domingo, junho 28, 2009

Michael Jackson, três dias depois..


Por coincidência, no dia da morte do Michael Jackson eu estava em Tóquio, sem Internet e qualquer contato com o mundo. No entanto, ao caminhar pelas ruas lotadas da capital japonesa, em todas as lojas que eu passava estava rolando alguma música do “Rei do Pop”. E em todas as capas de jornais e revistas japoneses havia uma foto do MJ estampada na manchete. Aí, eu (juro) pensei:

- O Michael vem para o Japão fazer aquela turnê de 50 shows!

E ficou por isso mesmo, afinal, não tenho a menor vontade de ir ao show de uma estrela que era muito boa no passado, mas que hoje é apenas uma chama que se apagou e se tornou memória nostálgica.

No sábado, estava indo para a estação pegar o trem de volta para Nagoya, e vi um jornal em inglês, cuja manchete era “Michael Jackson is dead”.

Eu, no meio da multidão, dei um grito. Foi um baque tão, mas tão grande, que eu me agachei na prateleira de jornais e comprei o último exemplar do (péssimo) Japan Times, cuja foto de um Michael Jackson branco e raquítico estava estampada.

Inegavelmente talentoso

Tive a fase em que era viciada no Michael Jackson. Lembro que tinha sete anos quando ele veio fazer show no Brasil, em 1993, com a turnê Dangerous. Além do fato de eu não poder ir sozinha ao show, para piorar, meu tio estava com convites para o esse dia histórico, e meus pais não quiseram ir “porque não gostam de multidão”.

Na época fiquei muito triste, e acho que chorei por não estar lá, no meio da galera, cantando Black or White e Bad, minhas músicas favoritas na ocasião.

O jeito era acompanhar o show pela TV, o que eu fiz, freneticamente. Ouvi a fita (!) do “Dangerous”, de 1991, até arrebentar. Nem me lembro das faixas, porém eu ouvia e dançava suas músicas sem apertar o Foward no cassete nenhuma vez.

Duas pontuações:
- nos últimos anos, o rei do pop estava inegavelmente decadente: branco e magro como uma aberração, com fala infantil e aparentemente com ausência de distinção entre sonho e realidade. Vide sua casa em “Neverland”, episódios de pedofilia envolvendo sua pessoa, dívidas e gastos sem noção, abuso de remédios, entre outros.


- No entanto, negar seu talento por conta dos fatos presentes é uma aberração maior ainda, ou melhor, é polemizar sem argumentos contundentes. Michael Jackson é um ícone pop em todos os sentidos: dançava como eu nunca vi em minha vida, cantava e compunha, tinha uma aura e um carisma inegáveis. Por exemplo, a Madonna, considerada a “Rainha do Pop”, não chega nem aos pés dele – ela não é carismática, não dança bem e sua voz não é boa. (Que me perdoe seus fãs, mas ela parece bem arrogante, embora, devo admitir, seja uma mulher muito esperta, do ponto de vista da indústria musical). Já o Michael…não sei, ele realmente não pertencia a esse mundo, pertencia à Nerveland. Não acho que alguém que dance e tenha esse talento absurdo desde menino possa pertencer ao planeta Terra.

Me despeço em ritmo de Moonwalk – andando pela Lua…

Esse post está duplicado neste blog e no meu novo blog – Musicritica.com

O novo blog terá conteúdo exclusivamente relacionado à música pop/nem tão pop assim – embora eu tenha recebido sugestões para escrever sobre outros temas, como cinema e podcasts.

Eu ainda não o lancei oficialmente – mas alguém lance um blog oficialmente? Sei lá, sei que ele já está no ar!
Musicrítica

terça-feira, junho 23, 2009

Ao mestre, por tudo

Alice in Chains e professor Alexandre: dois itens que marcaram minha adolescência.


Que bonito que é homenagear nossos tutores. Com certeza o professor que mais me marcou não foi da universidade, nem do Ensino Fundamental, mas do Ensino Médio: professor Alexandre, que dava aulas de Gramática do primeiro ao terceiro ano.

Lembro claramente dele falando da revista Carta Capital (um contraponto à Veja), mostrando que o Google (“Goooo o quê??”, perguntou, com desdenho, o povo da sala) era melhor que o Cadê, e ele falando que não bebia álcool, apenas Fanta, com os amigos.

Além disso, lembro-me do professor Alexandre dizendo que gostava muito de Alice in Chains.

Acho que essas foram as coisas mais marcantes das quais me recordo, mas muito do que ele disse em suas aulas me marca até hoje.

Por quê um professor pode nos deixar tantas marcas? Como uma pessoa pode nos marcar a ponto de, quase dez anos depois, nos lembrarmos de seus trejeitos e suas falas? Sei que, depois de três anos convivendo com o professor Alexandre, muito do que eu pensava e acreditava se modificou. Sempre para melhor, claro.
Por isso que tenho tantas boas lembranças dele – além de sempre me incentivar a fazer algo na área de Humanas, nunca, jamais me decepcionou.

Ao meu mestre favorito.

quinta-feira, junho 18, 2009

Diploma de jornalismo e a desilusão de uma geração



A decisão da não obrigatoriedade do diploma de jornalismo, reiterada pelas excelentíssimas palavras do presidente do Supremo, Gilmar Mendes, me deixou um tanto deprimida ontem, sobretudo pelos comentários na blogosfera.

O problema é, com certeza, mais fundo. Os jornalistas, com seus egos inflados, acham que não precisam se sindicalizar e que, contando com seu individualismo, pensa que “enquanto tenho emprego, estou bem”.

Mas essa visão não é somente de jornalistas. Li um artigo do cientista político japonês-coreano Kang Sang Jung sobre o fato de nossas gerações não mais se unirem porque, em uma sociedade individualista, o problema da precarização das profissões e das condições trabalhistas como um todo não é um problema do sistema que a rege, e sim dos indivíduos que estão na massa precarizada. Baseando-se nisso, se você está subempregado ou desempregado, não é culpa de nada externo, e sim culpa sua mesmo.

A crise econômica mundial, iniciada no segundo semestre de 2008, conseguiu reverter um pouco a situação de colocar o sujeito como culpado por um sistema cuja dimensão é maior, pelo fato de muitos serem demitidos por uma força maior – a crise. Ainda assim, nenhuma mobilização pela mudança dessa estrutura que rege os dias atuais foi realizada.

Por outro lado, as pessoas ditas “privilegiadas”, ou seja, empregadas, com altos salários (ainda que à custa da exploração alheia) e fora desse processo perverso e selvagem, são consideradas melhores e não parte da elite opressora.

Meio complexo para ser explicado em poucos parágrafos, contudo trouxe à tona alguns de nossos conflitos atuais – concretizado pela decadência de uma profissão antes glamourizada pelos holofotes da Globo.

E, para ironizar ainda mais meu dia, assisti um seriado chamado Growing Pains, de 1985, que fala sobre a “família estadunidense perfeita”: todos loiros, saudáveis, apaixonados e sem conflitos profundos. Em um dos episódios, a filha de 13 anos (!) queria ser jornalista, e estava concorrendo a um estágio em um jornal – de verdade. A mãe dela, que também é jornalista, disse apenas para ela ler um livro “Introdução ao Jornalismo”, que a aprendiz entenderia como exercer a profissão. Simples assim.

Nos EUA e em grande parte dos países, sequer existe faculdade de jornalismo – pelo menos todos os estrangeiros que conheço estranham quando eu falo que fiz essa faculdade.
...

Não explicitei minha opinião sobre a obrigatoriedade do diploma para exercer o jornalismo, não é? Pois bem, embora considere que as faculdades de jornalismo não sejam excelência em ensino, acho que todos perdem: a sociedade, por não terem qualquer legitimação sobre o que lêem, e os jornalistas, por motivos claros.

Entretanto, é mais do que natural de que isso acontecesse, em um país cujo presidente do STF diz que ser médico e engenheiro é mais importante do que ser jornalista. E a profissão dele? Que tal se não exigíssemos mais o diploma também? A que profissão ele compararia? Cozinheiro, com certeza não seria.

segunda-feira, junho 15, 2009

Revolução do Blog - O Caso Petrobrás


Sei que muitos leitores não estão interessados no assunto, mas o caso envolvendo os jornalões e o blog da Petrobrás está dando o que falar. Não leio a Folha versão impressa – por razões geograficamente óbvias – mas acompanho o jornal em sua versão online e notei um aumento nas denúncias envolvendo o PT e a estatal Petrobrás.

O mais interessante é ver que o outro lado também está sendo lido e discutido, ou seja, que a Petrobrás está se manifestando em tempo real por meio do seu blog, não precisando enviar explicações via “Painel do Leitor” e ainda esperar que o jornal deixe o outro se manifestar.

O jornal, obviamente do jeito que se encontra, está chegando ao fim. O mesmo não se aplica ao formato revista, porque, querendo ou não, a experiência do usuário é totalmente diferente no caso desta em relação a aquela.

De qualquer forma, considero que o jornal, se não tornar-se analítico e mais aprofundado, simplesmente irá desaparecer. Isso é bem óbvio.

Eu sou macaca velha e amo jornal impresso, sobretudo porque não suporto ler matérias longas no computador.

...

Mas, para não solamente falar mal dos veículos jornalísticos, confesso que, depois de mais de três meses sem ler um jornal de verdade em português, fiquei impressionada com a qualidade dos textos do caderno Aliás, do Estadão.

Um dia, quero escrever como os articulistas daquele caderno.

segunda-feira, junho 08, 2009

O que eu como?

O pão japonês é bem diferente do pão de forma do Brasil...

Minha mãe sempre ri quando eu falo de minha alimentação pra ela – para quem não sabe, faz seis anos mais ou menos que não moro com meus pais.

Quando se mora sozinho, tem que deixar de ser enjoado, aprender a cozinhar e, sim aprender errando.

Me lembro, aos 18 anos, fazendo salsicha pela primeira vez. Eu não sabia que tinha que ferver antes – para quem pensa eu sou alienada, juro que na embalagem não há nada escrito sobre “o modo de fazer” salsicha.

Mesmo depois de anos cozinhando por conta, comendo miojo e misto quente e depois evoluindo um pouco, posso dizer que minha comida é tragável, porém com um defeito: eu sempre como a mesma coisa, e não enjôo.

Acho que posso colocar a lista de alimentos que compõem 90% da comida que consumo:

- pão
- arroz
- queijo
- café
- leite
- maçã
- banana
- presunto (ou algo do gênero)
- alface
- tomate
- balas de caramelo
- abóbora
- pepino
- cebola
- chá verde
- peixe
- sopa em pó

Quando eu faço lista de compras, esses itens sempre estão lá. Mas, não me pergunte por quê, eu sempre esqueço as listas em casa, e chego no mercado sem lista. Claro, por preguiça, compro sempre os mesmos itens. De vez em quando me lembro de comprar algo diferente, porém me limito a comprar os mesmos produtos, só mudando a marca.

Eu sei que variedade é importante, que minha dieta, embora relativamente saudável, carece de alimentos como carne, outros vegetais e etc. Mas acho que desde criança eu não ligo muito em comer as mesmas coisas sempre.

E, sim, me importo com o que eu como – pois meu humor, minha disposição e minha pele estão diretamente relacionados aos alimentos.

Acredito no lema “você é o que você come”, porque, se você consome só junk food, com certeza não liga muito para sua saúde – ou melhor, não liga muito para você.

domingo, maio 31, 2009

Beleza atrasa a vida


Ontem eu resolvi tirar aqueles dias para me embelezar: fiz a unha, me depilei, tirei a sobrancelha de uma maneira apropriada, me maquiei, enfim. Fez a maior diferença, me senti bela e tal, só que demorei exatas 7 horas para terminar tudo.

Não pude deixar de pensar no tempo que gastei fazendo isso, enquanto eu poderia estar lendo um livro, vendo um filme ou qualquer outra coisa mais útil.

Isso não é justo, é um atentando aos direitos iguais entre homens e mulheres! Por que os homens não são obrigados a fazer nada disso, a não ser se barbear de vez em quando – quanto têm tempo?

Os homens também gastam seu tempo inutilmente - seja jogando videogame ou assistindo futebol duas vezes por semana -, porém eles fazem isso porque gostam, e não por pressão da sociedade. Nisso eles estão em larga vantagem em relação às mulheres.

Vamos fazer uma campanha para que, na próxima moda, o legal seja ser natural: sem maquiagem, depilação, unhas feitas ou hidratação capilar? Parece discurso feminista, mas a verdade é que eu realmente não entendo porque ainda temos que fazer determinados sacrifícios e eles não...

Se bem que, no Japão, está começando a rolar uma igualdade - os homens daqui são bem metrossexuais. Não sei o que é pior - homens que mais parecem vindo das cavernas ou aqueles que demoram mais para se arrumar do que mulher se preparando para a balada.

domingo, maio 24, 2009

Em fase de testes e de micos

Estou testando umas coisas novas por aí, por isso ando meio preguiçosa com o meu blog queridinho.

Vou dar uma twittada neste blog, por preguiça de desenvolver um raciocínio lógico.

(Pra mim, o Twitter é isso mesmo: ferramenta para quem não consegue concatenar as ideias, então escreve-as em até 140 caracteres)

- Fui de bicicleta comprar uma impressora, e achei que poderia levar o trambolho na garupa da mesma. Ledo engano: além do mico de ver a caixa cair da bicicleta e vê-la rolando pela rua, tive que voltar e devolver na loja, porque não consegui carrega-la. (Claro que eles não sabem que a impressora rolou ladeira abaixo antes de eu devolve-la)

- Estava na balada, depois de quase um mês sem ir a lugares decentes, quando uma japonesa bêbada dá um pisão no meu pé, depois de tentar me beijar e eu gritar Urusaiii (Que mina chata, em japonês). Foi sem querer que ela pisou no meu pé, eu vi, mas agora estou com um rombo roxo bem na planta do meu pé sofrido.

- Dormi de verdade no metrô e, quando acordei, eu não sabia onde estava. Acho que foi um dos dias que mais fiquei p#### comigo mesma, porque eu levei quase duas horas para chegar em casa, em um trajeto que, se eu não tivesse dormido, levaria 20 minutos.

- Vou sofrer quando voltar ao Brasil, porque lá não existe doce de arroz com feijão, chamado An-moti. O que eu mais gosto é um que tem a massa de arroz com grãos de feijão. Isso mesmo, viu?


Calma, mudanças virão em breve, e espero que todos gostem.
Por isso que eu estou sem inspiração para escrever algo decente aqui.

quarta-feira, maio 20, 2009

A marca da comida


É triste confessar que, dentre as coisas de que mais tenho saudades do Brasil, uma das principais é a comida. Triste porque eu deveria dizer que uma das coisas de que tenho mais saudade são as pessoas, o clima, o trânsito e etc. Porém, acho que quem mora/morou fora sabe o quanto a comida dá saudades.

Uma das primeiras coisas que quero fazer ao chegar no Brasil é comer pizza. Ou melhor, comer queijo, qualquer um.

Eu amo queijo (ao contrário da minha irmã, que odeia), e o queijo japonês (se é que ele existe, creio que 90% seja importado) é caro e artificial. Se você quiser comer um queijo de verdade – tipo minas (que não tem por aqui de jeito nenhum) ou parmesão, prepare-se para pagar uma fortuna. Algo em torno de 15 reais por um pedacinho.

Há sabores que marcam experiências, lembram pessoas e lugares, por isso que dá tanta saudade. Às vezes a gente nem quer sentir o gosto da comida, literalmente, apenas sentir a mesma sensação vivida no momento em que mastigou/bebeu.

Felicidade pela cerveja com batata frita no Happy Hour, pelo pão de queijo com catupiry da padaria, pastel de feira com gosto de trânsito e barulho, banana a preço de banana comprada na pechincha do mercado favorito.

Outra coisa que quero muito fazer é comer Torcida tomando cerveja em uma mesinha de plástico, com marca de cerveja estampada em todos os lugares possíveis.

Eu sinto o cheiro do meu pão – em São Paulo, eu mesma fazia e assava o pão que eu comia –, que eu mastigava lendo jornal, todos os dias.
Ainda faço isso aqui, porém leio um jornal em inglês que parece o site da Reuters versão impressa – Japan Times. Fraco, mas não tenho opções. Como não tenho opções de queijo.

Se nos alimentássemos somente de pílulas, será que teríamos saudades delas? Provavelmente teríamos noção de que temos saudades somente dos fatos gostosos que acompanham as pílulas.

segunda-feira, maio 11, 2009

A garra oriental.

Foto de minha grande amiga Maiko - japonesa que aprende português em uma velocidade surpreendente.

Sabe aquela frase de banheiro – enquanto você está aí cagando, tem um japa estudando?

Pois é, agora que consigo realmente me virar em japonês e tenho uma quantidade razoável de amigos nipônicos, percebo o quanto os malditos são esforçados e correm atrás do que querem.
Explico: um amigo meu, mestiço de japonês e chinês (misture a garra e seriedade japonesa com a destreza chinesa – é a personalidade dele), quer aprender inglês. E o inglês dele é pior do que o meu japonês. Ou seja, ele não consegue entender quase nada.

Enfim, em uma semana, ele resolveu comprar um livro para melhorar e conseguir falar comigo. Ele estuda, duas horas, todos os dias, depois do trabalho. Em casa, sozinho.

Eu, cuja mãe sempre fala o quanto sou esforçada, se estudo três vezes por semana, é muito. Lógico que sempre encontro formas alternativas de estudo, porém fiquei impressionada com a disciplina oriental.

Depois dessa, faço uma pergunta a mim mesma: qual o limite do esforço? Os brasileiros são preguiçosos ou os orientais são esforçados demais?

Será que a frase de banheiro é real?

sexta-feira, maio 01, 2009

Toque de recolher aborrecente

Ilha Solteira - já fui e adoro a cidade

As prefeituras de algumas cidades do interior de São Paulo, mais especificamente Ilha Solteira e Fernandópolis, implantaram o famoso ¨toque de recolher¨ para os adolescentes não ficarem vadiando à noite. Os toques são entre 22h e 23h, dependendo da idade, e quem desrespeitar será punido .

É claro que proibir é sempre mais fácil e paliativo do que educar e explicar as coisas. Simplesmente dizer ¨não¨ e punir é mais simples para os adultos do que educar e explicar as razões de não se fazer besteiras. Porque não é simples convencer a gurizada de que não vale a pena pichar os muros e beber cachaça barata para ficar bêbado.

Afinal, ninguém fica mais comportado ou educado, deixando o vandalismo de lado, simplesmente trancafiado em casa.

Que tal investir em programas culturais, mesmo que à noite? Cinema, teatro, festas culturais, que divirtam e tragam conhecimento? Para isso, a prefeitura não tem verba. Para encher o saco da garotada, ah, isso, eles têm verba e de sobra.


As cidades em questão são geograficamente bem distantes de São Paulo e possuem contextos totalmente diversos dos da capital. Não é perigoso andar na rua à noite e as cidades são BEM quentes, o que dá ainda mais vontade de ficar nas ruas.

...
Para complementar...

Quanto à tal da opressão, muito me lembra o livro que estou lendo, 1984 (George Orwell), que também se assemelha à sociedade japonesa.

Não há crimes, as pessoas vivem em uma sociedade bem controlada e correta, porém fica a questão: os indivíduos não destoam da massa porque não querem e sentem-se confortáveis ou porque têm medo? Medo de serem pegos, de serem presos?

Acho que esse não é o propósito de se educar, certo? Melhor seria se as pessoas não jogassem papel no chão não porque têm medo de levar multa, e sim porque suja a rua. Na verdade é bem simples de se entender que beber cerveja para sentir-se adulto só mostra o quanto você é infantil, porém as pessoas têm a tal da preguiça de refletir sobre seus próprios atos.

segunda-feira, abril 27, 2009

Ordinariamente bonita

Sendo moralista, porém realista...

Ela é linda, maravilhosa, rica, todos querem ser ela.
Todo mundo já teve uma amiga assim, certo? Bem, sinceramente...eu não.

Não existem pessoas perfeitas neste mundo!

Ok, posso estar sendo de certa forma hipócrita, mas dificilmente eu fico com inveja de alguém por ela ser quem ela é.

Inveja é algo impossível de não sentir, contudo eu a sinto de maneira esporádica, não por alguém em si. Pela pessoa itself (nossa, eu detesto usar palavras em inglês, mas é difícil traduzir a expressão para o português) não vale a pena de jeito nenhum. Você só se desgasta e fica mal, sendo que poderia gastar suas energias em outra coisa.

Sim, a sua amiga é linda e rica, mas...é burra que nem uma porta.
*Isso é o fato mais comum, querendo ou não.

Ou...¨nossa, ela é linda, rica e inteligente!¨
* Gente, ser rica não é qualidade da pessoa. É algo externo a ela e, em minha opinião, não necessariamente algo bom. Ainda mais quando se tem menos de 30 anos e não se é artista/famoso (caso de 99,9% das pessoas), dificilmente a garota será rica por méritos próprios.

No entanto, isso é questão de maturidade. Quando somos adolescentes, queremos ser como nossos ídolos, nossos amigos, etc. Depois dos 20 anos, você percebe que isso é uma babaquice - a não ser que você ainda tenha mentalidade de alguém de 13 anos. Porque, quando eu tinha essa idade, me lembro da tal da inveja da amiga linda-querida-inteligente...

E, beleza então, nem se fala. Ela é extremamente subjetiva e calcada em valores culturais.

Por exemplo, eu estava vendo televisão com meu amigo japa e eu disse:
- Nossa, a Alicia Keys é linda, né?
- Afeee, ela é gorda! - ele responde.
- Gorda? Como assim? E a Britney?
- Horrível, já vi ela ao vivo. O cabelo dela é esquisito.

Fiquei pasma com os comentários nonsense dele, mas foi isso mesmo. Acho que ele disse que a Salma Hayek era bonita, algo assim.

Outra: tenho uma amiga aqui que é padrão ocidental de beleza, e linda. Os brasileiros e os gringos também a consideram muito bela. Porém, os japoneses...acham ela ¨areia demais para o caminhãozinho¨(leia-se gorda e alta demais).

Algumas famosas que parecem bem próximas da perfeição - por isso, deve ser difícil ser amiga delas:
- Fernanda Lima - é linda demais da conta, parece super zen e compenetrada
- Natalie Portman - linda e mega inteligente (fez Harvard, se bem que isso não significa graaaandes coisa)

quarta-feira, abril 22, 2009

Saudade do meu iPod de 2g...


Os geeks e amantes das inovações do iPod que me perdoem, mas estou morrendo de saudades do meu bom e velho iPod 2g.

Sim, para quem não sabe, furtaram meu iPod no Japão e tive que comprar um iPod quarta geração.

(Sim, isso mesmo: furtaram meu iPod aqui no Japão. E foi um japonês, porque onde eu moro não tem brasileiros)

Enfim, por este motivo - e não porque eu queria um iPod novo ou qualquer coisa do gênero - comprei um novo. De 16g, para apelar mesmo e não sentir necessidade alguma de tirar músicas por falta de espaço.
Ok - na verdade eu comprei de 16 g porque não havia opções além de 8 e 16 gigas. E a diferença de preço entre os dois era ínfima.

Mas vamos aos poréns:

- Meu Click Wheel (aquela bolinha no meio do iPod que gira) não funciona direito. É mais sensível do que o da geração anterior e, por isso, qualquer pequeno movimento já o faz aumentar de volume, mudar a música, entre outros.

- Quando ouvimos a música, o álbum não fica aparecendo na tela. Pô, eu, que tenho a discografia dos Pretenders e não conheço a banda direito, quero ver de qual álbum é a música que estou ouvindo. E, por enquanto, não descobri como fazer isso.
*Alguém sabe?

- Muito espaço para músicas acaba virando uma confusão, sobretudo para quem (como eu) que morre de preguiça de fazer Playlists para todas as ocasiões. Por exemplo: às vezes eu estou toda feliz andando de bike e começa a tocar uma música depressiva do Radiohead. Na hora, eu penso: por que eu não fiz a maldita Playlist para os dias tristes?

- Não havia opções para um iPod Nano com menos de 8G. Como assim, minha gente? Antes, era possível comprar um iPod Nano de 2, 4, 8Gigas. E, agora, só de 8 em diante, com uma diferença ínfima de preço entre os dois modelos? Se eu quiser pagar menos, tenho que comprar o tosco do Shuffle, que nem tela tem?

- Design: nem sempre um iPod finíssimo é melhor para o uso. Esse iPod Nano é tão, mas tão fino, que dá medo de segurar. Eu havia comprado uma capinha de espessura normal, mas achei que não era o suficiente - e tive de comprar outra, mais grossa.
Ok, quando eu comprei o anterior eu reclamei à beça, e depois passei a amá-lo. Mas a quantidade de pessoas reclamando na web sobre os mesmos assuntos é absurda!

Antes de gastar seu dinheirinho em um iPod, pense antes, porque é certeza que terá algum tipo de dor de cabeça ou dúvidas inimagináveis...

Essa foi uma pequena pesquisa que fiz nos fóruns:

Meu Click Wheel não funciona

Meu Click Wheel não funciona - Fórum Apple
Problema com o Click Wheel
Scroll do Ipod
Pulando músicas no iPod


Pô, agora que eu vi: minha postagem anterior foi a 400! Caraca...

segunda-feira, abril 20, 2009

Baratas Tontas

Eu, com minha mania absurda de navegar sem rumo pelo cyberespaço, descobri uma página que contém muitos dos sites que frequento.

Lá estão, de uma só vez, sites de notícias, de relacionamento, sites de compartilhamento (eee), entre muitos outros populares na rede.

A construção foi feita por japoneses, mas o site está em inglês.

mais interessante é visualizar todos esses links como uma linha de metrô, bifurcando-se de acordo com o gênero do site - e cruzando, é claro, como toda rede complexa de conteúdos.

Na verdade a ideia de simular quaisquer redes - seja de sites, gêneros musicais (como feito pela revista Superinteressante) e outros - usando mapas de linhas de metrô é um pouco batida.



Mas uma coisa é simular a rede de metrô de São Paulo. Outra, é fazer uma rede como a do metrô de Tóquio (abaixo).


Pra quem achava que o metrô de São Paulo era confuso, imagina se perder num desses aí. Quando eu cheguei no Japão, quase surtei pela quantidade de pessoas (meio parecidas, diga-se de passagem) andando para lá e para cá, todas sabendo exatamente para onde ir.

Se eu não tivesse um guia em Tóquio, acho que teria perdido muito dinheiro por perder o horário do trem...

quarta-feira, abril 15, 2009

Minha avó, meus pés e os dinossauros

Acho que, se eu pudesse voltar ao passado, seria para consertar meu futuro. Então, considerando que hoje sofro sequelas por ter exagerado no passado, mudaria o seguinte:
Não teria jogado futebol e feito tae-kwon-do, ao mesmo tempo, por dois anos seguidos.
Isso deixou meus pés todo esfolados, calejados, ossudos, e com sequelas.

Por exemplo, eu não posso mais jogar futebol, porque meu tornozelo dói. Exagerei por um tempo, agora nunca mais poderei usar chuteiras - ou dar chutes de tae-kwon-do.

Ok, eles sempre foram feios, mas ficaram piores depois que pratiquei esportes que usam praticamente só os pés.
....
Mas, se fosse algum passado no estilo ¨máquina do tempo¨, acho que voltaria a algum tempo bem remoto, como a época dos dinossauros. Será que eles eram iguais aos do filme Parque dos Dinossauros? Grandes mesmo? Será que realmente existiram? Porém acho que não conseguiria sair viva da pré-história para voltar ao presente e dizer o que achei. Err. Seria um atestado de suicídio.

Eu morro de aflição dessa cena

Ou, para finalizar, voltaria ao ano de 1995 e teria uma conversa com minha avó, que faleceu quando eu tinha nove anos. Queria conversar com a idade que tenho agora, sem o pensamento de uma criança, e ver o que ela pensa da vida. Ia ser bacana.
...
Colocando a nostalgia de lado, vamos ver...se eu acordasse com 30 anos.
Não vai demorar muito – daqui a exatos sete anos.
Eu quero estar aprimorada no que invisto agora. Ponto.

E não quero ler isso daqui a sete anos.


domingo, abril 12, 2009

Sai maldição?



Fazer um Brilho Eterno de uma mente sem lembranças pode ser recomendável a curto prazo se queremos esquecer alguém.

Para esquecer ex, existem três fórmulas básicas, cujos termos foram inventados por mim:

1) distância física
2)distância efetiva
3)conhecendo o mundo.

A primeira é fácil. Simplesmente fuja de seu ex - não frequente os mesmos lugares que ele, não tenha mais o telefone, email, ou qualquer forma de contato do garoto.

Distância efetiva: bom, de nada adianta você deletar o ex do celular e não frequentar o mesmo círculo de amigos se você continua fuçando (e vigiando) o Orkut dele com seu perfil fake.
A distância efetiva é você largar o vício maldito de vigiá-lo sem o consentimento do cara.

Se continua perguntando para a amiga se o viu na festa, o vigia pela internet ou pratica qualquer forma mascarada de vigilância, você nunca conseguirá esquecê-lo.

E, por último, a fórmula menos dolorida de todas: saia e conheça o mundo! Você acha seu ex insubstituível? Acho que você falou isso do seu antigo ex, não? Quem era mesmo ele?

...
Ps: nenhuma dessas fórmulas funcionam se você simplesmente não quer esquecer seu ex, porque acha que ainda tem chances de reatar.

Ps2: esse post é para o Tudo de Blog. Não necessariamente se aplica à minha vida.

quinta-feira, abril 09, 2009

A boa alienação.

O BBB acabou na terça à noite (quarta de manhã, por aqui). E eu não sei absolutamente nada sobre o programa. Juro, vejo toda hora em sites de notícia manchetes como ¨a mais lida¨ e tal, mas não tenho nenhum interesse em saber sobre isso.

É bom saber que não perdi meu tempo discutindo quem vai ganhar o BBB, quem da casa é o mais falso, se cicrana já posou nua e etc.

Fico feliz que isso tenha acontecido porque, sinceramente, sou o tipo de pessoa que gosta de ter controle total sobre minha vida. Não gosto de me sentir tentada a assistir lixos televisivos ou a ler sites de fofocas. Por isso também que evito jogar videogame, fuçar no Orkut e usar o MSN inutilmente.

Concordo que abstração é bom, em certo sentido, porém já sou viciada em música – fato que consome grande parte de meu tempo livre na internet.

Sou daquelas que fica 3, 4, 5 horas procurando músicas na Internet. Às vezes nem eu acredito, porém quando olho o relógio na lateral do meu computador...tarde demais, esqueci completamente o que eu ia fazer na web.

Por isso, normalmente eu já tiro parte do meu final de semana para fazer isso. Faz uns 10 anos que adotei essa prática de desejar ouvir determinados álbuns, procurar até achar e...bom, acho que todos sabem como se faz.

....

Mudando de assunto: finalmente o Japão esquentou. Sentir um calor de 20 graus, não precisar mais ligar o aquecedor e ter que tapar o sol com as mãos são sensações muito boas.

E percebi também um movimento fashionista bizarro: enquanto eu comecei a usar saias, as japonesas começaram a usar calças. Sim, aqui é exatamente o contrário: inverno e outono – saia curta e tudo mais; verão e primavera – calça e tudo o que puder para fugir do sol.

sábado, abril 04, 2009

Indo embora e voltando

Agora que minha temporada no Japão está acabando, vou divulgar uma lista tosca que fiz com os Cds que me marcaram durante esse tempo na terra do sol nascente.

Depois vou fazer o saldo básico de minha estadia aqui, mas não agora. Estou super ocupada arrumando minhas coisas.

Mas antes, vamos lá:

2008:
- Agosto- MGMT - Oracular Spetacular


- Setembro - Jimmy Eat World - Futures



- Outubro - The Verve - The Forth


- Novembro - Oasis - Dig out your soul


- Dezembro - Molotov - Apocalipshit



2009:
- Janeiro - Pink - Funhouse e The Killers - Day & Age


- Fevereiro - B52´s - Time Capsule e Franz Ferdinand - Tonight



- Março - Lilly Allen - It's not me, it's you e Kings of Leon - Only by the Night




- Abril - Pink Floyd - The Piper at the Gates of Dawn e O Rappa - 7 vezes




Em abril...vamos ver, não estou viciada em nenhum CD até o momento. O ruim é que, depois que eu voltar, não vou poder ouvir estas músicas sem sentir um aperto no coração.

E vocês? Têm músicas que marcam de um jeito absurdo? Acho que todo mundo...

domingo, março 29, 2009

O futuro do Jornalismo, Lily Allen, O Rappa

Lendo jornais por aqui, vejo que, tanto nos EUA como no Brasil, jornais fecham a rodo. O que eu trabalhava, fechou.

Ora, quem compra jornal hoje em dia? A não ser eu, macaca velha que adora jornal – e não só para embrulhar peixe, mas para ler mesmo – grande parte das pessoas que conheço não lêem jornal. Alegam que podem ler de graça na Internet.

Eu ainda compro o bom e velho jornal, pelo menos duas vezes por semana. E o faço porque sei que vale a pena, que o material tem o mínimo de qualidade desejável para eu me manter informada e entender, pelo menos um pouco, o contexto do que se passa.

E o futuro do jornalismo, pauta de grandes discussões entre os jornalistas? Bom, o jornalismo que a gente conhece não mais existirá, mas considero isso um grande prejuízo a todos, porque é a consolidação da quantidade em detrimento da qualidade. Não estou dizendo que se você não é jornalista a notícia ficará ruim, porém prefiro ler uma matéria de jornal a ficar acompanhando twitteiros cobrindo, por exemplo, um show ou uma sessão da Câmara.

“Agora, Fulano falou isso”
“Cicrano colocou o dedo no nariz. Que nojo”

Esse tipo de asneira corre solto no twitter da vida.

Fatos por fatos, vivo minha vida. A vida exige análises, não somente fatos esparsos.

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Para me autocriticar, também aponto uma outra crise: a musical. É claro que ninguém precisa carregar, no bolso, cerca de 600 músicas de uma só vez, e com qualidade sofrível. O artista se mata para gravar o aí vem um espertinho, pega o cd demo e o distribui na internet, dizendo que está “saindo do forno”. Ora, o CD não está pronto! Mas vazou, e as pessoas não se importam se a qualidade é sofrível ou não, apenas se declaram felizes por terem pego o CD “de graça” – a custo de risco de vírus fatais ao computador, bem como buscas, muitas vezes frustradas, de um álbum apenas audível.


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Ah, só para descontrair e justificar o termo autocrítica dito anteriormente, vou falar o que estou ouvindo:

- Kings of Leon - Only by the Night
- Lily Allen - It's not me, it's you
- O Rappa - 7 vezes

Me surpreendi com a Lily Allen, porque eu a achava pretensiosa demais, uma vozinha tosca e mais uma da geração cantoras inglesas. Porém, me surpreendi: as letras são muito boas e ficam interessantes ao som da melodia, que normalmente não combina muito com o conteúdo da letra - esta, em grande medida, bem pesada. No "It's not me, it's you", você encontra temas como sexo, luxúria, drogas e rock'n'roll. Com uma melodia parecida com..."Smile".

Se você é homem, tenta entender as garotas e não consegue assistir Sex and the City...Bom, ouça "It's not me, it's you". Vai aprender um bocado, principalmente com a música "Not Fair".

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Já o Rappa...os caras são bons, isso todo mundo já sabe, mas esse cd é bom hein? "7 vezes" me surpreendeu, seja nas letras, seja na melodia. Palmas para o baixo, que deixa tudo mais virtuoso. E as letras, claro. O show do Rappa ao vivo já é uma atração aa (não sei usar crase no Mac) parte, imagina com esse cd?

É daqueles álbuns que você ouve uma vez e já curte tudo.
Mostrei a música "Meu mundo é o Barro" para meus amigos japas, e eles imediatamente curtiram. Ao contrário do Tom Zé e Nação Zumbi (minhas favoritas, por ora), que eles acharam um tanto "estranho".


Não tem jeito: acho-a linda!

domingo, março 22, 2009

Hoje a entrevista será com... Clodovil!


1) Clodovil, eu sei que você já bateu as botas, então agora deve estar com a língua mais afiada do que nunca.
Clodovil – Olha, benhê, seguinte: eu morri, mas escrevi um monte de fofocas dos bastidores de dois lugares semelhantes – o mundo da moda e o da política.

2) Aliás, Clodovil, porque você resolveu entrar para a política? Você realmente entendia do assunto?
Clodovil – Queridaaa, é claro que eu não entendia, mas o Frank Aguiar entende? E o Aguinaldo Timóteo? O Silvio Santos também tentou ser presidente, só para você parar de me esculhambar e se precaver antes de perguntar bobagens, ouviu?

3)OK, OK, da próxima vez eu pesquiso um pouco mais sobre candidatos bizarros concorrendo às eleições.
Clodovil – Você me acha bizarro? É isso que quis dizer? Te pego na barca do inferno!

3) Não, não, senhor Clodovil! Eu não quis dizer que o senhor é bizarro, longe disso! Aliás, é muito sensato de ter chamado a deputada Cida Diogo de feia, com certeza.
Clodovil – Japoronga escrotaaaaaaaaaaaaaaaa!! Vou te pegarrrrr

4) E vamos ao intervalo comercial, com o programa Alto da Barca do Inferno.

sexta-feira, março 20, 2009

Primavera Harumi Spring

Faz tempo que eu não escrevo...

Mas hoje, depois de muito tempo, me sinto feliz.
Começou a primavera. No Brasil, esse lance de estações do ano parece bobagem mas, no Japão, mudar a estação significa, literalmente, mudança de vários hábitos, aposento de algumas peças de roupas e retirar do armário outras, as ruas tornam-se floridas, etc.

A maior felicidade é sentir uma brisa mais quente e não ter que dormir com quatro cobertores. Nem ter que ligar a água quente para lavar a mão.

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O mais engraçado é que eu estava me achando porque não tinha ficado doente no inverno. No Japão, o pessoal toma até vacina para não ficar doente, porque parece uma epidemia mesmo.

Até que, do nada, peguei a pior dor de garganta da minha vida. Resultado: começo a primavera tomando 4 tipos de remédios...