
Uma das coisas mais difíceis do mundo é aceitar mudanças radicais. Quanto mais você aceita e convive com as mudanças, mais independente vai ficando. Nem sempre isso é bom, pois a independência pode cair no individualismo exacerbado ou, pior, no egocentrismo.
Acho que ser independente, na prática, é acordar e saber que é você que:
vai ter que
limpar a casa
pagar as contas
se cuidar
cozinhar
acordar
se jogar
No entanto, seja você independente ou não, uma coisa é fato: somos seres sociais, e dependemos uns dos outros. Então, nunca seremos totalmente auto-suficientes. Eu adoro ficar sozinha, mas...Nada como ter as pessoas importantes por perto.
domingo, agosto 03, 2008
Procuramos independência....
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Tatiana Aoki
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06:53
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Calor da balada
Estou no Japão há...4 dias. E ontem eu fui a VÁRIOS lugares: primeiro, Harajuku, o bairro em que os fãs de animes e pessoas vestidas bizarramente são encontradas a qualquer momento.
rua calorenta de Harajuku
Depois, Akihabara, o paraíso dos nerds e fãs de eletrônicos. Imagina uma Santa Ifigênia ou um Stand Center do Japão. Mais ou menos isso. Comprei um iPod semi novo por 150 dólares, um Pendrive de 1g por 7 dólares.
Em seguida, fui à 25 de março do Japão. Tem literalmente de tudo: lojas de cosméticos, feira livre, brechó...
Eles só passam com o farol verde!
Para terminar, fui ao local mais comentado: Hoppongui, o local em que cada esquina tem uma balada diferente! Entrei em várias, com os mais diversos estilos: dancei salsa com um japonês, conversei em japonês com um africano, bebi a cerveja Sapporo – que é bem ruim, por sinal – , vi várias australianas que mais parecem terem saído diretamente de Hollywood, sem contar peruanos, americanos, ingleses, africanos, indianos, e, claro, os japas.
Cheguei em casa umas sete da manhã.
Acordei e fui, sozinha, a um parque famoso aqui de Tóquio. Foi o parque mais bonito que já fui, só que não tirei fotos, porque a bateria da minha câmera acabou...Tinha lagos com tartarugas, floresta com mata fechada, pontes de jardim japonês, carpas, tudo minuciosamente ajeitado.
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Tatiana Aoki
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06:47
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sexta-feira, agosto 01, 2008
Karaokê!!
César e Pablo cantando em japonês no karaokê box
rua próxima ao meu hotel
Estou na maior ressaca do universo...Mas estamos aí.
Ontem eu fui à despedida do diretor de Redação. Teve alguns chopes (a propósito, melhores do que os do Brasil), diálogos bilíngues e experimentos de várias iguarias: aquele ossinho mole da galinha empanado, barbatana de tubarão grelhada, peixinha grávida (e com os ovos dentro), semente de soja dentro do broto, pizza japonesa (que é horrível). Além disso, há a experiência antropológica de observar executivos japoneses bebendo feito uns condenados e rindo alto.
Depois, fomos a um karaokê. Cantei e matei a vontade:
Radiohead
Spice Girls
Amy Winehouse
Franz Ferdinand
Esqueci
Metrô com desenho de Pokemon...
Hoje eu vou a Harajuku, nem que seja sozinha! O metrô daqui é muito difícil de andar....E nem vou falar que vai ter fotos no Flickr!
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Tatiana Aoki
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23:38
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quarta-feira, julho 30, 2008
Irashaimase
Ainda não é Tóquio. Paris mesmo.
Para todos que aguardam por informações diretamente de Tóquio...
Bem, cheguei cansada, porém normal, no Japão. O calor aqui está forte, contudo nada diferente de Bauru, em janeiro, ao meio dia. Sério: bauruenses aguentam fácil o calor daqui. O engraçado é que a lembrança que eu tinha da outra vez que fui ao Japão é de um país frio, com pessoas frias e acanhadas. Mas o calor muda tudo: o povo anda mais descontraído, suando. Uma visão atípica do Japão, visto que, por aqui, o tempo está mais para frio do que calor.
Em Paris, conheci uma japonesa que dá aulas de inglês – sim, ela é uma das poucas japonesas que falam inglês com bastante habilidade. Ela me ajudou a entender um pouco seu povo antes de eu “enfrentá-los”.
No avião, eu vi dois filmes: Penélope e 21. Alguém já ouviu falar neles?
Ainda estou com cólicas de ansiedade, acho.
Hum...Tóquio é igual aos outros lugares do Japão, mas é mais apertado e lotado de gente. Ainda quero passar em Hoppongui – com suas baladas para gringos – e também em Akihabara, o principal centro de tecnologia de Tóquio.
Acordei umas cinco da manhã hoje, e estou escrevendo às seis. Pior é saber que, desde a última vez que tive consciência de datas, eu estava na segunda feira. E hoje já é quinta.
O quarto do meu hotel é bastante apertado. Para se ter uma noção, não tem mesa, e eu tenho que escrever em cima da cama. Quer dizer, tem uma mesa. Embutida, como quase tudo no Japão.
Hum...como eu já vim para cá, não sei direito o que seriam novidades ou coisas batidas. Tirar o sapato foi um hábito que eu quase esqueci.
E, sim, o arroz japonês é o melhor do mundo.
Mais fotos, Flickr!
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Tatiana Aoki
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18:44
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segunda-feira, julho 28, 2008
Lá vai...
Daqui a menos de quatro horas estarei em Cumbica.
Vai ser difícil aguentar as saudades de muitas pessoas extremamente especiais para mim. Na minha despedida, foi impossível conter o choro ae ver, juntas, todas as pessoas que amo, admiro, e realmente gostaria de transportá-las para o outro lado do mundo junto comigo. Porém, a vida é feita de desafios, e sei que todo aprendizado requer coragem e garra para suportar qualquer dor. Neste momento, meu estômago dói.
Chorei muito nesses dias, talvez como nunca em toda minha vida. Pior que, toda vez que choro, tenho que conter minhas lágrimas e pensar objetivamente. Porque, se eu pensar apenas com a emoção, simplesmente não pararia de chorar por horas. E, se todos nós fôssemos movidos apenas pela emoção, provavelmente não cresceríamos.
Foi aí que pensei em meus maiores desafios até agora:
Enfrentar o primeiro dia de aula
Ver meus pais irem para o outro lado do mundo
Ir para a Unesp
Primeiro emprego
Prova da auto-escola
Passar no vestibular
Ter de superar a morte de entes queridos
Não ter medo de morar sozinha
E, agora, mais este
Alberto, meu namorado, que deixei mesmo sem querer: você é uma pessoa muito importante em minha vida. Não quero que deixe de falar comigo, pois te desejo o que há de melhor neste mundo. Que você seja feliz. E que nossos planos profissionais (junto com amigos que admiro profundamente) se concretizem.
Eu abomino despedidas. Mas, hoje, sei que é um ritual importantíssimo. Ter ido embora da Unesp sem me despedir foi bom apenas por um lado, porque você não sente tanta dor. Porém, sentir dor é sentir o quanto ama algumas pessoas em sua existência.
Meninas da Jaci, pessoal do Renovação, Lumen, Unesp, Bunkyo, galera que conheci pelo Kina (brother até o fim), pela minha irmã, em atividades profissionais...Todos estão em meu coração – para quem não sabe, eu tenho uma memória de elefante.
Obrigada Jú, Kina, Alberto, Midori, Rodrigo, Bruno, Nadia, Vi, Bia, Sayuri, Jú, Naty, Paty, Linne, Mi, Má, Emy, Telite, Gabi, Carol, Bulhões, Gabriel, Ruiz, Dacax, Glauco, Marcos, Fran, Sérgio, Mineiro, Luiz Augusto, Lara, Vera, Xenya, Fer, Mari, Marja, Naty, Piri, Gigio, Lidi, Monica, e mais um monte de gente que passou pela minha vida e deixou marcas profundas em mim.
É isso. Que venha Nagoya!
(mãe, pai, tô chegando)
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Tatiana Aoki
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16:35
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quarta-feira, julho 23, 2008
Despedida

Agora é oficial: vou embora do Brasil daqui a poucos dias...
Serei correspondente no Japão, ou seja, este blog provavelmente será dedicado à minha nova vida. E outros assuntos, claro!
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Tatiana Aoki
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11:51
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segunda-feira, julho 14, 2008
Correndo do medo
O que você faz quando tem um lapso de medo? Veja a seguinte cena, e admita se isso nunca aconteceu a você:
Domingo, 23:30. Sozinha, em casa. Vendo People´n´Arts. Dá aquela vontade de ir ao banheiro...
Saio do quarto, tudo escuro. De repente, bate um medo aleatório, daqueles que te travam. É o medo do escuro? De espíritos? De estar sozinha?
Eu tive isso ontem. Fingi que não senti um calafrio ao ver a sala escura sob um frio de 10º C. Enrolei-me nas cobertas, segurei a bexiga e fui dormir.
Sorte que eu dormi pouco: acordei às 5:30 e fui correr nas ruas escuras de Sampa. Aliás, alguém já fez isso? Correu pelas ruas de São Paulo sob um frio de 8ºC? Garanto que é ótimo.
Eis o meu trajeto de hoje:
Exibir mapa ampliado
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Tatiana Aoki
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15:35
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segunda-feira, julho 07, 2008
tim Tim
Achei interessante uma nova onda nestes últimos dias. Um monte de pessoas que conheço estão ficando com “preguiça” de sair. Motivo:
- Não posso beber porque vou dirigir, então nem dá vontade de sair.
Tem gente que fala que não dirige pior depois de umas cervejas, e outros falam inclusive que dirigem melhor sob efeito do álcool. Vou ser curta e grossa quanto a essa lei: tem mais é que ser rigorosa, dura e punitiva. Sou ainda mais radical: propagandas de bebidas alcoólicas deveriam ser proibidas, sobretudo as de patrocínio de eventos.
Permitir publicidade de bebida nada mais é do que o Estado legitimar a carnificina que são as conseqüências de se dirigir bêbado.
..........
Por que bebemos? Porque ficamos cansados de trabalhar 40 horas (no mínimo) por semana, queremos esquecer da nossa cor amarelada de escritório (enfurnados 8 horas por dia), e temos vontade de fugir da realidade que nos corrói. Trabalhamos arduamente para termos dinheiro, que gastamos sumariamente em baladas fúteis e bebidas de gosto duvidosos, porém com efeitos deliciosamente divertidos.
A solução é deixar a vida suficientemente com sentido, para que possamos nos sentir livres o suficiente de qualquer vício.
Ou seriam que bebidas são boas o suficiente para darmos um "chega pra lá" nos moralistas de plantão e dizermos: "Em caso de emergência, dê-me cerveja!"
Como diria nosso amigo Zeca, "só no sapatinho..."
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Tatiana Aoki
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17:37
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La Maquina!
Se o mundo é movido a sexo (!), e os adolescentes estão iniciando na vida sexual cada vez mais cedo, coisa tem. Alguém está fazendo alguma coisa a respeito? Espero que sim, porque se o Estado continuar com essa lorota de que sexo, só depois do casamento, vamos ver muita gravidez (sem contar as DSTs) indesejadas da vida...
E, para evitar a gravidez teen, uma das propostas é colocar máquinas de camisinhas nos colégios. Concordo com uma política de redução de danos porque, embora não seja a ideal, em conjunto com ações a longo prazo, as ações paliativas acabam sendo benéficas.
Bem, mesmo assim, não acho que o colégio tenha de colocar máquinas de camisinha para estimular o sexo seguro. Porque, por mais que a escola seja um local de convivência e contato com possíveis parceiros sexuais, este não é o objetivo de se freqüentar o colégio. Colocar máquinas que vendam preservativos é uma medida, no mínimo, vazia. Melhor seria se os colégios tivessem aulas de educação sexual e, se os alunos demandassem por preservativos, que fossem a uma farmácia ou a um posto de saúde.
Além disso, os adolescentes menos iniciados sexualmente – como parte o é – se sentiriam intimidados, seriam taxados pejorativamente de “últimos virgens” por não utilizarem “la maquina del sexo seguro”, etc. Além disso, quem não se previne com certeza não é por falta de informação ou por falta de acesso ao preservativo. Todo mundo sabe onde são vendidas/distribuídas as camisinhas. Se não usou, foi por preconceito, preguiça, desleixo.
Camisinha é importante, essencial em uma relação sexual. Mas cabe à instituição de ensino pontuar e mostrar o cenário do assunto aos estudantes, e não simplesmente vender preservativos. Se não distribuem nem absorventes, que são muito mais emergenciais, porque deveriam distribuir camisinhas?
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Tatiana Aoki
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15:18
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quarta-feira, julho 02, 2008
Central G. de Jornalismo
Ultimamente estou totalmente sem idéias. Passei o centenário da imigração japonesa sem qualquer tipo de comentário, fui ao Motomix, fiz milhões de coisas importantíssimas, estou correndo nas ruas de madrugada e simplesmente não estou documentando nada por aqui. Por quê?
Simplesmente porque as boas idéias vêm do ócio, da pasmaceira. Quando isso não existe, e seu tempo se resume a 24 horas de trabalho e preocupações, fica difícil conciliar o blog, uma ferramenta teoricamente para entretenimento e liberdade total de expressão.
A única coisa que me fez postar aqui hoje é o fato de que eu li, no Meio e Mensagem, uma frase memorável do Tas, apresentador do CQC (ótimo programa, aliás):
No meu blog posso ser o Roberto Marinho.
(a frase não é necessariamente essa, mas você pegou a idéia, não é?)
Ou seja, não tem ninguém me censurando. Porém, sabe o que é pior? A autocensura. Infelizmente, ela não só existe como te corrói.
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Tatiana Aoki
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17:11
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terça-feira, junho 24, 2008
Red Album
Assumo minha veia nerd e geek toda vez que ouço uma das minhas bandas favoritas – Weezer. Apesar de terem cerca de 38 anos, ou seja, estarem bem longe de serem considerados jovens nerds, suas músicas continuam frescas e as letras, típicas de um jovem de 18 anos.
Perfeito.
A primeira faixa, “Troublemaker”, tem uma pegada bem high school, passando pelas letras e batida. Já a segunda faixa, “The greatest man that ever lived”, é daquelas que passam por várias gradações: começa lenta, vai ficando mais agitada, até chegar a um coral de igreja. Uma de minhas favoritas é “Everybody Get Dangerous”, porém, como todo álbum que eu fico viciada, a ordem das favoritas vai mudando conforme o ouço.
"Red Album" inteiro é feito de músicas divertidas, e até as mais tristes são ótimas. E o clipe novo, Pork and Beans? Simplesmente pegou as celebridades do YouTube e as colocou no novo vídeo.
E, pela primeira vez, o Rivers Cuomo está uma graça...
Ainda estou ouvindo:
- Coldplay: Viva la Vida – médio
- Junior Senior – Hey My Oh Oh - ótimo, ótimo!
- Gnarls Barkley – The Odd Couple - ótimo
- Matanza - MTV Ao Vivo - ótimo
Fora os Podcasts. Virei uma PodFã.
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Tatiana Aoki
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09:33
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sexta-feira, junho 20, 2008
O Trapo
Ultimamente tenho me sentido literalmente um trapo.
Porque...
1) não tenho tempo de fazer as unhas
2) tenho prova final de japonês
3) não tenho dormido direito
4) estou sem tomar café
5) faz mais de três semanas que não ando de bicicleta
6) não tenho tempo de ler o jornal como eu tinha antes
7) resumindo: a síndrome do “estou sem tempo” me atingiu de uma maneira que parece que fico correndo atrás do tempo.
Ok, parei de reclamar. Na verdade, não ter tempo nem para o meu blog me dá uma tristeza...
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Tatiana Aoki
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16:46
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sexta-feira, junho 13, 2008
Google Nóia
Bem, já me questionei isso em um outro post, quando se deu aquisição do Blogger pelo Google. Só que, hoje, a companhia detém quase todos os dados dos usuários indexados em seus computadores no Vale do Silício.
Eu não sabia disso, mas, lendo o livro Google, de David A. Vise e Mark Malseed, descobri que a empresa armazena todos os nossos dados privativos em seus servidores. Ou seja, eu, por exemplo, que tenho conta no Orkut, Gmail, Blogger, YouTube e iGoogle – tenho todo meu histórico armazenado nos computadores do Google.
Tem coisa mais invasiva do que ter “links patrocinados” dentro do meu Gmail, colocando anúncios “de acordo” com o que eu escrevi no corpo do meu email? É um absurdo, ainda mais porque o Google preconiza que nunca apaguemos nossos emails. Eu tenho duas contas no Gmail, o que me deixa ainda mais vulnerável. O que fazer? Deixar nossa privacidade em risco só para usufruir das benesses de googlear?
Está difícil não ficar paranóico sabendo que, se um dia algum norte-americano quiser saber onde moro, vivo, trabalho, o que gosto, etc, é só consultar os servidores do Google e se deleitar.
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Tatiana Aoki
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11:54
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terça-feira, junho 10, 2008
O que abre mais portas?
Situação 1: Com o cabelo seboso, uma roupa sem graça e um sapato de gosto duvidoso, vou a uma palestra. Uma mulher ao meu lado, de cabelo escovado, maquiagem em excesso e com a roupa da moda, conversa empolgadamente com um diretor de marketing de uma empresa conhecida no mercado. Estou sentada ao lado deles e sou completamente ignorada pelo “executivo”, que não disfarça suas intenções escusas ao dar atenção à patricinha arrumada.
Situação 2: Arrumada para um coquetel, resolvo pegar o ônibus, lotado, como sempre. Pergunto:
- Posso descer pela frente, porque não consigo passar na catraca?
Eis que o cobrador me fala:
- Pode, nem precisa pagar se não quiser. (A fala foi acompanhada de olhares secativos e elogios um tanto baratos)
Claro que paguei a passagem, mas fiquei pensando: isso é bom? Ruim?
Obviamente, a longo prazo, a situação 2 é extremamente ruim, pois corrobora para o machismo e a valorização do físico feminino – em detrimento da inteligência.
Não vou colocar uma teoria fechada com bases apenas em dois exemplos empíricos e bem recentes, porém tenho outras vivências, dos quais não me recordo, de todas as vezes em que fui (des) valorizada por atributos como a beleza. A situação 1 eu vivenciei ontem (para os homens verem como é).
Infelizmente, uma mulher bonita consegue mais benefícios instantaneamente. Já a inteligente precisa provar, mediante argumentos, de que deve ser valorizada socialmente. Com o homem é um pouco diferente, porém um rapaz com dotes físicos padrões provavelmente consegue outras vantagens. Embora em menor escala e em outras situações. (se algum rapaz quiser dar um exemplo, à vontade)
Acontece que, visualmente, é mais fácil fazer uma avaliação rápida. Ao contrário da inteligência que, embora amparada por determinados valores culturais e burgueses, ainda é mais subjetiva.
A beleza exterior tem parâmetros extremamente definidos – seja pela mídia, por celebridades, modelos, etc. Somos colocados diante desses valores o tempo todo, o que nos leva a ter, mesmo que inconscientemente, padrões de beleza menos flexíveis.
A beleza, a curto prazo, abre mais portas. Só que a inteligência se acumula ao longo do tempo, e nunca é retirada. Já com a beleza ocorre justamente o contrário: ela não se acumula e, após algumas décadas, praticamente não existe – ou não é desejada pelos padrões de culto à juventude...
Para pensar nossa sociedade.
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Tatiana Aoki
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10:24
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sexta-feira, junho 06, 2008
O que você mais odeia em um namoro?
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Tatiana Aoki
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09:57
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terça-feira, maio 27, 2008
Vilões (ou visões) da infância
Ter saudades da infância é algo que vira até clichê. Embora as pessoas amem falar de sua infância e de como éramos felizes em nossos primeiros anos de vida, a verdade é que as crianças são bem cruéis. E, partindo do pressuposto de que as crianças são cruéis, vou listar os Top 5 personagens vilões da nossa infância – que provavelmente fizeram ou farão nossa geração ficar ainda mais egocêntrica e má.
Escrevo a lista em Word, sem qualquer pesquisa prévia no Google – apenas consultando minha memória de elefante. Se eu errar nomes, já foi – ou Freud tentou apagar esses personagens negativos do meu subconsciente.
Eis a lista:
1 - Maria Joaquina – Carrossel

Quem não se lembra da loirinha malvada que era extremamente racista com o pobre (literalmente) Cirilo? E ainda dava em cima de um tal de Jorginho, cujo principal atributo eram os óculos escuros e o carrinho elétrico? Eu me lembro bem do carrinho elétrico do Jorginho: branco, conversível, uma graça. Maria Joaquina já representava os sentimentos mais proeminentes de uma mulher fútil: interesseira, egocêntrica, racista, chata e...bonitinha.
2- Afrodite – Cavaleiros do Zodíaco
O vilão da última casa da temporada das Doze Casas Zodiacais era o mais esperado por mim. Por quê? Simplesmente porque eu sou de Peixes, oras. Aquelas rosas que matam, o suspense por ser a última casa, as visitas à banca para comprar a Revista Herói, entre outras maracutaias que eu fiz e senti por ser fã de Cavaleiros. Esse seriado deixou uma influência sólida em mim, pois foi o principal produto cultural que me fez gostar de duas coisas: astrologia e homens um tanto “andrógenos” (calma, Alberto, você não é andrógeno. Mas o próximo da lista o é)
3- Rei dos Duendes (David Bowie) – Labirinto – A Magia do Tempo

Eu não disse que desenvolvi uma paixão por seres andrógenos? David Bowie, como o vilão do filme Labirinto, me deixou fascinada por sua beleza e seus olhos de cores diferentes. Isso aos...seis, sete anos. Até hoje esses traumas de infância me deixam marcas: ainda acho Bowie um dos caras mais fenomenais (em todos os sentidos) do showbizz.
4- Roger Klotz – Doug

Esse é demais! Toda vez que o Doug fazia alguma coisa meio mico, o Roger ia atazaná-lo. Contudo, o Roger é um personagem extremamente bem-feito: desde a sua voz esganiçada, passando pelo visual meio roqueiro/motoqueiro mais velho. Tinha também a gata dele, que usava uma coleira masoquista e brigava com o Costelinha. Além disso, o Roger causava também com o Skeeter – tadinho dele...
5- Doutor Abobrinha – Castelo Rá-Tim-Bum
Nem curto o Dr. Abobrinha, porém a realidade é que vi tanto, mas tanto Castelo Rá-Tim-Bum, que tive de citá-lo. No entanto, há a razão de ser: o episódio mais engraçado do Castelo Rá-Tim-Bum é quando Dr. Abobrinha se faz de diretor de cinema e tenta persuadir o Nino a assinar um contrato (na verdade, de venda do Castelo), fingindo que assinar fazia parte do enredo do “filme”. Hilário!Saudades!
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Tatiana Aoki
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19:21
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sexta-feira, maio 23, 2008
Pequenas impressões
Voltei a Bauru depois de mais de dois meses.
A cidade é calma e quente.
Olho para os lados e as pessoas andam devagar; não há muitas filas nos mercados, e a iluminação da cidade é precária à noite.
A manicure é mais barata, a comida e a bebida são mais baratas.
Ainda sinto saudade.
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Tatiana Aoki
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13:03
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domingo, maio 18, 2008
Pró-cotista
Recordo da discussão em sala na UNESP, com o professor de Jornalismo Regional a respeito do mesmo assunto. Ele perguntou, em sala, quem era a favor das cotas para negros. Dos 36 alunos de Jornalismo presentes, ninguém levantou a mão. Cada um argumentou à sua maneira. Ao final, eu disse uma frase que posso dizer, sem levantar méritos à minha pessoa, que foi uma das minhas mais contundentes afirmações:
“Professor, não levantei a mão quando o senhor perguntou quem aqui na sala era a favor das cotas para negros. Mas devo admitir o seguinte: por mais que façamos parte do movimento estudantil, por uma universidade mais justa e outras reivindicações, quando alguém pisa no nosso calo mostramos a nossa verdadeira face burguesa e mesquinha. Ou seja, quando vimos que uma medida pode tirar nossos privilégios diretos – no caso, quando alguém “menos qualificado” pode realmente entrar no nosso lugar na universidade ou em concursos públicos, ficamos alertas e ativamos nossos pensamentos mais burguesinhos.”
Os contrários às cotas para negros dizem que isso vai aumentar o racismo. Balela: ele já existe, e de um jeito horrível, porque é velado. Na UNESP víamos filhos de fazendeiros, empresários, enfim, gente que vive no mundo da Alice no país das Maravilhas, e acha que “se esforçou” para estar na universidade pública. Ora, sinto muito: se você se esforçou para “chegar lá”, garanto que os negros se esforçaram muito mais. Assim como as mulheres se esforçam mais para chegar a altos cargos em uma empresa – bem mais do que um homem branco – os negros se esforçam ainda mais para chegar no ensino superior. Pela discriminação cotidiana, merecem uma chance, sim.
Vou falar um exemplo. Sou descendente de japoneses. E, embora eu tenha nascido no Brasil, sou chamada de japa, japonesa, etc. O mesmo acontece com os negros. Por mais que sejam “iguais” perante a Constituição, visualmente não o são. Eu sinto isso na pele, e eles também devem sentir.
A nossa sociedade foi construída por homens “brancos” (na verdade, sob um padrão europeu), machistas, racistas, sexistas. E nossa Constituição também foi feita por estas mesmas pessoas. Enquanto não mudarmos essas estruturas ditas como imutáveis por estes mesmos indivíduos, nada vai mudar. Vamos continuar a ver em dados estatísticos que a camada com menor renda é aquela composta por mulheres negras.
Assino embaixo que sou a favor das cotas para negros.
E, pelo menos uma vez na vida, os brancos devem sofrer uma derrota que seja.
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Tatiana Aoki
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10:59
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segunda-feira, maio 12, 2008
A melhor dieta de todos os tempos.
Não vou ensinar necessariamente a melhor dieta de todos os tempos. Contudo, para quem viu o post anterior, percebeu que estou com intoxicação alimentar.
Alguns fatos curiosos me aconteceram nesses cinco dias de sofrimento:
- eu desmaiei no meu quarto, falando ao telefone. Apaguei e, quando acordei, o telefone estava tocando, meus joelhos estavam doendo e minha testa, sangrando. Estou com uma cicatriz parecida com a do Harry Potter (sim, já fui chamada de Tati Potter).
- Por conta de minha enfermidade, tenho medo de comer qualquer coisa. Além do fato óbvio de que estou doente porque comi algo estragado, se eu comer algo gorduroso, fibroso, oleoso e molhado (pense bem, essas características correspondem a 99% das comidas gostosas), minha constipação intestinal (ou diarréia mesmo) piora.
- Já tive meu recorde de idas ao trono: 20 vezes no mesmo dia. Na madrugada de sábado para domingo, depois de comer com os amigos alguns quilos de batata frita, sem contar os quatro pasteizinhos de guioza, acordei seis vezes de madrugada para ir ao banheiro. Sorte que eu não bebi nada alcoólico.
- Não cobri o show do RBD. Imagina ter de parar uma entrevista no meio para correr ao sanitário público e ainda ver garotinhas ensandecidas chorando, vomitando...ia ser um desastre
Deu pra perceber que a minha vida não está fácil. Mas aí vem a parte boa: eu simplesmente não estou absorvendo nada do que como. Resultado: emagreço. Na verdade não é tanto pelo fato de eu estar eliminando a comida, e sim porque eu tenho medo de comer qualquer coisa que tenha óleo, molhos, aparência de ser gostosa demais para o meu estômago. Dieta do medo é a que funciona.
quinta-feira, maio 08, 2008
Intoxicação

Estou com salmonella pela segunda vez em minha vida. Na primeira vez que tive, vá la, porque eu comi em um restaurante de qualidade duvidosa.
Ontem, no entanto, comi em um restaurante cujo quilo custa cerca de 30 reais - o The Green, do Parque Ibirapuera. Estou passando mal neste momento: diarréia, cansaço, dor de cabeça, calafrios, febre.
A única vantagem é que eu posso ficar de pijama o dia todo sem ser incomodada.
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Tatiana Aoki
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15:33
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terça-feira, maio 06, 2008
Estou elaborando um guia com os principais passatempos (adolescente, claro) para se fazer nas férias.
Eu nem precisava dizer que é adolescente: quem, com mais de 22 anos, tira férias um mês inteiro em julho?
De qualquer forma, fiquei pesquisando por aí algumas coisas divertidas para se fazer nas férias.
Foi aí que assisti a um dos vídeos mais engraçados da temporada:
Chaves e o trailer de A Invasão. O trailer é mais ou menos assim: a Vila do Chaves é invadida por ETs - tudo muito bem sincronizado com falas, músicas, e a clássica frase Está chegando o disco voador!, do nosso amigo Chaves. Imagina um vídeo bem ao estilo Independence Day, só que com os integrantes do seriado mexicano, claro. É incrível como é engraçado e muito bem-feito. Eu ria como louca aqui em frente ao computador.
E tenho que encontrar mais dicas interessantes para ficar de bobeira, como:
filmes
discos
livros
sites
Etc.
Se alguém tiver uma dica legal, me avisa, ok?
Não vou publicar minha lista parcial por sigilo autoral (ahhh é...)
.........
Sabe o que é pior do que o caso Isabella? É a bomba do Ronaldo.
Sinceramente: não tenho a menor dó dele. O cara tem contrato vitalício com a Nike, fica com garotas (fisicamente, e só) lindas e tem tudo que qualquer consumista quer: fama, mulheres e dinheiro. E se mete em um motelzinho qualquer em busca de novas aventuras? Me poupe...sem moralismos, porque cada um faz o que quiser com sua vida pessoal. Mas ter dó dele, eu não tenho.
domingo, abril 27, 2008
Virei a Virada Sozinha
Assisti à Virada Cultural só. Na verdade, fotografei a Virada Cultural sozinha, porque minha solidão se deu pela empolgação de tirar fotos dos músicos que subiram ao palco.
No começo, as fotos ficaram amadoras demais, como pode-se notar pelas fotos da Mallu Magalhães. Já no útimo show que fotografei, da Orquestra Imperial, dei uma melhorada. Eis minha trajetória emn ordem cronológica – as fotos estão sem flash nem Photoshop (estou sem o software em meu computador):
12:00 A new-celebrity Mallu Magalhães, de 15 anos. Como disseram alguns espectadores: tá se achando mais do que a Madonna no novo clipe.
13: 00 Não sou muito fã de Cachorro Grande, mas esse show deles foi bem interessante, até porque grande parte eu assisti atrás do palco. Dava pra ver até o vocal, Beto Bruno, limpando o suor e reclamando com o staff sobre alguma coisa.

13:30 No palco em que se fazia um cover do Clash, Thunderbird, bem barbudo, tocou e cantou em participação especial.
14:00 Arnaldo Antunes fez a dancinha estranha de sempre, e empolgou - sobretudo os fotógrafos, por conta das poses mirabolantes do ex-Titã.
15:30 Amarante animadíssimo na apresentação da Orquestra Imperial, apesar dos problemas técnicos.
A sessão de fotos completa está no Flickr.
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Tatiana Aoki
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19:58
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sábado, abril 26, 2008
Nihongaku
É ótimo trabalhar com crianças. Elas são mágicas, inteligentes e captam exatamente tudo o que você fala. Educar uma criança parece incrível - elas transmitem uma energia benéfica ao organismo.
Acho que é por isso que todos querem ter filhos: dá um trabalho, mas é tão gratificante que compensa qualquer sacrifício.
Escrevo isso porque sou parte do educativo do Bunkyo, e aprendo muito a cada dia lidando com as gerações mais novas. Por conta disso, todos os dias conheço crianças e adolescentes. E em cada turma que conhecemos, sempre tem um aluno especial, daqueles que não esquecemos. Nem sempre é o mais falante ou bonitinho - é simplesmente a mais inesquecível.
Aí, fiquei lembrando dos meus dias de colégio: será que já fui especial para algum professor meu durante minha trajetória escolar?
Não sei e nunca saberei. Assim como essas crianças especiais também nunca saberão.
Alunos no Pavilhão Japonês
.......
E hoje tive minha primeira prova de japonês. Não sei se fui bem, mas pelo menos tentei, mesmo com milhões de compromissos na fila. Medo...
Estou uvindo o novo álbum da Madonna, Hard Candy. E ouvindo também o novo do Raconteurs, REM, Moby, etc.
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Tatiana Aoki
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quarta-feira, abril 23, 2008
Raposas no país
Fazia um tempão que eu não postava aqui – até vírus comentou no meu último post.
Enfim, mas depois de ler a entrevista do antropólogo Eduardo Viveiro de Castro no caderno Aliás, do Estado, fiquei impressionada com a dinâmica do funcionamento das relações de nosso país.
Explico: o antropólogo fala sobre a briga dos indígenas pela reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima. Algo que aparentemente é muito distante de nossa realidade, mas que representa o sistema democrático brasileiro.
Meia dúzia de latifundiários reivindicam as terras indígenas, sendo que tais terras são, pela Constituição, um direito dos índios. Na verdade, como Castro mesmo diz, um direito de vencido. Porque, sim, nossos primeiros habitantes perderam a guerra contra o homem branco. Não somos brancos, somos uma mistura.
(Contudo, como o próprio antropólogo afirma, o brasileiro vive um complexo de a nostalgia de não ser europeu puro)
É vergonhoso admitir tal afirmação, porém é a mais pura verdade.
Vou dizer uma coisa: não somos exemplos civilizados para ninguém. Não temos qualquer piedade com a natureza, só pensamos em nossas futilidades cotidianas e egocêntricas, cuja prioridade é o se dar bem, a qualquer custo. Sem senso nenhum de coletividade.
Para finalizar minha indignação com os acontecimentos atuais – mídia falando da invasão do MST, Berlusconi vencendo eleições na Itália pela terceira vez, Glória Maria providenciando de Paris várias pulseirinhas que inibem a aproximação do mosquito da dengue, revival Escola Base no caso Isabela, e, opa!, crescimento recorde no Brasil, finalizo com um trecho da entrevista de Viveiros de Castro:
Considerando a história da espécie humana neste planeta, penso que não estamos em condição de dar lição a ninguém (...) Articulamos a desigualdade e deixamos para alguém a conta a pagar (...) Eu me pergunto: o que diabos temos a ensinar aos índios se não conseguimos resolver a dengue no Rio? O que temos a lhes mostrar se não damos jeito no trânsito da cidade de São Paulo?
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Tatiana Aoki
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domingo, abril 13, 2008
Finalmente!
Graças a tutoriais, consegui:
- formatar meu pc
- configurar a rede wireless
- fazer um backup decente
- escolher os melhores programas a serem instalados.
Tudo ao preço de...ZERO reais.
Uma coisa eu concordo: depois dos maravilhosos tutoriais, ninguém mais precisa chamar técnicos de informática. Que eles não leiam isto
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Tatiana Aoki
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22:21
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sábado, abril 05, 2008
Emo?
Ao me mudar para São Paulo novamente, tive momentos em que me senti deprimida, como se estivesse sendo devorada pela cidade – imitando a expressão de minha amiga Gabi: “Se você não se cuidar, São Paulo te engole bonito!”. E engole mesmo.
Eu havia esquecido meus pequenos prazeres cultivados durante toda minha vida, como...ouvir música! Fiquei quase um mês sem ouvir música relaxando, em casa, sem aquela sensação claustrofóbica de quando ouvimos música apenas dentro de metrôs, andando nas ruas ou de bicicleta.
Outro hábito que também por pouco perdi foi o de baixar músicas, álbuns, faixas, etc. Quando se trabalha em frente ao computador, o mundo se resume a alguns sites, programas, senhas. E esqueço que a Internet é aquela maravilha do mundo pós-moderno.
Para retomar minhas atividades, baixei uns quatro álbuns de uma só vez:
- The Jam – All the Mod Cons
- REM – Accelerate
- Jimmy Eat World – Bleed American
- Panic! At the Disco – Pretty Odd
(faltou baixar música brasileira. Isso irá mudar em breve)
Imediatamente viciei no CD do Jimmy Eat World. Para quem não conhece, é uma mistura de Weezer com ska e emocore.
Em uma semana, aprendi a cantar todas as músicas. Meu MP3 aponta que, em cinco dias, eu ouvi o CD mais de 15 vezes!

Once a trailblazing name in the mid-'90s emocore scene, Jimmy Eat World steadily rose to national prominence by embracing a blend of alternative rock and power pop that targeted the heart as well as the head.
Se isso for emo…devo admitir que adorei.
Eis a música mais famosa deles:
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Tatiana Aoki
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terça-feira, abril 01, 2008
New Look
Depois de mais de um ano sem qualquer mudança, cortei o cabelo. E tingi. E ficou bem diferente.
Tudo isso na Hair Brasil, a maior feira de cabelos e estética da América Latina. É incrível como as mulheres são fascinadas por cabelos (sobretudo lisos, longos e loiros), já que praticamente todas as mulheres que estavam na feira encaixavam-se em pelo menos um desses padrões. Não vi nenhuma mulher de cabelos pretos, curtos e enrolados.
Tem tanto tratamento para os seus cabelos ficarem lisos, longos e loiros que fiquei até tonta. Para piorar, nós também temos que ter a pele perfeita, a maquiagem perfeita e as unhas perfeitas. Tudo isso na base de muita cera quente, pinça, aparelhos estéticos, cremes, maquiagens e zilhões de cremes. Uma indústria que movimenta bilhões.
...
Para agradar a quem? Na minha modesta opinião, aos homens. Não acho que seja só para fazer inveja às mulheres. Porque os homens vivem dizendo que gostam de garotas naturais, mas quero só ver se eles ficariam com uma garota que não se depila. Ou que não usa maquiagem, não tenha o cabelo liso e sedoso, não tire a sobrancelha e tenha cutículas.
E nós temos que nos submeter a essa indústria machista e consumista.
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Tatiana Aoki
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sexta-feira, março 28, 2008
Meus joelhos!
Eu fui ao médico marcar consulta. Até aí, tudo bem, fui de bicicleta e tal...
Qual não foi minha surpresa que eu caí no MEIO da Ricardo Jaffet (para se ter uma idéia, essa avenida é a que vai para o litoral sul), ao tentar subir uma guia da calçada. Doeu, mas nem tanto. Eis o resultado:

Para piorar, ainda usei uma sandália que estragou os meus calcanhares, mesmo com o uso de curativos. Não vou mostrar meus calcanhares, porque as fotos que tirei ficaram bem ruins...
Depois dessa semana deliciosa, que venha o final de semana. Se bem que amanhã eu acordo antes das seis da manhã porque tenho aula de japonês.
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Tatiana Aoki
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terça-feira, março 25, 2008
Pascoalando...
- trabalhei no domingo de Páscoa
- Estou morrendo de sono, e minha pálpebra está ininterruptamente com aqueles movimentos involuntários.
- Nasceram espinhas na minha cara, de tanto chocolate que estou comendo. Quer dizer, não estou comendo muito chocolate, mas eu nunca como nenhum chocolate. Por conta disso, estou com dor de cabeça toda hora pelo excesso do marronzinho.
- Tenho um monte de coisas a fazer...E estou postando no blog.
- Preciso cortar meu cabelo. Curto.
E um saldo que virá no final do ano...
Quero ir embora de São Paulo. Estou cansada de morar aqui. Na verdade, eu odeio São Paulo. Quem mora aqui por prazer tem que rever as prioridades.
Preciso estudar. Mestrado...
Esse ano passa rápido, mas sem nenhuma intensidade relevante. Vida de trabalhador.
A verdade é que nossa felicidade (quase) nunca se encontra no trabalho, na rotina. Embora eu até goste de rotina.
Que post mais confuso, assim como minha cabeça neste momento.
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Tatiana Aoki
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segunda-feira, março 17, 2008
Sem internet
Quando entro em uma lan house e vejo a pirralhada no MSN e no Orkut, sinto uma pena danada da nova geração, que vive plugada desde que se conhece por gente. Eu, que até os doze anos usava o computador somente para jogar games no DOS, provavelmente adquiri meu hábito pela leitura justamente porque a Internet não existia. Porque, se existisse, acho que hoje eu não teria feito Unesp e não teria prestado Jornalismo.
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Tatiana Aoki
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segunda-feira, março 10, 2008
O dia em que eu levei uma cotovelada nervosa
Estava eu no trem, lendo Freud e delirando na viagem psicanalítica dele. Chego na estação final, meio distraída e apressada para sair do trem quando, no empurra-empurra do vão do trem, eu levo uma cotovelada muito forte no meu ombro! Doeu, e me deu tanta raiva que estou com vontade de mandar esses políticos lobistas para a Portaquetepartiu, para eles construírem mais meios de transporte coletivo em detrimento dos malditos automóveis.
Sempre me lembro de uma cena muito dramática do filme Cronicamente Inviável, na qual o narrador assemelha um meio de transporte coletivo brasileiro a um carro de bois. Sim, nossos queridos políticos – que só andam de avião, limusine ou helicóptero – não estão nem aí pelo fato de que tem gente que leva cotoveladas no braço, na cara, que seja.
Todo dia eu penso em como São Paulo é o caos em forma de cidade.
.....
Estou com uma azia danada.
Depois de ler Freud, quero muito ir a um psicólogo. Deve ser insano saber qual o significado de meus sonhos...
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Tatiana Aoki
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quinta-feira, março 06, 2008
Upload da sua vida
Estamos no tempo em que ser famoso é o mais importante, mas a Internet proporcionou uma oportunidade única para os caçadores dos 15 minutos de fama: hoje você, que está aí, sem fazer nada, pode se tornar a grande Marimoon amanhã! Ou a grande Paris Hilton, cujo vídeo pornô a levou para a fama mundial.
Não precisa mais de grandes talentos ou uma dedicação a algo importante. Basta ser irreverente, exibicionista, fetichista e narcisista para conquistar uma vasta audiência de indivíduos que estão aí, conectados, somente para satisfazerem seus prazeres mais mundanos.
* Infelizmente, cerca de 80 a 90% do conteúdo da Internet corresponde à pornografia. É um triste sinal duplo: cada vez mais pessoas estão dispostas a se exibirem como produtos sexuais. E existe um mercado milionário por trás disso.
(Vide o artigo do Aliás deste domingo no Estadão, excelente ensaio sobre a fama na Internet)
Percebeu que hoje lemos uma notícia não pelo conteúdo, e sim porque está “Entre as mais lidas” ?
O valor da fama hoje é praticamente vital para a sobrevivência na net, principalmente entre os jovens, que têm mais necessidade de se sentirem inseridos. Triste sinal da perda da individualidade.
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Tatiana Aoki
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14:20
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segunda-feira, março 03, 2008
Agoracabou
Na volta para São Paulo fiquei pensando no dia-a-dia da faculdade. E, pela primeira vez, tive certeza: minha vida nunca mais será tão legal como foi nesses quatro anos. De fato, corroboro a afirmação de que a universidade corresponde aos melhores anos de nossas vidas. Porque, depois, nossas preocupações crescem cada vez mais, e deixamos de lado várias coisas que construímos durante a faculdade: amigos, conselhos, ideais, festas e encontros.
Durante a colação fiquei bastante emocionada, e foi difícil conter as lágrimas. Já durante a festa eu estava extremamente feliz para chorar.
Vou colocar, sucintamente, os dez melhores (ou mais marcantes) momentos de Bauru:
- o dia em que viajamos eu, Bruno, Cacá, Jaime e Thybor para Piracicaba: o carro quebrou, dormimos na rua, e a aventura foi tão marcante que sempre me lembro dela...
- o churrasco dos bixos: dia em que conheci diversas pessoas que se tornaram grandes amigos ao longo da faculdade
- a RPinga de 2005: melhor festa de república que fui. A festa foi, basicamente, eu e o Rafa cantando e dançando por mais de cinco horas sem parar!
- a nossa segunda festa da Burguer King. Organizada, lucrativa, unida, e de muito sucesso!
- a greve das universidades em 2007 e a ida à ocupação da USP: um intensivão de política em cerca de dois meses...
- Universitário: no primeiro ano, só me lembro do melhor prédio que morei. Mari, Rafa, Bruno, Goiaba, Mineiro, André, Taty, Caco, Plínio, Marquinho, Filipe, Tera, Teruo, e mais um monte de gente que coloriu minha primeira fase de Unesp.
- o dia em que comecei a namorar o Alberto: logo em seguida, todo mundo já estava sabendo...
- última visita a Penápolis: Thybor me dá um tapão no braço, muita canseira e sentimento de fim entre eu, Lara, Vera e Thybão.
- viagem ao FSM 2005: o dia mais quente da minha vida, a viagem inesquecível com pessoas inesquecíveis.
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Tatiana Aoki
às
14:19
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quinta-feira, fevereiro 28, 2008
Rapidinhas
No meu aniversário, saio de casa às oito horas e chego em casa depois das nove. Não gosto de aniversários. Se puder evitá-los, agradeço. Ainda bem que o dia passou voando.
E amanhã é minha colação de grau. Passou tão rápido que ainda não pensei a respeito.
Medo de despedidas e emoções descontroladas.
Tenho um monte de coisas a fazer – digam-se matérias, organizações, arrumações, etc. Mas estou travada.
Preciso andar de bicicleta, e o fato de saber que não irei fazê-lo esta semana me dá arrepios. Aliás, hoje foi meu dia de sedentária: praticamente não tirei o traseiro da cadeira, sofá, etc.
E sábado é a festa da minha formatura. Vou usar vestido, maquiagem, cabelo, e todos os apetrechos relativamente cafonas que compõem uma festa formal. Galera, quando iremos evoluir e não existirão mais festas bufantes e sim eventos mais condizentes?
Estou lendo Freud, e o livro é bem legal. O único problema é que tem quase 400 páginas. E tenho mais 23 volumes do livro A interpretação dos sonhos para ler. Desanimei da vida de psicóloga. Acho que meu próximo livro será...um auto ajuda.
Opa, instalei Vírtua em casa. E não sei fazer rede wireless. Como toda pai de família, não vou chamar ninguém que entenda, pois quero aprender sozinha, por tutoriais. Mas, admito, acho que irei penar e precisarei de ajuda.
Voltei a ter televisão paga. Adoro zapear canais, e não sei como agüentei tanto tempo sem essa felicidade inútil. Para minha vida ficar comunicacionalmente falando perfeita, meu sonho é que todos os dias o jornaleiro passasse em casa com um jornal diferente. Maravilha!
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Tatiana Aoki
às
19:31
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quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Tem uma mariposa na minha sala!
15:00 Preciso de ajuda com esse meu trauma que me sacrifica! Estou procurando ajuda na Internet, meu Google Doctor!
16:25 O Zé da portaria veio aqui em casa.
- Tatiana, cadê o bicho?
- Ta aqui, Zé! Tira ele daí enquanto eu me tranco aqui no quarto!
- Mas é isso? É apenas uma borboleta!
- Tiraaaaaaaaaaaaaaaaaa Zéee! Mata elaaaa!
Eis que Zé, cuidadosamente, apanha a mariposa com a mão e diz:
- Posso levar? Vai ficar no jardim do prédio...
- Levaaa logooo
Ufa.
Acabou.

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Tatiana Aoki
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16:29
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quarta-feira, fevereiro 20, 2008
My Chemical Romance - emos, nao leiam isso!
Entro no recinto, e a gritaria era assustadora. Não tinha área para imprensa e, portanto, eu tive de ficar no meio das teens que facilmente poderiam ser confundidas com as fãs de Backstreet Boys, se não fosse pela maquiagem carregada e pela franja característica.
Decido abordar o primeiro grupinho de garotas. Para chamar minha atenção, um grupo de garotos emos bissexuais ficava andando pela pista se abraçando e tentando se aparecer: “olha, somos emos, bissexuais e livres!”. Tento não me distrair com a cena, e pergunto para Mayara dos Anjos, de 12 anos, o que ela espera do show. “Sou muito fã, muito mesmo! E gosto também de The Used e Drive”. Como você conheceu a banda? “Vi o clipe na MTV”. Ah, está explicado. Sua amiga ao lado também tinha 12 anos, porém apresentava um adicional: cabelos rosas e maquiagem absurdamente carregada. Beatriz Lorenço diz que ama My Chemical Romance – chamado de MCR pelos fãs. Ou, para bom entendedor de inglês, “EME-CI-ARE”.
“Não sou emo, hein? Mas gosto de bandas emo. Quanto ao visual, me inspiro na Amy Lee, que não é emo”, esclarece a amiga do cabelo rosa. Sua mãe acompanhava a entrevista (e o show, claro). Parecia ter um tremendo orgulho do fato de sua filha ser “rebelde” – não confunda com Rebelde, aquela novela do SBT que virou banda. As roqueiras teens detestam essa “modinha” de RBD e High School Musical.
Sigo à procura de mais garotas, de preferência mais velhas. Afinal, garotas de 12 anos ainda apresentam uma ausência de atitude mais rock’n’roll, tadinhas. Abordo duas garotas que estavam cochichando algo. Elas tomam um susto, e eu também: embora estejam extremamente emperiquitadas, também só tinham 12 anos. As amigas, envergonhadas ao extremo, não autorizaram seus nomes na entrevista. Eu também não iria citá-las, pela ausência de conteúdo de ambas.
Circulo mais um pouco, já perturbada pelos gritos histéricos das ansiosas eminhas. Eis que entrevisto um garoto, que não quis se identificar. Vinte anos, visivelmente efeminado, ele se dizia heterossexual. Mas também disse que “beijaria” os integrantes do MCR. “O mundo é bi”, garante, enquanto dá um selinho em uma de suas amigas.
Vamos ao show!
Para o bem geral, às 21:30 em ponto, o show começa. Os gritos beiram o insuportável, bem como a quantidade absurda de flashes em direção ao palco. Gerald, o vocalista, entra. Ele até que é mais bonito ao vivo, embora muito aquém de outros vocalistas emo, como o ator/cantor Jared Leto, do 30 Seconds to Mars.
Vestindo uma jaqueta jeans azul e de cabelo preto, Gerald causa tanto furor que muitas, mas muitas meninas desmaiam e são carregadas pelos bombeiros em cadeiras de rodas. Eu vi umas dez garotas, no mínimo. Por conta disso, o vocal pára a terceira música no meio e pede, desesperado, que elas dêem um passo para trás. Afinal, tamanho desespero poderia resultar no mesmo acidente de um show do RBD, ocorrido em 2006 em um estacionamento de um supermercado: três pessoas morreram.
Não sei se a tentativa funcionou, e talvez por isso o vocalista começou a falar vários palavrões – e o público (nem eu) entendia nada, por conta dos gritos histéricos e do som, que estava ruim. Contudo, era só Gerald falar “São Paulo!!”, que as meninas deliravam. Se ele falou “Fuck São Paulo!!”, as meninas iam amar do mesmo jeito. Para se ter uma idéia, a voz dele parecia com a do vocalista do Placebo, Brian Molko, de tão metálica que estava.
Ainda assim, na segunda música eu já estava a fim de ir embora. Não conseguia ouvir a voz dele direito, as meninas gritavam demais. Até dava para notar o esforço de Gerald em animar a galera – nem precisava, mas ok, isso é sempre legal.
Meia hora depois, decidi ir embora. Estou no saguão, quando avisto praticamente toda a imprensa fora do show, batendo papo entre eles. E mais uma galera da imprensa indo embora também. Talvez seja fácil resenhar um show previsível. É errado, mas é verdade.
Na saída, vejo uma garota chorando desesperada em frente ao Via Funchal. Ela tinha vindo de São Luís, no Maranhão, para ver a banda. E não comprou o ingresso, por isso estava ouvindo a banda do lado de fora. Ainda bem, pelo menos ela não vai sair de lá surda, suada ou desmaiada.
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Tatiana Aoki
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22:09
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terça-feira, fevereiro 19, 2008
Finalmente, te conheco...
Sim, é a minha unha sendo perfurada...
Mas vou contar sucintamente sobre a única pessoa que conheci primeiramente pela internet e depois “ao vivo”. Não vou contar muitos detalhes (vai que a pessoa lê este blog...). Vamos lá:
Marcamos um encontro no shopping.
Chego na hora marcada. Cumprimentamo-nos. Conversamos um pouco sobre um projeto nosso, combinado virtualmente. Fiquei tão sem-graça e sem assunto durante a conversa que o tal projeto, depois do nosso encontro, acabou do mesmo jeito que começou – só no virtual.
Tá, eu tenho que acreditar no virtual, na interface proposta por Steven Johnson. Mas que dá vergonha de transpor essa amizade para a realidade, isso dá. Até porque, eu ainda sou aquela tradicional: nada como uma velha e boa amizade e uma boa conversa de bar, em casa de amigos...uma das melhores coisas do mundo!
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Tatiana Aoki
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sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Adeus ao Campus Party
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Tatiana Aoki
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quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Campus Party

Estou em um evento de nerds, mas estou amando ficar umas oito, nove horas por dia conectada na Internet.
Talvez eu seja uma nerd viciada em Internet.
O que eu mais gosto de fazer na Net:
- ler emails
- baixar músicas
- blogs
- ler jornais do mundo todo
- procurar cds de bandas
- Google
- tutoriais
Aqui no Campus Party eu fico baixando músicas sem parar. Só que, hoje, no terceiro dia do evento, estou quase caindo de sono. Na verdade eu queria mesmo, neste momento, é estar dormindo.
Só tem homens aqui: apenas 22% dos inscritos são mulheres.
E o bom de tudo foi o seguinte: hoje meu PC deu um pau louco, porque estava com malware. Quase não dormi de nervoso. Aí pedi para um técnico do evento me ajudar. Resolvemos em cerca de duas horas o problema.
Fora que eu o explorei loucamente, fazendo diversas perguntas. Tadinho do técnico.
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Tatiana Aoki
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segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Maconha, maconheiro, emaconhado
Ora, para quem não se lembra, a cocaína também era usada com fins medicinais. Já o ópio e a ayahuasca (do Santo Daime) são usados em cultos religiosos.
Até alguma autoridade decretar que a substância é o mal em pessoa.
Ao mesmo tempo, é fácil colocar o argumento barato de que a maconha é uma erva natural. Acontece que a cocaína vem da coca, o ópio da papoula, o haxixe também vem da cannabis e o álcool, para quem não se lembra, vem da cana-de-açúcar. Produtos da natureza, muito mais naturais do que adoçantes, corantes e conservantes – que consumimos diariamente.
Não sei se a maconha deve ser liberada ou não, mas acho que o que deve acabar é a hipocrisia. Sempre questionei um fato: se a maconha, a coca, o crack, e o ecstasy são proibidos, porque o álcool e o cigarro não são também? Se legalizar é a melhor solução, como explicamos os altíssimos níveis de alcoolismo, acidentes de carros por excesso de álcool, sem contar os gastos com saúde pública decorrentes do cigarro?
Por outro lado, o argumento de que a droga X não vicia não cola. Pesquisas indicam que quem fuma maconha tem 20 vezes mais chances de ter câncer do que quem fuma apenas cigarro. Mas eu acredito ou não na idoneidade da pesquisa?
O cigarro e a bebida possuem lobbys fortíssimos. A maconha, ainda não, contudo a indústria farmacêutica já está de olho: vai patentear e encarecer o produto, sendo produzida apenas pelas multinacionais. Adeus produção artesanal e distribuidora de renda.
Considero que, se a legalizarmos, deveríamos legalizar tudo também. Ainda que a maconha seja dos males, o menor, ela tem o status de droga. Assim como o álcool e o cigarro.
O que limita a legalização das drogas, em um cenário de crescente crime organizado por conta do tráfico de entorpecentes? O Estado não quer sentir-se responsável pelo consumo de drogas. Ou seja, não quer gastar dinheiro da saúde pública no tratamento de viciados, em internações, etc. É igual ao aborto: se é ilegal, estamos fora. Outra coisa: membros que estão no poder são de instituições como a Igreja, Opus Dei...E do conservadorismo.
Se a maconha for legalizada, ainda que para fins medicinais, vai aumentar o consumo, provavelmente pela ampliação do acesso a erva. O saldo positivo é que você, ao ser flagrado usando maconha, pode afirmar: é para uso medicinal. Também pode ser interessante a legalização, uma vez que a maconha não será tão misturada como o é hoje em dia – em um cigarro de maconha se encontra orégano, acetona, e por aí vai.
Para finalizar, a fama de ser maconheiro pode mudar – você vai ser um cara saudável a partir da legalização.
….
E o que são essas eleições nos EUA? Pela primeira vez em minha vida, entendi como funcionam. Até que tem lógica. Para quem não sabe, é mais ou menos assim: você, como cidadão, se declara republicano ou democrata (se você não sabe nem o que é isso, melhor nem ler este tópico). Nas prévias das eleições, ambos os partidos devem apresentar seu candidato oficial. Só que, como vimos, existem mais do que dois candidatos concorrendo – e é aí que pega, porque o eleitorado deve decidir, primeiramente, quem será seu candidato. E, só depois dessa eleição prévia é que as famigeradas eleições nos EUA de fato acontecem.
Digo famigerada porque infelizmente o Brasil depende dos norte-americanos mais do que dos brasileiros.
Por isso é Hillary contra Obama entre os democratas. Sinceramente, não sei em quem votaria, mas acho que fico com Hillary, mais experiente e menos oratória. Fora que Obama tem um discurso, assim, apartidário. E isso é ridículo, simplesmente não existe.
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Tudo de Blog
- hoje andei mais de duas horas de bicicleta. A coitada teve de carregar em sua cestinha uma melancia inteira que eu comprei no Wall Mart por R$ 2,78. Sem contar os dois quilos de batatas e mais dois quilos de cebolas – uma sacola de cada lado do guidão.
- Vi vários filmes: “Velvet Goldmine”, “Manhattan”, “Cheiro do Ralo”, “Cronicamente Inviável”. Todos são ótimos, mas fica o favorito: “Cronicamente Inviável”, um soco no estômago.
- Estou comendo muitas balas ultimamente, especialmente aquelas de caramelo, que eu adoro. Espero que meu dentista não leia a frase anterior.
- Li “O Grande Gastby”, do maravilhoso Scott Fitzgerald. Nunca tinha pensado, mas Fitzgerald é o meu Woody Allen da literatura: nem todas as suas obras são boas, as histórias são (quase) sempre em NY, o ambiente é cosmopolita, com muito jazz e álcool.
- tenho que escrever para o Tudo de Blog sobre um caso: se o meu namorado me trocasse por um outro garoto, o que eu faria.
Vou falar rapidamente. Acho que eu me sentiria uma...cobaia.
E sim, acho que é pior meu namorado me trocar por um garoto do que por uma garota, mas opinar sobre isso é algo extremamente genérico. Porque, na realidade, considero que algumas circunstâncias sejam muito piores do que a “troca de gêneros” em si: se o meu namorado me trocasse pela minha pior inimiga ou alguém que eu nunca imaginasse, aí sim, seria o fim. Mas na realidade é o nosso orgulho ferido que dói mais, muitas vezes nem é o amor que sentimos. É o sentimento de posse que acaba – descobrimos que nosso namorado não é nosso! Ele é livre também.
Algumas frases ditas por pessoas que conheço são marcantes para mim:
- Uma vez o Junior (do Sandy e Junior) disse à Marília Gabriela o porquê de ele não trair a namorada, ainda que tenha milhares de pessoas (interessantes) que dão em cima dele: o respeito. Se você respeita seu parceiro, você não trai. A gente raciocina diante de uma “tentação”, entende? Pensa antes de fazer: pensa na pessoa que ama, no que já passaram juntos...é igual você desrespeitar seus pais. Até dá vontade, mas sabe que ser honesto é bem melhor.
- a Mariana Dolche (que era da minha sala) disse que preferia namorar a curtir a vida. Eu perguntei por quê: “Porque, quando namoramos, cultivamos um relacionamento, conhecemos a pessoa em profundidade”. Se só ficamos, é um beijo e “bau bau”. Não conhecemos a pessoa, apenas a testamos. Tipo um test-drive em vez de comprar o carro logo (uma comparação bizarra, mas válida).
- Preciso comprar meu vestido de formatura! Que cor eu uso?
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Tatiana Aoki
às
12:44
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