um ano nesse lugar
- pressão imensa por causa da iniciação cientifica
- não se sentir bem com pessoas que você adorava
- mudança de cidade, mudança de paradigmas, mudanças.
- família e familiares: fonte de problemas em 2007
- nenhuma paz

Por favor: que venha 2008!

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Japas loucos

Muito bom esse programa. Pior que todos são assim no Japão!

quarta-feira, dezembro 19, 2007

MuDeI o TeMpLaTe

Ficou horrivel...nao sei o que fazer!

domingo, dezembro 16, 2007

O Estado da elite

É interessante notar como algumas coisas não mudam. A cidade de São Paulo, que se depara com um grave problema habitacional, abriga cada vez mais pessoas que, não tendo condições de pagar o aluguel e muito menos de pagar a casa própria, são obrigadas a morar nos barracos – ou favelas.

Até aí, é um problema de política pública que deve ser resolvido com urgência pelo Estado, uma vez que está na Constituição brasileira a garantia de moradia a todos.

Mas vamos aos fatos. Na última quarta (dia 13 de dezembro), moradores da Favela Real Parque foram desalojadas sem qualquer aviso prévio da Justiça, a qual alega que os moradores estão vivendo em terreno que pertencia à empresa ligada ao Estado. Assim, em pouco tempo, a Polícia Militar retirou, de forma violenta, os cidadãos que não têm condições financeiras de morar em um terreno próprio – em contraste ao crescente mercado imobiliário na maior cidade do país. Vide os anúncios ininterruptos de condomínios nas páginas dos grandes jornais impressos (mas isso é um outro assunto).

Obviamente, isso não ocorreu sem reação, e os moradores da Favela Real Parque protestaram, fechando vias públicas movimentadas de São Paulo.
Mas a cobertura da grande mídia a respeito do caso foi extremamente medíocre. O enfoque da Folha e do Jornal Nacional, só para falar dos maiores, foi estritamente o “caos” que os “favelados” geraram no trânsito, e esses veículos sequer mencionaram a violência da PM na reintegração de posse, a vulnerabilidade desses moradores e o que acontecerá a eles depois. Sim, só cobriram como recorte o “caos” no trânsito paulistano – que já é um caos, diga-se de passagem.

Para piorar a repercussão, o Estadão de domingo teve a proeza de publicar um editorial no dia 16 de dezembro, intitulado “A questão urbana”. Não só considerou o ato dos moradores da Favela Real Parque meramente como uma lesão à ordem estabelecida, como também enfocou o termo “invasores profissionais”. Isso mesmo que estão lendo, invasores profissionais, como o próprio Estado de São Paulo afirma: são indivíduos que “ocupam determinadas áreas para fazer loteamentos clandestinos, conseguir o “cheque-despejo” de R$ 5 mil da Prefeitura ou obter indenização dos proprietários para sair do local, e estimulam pessoas ingênuas e desinformadas a resistir à execução das ações de reintegração de posse, enfrentando a Polícia Militar e bloqueando vias públicas, com o objetivo de constranger politicamente as autoridades” (grifo nosso).
Para o jornal de ultra direita, a solução é, “obviamente”, “políticas de crédito para a população de baixa renda e construção de conjuntos habitacionais”. Mas o redator enfoca também a necessidade de “maior rigor das autoridades para coibir invasões e evitar que o cumprimento de mandatos de reintegração de posse em áreas ocupadas por invasores profissionais gere graves transtornos para a cidade” (mais um grifo nosso, só para enfatizar).

O mais frustrante vem agora. Após estudar por dois anos um jornal do interior de São Paulo – um impresso de Penápolis da década de 30 (O Penapolese) – notei neste uma vasta gama de editoriais reclamando a atuação dos “falsos mendigos”, ou seja, pessoas que têm como escolha de ocupação o ofício de mendigo, para explorar os “sujeitos de bem”.

Século XXI. Na revista Piauí, uma longa reportagem a respeito da trajetória do grupo Estado, comandado pela família Mesquita. Conquanto haja algumas críticas ao oligopólio comunicacional, na realidade o que a revista faz é tecer elogios de como o Estado se renovou, como a linguagem foi modificada, entre outros aspectos da derrocada do provinciano Estadão à modernidade. Mas será que mudou alguma coisa mesmo? Ou a mídia ainda é voz exclusiva da elite letrada, a mesma do fim do século XIX?

sábado, dezembro 15, 2007

À francesa



Fui embora e não avisei. De fato, não avisei mesmo, e acho que fui a primeira de jornalismo a deixar Bauru.
Meus últimos momentos foram os seguintes:
Terça à noite: termino de empacotar minhas coisas. Eu e meu namorado íamos comemorar nosso 1 ano e 4 meses de namoro, mas a chuva não permitiu sequer que saíssemos de casa.

Quarta de manhã: acordamos, tomamos café da manhã, e termino de arrumar minhas coisas. Despeço-me do Jaime, do Bruno e da Jú. Espero o circular junto ao Alberto. O ônibus chega, e com a garganta presa, nos despedimos.

Não cheguei a chorar, literalmente, mas fiquei bem triste no caminho para sampa. Fiquei mais triste ainda quando vi que teria de pegar um trânsito infernal na entrada para São Paulo, ou seja, fiquei mais de seis horas dentro do ônibus. Detesto me locomover nessa cidade, não sei como a gente agüenta isso.

Continuo confusa com tudo: a minha mudança ainda não chegou, ou seja, está tudo relativamente tranqüilo. Quando chegar, vou ter que caçar espaço para colocar minhas coisas (que não são poucas). Fora arrumar meu quarto, organizar minha vida, parar para pensar um pouco, tirar uma micro férias – de uma semana, ok.

De lembrança de Bauru, são muitas, mas ainda não tive tempo de ter saudades, porque na real eu estava é com saudades de São Paulo mesmo.

Mas sei lá, todos dizem que passa rápido, que não acredita que acabou...mas sinceramente, não sinto isso. Acho que, se eu ficasse mais um ano na faculdade, iria odiar essa idéia. Só continuo uma pós, e olhe lá, porque teria que ser em outra universidade. Fiz tantas coisas nestes quatro anos, aproveitei muito, sofri muito, e aprendi muito. Então, acho que teria poucas coisas a fazer na Unesp.
Um dia, o pessoal do quarto ano estava conversando sobre o quê tinha de arrependimento da faculdade. Sinceramente, não tenho grandes arrependimentos. Talvez eu me arrependa de não ter conhecido melhor meus professores, os quais, aposto, teriam muita coisa a me ensinar. Fora isso, me sinto satisfeita.

Quando a Milena e a Jú, do meu prédio em São Paulo, ficaram sabendo que eu voltei, elas me disseram:
- Mas você vai voltar com freqüência para Bauru, com certeza.

Nem eu parei para pensar nisso.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Assalto

Hoje de madrugada, fui assaltada. Quer dizer, eu e meu namorado fomos assaltados.

Vacilamos muito, é verdade: já passava das três da madrugada, nós nem olhávamos para os lados enquanto caminhávamos....enfim, foi um vacilo que acabou em assalto.

Eu nunca tinha sido assaltada em minha vida toda – e olha que sou de São Paulo, uma cidade teoricamente violenta. Mas foi aqui, em Bauru, nos meus últimos dias de cidade-sanduíche, que fui assaltada por três adolescentes amadores.
Digo amadores porque eles não estavam armados e levaram as coisas erradas, ou melhor, sem grande valor material e pessoal.

Eu e Alberto estávamos caminhando na avenida Nações Unidas (uma das principais de Bauru), quando olhei para trás. Os trombadinhas viram que eu os vi, e então correram em nossa direção e foram pedindo nossas coisas – minha bolsa, inicialmente.

O Alberto estava apenas com uma nota de dois reais no bolso, mas teve de dar também seu celular. Eles pegaram minha bolsa, tiraram os dez reais que tinha lá e eu pedi “pelo amor de Deus, deixem meus documentos!”. Eles deixaram. Pegaram meu celular velhíssimo (para quem não acompanhou, esse era meu quinto celular do ano), que não tinha sequer tela colorida, e largaram minha bolsa. Perguntaram:

- o que é isso?
- É meu aparelho.
- Aparelho de quê?
- De dente. Vocês não vão querer meu aparelho, não é?
- ...E isso?
- Lente de contato.
- Isso é bom, pode ir tirando aí.
- Meu filho, se eu tirar minha lente eu fico cegueta!

Eles não levaram nenhum dos dois itens.

Estava indo embora quando um dos adolescentes indagou:

- E esse tênis aí. É da hora. Pode ir tirando.

Eu respondo:

- Mas é falso!
(não era)

- Pode tirando aí! E você também, vai tirando o tênis!

Tiramos nossos tênis. Eu disse:

- Vai levar a meia também?

Me ignoraram.

- Fica quietinho aí, e se chamar a polícia vai levar tiro!!
Fiquei indignada, me senti o Luciano Huck e seu Rolex, mas obviamente não sou estúpida de escrever um artigo e mandá-lo para a Folha na mesma hora.

Mas hoje, após pensar um pouco sobre o assunto, fazer um BO online e conversar com a polícia, fiquei menos revoltada e mais desconfiada.

Só que, na real, pensei. Pior do que ser assaltada é ser assaltada nas pequenas coisas...como assim?

É você ir ao mercado e eles te cobrarem mais do que o devido, como aconteceu ainda hoje. No supermercado Confiança Max, cobraram-me a mais por um salame. Eu reclamei, e eles disseram que eu estava enganada.

Eu, enganada? Eu não estava enganada!
Fiquei tão revoltada quanto com o assalto, com a diferença de que todos no DesConfiança estavam contra mim. No Brasil, consumidor não tem vez – é a empresa (ou o sistema) que tem razão.

Senti-me duplamente assaltada hoje. E o pior: na segunda vez, não pude chamar a polícia...eu era a marginal.


...........

Ps: reparei que eles pegaram também meu Halls de morango! Ninguém merece.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Meu blog não é engraçado

Cansei de ouvir que meu blog é hilário, que “eu choro de rir com o seu blog”, etc, etc.
Mas sabiam que o Vitamina B não tem como objetivo final ser engraçado? Ou será que minha vida é uma tragédia ambulante?
Na verdade eu não tenho pretensão de ser engraçada, longe disso. Mas tento ser o mais fiel possível da minha realidade.

Engraçado mesmo são os meus diários reais, principalmente de minha infância, cujos problemas que eu enfrentava eram do tipo: “Deus, por favor, me ajude a passar na prova!”, ou “Eu tenho que tirar aquela figurinha do Rei Leão”. Juro: eu não consigo lê-los, porque me dá uma baita vergonha alheia. Vergonha de ser eu!

Acho que vou considerar a idéia de publicar algumas coisas que escrevi quando eu tinha sete anos (idade do meu primeiro diário, dado de presente pela Milena).

Lembrem-me disso, porque acho que até eu vou chorar de rir...
Sendo assim, tenho pretensões de tornar este blog um reduto de seriedade e de filosofia. Para que, daqui a alguns anos, eu não sinta a maior vergonha alheia do mundo.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Agora e pra valer

Oficial: a partir do dia 15, sou uma paulistana novamente. Ou antes, mas nao depois.
Se estou triste por ir embora? Estou, porque significa que uma etapa da minha vida acabou. Mas ao mesmo tempo sei que nao quero mais estar na graduacao. Cansa muito.

Agora, sou uma recem formada. Nova vida, novos problemas.
Sao Paulo, tremei.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Sem retorno

Estava olhando as fotos de antigos churrascos de nossa sala, e reparei como as coisas mudaram: se antes, as garotas usavam minissaias, hoje usam minishorts. Reparou a quantidade de garotas que estão usando shorts pelas ruas?
Há uns três anos atrás, eu só usava shorts para ficar em casa e para andar de bicicleta. Hoje, esses shorts que ficaram mofando em minha gaveta estão disponíveis para encarar inclusive uma balada...

Mas a questão que ficou também ao olhar essas mesmas fotos foi a seguinte: como mudaram as pessoas também! Uns ficaram mais gordos, outros mais magros, e a maioria....mudou de amigo. Mudou de turma, de convivência, de prioridade.

Não sei exatamente o que isso significa - se é um sinal da fragilidade das relações interpessoais, ou se as pessoas mudam tanto, mas tanto, que, em quatro anos, ninguém se reconhece mais.

O mais engraçado é que, daqui a uma semana, estará tudo acabado: TCC, trabalhos, faculdade.
Os supostos melhores anos da vida que vão e não voltam mais.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Gosto

Tem alguns blogs que sempre frequento, alem daqueles que sao de meus amigos. Mas considero alguns blogs essenciais para nossa democracia: Conversa Fiada, de Paulo Henrique Amorim, e o Blog do Sakamoto. Ha um post no blog Conversa Fiada em que sao definidas as opinioes e diretrizes do blog. Faco o mesmo, em homenagem a um dos melhores jornalistas da atualidade, que nao tem medo de mostrar a cara.

O VitaminaB nao gosta de:


- Carne Moida, carne cozida e mal passada
- PSDB, DEM, PMDB e filiados
- Destilados
- pessoas apoliticas
- neoliberalismo
- pos modernidade
- Guns n Roses, Rolling Stone, Legiao Urbana e Bob Dylan
- Micareteiros
- kantianos
- fanaticos por carros, academias, raves
- jornal televisivo, principalmente Jornal Nacional
- midia golpista
- metodicos
- medrosos
- leite
- carro
- falar sobre a fajuta crise aerea

Ok, polemicas a parte, vamos a algumas coisas que o VitaminaB gosta:

- emails
- bicicleta
- queijo branco
- jornal impresso
- cinema brasileiro
- emprego publico
- Pink Floyd, Radiohead, Bjork, Nacao Zumbi, Talking Heads, etc
- dormir 8 horas por dia
- escolher pao
- viajar, sempre
- rever amigos
- sentir saudades
- Estado forte
- Carta Capital, Le Monde, Caros Amigos
- brechas no sistema
- nao ter que pentear o cabelo
- amendoim frito

quinta-feira, novembro 22, 2007

In Rainbows


Preciso de idéias, idéias para escrever neste espaço. Estou com um vazio mental, preenchido de coisas desinteressantes ou deprimentes demais para serem ditas aqui.




A única novidade é que estou viciada em Radiohead. Não sei qual é o melhor cd deles até agora – estou em dúvida entre The Bends, OK Computer, Hail to the Thief e In Rainbows.
Ontem eu ouvi duas vezes seguidas o The Bends – quando isso acontece, é sinal de que vai se tornar daquelas “bandas favoritas”, ou seja, nada passageiro.

Ás vezes eu confundo a sonoridade do OkComputer com a do Bends, ainda que eles sejam bem diferentes. Mas a real é que ambos são deprimentes, enérgicos e alegres ao mesmo tempo.

Vejo o quanto eles influenciam as bandas atuais, e como conseguem ser tão ingratos porque nunca vieram ao Brasil.
Pior é que, ano que vem, vou pagar entrada INTEIRA e, provavelmente, a ticketmaster vai cobrar uns 200 reais o lugar mais longe do palco. Só porque são mercenários ao extremo.
Estava no site do allmusic olhando o perfil do Radiohead, e eis que o editor coloca as principais influências do Radiohead:

Suede
The Smiths
Talking Heads
Pink Floyd
R.E.M.
Pixies
Queen
Jane's Addiction
Nirvana

Dessas, sete são bandas que estão entre minhas top, top, top.
Parece que estou sendo customizada..não! Preciso de outras influências musicais, mas não consigo.

terça-feira, novembro 20, 2007

Celulares


Eu ia me desculpar e dizer que faz tempo que não escrevo aqui mas, como 82% dos bloggeiros já fizeram isso - não o faço mais. Só escrevo e ponto.


Venho por meio desta porque não aguento mais os celulares. Nunca vi alguém trocar tanto de celular no mesmo ano do que eu. Este é o QUINTO celular do ano.


Vejamos minha trajetória:

1- meu celular, que tinha cerca de um ano e meio, pifou do nada (sem cair no chão, molhar, etc)

2- fiquei um mês sem celular, até que peguei um bem velho que eu tinha lá em casa e comecei a usá-lo. Quinze dias depois, fui ao Rio de Janeiro e esqueci o velhinho por lá. Fiquei dois meses sem celular.

3- Por conta disso, comprei um aparelho novo, número novo, operadora nova. Tirei da caixa o objeto reluzente. Não funcionava.

4- Troquei por um celular novo, e resolvi trocar ele com a minha irmã.

5- Fui ao Tim Festival, e perdi esse celular.

6- Finalmente, peguei o aparelho do meu pai. Ele é meio velho, mas funciona.

Eu não ligo para a aparência do aparelho, mas preciso de um com funcionalidades, como Tarefas, Despertador, Contador regressivo, Planilha, etc. Quer aparecer com um celular imenso, hightech, que faz tudo inclusive chamadas, então põe uma melancia na cabeça!


........

domingo, novembro 11, 2007

Vai um queijinho aí?

Depois do leite adulterado, vem o queijo vendido com a data de validade vencida.
Pessoal, está mais do que na hora de desmistificar a máfia do consumismo!
A verdade é que a maioria dos produtos alimentícios podem, sim, ser comidos muitos dias após a data de validade. Eu sou um exemplo de pessoa que come alimentos vencidos há vários dias.

Olha só os alimentos que como com validade vencida em até um mês:

- queijo amarelo
- pão
- bolacha
- miojo
- suco em pó
- alho
- temperos em geral

E nunca passei mal. Esqueçam da data de validade para esses produtos: a não ser que estejam mofados e fedidos, está valendo - ou melhor, vencendo.
E se eu comesse tudo de acordo com a validade, teria de jogar metade fora - demoro muito para comer os alimentos.

Agora, não vá comer carne, leite, iogurte, frutas e legumes com aparência e data de validades vencidas.
Pode ser tarde demais...

terça-feira, novembro 06, 2007

Tomo leite sistemático


Essa campanha contra o leite me motiva a parar de vez de tomar o terrível líquido branco! Detesto leite desde que nasci, então, essa campanha contra Parmalat e suas comparsas me animam profundamente.

Mas, como em todo sistema há brechas, eu tomo leite, sim. E quase todos os dias! Mas ultimamente estou tomando somente o leite “Terra Viva”, da reforma agrária – leia-se do MST.

.......

Só que há todo um ritual para que eu tome o leite - e este ritual eu pratico há quase 10 anos. Como funciona?

Primeiro: só tomo leite desnatado das seguintes marcas – em ordem de preferência, respectivamente: Italac, Terra Viva, Lady, Parmalat (parei, parei), Paulista, Elegê. Não tomo de outras marcas.

Segundo: fervo o leite
Só eu, no mundo inteiro, ainda fervo o leite longa vida. Explico: só tomo leite na temperatura do leite fervido – ou seja, muito quente.

Terceiro: côo o leite
É desnatado, mas ainda assim tenho nojo da nata e tenho de coá-lo.

Quarto: coloco o Nescafé Forte. Duas colheres cheias (chá) de café solúvel.
Outras marcas: Café Iguaçu, Melita, etc. Não tenho tanta preferência.

Quinto: adiciono um sache de adoçante em pó. De preferência, Zero Cal.

Sexto: adiciono umas 30 gotas de adoçante líquido – somente Zero Cal.

Sétimo: misturo tudo.

Oitavo: pego duas fatias de pão na chapa e as coloco em um prato pequeno. Tem que ser pequeno, não pode ser normal.

Nono: levo para a mesa a xícara e o prato.

Décimo: finalmente, como e leio jornal ao mesmo tempo.

Ufa!
Só assim que eu tomo leite – nem adianta oferecer!

quarta-feira, outubro 31, 2007

Por uma TRiz treza

Fazia tempos que eu não chorava como chorei hoje. Pudera: junta tristeza, TPM, medo e etc – ataques de choro na certa. Eu não consigo chorar “mais ou menos”, tipo quando minha mãe, ao ver novela, chora: algo como “lagrimas de crocodilo”. Eu choro pra valer! Não tenha medo, essa é uma das sensações mais plenas e fortes: de tão ruim, você expele o sentimento em forma de lágrimas.

..........

Sabe o que é pior? Chorar e ouvir música deprimente. Não tem coisa pior do que isso! Mas eu, como todo masoquista, não agüento e coloco a musica da depressão. Claro que cada momento e situação têm sua música da depressão. Mas eis meu top 5 deste momento “tristeza”:

- Changes – Black Sabbatth
- Precious – Depeche Mode
- Sometimes – My Blood Valentine
- Whit a Little Help from my friends – Joe Cocker
- What it is - Mark Knopfler


….. PQP hoje é aquele maldito jogo do São Paulo! Não poderei curtir minha bad em paz?

segunda-feira, outubro 29, 2007

A verdade do Tim Festival

Postei várias coisas juntas. É que vou postar, rapidamente, a real do Tim Festival, sem linguagem jornalística, como o post anterior.

Saldos finais:

- as duas bandas que abriram, Hot Chip e Spank, são melhores do que The Killers e, especialmente, Arctic Monkeys e Juliette and the Licks.

- dou três anos para ninguém mais se lembrar de Juliette and the Licks (volta pro cinema, Juliette).

- dou no máximo, estourando, 4 anos para ninguém lembrar de Arctic Monkeys.

- quanto ao The Killers, dou cinco anos para vê-los tocar em algum cassino de Las Vegas por 1000 dólares a noite.

- a Bjork é sensacional, mas não sabe escolher repertório para Festivais. Faltou mais Post e Verpertine.

- nem tinha tanto indie assim no Tim. Tinha gente com camiseta do Pink Floyd, além de tiozinhos. Provavelmente, para ver a Bjork.

- a Juliette é uma poser. Cante mais, role menos no chão.

- Arctic Monkeys, muito estáticos. Tocar e cantar com aquela vontade...prefiro pegar o cd e deixar rolar.

- como eu fiquei na grade no show da Bjork, me perdi de todo mundo que estava andando comigo. Fiquei sem celular, o maior desespero. Mas liguei para o telefone da minha irmã usando celular de desconhecidos.

- tem gente que eu conheço que entrou na Área Vip (a escória dos Festivais) na miúda. Né ......?

Um congresso pela coxinha

A pedidos (não é Lara?), vou escrever rapidamente sobre o melhor Congresso da Unesp: o CIC, Congresso de Iniciação Cientifica da Unesp, realizado nos dias 25 e 26 de novembro.
A minha área, de Humanas, aconteceu em Araraquara.
Depois de lead burocrático, vamos ao que interessa: as coisas bizarras que aconteceram durante esses dois dias.
Eu, a Verônica e a Lara (personagens principais da trama. Conto por quê: além de fazermos pesquisas juntas no mesmo grupo, somos amigas) chegamos à Unesp às 4:40 da madrugada. Esqueci, a Lara não. Ela acordou atrasada e chegou de mototaxi, molhada de chuva.

Chegamos ä cidade de Zé Celso, morrendo de sono. A viagem de três horas até que foi rápida, considerando que todos no ônibus roncaram do começo ao fim da viagem.
E em Araraquara começa a confusão, porque estávamos todos com fome, sede, etc. Acontece que todos os 500 participantes de todos os campi da Unesp estavam com fome também.

Ainda bem que tinha o famoso coffee-break (por que a universidade pública adotou esse estrangeirismo ridículo? Não entendi) para alegrar a galera. E o coffe-break era estranho: tinha coxinha, quibe, torta de frango e laranjada. Não, eu não quis dizer que era um coffee-break de pobre, mas vocês não perceberam que coxinha, quibe e torta de frango não são alimentos a serem consumidos às oito da manha, são?
Enfim, mas a fome era grande, justificável. E os garçons foram literalmente atacados pelos estudantes que queriam comer.

Eu e minhas companheiras temos de admitir que, logo após a comilança (comi três coxinhas e um pedaço de bolo), voltamos ao ônibus para dormir. Justificativa: estava chovendo, frio, sono, e um pouco de desinteresse.

Acordamos, enrolamos um pouco pelo campus, e fomos almoçar no RU. Já desanimou, porque tinha uma fila de 40 minutos para comermos a seguinte refeição: espetinho de frango, polenta esquisita, arroz azedo, feijão sem tempero, um monte de tomates. E só.

O que os congressistas pensaram? “A comida do almoço é ruim, não vai ter janta incluída. O que fazer? Comer um monte de coxinhas no coffee-break!”.
Eu pensei isso, pelo menos. Acontece que não fui a única a pensar desse jeito. Às três da tarde, outro coffee-break. E o ataque às coxinhas foi mais violento: os garçons mal podiam passar que eram atacados pelos devoradores de coxinha. Dava para ver a irritação dos garçons diante da selvageria provocada pelos universitários.

Depois de um dia chato, fomos ao alojamento. Umas 350 pessoas para um chuveiro quente. Fiquei mais de uma hora na fila para tomar uma ducha com vários besouros voando em volta de mim.

Como ninguém é de ferro, eu, Verônica e Lara fomos tomar uma cerveja com amendoim frito e gorduroso. Conversamos sobre nossa pesquisa, astrologia, e etc. Fomos dormir, porque no dia seguinte teríamos de acordar às seis da manhã.

Acordamos, e o cardápio do café da manha? Pão com manteiga genérica, laranjada, bolo de caixinha e café azedo.
Ninguém comeu com vontade, imaginando que o coffe-break nos alimentasse devidamente (a Lara não pensou isso, porque ela é vegetariana. Aliás, parabéns à organização por fazer tudo com frango. Com certeza fizeram um acordo com um frigorífico para a alimentação do CIC, dispensando os vegetarianos).

Chegada a hora, uma surpresa: seguranças ao lado das mesas, para evitar que os estudantes se aproximassem antes de os garçons terem servido tudo. Palavras do segurança: “a gente vai gritar JÁ quando estiver liberado. Aí vocês vão poder disputar entre vocês”.

Parecia mais uma cena do Animal Planet. Animais famintos esperando atacar a presa (a coxinha, no caso). Ao soar do sinal, o ataque a coxinhas, torta de frango, quibe sem carne moída (como eu disse, o contrato com o frigorífico não incluía carne, obviamente) não durou mais de 1 minuto.

Nesses dois dias de vandalismo, eu, com minha destreza, só consegui pegar uma coxinha nesse último coffe-break. Mas teve gente que comia três salgados de uma vez, mordia um pedaço de bolo e segurava um copo de suco, tudo junto. Para não perder a boquinha, claro.

Após esse saldo alimentar tão negativo – ainda mais comparado ao Congresso de Extensão que eu tinha ido semana passada -, veio a boa: o trabalho da Verônica foi considerado um dos dez melhores!
Nossa pesquisa rendeu frutos!
Ah é, o parecerista da Fapesp curtiu também o nosso trabalho. Mas eu ainda não li o parecer, portanto, não posso comentá-lo.

Atrasos e shows rápidos marcam apresentações do Tim Festival




O calor daquela tarde de domingo estava beirando os 30 graus - mas parecia mais de 35 graus na arena Skol, local em que foi realizado o dia principal do Tim Festival deste ano. O início, marcado para as seis e meia da tarde, se deu tranquilamente, sem maiores atrasos.
Começa com Spank, grupo norte-americano que mistura rap com música eletrônica. A banda estava bem articulada e apresentou um show curto, mas bem interessante, daqueles que vale a pena baixar o álbum para conhecer melhor.




Meia hora depois, e entra o grupo britânico Hot Chip, com seu vocalista de voz andrógena e seus integrantes animados, que procuravam interagir com o público. A apresentação foi marcada pela música eletrônica aliada ao rock, mostrando no palco uma banda promissora, que não fica nem um pouco atrás das próximas e esperadas atrações. Os integrantes chegaram a afirmar que os paulistas são "bem melhores" do que os cariocas, uma maneira de alimentar a rixa regionalista e de prender a atenção dos presentes, que ansiavam pela próxima atração: Bjork.

A demora na montagem de palco, somada à música ambiente (provavelmente uma banda do Japão com um som digamos, um tanto destoante do clima do Tim), gerou certo desconforto para os presentes. No entanto, lá estava ela, às nove e meia da noite, quebrando tudo com "Earth Intruders". O palco, montado em estilo moderno e ao mesmo tempo étnico foi uma atração à parte, pois era a representação do novo álbum, Volta, lançado este ano. Bjork pulou, dançou, arriscou um gracioso "obrigatu" a cada fim de música, e agradou. Embora Bjork não tenha feito exatamente uma boa escolha de repertório, pontos altos como as músicas "Declare Independence" e "Wanderlust", do Volta, renderam efeitos visuais que hipnotizaram. A cantora ainda mostrou a voz poderosa nas canções "Pagan Poetry", "Five Years" e "Army of Me".

Mais um longo intervalo, e entra a outra integrante da ala feminina do Tim. Juliette Lewis entra no maior estilo índia "High Tech", mostrando que, sim, a banda é sua. O grupo que a acompanha, "Juliette and the Licks", mal aparecia no telão. A atriz-cantora exagerou na performance: rolou no chão, pulou o tempo todo e ofuscou o objetivo final – a música, um que era "mais do mesmo". Quem estava no fundo mal conseguia ouvir sua voz, de tão baixa.

Já era mais de uma da manhã, quando os Arctic Monkeys entraram. O som da banda que estourou em 2006 estava perfeito, idêntico aos dois álbuns lançados. Só que foi justamente essa semelhança que tornou o show seco, correto demais, ou seja, uma apresentação que fez o público pular, e nada além disso. Os hits, como "I bet that you look good on the dancefloor" e "Fluorescent Adolescent", levantaram o público já cansado.

A demora para o último show do Festival, dos norte-americanos do The Killers, irritou os presentes. Depois de uma hora de espera, a banda entra às quatro da madrugada. Foi o show com repertório bem escolhido, além de visual e banda impecáveis. O vocalista Brendon Flowers fez jus ao título de galã e agradou aos fãs – e às fãs, principalmente, que ficavam dando gritinhos. Várias músicas foram cantadas em coro, como "Sam´s Town", "When you were young" – do último cd, Sam´s Town –, além de "Mr. Brightside" e "Somebody Told me", do Hot Fuss. Após uma hora de show, a banda se despede, sem bis. E o público se conforma com a rápida apresentação – pudera, grande parte dos presentes ia trabalhar direto na segunda-feira, sem descansar nada.

Pontos fortes do Festival:
- havia muitos banheiros no local, o que diminuía a fila;
- a escolha das bandas deste ano superou a dos anos anteriores do Tim Festival;
- as mensagens via celular, mandadas pela platéia, apareciam no telão do Tim, fato que gerava risadas e constrangimentos;

Pontos Fracos do Festival:
- como a organização ousa em proibir máquinas fotográficas? Parece que a organização não entendeu ainda que quase todos os celulares de hoje em dia possuem câmeras digitais acopladas!

- filas imensas para comprar bebida e comida – com preços absurdamente caros. Um copo de água, por exemplo, saía a 5 reais.

- os atrasos entre as bandas, alguns de mais de uma hora, irritaram e cansaram os presentes. No show do The Killers, por exemplo, os técnicos ficaram passando o som às 3 e meia da madrugada!

- a área VIP, na qual por "módicos" 400 reais o indivíduo poderia desfrutar do melhor lugar, bem em frente ao palco, enquanto que a "ralé" (que pagou 200 reais pelo ingresso), ficou muito longe do palco. Essa prática quebra o conceito de festival, que integra as pessoas, tornando-se cada vez mais segregacionista. Daqui a pouco irão surgir outras divisões, cada vez mais caras e inacessíveis.

quarta-feira, outubro 24, 2007

Mais uma viagem

Daqui a algumas horas irei a outro congresso, o CIC (Congresso de Iniciação Científica). Acho que é a primeira vez que apresentarei a minha pesquisa individualme, mas já estudei tanto a imprensa de Penápolis e etc que nem preciso fazer um roteiro antes...acho.

E daqui a uns 5 minutos um fotógrafo do jornal Bom Dia vem aqui onde estou para tirar uma foto minha. Explico: uma matéria sobre este blog - não é a primeira vez que apareço no jornal por conta dele.
Quando a repórter Suéllen me avisou da matéria, fiquei pensando: quem diria que um dia meu diário virtual se tornaria pauta de um jornal.
Se ficar disponível, coloco a foto aqui. O problema é que estou totalmente sem me arrumar, com cara de "acordei agora". Será que eles usam Photoshop...