segunda-feira, julho 20, 2009

O Fantástico Mundo de Tati

oi Costelinha!


Seguindo a linha do meu post anterior, do fato de minha vida ser um perfeito seriado ou roteiro televisivo, vou confessar a personagem que com certeza é quase uma descrição perfeita de mim:

- Doug Funny. Eu sempre amei o Doug Funny, e nunca soube por quê. Mas hoje sei o motivo: minha vida é praticamente igual à dele, no sentido de que, tudo, absolutamente, tudo, vira algo absolutamente fantástico em minha mente. Assim como o Doug, eu escrevo diário, tenho uma banda favorita, na qual sou alucinada (não, não é os Beets, mas também é uma banda de rock), vivo imaginando situações hilárias que normalmente não seriam.

Comparada às pessoas ditas “normais”, talvez minha imaginação seja fértil demais, e às vezes passa do limite. Não leve pelo duplo sentido porque, juro, imagino coisas totalmente bizarras, assim como o Doug. Apelidos absurdos em pessoas que mal conheço, heróis fantásticos, aventuras em coisas absolutamente cotidianas e tudo o mais. O exemplo a seguir, que descreve o Doug, mostra algo que eu também faria (veio da Wikipédia)

A imaginação de Doug reage a várias situações de sua vida, o ajudando a superar seus medos. Em um episódio, temendo uma visita ao dentista, ele imagina ser um agente secreto ao estilo James Bond, fazendo menção à cena do laser em Goldfinger.

Outro fato comédia é a relação dele com sua irmã, Judy. A minha irmã, Juliana, também possui diversas semelhanças com a irmã do Doug! Não só o nome, mas o comportamento (putz, expus minha irmã também).

Hey, Judy!

Achei que isso fosse coisa de criança (como diria minha mãe, "um dia passa"), mas desde que me conheço por gente eu faço isso.

Já quando era mais nova, eu era idêntica ao Fantástico Mundo de Bob – outro desenho que era viciada.

Minha vida poderia ser chamada de “Fantástica Vida de Tati”.


Eu adoro o Tio Teddy!

Cronologicamente falando, posso me descrever da seguinte forma:

Fantástico Mundo de Bob – Doug Funny – Woody Allen

Acho que me expus demais nesse post. Dei uma de Woody Allen, Doug e Bob ao mesmo tempo.


Olha a cara de indignação do tio Woody!!

segunda-feira, julho 13, 2009

Mudando de casa...Mudança fase 10

Planta de um apartamento japonês...


Só quem muda muito de casa sabe que o quanto é um inferno se mudar. Largamos um monte de coisas (importantíssimas) no caminho, deixando nossos rastros por todos os lugares que passa.

Só que, se fazer mudanças no Brasil é um saco, no Japão é praticamente dar um abraço no capeta.

Porque, não bastasse ter que embalar as coisas, encaixotar e ver a burocracia de saída de residência, ainda tem uma questão que é a pior de todas: o lixo.

Não se pode jogar lixo de qualquer jeito, como se faz no Brasil, e isso é um ponto bom em termos de reciclagem. Porém, quando se tem que jogar coisas como cadeiras, mesas ou algum objeto de porte grande, se prepare: você tem que pagar para jogar fora.

Além disso, as casas japonesas são, em sua grande maioria, minúsculas. E para arrumar as coisas? Sua casa vira de cabeça pra baixo por pelo menos um mês, sendo quase impossível andar sem tropeçar em uma caixa ou coisa que o valha.

P: Por quê a Fase 10 do Título?
R: Coloquei fase10 porque eu já me mudei de casa dez vezes – sendo nove delas nos últimos cinco anos. É claro que, no lado bom da coisa, a gente dá uma selecionada no que presta ou não em nossas vidas – jogando fora coisas que não deveriam fazer mais parte de nossa identidade.

Fiquei pensando no significado da palavra “lar”, cuja simbologia é diferente da de “casa”.

Não sinto que tenho um lar, contudo sei que o meu lar será sempre o meu canto – o local em que fica meu computador, minha agenda, livros, minha garrafinha de água, meus óculos e meu aparelho. Tendo essa zona perto de mim, estou em casa.
....

A música que resume meu estado atual é “Breath Reprise”, do Pink Floyd:

Home, home again
I like to be here when I can
When I come home cold and tired
Its good to warm my bones beside the fire

domingo, julho 05, 2009

Minha vida é um roteiro de seriado? Descrição fiel de uma balada no Japão

A balada por dentro: suor e gente bêbada


Luiz Augusto (ou Goiaba, para os íntimos) já me falou algumas vezes que minha vida parece um seriado de comédia dramática.

Pouca gente sabe que, embora eu goste bastante de escrever roteiros, sou muito preguiçosa para formatá-los de forma que se torne realmente um roteiro no sentido palpável.

Alguém quer ser o diretor do filme da minha vida?

A entrada com um smile: veja como foi divertido!

Fotos da balada by Fabio Yamashitafuji

...

Eis a descrição de uma balada alternativa que fui no sábado:

Na balada, em Nagoya, estava toda a galera que conheço, dos mais variados países e culturas. Parecia uma festa do filme Albergue Espanhol, mas a real é que eu simplesmente odiei tudo aquilo.

Eu, que estava sóbria, fiquei olhando aquele povo bêbado, suado e com cerveja nas mãos. Em seguida, olhei meus pés (todos tinham que entrar descalços) e senti que estavam grudando no chão sujo de cerveja e tudo o mais que você imaginar; depois vi um monte de gente fingindo que estava a-man-do a música eletrônica de baixa qualidade, fechando os olhos e girando a cabeça como se estivessem abduzidos ou em transe.

Um amigo meu, todo suado e fedido, me abraçou, o que gerou uma cara de nojo em minha expressão facial. No entanto, por estar lá pela sétima garrafinha de cerveja, acho que ele não percebeu. Me desvencilhei dele, olhei para os lados e tinha um loiro de 2 metros que mais parecia uma minhocuçu, de tão magro e alto. Ele rebolava feito uma serpente no cio e não tinha a menor noção de seu tamanho colossal.

Eu, com meus 1,54 metro, ficava fugindo da minhoca loira com pés (passei a chamá-lo, mentalmente, de minhoca loira), só que a balada era um pouco menor do que uma sala de estar, e toda hora o maldito aparecia, rebolando e dançando como um boneco de Olinda.

Fiquei com vontade de dar uma bica na minhoca loira, mas me controlei e encostei na parede, só observando a galera. Uma brasileira, que tinha 1,80m e usava um decote que escondia somente o bico de seus seios imensos, estava totalmente bêbada, e dançava até o chão com todos os caras que ela trombava. Detalhe que ela dançava até o chão, como se fosse funk, músicas estilo trance (ou sei lá o que era aquilo).

A brasileira tinha um copo de vinho na mão e, no mesmo instante, pensei:
A bebum vai derrubar esse copo de vidro em alguém...

Ela sacudia, era vinho pra lá e pra cá, e pimba! Não é que ela derrubou tudo em mim e no meu amigo?

Meus pés, que já estavam grudentos, ficaram mais nojentos ainda. Meu amigo, em uma fala lenta e de bêbado, diz:
- Puuuutaaa que saco, a mina molhou meus pés!

Fiquei quieta, olhei para os lados e vejo uma japonesa liberando geral para um homem do Panamá, que passava a mão por todo seu corpo, enquanto um senhor de 60 anos e de camisa florida, estilo americano que viajou para o Havaí, observava, guloso, a cena.

Abri a porta da balada, para fugir da vertigem que estava vivendo, subi a escadaria e fui respirar um pouco. A polícia, que estava fazendo ronda e pedindo para que todos entrassem na balada, a fim de diminuir o barulho, pediu para eu entrar também. Sentei no meio-fio e não entrei.

Chega meu amigo (amigo?) mexicano, que havia resolvido dar uma volta para fugir do calor e comprar uma cerveja em uma loja de conveniência por perto. Ele pergunta o que eu estava “haciendo”.
- Nada, apenas respirando ar puro. – respondo.

Uma australiana loira e corpulenta, que aparentemente conhece a balada inteira, chega e cumprimenta a todos. Eu, que também a conheço, finjo que não a vi. Mas ela não finge que não me viu e diz:

- Eii (I don’t remember your name), how are you?
- Estou bem – (I don’t remember your name either).
- You look fine – diz ela, tentando ser simpática.

Dou um sorriso mais falso do que o da Nicole Kidman depois de trocentos botox, saio de fininho e pego minha bicicleta, pronta para dar o fora da barca furada. Uma conhecida abre a porta da balada, vê que estou tirando o cadeado da bicicleta e pergunta:
- Ih, já vai?
- Ah, não, só estava mudando minha bike de lugar (mentira 1).
- Ah, pensei que você estava indo. Não vai sem se despedir, hein?
- Claro, claro. (mentira 2)
- Nossa, estou pingando de suor.
- Eu já me refresquei, mas vou ao banheiro no combini (loja de conveniência, em japonês) e já volto. (mentira 3)

Pego minha bike e vou embora de vez.

(gente, esse é o post mais fiel de todos que eu escrevei – escrevi e fiz um ctrl c e ctrl v do meu diário)

domingo, junho 28, 2009

Michael Jackson, três dias depois..


Por coincidência, no dia da morte do Michael Jackson eu estava em Tóquio, sem Internet e qualquer contato com o mundo. No entanto, ao caminhar pelas ruas lotadas da capital japonesa, em todas as lojas que eu passava estava rolando alguma música do “Rei do Pop”. E em todas as capas de jornais e revistas japoneses havia uma foto do MJ estampada na manchete. Aí, eu (juro) pensei:

- O Michael vem para o Japão fazer aquela turnê de 50 shows!

E ficou por isso mesmo, afinal, não tenho a menor vontade de ir ao show de uma estrela que era muito boa no passado, mas que hoje é apenas uma chama que se apagou e se tornou memória nostálgica.

No sábado, estava indo para a estação pegar o trem de volta para Nagoya, e vi um jornal em inglês, cuja manchete era “Michael Jackson is dead”.

Eu, no meio da multidão, dei um grito. Foi um baque tão, mas tão grande, que eu me agachei na prateleira de jornais e comprei o último exemplar do (péssimo) Japan Times, cuja foto de um Michael Jackson branco e raquítico estava estampada.

Inegavelmente talentoso

Tive a fase em que era viciada no Michael Jackson. Lembro que tinha sete anos quando ele veio fazer show no Brasil, em 1993, com a turnê Dangerous. Além do fato de eu não poder ir sozinha ao show, para piorar, meu tio estava com convites para o esse dia histórico, e meus pais não quiseram ir “porque não gostam de multidão”.

Na época fiquei muito triste, e acho que chorei por não estar lá, no meio da galera, cantando Black or White e Bad, minhas músicas favoritas na ocasião.

O jeito era acompanhar o show pela TV, o que eu fiz, freneticamente. Ouvi a fita (!) do “Dangerous”, de 1991, até arrebentar. Nem me lembro das faixas, porém eu ouvia e dançava suas músicas sem apertar o Foward no cassete nenhuma vez.

Duas pontuações:
- nos últimos anos, o rei do pop estava inegavelmente decadente: branco e magro como uma aberração, com fala infantil e aparentemente com ausência de distinção entre sonho e realidade. Vide sua casa em “Neverland”, episódios de pedofilia envolvendo sua pessoa, dívidas e gastos sem noção, abuso de remédios, entre outros.


- No entanto, negar seu talento por conta dos fatos presentes é uma aberração maior ainda, ou melhor, é polemizar sem argumentos contundentes. Michael Jackson é um ícone pop em todos os sentidos: dançava como eu nunca vi em minha vida, cantava e compunha, tinha uma aura e um carisma inegáveis. Por exemplo, a Madonna, considerada a “Rainha do Pop”, não chega nem aos pés dele – ela não é carismática, não dança bem e sua voz não é boa. (Que me perdoe seus fãs, mas ela parece bem arrogante, embora, devo admitir, seja uma mulher muito esperta, do ponto de vista da indústria musical). Já o Michael…não sei, ele realmente não pertencia a esse mundo, pertencia à Nerveland. Não acho que alguém que dance e tenha esse talento absurdo desde menino possa pertencer ao planeta Terra.

Me despeço em ritmo de Moonwalk – andando pela Lua…

Esse post está duplicado neste blog e no meu novo blog – Musicritica.com

O novo blog terá conteúdo exclusivamente relacionado à música pop/nem tão pop assim – embora eu tenha recebido sugestões para escrever sobre outros temas, como cinema e podcasts.

Eu ainda não o lancei oficialmente – mas alguém lance um blog oficialmente? Sei lá, sei que ele já está no ar!
Musicrítica

terça-feira, junho 23, 2009

Ao mestre, por tudo

Alice in Chains e professor Alexandre: dois itens que marcaram minha adolescência.


Que bonito que é homenagear nossos tutores. Com certeza o professor que mais me marcou não foi da universidade, nem do Ensino Fundamental, mas do Ensino Médio: professor Alexandre, que dava aulas de Gramática do primeiro ao terceiro ano.

Lembro claramente dele falando da revista Carta Capital (um contraponto à Veja), mostrando que o Google (“Goooo o quê??”, perguntou, com desdenho, o povo da sala) era melhor que o Cadê, e ele falando que não bebia álcool, apenas Fanta, com os amigos.

Além disso, lembro-me do professor Alexandre dizendo que gostava muito de Alice in Chains.

Acho que essas foram as coisas mais marcantes das quais me recordo, mas muito do que ele disse em suas aulas me marca até hoje.

Por quê um professor pode nos deixar tantas marcas? Como uma pessoa pode nos marcar a ponto de, quase dez anos depois, nos lembrarmos de seus trejeitos e suas falas? Sei que, depois de três anos convivendo com o professor Alexandre, muito do que eu pensava e acreditava se modificou. Sempre para melhor, claro.
Por isso que tenho tantas boas lembranças dele – além de sempre me incentivar a fazer algo na área de Humanas, nunca, jamais me decepcionou.

Ao meu mestre favorito.

quinta-feira, junho 18, 2009

Diploma de jornalismo e a desilusão de uma geração



A decisão da não obrigatoriedade do diploma de jornalismo, reiterada pelas excelentíssimas palavras do presidente do Supremo, Gilmar Mendes, me deixou um tanto deprimida ontem, sobretudo pelos comentários na blogosfera.

O problema é, com certeza, mais fundo. Os jornalistas, com seus egos inflados, acham que não precisam se sindicalizar e que, contando com seu individualismo, pensa que “enquanto tenho emprego, estou bem”.

Mas essa visão não é somente de jornalistas. Li um artigo do cientista político japonês-coreano Kang Sang Jung sobre o fato de nossas gerações não mais se unirem porque, em uma sociedade individualista, o problema da precarização das profissões e das condições trabalhistas como um todo não é um problema do sistema que a rege, e sim dos indivíduos que estão na massa precarizada. Baseando-se nisso, se você está subempregado ou desempregado, não é culpa de nada externo, e sim culpa sua mesmo.

A crise econômica mundial, iniciada no segundo semestre de 2008, conseguiu reverter um pouco a situação de colocar o sujeito como culpado por um sistema cuja dimensão é maior, pelo fato de muitos serem demitidos por uma força maior – a crise. Ainda assim, nenhuma mobilização pela mudança dessa estrutura que rege os dias atuais foi realizada.

Por outro lado, as pessoas ditas “privilegiadas”, ou seja, empregadas, com altos salários (ainda que à custa da exploração alheia) e fora desse processo perverso e selvagem, são consideradas melhores e não parte da elite opressora.

Meio complexo para ser explicado em poucos parágrafos, contudo trouxe à tona alguns de nossos conflitos atuais – concretizado pela decadência de uma profissão antes glamourizada pelos holofotes da Globo.

E, para ironizar ainda mais meu dia, assisti um seriado chamado Growing Pains, de 1985, que fala sobre a “família estadunidense perfeita”: todos loiros, saudáveis, apaixonados e sem conflitos profundos. Em um dos episódios, a filha de 13 anos (!) queria ser jornalista, e estava concorrendo a um estágio em um jornal – de verdade. A mãe dela, que também é jornalista, disse apenas para ela ler um livro “Introdução ao Jornalismo”, que a aprendiz entenderia como exercer a profissão. Simples assim.

Nos EUA e em grande parte dos países, sequer existe faculdade de jornalismo – pelo menos todos os estrangeiros que conheço estranham quando eu falo que fiz essa faculdade.
...

Não explicitei minha opinião sobre a obrigatoriedade do diploma para exercer o jornalismo, não é? Pois bem, embora considere que as faculdades de jornalismo não sejam excelência em ensino, acho que todos perdem: a sociedade, por não terem qualquer legitimação sobre o que lêem, e os jornalistas, por motivos claros.

Entretanto, é mais do que natural de que isso acontecesse, em um país cujo presidente do STF diz que ser médico e engenheiro é mais importante do que ser jornalista. E a profissão dele? Que tal se não exigíssemos mais o diploma também? A que profissão ele compararia? Cozinheiro, com certeza não seria.

segunda-feira, junho 15, 2009

Revolução do Blog - O Caso Petrobrás


Sei que muitos leitores não estão interessados no assunto, mas o caso envolvendo os jornalões e o blog da Petrobrás está dando o que falar. Não leio a Folha versão impressa – por razões geograficamente óbvias – mas acompanho o jornal em sua versão online e notei um aumento nas denúncias envolvendo o PT e a estatal Petrobrás.

O mais interessante é ver que o outro lado também está sendo lido e discutido, ou seja, que a Petrobrás está se manifestando em tempo real por meio do seu blog, não precisando enviar explicações via “Painel do Leitor” e ainda esperar que o jornal deixe o outro se manifestar.

O jornal, obviamente do jeito que se encontra, está chegando ao fim. O mesmo não se aplica ao formato revista, porque, querendo ou não, a experiência do usuário é totalmente diferente no caso desta em relação a aquela.

De qualquer forma, considero que o jornal, se não tornar-se analítico e mais aprofundado, simplesmente irá desaparecer. Isso é bem óbvio.

Eu sou macaca velha e amo jornal impresso, sobretudo porque não suporto ler matérias longas no computador.

...

Mas, para não solamente falar mal dos veículos jornalísticos, confesso que, depois de mais de três meses sem ler um jornal de verdade em português, fiquei impressionada com a qualidade dos textos do caderno Aliás, do Estadão.

Um dia, quero escrever como os articulistas daquele caderno.

segunda-feira, junho 08, 2009

O que eu como?

O pão japonês é bem diferente do pão de forma do Brasil...

Minha mãe sempre ri quando eu falo de minha alimentação pra ela – para quem não sabe, faz seis anos mais ou menos que não moro com meus pais.

Quando se mora sozinho, tem que deixar de ser enjoado, aprender a cozinhar e, sim aprender errando.

Me lembro, aos 18 anos, fazendo salsicha pela primeira vez. Eu não sabia que tinha que ferver antes – para quem pensa eu sou alienada, juro que na embalagem não há nada escrito sobre “o modo de fazer” salsicha.

Mesmo depois de anos cozinhando por conta, comendo miojo e misto quente e depois evoluindo um pouco, posso dizer que minha comida é tragável, porém com um defeito: eu sempre como a mesma coisa, e não enjôo.

Acho que posso colocar a lista de alimentos que compõem 90% da comida que consumo:

- pão
- arroz
- queijo
- café
- leite
- maçã
- banana
- presunto (ou algo do gênero)
- alface
- tomate
- balas de caramelo
- abóbora
- pepino
- cebola
- chá verde
- peixe
- sopa em pó

Quando eu faço lista de compras, esses itens sempre estão lá. Mas, não me pergunte por quê, eu sempre esqueço as listas em casa, e chego no mercado sem lista. Claro, por preguiça, compro sempre os mesmos itens. De vez em quando me lembro de comprar algo diferente, porém me limito a comprar os mesmos produtos, só mudando a marca.

Eu sei que variedade é importante, que minha dieta, embora relativamente saudável, carece de alimentos como carne, outros vegetais e etc. Mas acho que desde criança eu não ligo muito em comer as mesmas coisas sempre.

E, sim, me importo com o que eu como – pois meu humor, minha disposição e minha pele estão diretamente relacionados aos alimentos.

Acredito no lema “você é o que você come”, porque, se você consome só junk food, com certeza não liga muito para sua saúde – ou melhor, não liga muito para você.

domingo, maio 31, 2009

Beleza atrasa a vida


Ontem eu resolvi tirar aqueles dias para me embelezar: fiz a unha, me depilei, tirei a sobrancelha de uma maneira apropriada, me maquiei, enfim. Fez a maior diferença, me senti bela e tal, só que demorei exatas 7 horas para terminar tudo.

Não pude deixar de pensar no tempo que gastei fazendo isso, enquanto eu poderia estar lendo um livro, vendo um filme ou qualquer outra coisa mais útil.

Isso não é justo, é um atentando aos direitos iguais entre homens e mulheres! Por que os homens não são obrigados a fazer nada disso, a não ser se barbear de vez em quando – quanto têm tempo?

Os homens também gastam seu tempo inutilmente - seja jogando videogame ou assistindo futebol duas vezes por semana -, porém eles fazem isso porque gostam, e não por pressão da sociedade. Nisso eles estão em larga vantagem em relação às mulheres.

Vamos fazer uma campanha para que, na próxima moda, o legal seja ser natural: sem maquiagem, depilação, unhas feitas ou hidratação capilar? Parece discurso feminista, mas a verdade é que eu realmente não entendo porque ainda temos que fazer determinados sacrifícios e eles não...

Se bem que, no Japão, está começando a rolar uma igualdade - os homens daqui são bem metrossexuais. Não sei o que é pior - homens que mais parecem vindo das cavernas ou aqueles que demoram mais para se arrumar do que mulher se preparando para a balada.

domingo, maio 24, 2009

Em fase de testes e de micos

Estou testando umas coisas novas por aí, por isso ando meio preguiçosa com o meu blog queridinho.

Vou dar uma twittada neste blog, por preguiça de desenvolver um raciocínio lógico.

(Pra mim, o Twitter é isso mesmo: ferramenta para quem não consegue concatenar as ideias, então escreve-as em até 140 caracteres)

- Fui de bicicleta comprar uma impressora, e achei que poderia levar o trambolho na garupa da mesma. Ledo engano: além do mico de ver a caixa cair da bicicleta e vê-la rolando pela rua, tive que voltar e devolver na loja, porque não consegui carrega-la. (Claro que eles não sabem que a impressora rolou ladeira abaixo antes de eu devolve-la)

- Estava na balada, depois de quase um mês sem ir a lugares decentes, quando uma japonesa bêbada dá um pisão no meu pé, depois de tentar me beijar e eu gritar Urusaiii (Que mina chata, em japonês). Foi sem querer que ela pisou no meu pé, eu vi, mas agora estou com um rombo roxo bem na planta do meu pé sofrido.

- Dormi de verdade no metrô e, quando acordei, eu não sabia onde estava. Acho que foi um dos dias que mais fiquei p#### comigo mesma, porque eu levei quase duas horas para chegar em casa, em um trajeto que, se eu não tivesse dormido, levaria 20 minutos.

- Vou sofrer quando voltar ao Brasil, porque lá não existe doce de arroz com feijão, chamado An-moti. O que eu mais gosto é um que tem a massa de arroz com grãos de feijão. Isso mesmo, viu?


Calma, mudanças virão em breve, e espero que todos gostem.
Por isso que eu estou sem inspiração para escrever algo decente aqui.

quarta-feira, maio 20, 2009

A marca da comida


É triste confessar que, dentre as coisas de que mais tenho saudades do Brasil, uma das principais é a comida. Triste porque eu deveria dizer que uma das coisas de que tenho mais saudade são as pessoas, o clima, o trânsito e etc. Porém, acho que quem mora/morou fora sabe o quanto a comida dá saudades.

Uma das primeiras coisas que quero fazer ao chegar no Brasil é comer pizza. Ou melhor, comer queijo, qualquer um.

Eu amo queijo (ao contrário da minha irmã, que odeia), e o queijo japonês (se é que ele existe, creio que 90% seja importado) é caro e artificial. Se você quiser comer um queijo de verdade – tipo minas (que não tem por aqui de jeito nenhum) ou parmesão, prepare-se para pagar uma fortuna. Algo em torno de 15 reais por um pedacinho.

Há sabores que marcam experiências, lembram pessoas e lugares, por isso que dá tanta saudade. Às vezes a gente nem quer sentir o gosto da comida, literalmente, apenas sentir a mesma sensação vivida no momento em que mastigou/bebeu.

Felicidade pela cerveja com batata frita no Happy Hour, pelo pão de queijo com catupiry da padaria, pastel de feira com gosto de trânsito e barulho, banana a preço de banana comprada na pechincha do mercado favorito.

Outra coisa que quero muito fazer é comer Torcida tomando cerveja em uma mesinha de plástico, com marca de cerveja estampada em todos os lugares possíveis.

Eu sinto o cheiro do meu pão – em São Paulo, eu mesma fazia e assava o pão que eu comia –, que eu mastigava lendo jornal, todos os dias.
Ainda faço isso aqui, porém leio um jornal em inglês que parece o site da Reuters versão impressa – Japan Times. Fraco, mas não tenho opções. Como não tenho opções de queijo.

Se nos alimentássemos somente de pílulas, será que teríamos saudades delas? Provavelmente teríamos noção de que temos saudades somente dos fatos gostosos que acompanham as pílulas.

segunda-feira, maio 11, 2009

A garra oriental.

Foto de minha grande amiga Maiko - japonesa que aprende português em uma velocidade surpreendente.

Sabe aquela frase de banheiro – enquanto você está aí cagando, tem um japa estudando?

Pois é, agora que consigo realmente me virar em japonês e tenho uma quantidade razoável de amigos nipônicos, percebo o quanto os malditos são esforçados e correm atrás do que querem.
Explico: um amigo meu, mestiço de japonês e chinês (misture a garra e seriedade japonesa com a destreza chinesa – é a personalidade dele), quer aprender inglês. E o inglês dele é pior do que o meu japonês. Ou seja, ele não consegue entender quase nada.

Enfim, em uma semana, ele resolveu comprar um livro para melhorar e conseguir falar comigo. Ele estuda, duas horas, todos os dias, depois do trabalho. Em casa, sozinho.

Eu, cuja mãe sempre fala o quanto sou esforçada, se estudo três vezes por semana, é muito. Lógico que sempre encontro formas alternativas de estudo, porém fiquei impressionada com a disciplina oriental.

Depois dessa, faço uma pergunta a mim mesma: qual o limite do esforço? Os brasileiros são preguiçosos ou os orientais são esforçados demais?

Será que a frase de banheiro é real?

sexta-feira, maio 01, 2009

Toque de recolher aborrecente

Ilha Solteira - já fui e adoro a cidade

As prefeituras de algumas cidades do interior de São Paulo, mais especificamente Ilha Solteira e Fernandópolis, implantaram o famoso ¨toque de recolher¨ para os adolescentes não ficarem vadiando à noite. Os toques são entre 22h e 23h, dependendo da idade, e quem desrespeitar será punido .

É claro que proibir é sempre mais fácil e paliativo do que educar e explicar as coisas. Simplesmente dizer ¨não¨ e punir é mais simples para os adultos do que educar e explicar as razões de não se fazer besteiras. Porque não é simples convencer a gurizada de que não vale a pena pichar os muros e beber cachaça barata para ficar bêbado.

Afinal, ninguém fica mais comportado ou educado, deixando o vandalismo de lado, simplesmente trancafiado em casa.

Que tal investir em programas culturais, mesmo que à noite? Cinema, teatro, festas culturais, que divirtam e tragam conhecimento? Para isso, a prefeitura não tem verba. Para encher o saco da garotada, ah, isso, eles têm verba e de sobra.


As cidades em questão são geograficamente bem distantes de São Paulo e possuem contextos totalmente diversos dos da capital. Não é perigoso andar na rua à noite e as cidades são BEM quentes, o que dá ainda mais vontade de ficar nas ruas.

...
Para complementar...

Quanto à tal da opressão, muito me lembra o livro que estou lendo, 1984 (George Orwell), que também se assemelha à sociedade japonesa.

Não há crimes, as pessoas vivem em uma sociedade bem controlada e correta, porém fica a questão: os indivíduos não destoam da massa porque não querem e sentem-se confortáveis ou porque têm medo? Medo de serem pegos, de serem presos?

Acho que esse não é o propósito de se educar, certo? Melhor seria se as pessoas não jogassem papel no chão não porque têm medo de levar multa, e sim porque suja a rua. Na verdade é bem simples de se entender que beber cerveja para sentir-se adulto só mostra o quanto você é infantil, porém as pessoas têm a tal da preguiça de refletir sobre seus próprios atos.

segunda-feira, abril 27, 2009

Ordinariamente bonita

Sendo moralista, porém realista...

Ela é linda, maravilhosa, rica, todos querem ser ela.
Todo mundo já teve uma amiga assim, certo? Bem, sinceramente...eu não.

Não existem pessoas perfeitas neste mundo!

Ok, posso estar sendo de certa forma hipócrita, mas dificilmente eu fico com inveja de alguém por ela ser quem ela é.

Inveja é algo impossível de não sentir, contudo eu a sinto de maneira esporádica, não por alguém em si. Pela pessoa itself (nossa, eu detesto usar palavras em inglês, mas é difícil traduzir a expressão para o português) não vale a pena de jeito nenhum. Você só se desgasta e fica mal, sendo que poderia gastar suas energias em outra coisa.

Sim, a sua amiga é linda e rica, mas...é burra que nem uma porta.
*Isso é o fato mais comum, querendo ou não.

Ou...¨nossa, ela é linda, rica e inteligente!¨
* Gente, ser rica não é qualidade da pessoa. É algo externo a ela e, em minha opinião, não necessariamente algo bom. Ainda mais quando se tem menos de 30 anos e não se é artista/famoso (caso de 99,9% das pessoas), dificilmente a garota será rica por méritos próprios.

No entanto, isso é questão de maturidade. Quando somos adolescentes, queremos ser como nossos ídolos, nossos amigos, etc. Depois dos 20 anos, você percebe que isso é uma babaquice - a não ser que você ainda tenha mentalidade de alguém de 13 anos. Porque, quando eu tinha essa idade, me lembro da tal da inveja da amiga linda-querida-inteligente...

E, beleza então, nem se fala. Ela é extremamente subjetiva e calcada em valores culturais.

Por exemplo, eu estava vendo televisão com meu amigo japa e eu disse:
- Nossa, a Alicia Keys é linda, né?
- Afeee, ela é gorda! - ele responde.
- Gorda? Como assim? E a Britney?
- Horrível, já vi ela ao vivo. O cabelo dela é esquisito.

Fiquei pasma com os comentários nonsense dele, mas foi isso mesmo. Acho que ele disse que a Salma Hayek era bonita, algo assim.

Outra: tenho uma amiga aqui que é padrão ocidental de beleza, e linda. Os brasileiros e os gringos também a consideram muito bela. Porém, os japoneses...acham ela ¨areia demais para o caminhãozinho¨(leia-se gorda e alta demais).

Algumas famosas que parecem bem próximas da perfeição - por isso, deve ser difícil ser amiga delas:
- Fernanda Lima - é linda demais da conta, parece super zen e compenetrada
- Natalie Portman - linda e mega inteligente (fez Harvard, se bem que isso não significa graaaandes coisa)

quarta-feira, abril 22, 2009

Saudade do meu iPod de 2g...


Os geeks e amantes das inovações do iPod que me perdoem, mas estou morrendo de saudades do meu bom e velho iPod 2g.

Sim, para quem não sabe, furtaram meu iPod no Japão e tive que comprar um iPod quarta geração.

(Sim, isso mesmo: furtaram meu iPod aqui no Japão. E foi um japonês, porque onde eu moro não tem brasileiros)

Enfim, por este motivo - e não porque eu queria um iPod novo ou qualquer coisa do gênero - comprei um novo. De 16g, para apelar mesmo e não sentir necessidade alguma de tirar músicas por falta de espaço.
Ok - na verdade eu comprei de 16 g porque não havia opções além de 8 e 16 gigas. E a diferença de preço entre os dois era ínfima.

Mas vamos aos poréns:

- Meu Click Wheel (aquela bolinha no meio do iPod que gira) não funciona direito. É mais sensível do que o da geração anterior e, por isso, qualquer pequeno movimento já o faz aumentar de volume, mudar a música, entre outros.

- Quando ouvimos a música, o álbum não fica aparecendo na tela. Pô, eu, que tenho a discografia dos Pretenders e não conheço a banda direito, quero ver de qual álbum é a música que estou ouvindo. E, por enquanto, não descobri como fazer isso.
*Alguém sabe?

- Muito espaço para músicas acaba virando uma confusão, sobretudo para quem (como eu) que morre de preguiça de fazer Playlists para todas as ocasiões. Por exemplo: às vezes eu estou toda feliz andando de bike e começa a tocar uma música depressiva do Radiohead. Na hora, eu penso: por que eu não fiz a maldita Playlist para os dias tristes?

- Não havia opções para um iPod Nano com menos de 8G. Como assim, minha gente? Antes, era possível comprar um iPod Nano de 2, 4, 8Gigas. E, agora, só de 8 em diante, com uma diferença ínfima de preço entre os dois modelos? Se eu quiser pagar menos, tenho que comprar o tosco do Shuffle, que nem tela tem?

- Design: nem sempre um iPod finíssimo é melhor para o uso. Esse iPod Nano é tão, mas tão fino, que dá medo de segurar. Eu havia comprado uma capinha de espessura normal, mas achei que não era o suficiente - e tive de comprar outra, mais grossa.
Ok, quando eu comprei o anterior eu reclamei à beça, e depois passei a amá-lo. Mas a quantidade de pessoas reclamando na web sobre os mesmos assuntos é absurda!

Antes de gastar seu dinheirinho em um iPod, pense antes, porque é certeza que terá algum tipo de dor de cabeça ou dúvidas inimagináveis...

Essa foi uma pequena pesquisa que fiz nos fóruns:

Meu Click Wheel não funciona

Meu Click Wheel não funciona - Fórum Apple
Problema com o Click Wheel
Scroll do Ipod
Pulando músicas no iPod


Pô, agora que eu vi: minha postagem anterior foi a 400! Caraca...

segunda-feira, abril 20, 2009

Baratas Tontas

Eu, com minha mania absurda de navegar sem rumo pelo cyberespaço, descobri uma página que contém muitos dos sites que frequento.

Lá estão, de uma só vez, sites de notícias, de relacionamento, sites de compartilhamento (eee), entre muitos outros populares na rede.

A construção foi feita por japoneses, mas o site está em inglês.

mais interessante é visualizar todos esses links como uma linha de metrô, bifurcando-se de acordo com o gênero do site - e cruzando, é claro, como toda rede complexa de conteúdos.

Na verdade a ideia de simular quaisquer redes - seja de sites, gêneros musicais (como feito pela revista Superinteressante) e outros - usando mapas de linhas de metrô é um pouco batida.



Mas uma coisa é simular a rede de metrô de São Paulo. Outra, é fazer uma rede como a do metrô de Tóquio (abaixo).


Pra quem achava que o metrô de São Paulo era confuso, imagina se perder num desses aí. Quando eu cheguei no Japão, quase surtei pela quantidade de pessoas (meio parecidas, diga-se de passagem) andando para lá e para cá, todas sabendo exatamente para onde ir.

Se eu não tivesse um guia em Tóquio, acho que teria perdido muito dinheiro por perder o horário do trem...

quarta-feira, abril 15, 2009

Minha avó, meus pés e os dinossauros

Acho que, se eu pudesse voltar ao passado, seria para consertar meu futuro. Então, considerando que hoje sofro sequelas por ter exagerado no passado, mudaria o seguinte:
Não teria jogado futebol e feito tae-kwon-do, ao mesmo tempo, por dois anos seguidos.
Isso deixou meus pés todo esfolados, calejados, ossudos, e com sequelas.

Por exemplo, eu não posso mais jogar futebol, porque meu tornozelo dói. Exagerei por um tempo, agora nunca mais poderei usar chuteiras - ou dar chutes de tae-kwon-do.

Ok, eles sempre foram feios, mas ficaram piores depois que pratiquei esportes que usam praticamente só os pés.
....
Mas, se fosse algum passado no estilo ¨máquina do tempo¨, acho que voltaria a algum tempo bem remoto, como a época dos dinossauros. Será que eles eram iguais aos do filme Parque dos Dinossauros? Grandes mesmo? Será que realmente existiram? Porém acho que não conseguiria sair viva da pré-história para voltar ao presente e dizer o que achei. Err. Seria um atestado de suicídio.

Eu morro de aflição dessa cena

Ou, para finalizar, voltaria ao ano de 1995 e teria uma conversa com minha avó, que faleceu quando eu tinha nove anos. Queria conversar com a idade que tenho agora, sem o pensamento de uma criança, e ver o que ela pensa da vida. Ia ser bacana.
...
Colocando a nostalgia de lado, vamos ver...se eu acordasse com 30 anos.
Não vai demorar muito – daqui a exatos sete anos.
Eu quero estar aprimorada no que invisto agora. Ponto.

E não quero ler isso daqui a sete anos.


domingo, abril 12, 2009

Sai maldição?



Fazer um Brilho Eterno de uma mente sem lembranças pode ser recomendável a curto prazo se queremos esquecer alguém.

Para esquecer ex, existem três fórmulas básicas, cujos termos foram inventados por mim:

1) distância física
2)distância efetiva
3)conhecendo o mundo.

A primeira é fácil. Simplesmente fuja de seu ex - não frequente os mesmos lugares que ele, não tenha mais o telefone, email, ou qualquer forma de contato do garoto.

Distância efetiva: bom, de nada adianta você deletar o ex do celular e não frequentar o mesmo círculo de amigos se você continua fuçando (e vigiando) o Orkut dele com seu perfil fake.
A distância efetiva é você largar o vício maldito de vigiá-lo sem o consentimento do cara.

Se continua perguntando para a amiga se o viu na festa, o vigia pela internet ou pratica qualquer forma mascarada de vigilância, você nunca conseguirá esquecê-lo.

E, por último, a fórmula menos dolorida de todas: saia e conheça o mundo! Você acha seu ex insubstituível? Acho que você falou isso do seu antigo ex, não? Quem era mesmo ele?

...
Ps: nenhuma dessas fórmulas funcionam se você simplesmente não quer esquecer seu ex, porque acha que ainda tem chances de reatar.

Ps2: esse post é para o Tudo de Blog. Não necessariamente se aplica à minha vida.

quinta-feira, abril 09, 2009

A boa alienação.

O BBB acabou na terça à noite (quarta de manhã, por aqui). E eu não sei absolutamente nada sobre o programa. Juro, vejo toda hora em sites de notícia manchetes como ¨a mais lida¨ e tal, mas não tenho nenhum interesse em saber sobre isso.

É bom saber que não perdi meu tempo discutindo quem vai ganhar o BBB, quem da casa é o mais falso, se cicrana já posou nua e etc.

Fico feliz que isso tenha acontecido porque, sinceramente, sou o tipo de pessoa que gosta de ter controle total sobre minha vida. Não gosto de me sentir tentada a assistir lixos televisivos ou a ler sites de fofocas. Por isso também que evito jogar videogame, fuçar no Orkut e usar o MSN inutilmente.

Concordo que abstração é bom, em certo sentido, porém já sou viciada em música – fato que consome grande parte de meu tempo livre na internet.

Sou daquelas que fica 3, 4, 5 horas procurando músicas na Internet. Às vezes nem eu acredito, porém quando olho o relógio na lateral do meu computador...tarde demais, esqueci completamente o que eu ia fazer na web.

Por isso, normalmente eu já tiro parte do meu final de semana para fazer isso. Faz uns 10 anos que adotei essa prática de desejar ouvir determinados álbuns, procurar até achar e...bom, acho que todos sabem como se faz.

....

Mudando de assunto: finalmente o Japão esquentou. Sentir um calor de 20 graus, não precisar mais ligar o aquecedor e ter que tapar o sol com as mãos são sensações muito boas.

E percebi também um movimento fashionista bizarro: enquanto eu comecei a usar saias, as japonesas começaram a usar calças. Sim, aqui é exatamente o contrário: inverno e outono – saia curta e tudo mais; verão e primavera – calça e tudo o que puder para fugir do sol.

sábado, abril 04, 2009

Indo embora e voltando

Agora que minha temporada no Japão está acabando, vou divulgar uma lista tosca que fiz com os Cds que me marcaram durante esse tempo na terra do sol nascente.

Depois vou fazer o saldo básico de minha estadia aqui, mas não agora. Estou super ocupada arrumando minhas coisas.

Mas antes, vamos lá:

2008:
- Agosto- MGMT - Oracular Spetacular


- Setembro - Jimmy Eat World - Futures



- Outubro - The Verve - The Forth


- Novembro - Oasis - Dig out your soul


- Dezembro - Molotov - Apocalipshit



2009:
- Janeiro - Pink - Funhouse e The Killers - Day & Age


- Fevereiro - B52´s - Time Capsule e Franz Ferdinand - Tonight



- Março - Lilly Allen - It's not me, it's you e Kings of Leon - Only by the Night




- Abril - Pink Floyd - The Piper at the Gates of Dawn e O Rappa - 7 vezes




Em abril...vamos ver, não estou viciada em nenhum CD até o momento. O ruim é que, depois que eu voltar, não vou poder ouvir estas músicas sem sentir um aperto no coração.

E vocês? Têm músicas que marcam de um jeito absurdo? Acho que todo mundo...